Prove it
1 Rewind
Notas iniciais
Primeira fic, espero que gostem.
Os primeiros capítulos serão confusos, mas espero que acompanhem, segundo terceiros a história é boa.
Enjoy~~
O centro de reabilitação esportiva de Los Angeles internacionalmente conhecido como o melhor destino para reabilitação fisioterápica era comandado por um seleto e ético grupo de doutores e executivos. Um de seus diretores saia do elevador restrito que permitia acesso ao setor administrativo do hospital com o celular em mãos, absorto no aparelho mantinha os lábios inclinados para um lado do rosto em sorriso carinhoso. Dedos ágeis digitavam um texto curto de resposta na tela lisa do smartphone enquanto seu corpo automaticamente girava para a direita seguindo o corredor caminhando sem desviar o olhar do aparelho e apenas caminhando em direção a última porta do lado direito.
Parou em frente a porta mogno escuro enquanto digitava as últimas palavras da mensagem, desligou a tela do aparelho e bateu na porta entrando na sala logo em seguida.
— Senhor Park?! – Chamou forçando uma voz séria com notas de riso, observou o homem de cabelos negros e curtos, vestia-se socialmente com os primeiros botões da camisa azul marinho abertos, estava sentado na poltrona revestida de couro liso lavado de tom negro. Um sorriso brincou nos lábios do observador que adentrou a sala sem fazer barulho e apenas encostando a porta atrás de si.
— Senhor Park?! – Chamou-o mais uma vez caminhando pela sala larga e quadrada, as cortinas em tom branco gelo semitransparente estavam fechadas impedido a total luminosidade daquela ensolarada tarde de verão, puxou-as de uma vez fazendo o escritório todo se iluminar mais ainda.
O som do arraste das cortinas e a luminosidade extra fez o leitor recobrar seus sentidos, o susto mal disfarçado com uma tosse foi notado pelo observador, que se fosse em outros tempos ele teria feito riso e piada do momento, porém agora, achando-se mais maduro – ou menos infantil – apenas ergueu uma sobrancelha deixando um pequeno sorriso escapar.
— Oh, JB, você já chegou?! – A voz baixa do observado deu indícios de que não era usada a algum tempo, “Com certeza ficou lendo a manhã toda ao invés de trabalhar”, pensou JaeBum.
— Sim, vim te chamar, já estão todos nos esperando – parou olhando-o voltar a atenção para o livro novamente, via-o marcar a página com um marcador que estranhamente parecia ter o rosto de alguém familiar. – Estava lendo? – Perguntou o obvio.
— Sim – Respondeu desatento enquanto se levantava e alinhava suas roupas marcadas pelo repouso, seus sentidos se alertaram antecipando a piada pronta que sabia que viria.
— Pensei que não soubesse ler – Aí estava ela, uma careta de deboche e o riso dos dois ecoou.
— Suas piadas são previsíveis.
— Suas reações também – olhou-o ir em direção a mesa onde estava uma mochila de mão, balançou a cabeça em negação, ele realmente não fez nada desde que chegou, apenas leu. – O que estava lendo?
— O livro do Yeon – respondeu guardando o citado objeto na mochila, um rápido olhar pelo canto dos olhos o fez ver que uma pergunta muda estava estampada no rosto do seu “líder” – eu tenho os meus meios.
Deu de ombro como se aquilo não significasse muito para uma tortura no momento, guardaria para mais tarde — É bom?
— Você ainda não tem um?! – Perguntou voltando-se com a mochila nas mãos junto com a chave do carro a qual entregou ao mais velho, o tom da pergunta era certeiro e dizia “Fui o único que se importou em conseguir o livro antes do lançamento?!”.
— Ele me disse que daria uma edição especial com dedicatória. – Caminhava ao lado do observado notando o rosto de nariz empinado ir de riso para incrédulo.
Saíram da sala caminhando pelo corredor em direção ao elevador.
– Só para você?
— Não, para os outros também, disse que como somos a inspiração merecemos algo especial
— Aisssh – Zumbiu começando a reclamar – Ele não falou nada disso pra mim! Como pode não me dar um livro especial? – JaeBum prendeu o riso ouvindo a reclamação do outro – Eu estava lá e vi tudo com ele, estive do lado dele e até segurei a mão desse ingrato, ishhh, nossa...
— JinYoung, ele disse que daria a todos nós, porque você esta reclamando?! – E riu da expressão do outro que apenas ficou em silêncio. O elevador chegara ao destino e os dois ocupantes saíram institivamente buscando o celular no bolso enquanto caminhavam para fora da clínica cumprimentando mecanicamente um ou outro que se inclinavam ou se despediam.
O caminho até o estacionamento fora rápido e silencioso, absortos nos aparelhos apenas seguiram automaticamente para o carro do mais novo.
— É bom?! – Perguntou novamente JB, ao vê-lo terminar de colocar o cinto e procurar o livro na mochila, parecia que ele realmente estava gostando da leitura, e para um livro agrada-lo provavelmente deveria ser algo grande.
Um movimento positivo de cabeça foi o suficiente como resposta no momento, até que parou e sorriu timidamente – Ele realmente escreveu muito bem, eu consigo sentir novamente tudo que se passou daquela vez, não pensei que seria capaz disso de novo.
— Ohh!!! – exclamou rindo saindo com o carro – Yugyeon, não iria se aguentar se ouvisse você dizendo isso – um olhar atravessado do outro o fez rir mais ainda – Ahhh, ele iria ficar muito feliz em saber que você aprovou a escrita.
Jr concordou silenciosamente com os olhos perdidos na rua e o livro aberto em suas mãos. Sua mente com pensamentos profundos em um passado pouco distante, então acordou e resolveu se vingar pela piada de mais cedo. – Quer que eu te conte o que acontece?
— Spoilers? – Os olhos de JB se arregalaram, se isso é possível, e então nervoso respondeu- Não, melhor não, quer dizer, quero ler, não é como se eu não soubesse o que esta escrito mas... – Seu nervosismo não passou despercebido pelo outro que encontrou nessa brecha um motivo para atormenta-lo.
— Ahh, que pena, não seria um spoiler realmente, eu apenas leria para você a introdução...
— A introdução? – JB havia mordido a isca – Realmente não seria um spoiler né?! Já que sabemos da história...
— Mas nosso maknae ficaria decepcionado se soubesse que lemos o livro antes do lançamento... – finalizou a frase com um suspiro dramático e se perguntou porque não havia virado ator.
— Leia a introdução e eu não vou contar que você conseguiu o livro por meios ilegais. – ameaçou Jaebum parando o carro ao notar a luz vermelha no semáforo.
JinYoung riu, estava salvo por um tempo e se JB o dedurasse os dois iriam sofrer juntos as reclamações do mais novo. Folheou as páginas encontrando o início da introdução e um sorriso paterno se apoderou do seu rosto, ao ler a primeira frase na qual já sabia cita-la por memoria olhou o rosto de JB e naquele momento teve a certeza de o que amigo compartilhava o mesmo sentimento que estava sentindo.
“ Aos envolvidos uma memória escrita, aos leitores um conto, uma crônica ou uma fantasiosa história de sete desajustados que por motivos ainda desconhecidos se uniram por uma causa maior, essa é uma história de amizade, lealdade e amor, ou para melhor definir, uma junção de receitas de lamém”. – Jaebum riu nostálgico por alguma lembrança que Jr também compartilhava com os olhos levemente marejados.
“ O que precede este início ou as motivações dos personagens serão descritos ao decorrer da leitura, por isso, este início se apresenta no ponto que acredito ser importante, ou como definimos, o dia em que fomos morar em G7...”.
~~***~~
Estava ansioso, suas mãos suavam e por mais água que tomasse ainda podia sentir sua garganta seca. O momento que tanto esperara em anos, desde quando decidiu seguir os passos de seu pai e seu irmão mais velho havia chego e da forma mais inesperada.
Finalizou agradecendo aos superiores sentados à sua frente e levantou-se, antes de sair reverenciou-os uma vez mais, então fechou a porta atrás de si e sufocou o grito que se formava em sua garganta.
Ela estava ali, a mãe da primeira família estava em seu dojo, aguardando para conhece-lo, não somente a ele, mas aos outros garotos também, todos compartilhavam da mesma vontade, porém ele sabia que era diferente, não havia um motivo especial para isso, apenas sabia que era o que mais brilhava entre todos.
Respirando fundo endireitou-se e tentou adquirir o ar mais carismático que poderia ter, ao virar pelo corredor caminhou de queixo erguido não deixando transparecer seu nervosismo, fora o último a se apresentar e pelos seus cálculos o que mais demorara. A grande mãe tinha um olhar penetrante que parecia poder ler o que havia de mais escondido em seu interior, estremeceu ao pensar nela e nesta possibilidade.
Avistou seu pai em pé conversando com o grande pai, e seu estomago revirou, não havia estado muito a presença da primeira família e estar a sua sombra era tanto uma grande honra quanto estarrecedor, imaginar que qualquer coisa que fizesse errado perderia a sua preciosa vida lhe dava vontade de visitar o grande vaso.
Seguiu em direção a seu pai e percebeu seu irmão mais velho ao lado de outro rapaz, aparentava ser chinês, talvez o primeiro filho? Se ele estava aqui, então o segundo também estaria? Posicionou-se ao lado de seu pai e o reverenciou assim como também reverenciou o grande pai. Permaneceu parado ao lado destes não ousando falar.
Sua mãe com certeza deveria estar neste momento organizando suas coisas, fazendo suas malas, acreditava certamente que iria passar nesta seleção, e com seus olhos escaneavam todo o salão buscando algum indicio do segundo filho, seu futuro protegido, porém ainda não o notara em lugar algum.
Já havia passado uma hora desde sua pequena reunião com a grande mãe, o segundo filho não havia vindo junto com a família e segundo informações adquiridas pelo seu irmão, a situação era mais séria do que poderia imaginar. Fora pedido a ele que permanecesse no salão, pois a grande mãe queria-lhe falar.
Agora então ali estava, sentado em um sofá, sozinho e se sentindo desconfortável.
— Não esta com fome? Bambam? – uma voz doce soou em cantonês atrás de si, quase uma melodia poderia dizer que se ouvia junto a sua voz, a grande mãe se aproximava com um sorriso terno e seus olhos profundos, Bambam abaixou a cabeça em respeito e também envergonhado.
— Não senhora, estou bem, obrigado – respondeu levantando-se e segurando a mão dela esperou que se sentasse primeiro para fazer o mesmo, desta vez totalmente virado para ela.
— Criança, você pode olhar para mim, não há uma lei que o proíba disso – ela o disse gentil e ele sorriu timidamente ao som de sua voz, erguendo seus olhos minimamente contemplou-a em seu estado sereno, porém nunca deixando o terno sorriso. – Serei breve querido, pois necessitamos voltar a Hong Kong ainda esta noite – o viu inclinar a cabeça informando-a com respeito de que a estava ouvindo.
— Suas qualidades assim como suas menções me fizeram o escolher para algo que em meu coração de mãe preciso muito. – ela sentou-se mais à frente e puxou a mão de Bambam a segundando entre as suas. – Consigo ver em seus olhos que és um bom filho, um leal companheiro e que suas intenções hoje foram as mais verdadeiras, os seus muito me falaram sobre ti, e em mim sinto que seria a companhia perfeita para o meu Gaga. – ela pausou esperando que o mais novo assimilasse o que dizia.
— Não é protocolar o que estou fazendo e muito menos o que irei lhe pedir, para muitos, nosso contato não seria necessário, afinal deveria ser meu menor a vir e escolher-te. Porém, como acredito que já lhe fora informado, necessitou-se que para isso eu viesse... – ela pausou e olhou-o nos olhos, O mais novo pode ver seus olhos húmidos e lembrou-lhe muito os olhos de sua mãe quando pensava em seu pai e seu irmão. Ali estava os olhos do farol da família.
— Meu Gaga não saberá quem você é, ele não saberá que você estará indo para cuida-lo, então acima de tudo criança, além de protege-lo, seja um amigo e seja família para ele. Eu sinto, eu sinto que aqui – e tocou-lhe o peito por cima do coração – aqui, você encontrara o caminho para ser-lo tudo isso. Então querido, é apenas isso que o peço, seja meus olhos e meu coração ao lado dele e seja para ele seus braços e seu caminhar. – ela o sorriu e muito cuidadosamente secou uma pequena lagrima que escapara.
Ainda em silencio e observando-a Bambam a reverenciou, seu coração estava acelerado e sabia com certeza que ela havia notado isso. Não lhe era permitido questionar o porquê apenas aceitar. Algo ruim ocorreu com o segundo filho e ele sabia, agora lhe era imposto a proteção e segregação do mesmo.
Talvez por isso, um tempo depois quando estava deitado em sua cama, muitas horas mais tarde, quando a madrugada virava-se alta, pegou-se pensando em seu maior sonho, suas responsabilidades agora e seu futuro incerto. Enchendo-se de um sentimento carismático disse a si mesmo que era mais que obviu que somente ele pudesse fazer o que fora pedido para fazer. Porque agora ele era o protetor do segundo filho da primeira família, futuro braço direito do líder das três famílias de Hong Kong, o protetor de um mafioso, sim, somente ele poderia ser.
Virando-se rapidamente agarrou o celular na cabeceira de sua cama e com rapidez nas pontas dos dedos digitou:
Mensagem para Liu
Você:
Meu voo parte de Tai amanhã ou hoje, isso é confuso...
Digitou e então ficou inseguro, será que ela veria? Que horas seriam agora lá? Deveria contar a ela o motivo da viagem? A notificação de entrega e leitura havia sido recebida, ela estava o ignorando?
Liu:
Para onde?
Sorriu, ela deveria estar ocupada, mas nunca o ignoraria, afinal ele era o raio de sol dela não? Inseguro para digitar, sabia que ela ficaria chateada.
Você:
Vou demorar um dia para chegar em L.A.
Liu:
*Emoji de dedo do meio*
Chocado demorou alguns segundos para entender o porquê daquele emoji, ela estava brava? Checou a passagem em sua cama para ter certeza de que não daria uma falsa informação, uma falsa esperança.
Você:
Vou fazer escala em Paris, você vem me ver?
Liu:
*Imagem com texto*
“Eu estou te ignorando se você não percebeu”.
Ele riu alto e rapidamente tampou a boca, passava das quatro da manhã, não poderia ser pego acordado quando seu voo sairia as dez da mesma manhã. Olhou novamente o celular e então riu mais contido, o senso de humor dela era o seu charme, não era um dos seus charmes.
Você:
Quer que eu te leve chocolate?
Um sorriso que não coube em seu rosto se fez quando a tela ficou inundada de corações.
Liu:
QUERO!!!
~~***~~
Se era possível um ser humano não morrer de desidratação por chorar quase dez horas seguidas então talvez ele precisasse chorar mais para morrer desidratado. Pelo menos era o que estava se passando em sua mente enquanto olhava, ou tentava, pela janela do avião com seus olhos extremamente inchados.
“Ainda tenho muitas lagrimas!!” Pensou emburrado enquanto inutilmente enxugava seu rosto vermelho e molhado. Se fechasse seus olhos ainda poderia ver a cena que se seguiu no aeroporto horas atrás.
Não tinha dormido direito na noite anterior, ficara sozinho em casa enquanto seus pais e seu irmão viajaram até a Tailândia, não quis ir, não queria ver ninguém, também não queria ficar sozinho, não queria que sua mãe fosse, mas no fim apenas ficou em seu quarto. Não sentia fome, não sentia frio, não sentia nada, apenas estava vazio. Ficara jogado no chão do quarto por horas e horas, remoendo os acontecimentos recentes, sentido as dores de seus hematomas e questionando-se de ser como era... será que era ele que estava errado ou algumas outras pessoas?
Não chorou em casa, não chorou em nenhum momento, nem depois do acontecido, não chorou quando descobriu-se traído, não chorou quando seu coração foi quebrado, não chorou quando foi humilhado na frente dos seus.
Manteve sua cabeça erguida como se não estivesse ouvindo nada daquilo, ou mesmo se ouvindo, fingia que nada daquilo o abalava. Mas sentiu-se grato quanto um de seus liderados, o líder da terceira família enojado pelas besteiras que ouvia, socou o palestrante que foi possível ouvir o som do osso do maxilar se quebrando.
Somente neste momento se retirou e à partir daí se tornou recluso pelos dias que se seguiram, até decidirem por ele o seu futuro, até o mandarem para longe, para sua proteção.
“Realmente acho que sou fraco, para precisar que meus pais me protejam... não apenas um fraco... sou eu uma vergonha para os meus? Para ser mandado assim... para tão longe? ”.
No aeroporto chorou, foi apenas por alguns segundos, seus olhos naquele momento estavam com a sensação de areia e ardência, talvez fosse porque a vontade de chorar continuava presente, mas aguentaria assim como estava aguentando por todo este tempo, porém evitava os olhos de sua mãe.
Ela chorava silenciosamente, e sabia que se seus olhos se encontrassem, perderia o controle também. Abraçou o pai que estava vermelho, e ele sabia que era porque também lutava contra a vontade de ser fraco. Seu irmão estava com o rosto escondido atrás de uma mascara, porem notava que estava molhada, abraçou o irmão e então a ouviu chama-lo.
— Gaga...
Seus olhos se humedeceram e soluçou a abraçando. Foram apenas alguns segundos, mas sabia que o ombro de sua mãe estava molhado. Apertou-a contra si e então a soltou, reverenciou-lhes e seguiu para o embarque.
Agora estava sentado seguindo seu destino para um pais que não conhecia, permanecia de óculos escuro esse afogando em suas lagrimas, torcia pelo menos que a fonte secasse até L.A., ou que conseguisse morrer de desidratação.
~~***~~
— Então se eu quiser ter a Ahgase para mim eu vou ter...
— Vai ter que se adequar aos meus termos e missões – A voz feminina e madura disse num tom brincalhão, mas sua expressão era seria ao olhar para o filho mais novo a sua frente.
— Mãe, você não esta regulando muito bem né? – Desviou de uma almofada que fora atirada em sua direção.
— Voce quer a agencia, então terá de merece-la, não vou deixar de mão beijada para que você a leve a falência, já te falei, assine este contrato e você estará sendo havaliado para descobrirmos se tem as habilidades necessárias para comandar a Ahgase.
— Um monte de baboseira – e desviou de mais uma almofada, suspirou.
— Após você assinar, lhe darei uma turma de intercambistas para cuidar, sua avaliação será de um ano, que será o tempo que irá durar o intercambio destes garotos por aqui.
— Um ano? – A voz chorosa fez com que a mãe desse um sorriso triunfantemente maligno.
— Sim, um ano, a contar da data que todos estiverem juntos, aqui... – estendeu alguns papeis para o filho – em cima está o contrato e junto a ele a ficha dos intercambistas. Você já sabe que seu primo está vindo, provavelmente chegará amanhã, não se esqueça de ir busca-lo. Ah, também ligue para o Artur e verifique com ele se a veraneio está pronta.
Ao ouvir falar na sua casa preferida endireitou-se e pegou os papéis analisando-os – O que tem a veraneio mãe?
— Ora, o que você acha? Estes serão intercambistas especiais, deverão ficar bem acomodados, de início mantenha-os nos mini estúdios, caso ainda não esteja concluída a reforma.
— MÃE A VERANEIO É A MINHA CASA!
— Sim, ela é sua, a partir do momento que você se tornar responsável pela Ahgase, sem Ahgase, sem veraneio, agora se puder me dar licença tenho uma videoconferência em cinco minutos.
Seu filho continuava parado, encarando-a com os papeis em mãos.
— Mark querido, acho que você tem trabalho a fazer – e com a mão estendida fez sinal para que saísse da sala, no qual o garoto seguiu o que foi lhe mandado ainda que seu rosto indicasse que possivelmente seu corpo agia sem uma alma para controla-lo.
Do lado de fora do escritório de sua mãe ela pode ouvir o grito de frustração dele e riu, iniciando o contato em vídeo com a irmã na china, precisava saber o que exatamente estava motivando a vinda do sobrinho para L.A.
Após gritar de frustração percebeu alguns alunos encara-lo no corredor como se fosse de outro mundo, respirou fundo e então ouviu seu celular tocar, “Ems” apareceu no visor e então seu corpo estremeceu. Atendeu a ligação.
— Hello my boy~~
— Ems tá sentada? – Ignorou o início da conversa e se encostou na parede, precisava contar a alguém e ela era a pessoa perfeita.
— Não – ouviu-a responder depois rir, ou algo parecido com isso.
— Então senta
— Ta
— Minha mãe disse que posso ter a Ahgase daqui a um ano!
— YAAYY~~ — Ouviu-a gritar feliz, por ele possivelmente, e sorriu inconscientemente.
— Senta Ems que eu ainda não terminei
— Ah, Ok
Nesse momento Mark contou sobre o que teria que fazer para poder conseguir administrar a agencia de intercambio da mãe no futuro, contou-lhe sobre o contrato de responsabilidade, sobre os seis intercambistas, sobre todos eles morarem na casa dos sonhos dele. Sobre ele ter que virar possivelmente um guia turístico para eles, pois todos viriam da Ásia e não tiveram nenhum contato com terras americanas antes. De que sua mãe possivelmente estaria o forçando a ter amigos, coisa que ele julgava não ser necessário pois, já tinha ela e sua mãe... e agora seu primo que estava vindo, e que pelo que se lembrava ele era legal.
— Então, me diz, o que posso fazer Ems, me fala...
— O QUE? – depois de alguns segundos a ouviu gritar do outro lado.
— ISSO NÃO PODE! COMO ASSIM?! NÃO É JUSTO!! – Talvez fosse a forma indignada como ela falava, por alguns segundos Mark sentiu-se aliviado por alguém o compreender. – COMO ASSIM ELA VAI ENXER A CASA DE HOMI BONITO E NÃO ME CHAMA NEM PRA SER ESCRAVA?!!
O choque das palavras o fez pensar se havia ouvido direito – HEEY!! DE QUE LADO VOCE ESTÁ??
Ele a ouviu rir e sem motivo se permitiu rir também, então ouviu a voz suave dela do outro lado e por algum motivo isso o acalmou.
— TuanTuan, não se preocupe com isso, apesar de achar os métodos da tia algo bizarro, acredito que ela deva ter seus motivos, também sei que você é competente o suficiente para se sair bem nesse ano e em qualquer missão que ela te passe, eu acredito em você.
— Obrigado – Sussurrou ao ouvi-la terminar, ela podia influencia-lo facilmente com suas palavras.
— Fora que é uma oportunidade única, você poderá fazer amigos Mark, apesar de ser de um jeito estranho, mas pode ser que consiga grandes amizades... e.… conte comigo se precisar, vou estar sempre aqui por você! – Ele sorriu e balançou a cabeça mesmo sabendo que ela não o veria faze-lo aquilo, mas ela sabia. – Quem sabe eu também não desencalho, você tem fotinhas deles aí?
— EMS!!!! – Então novamente a risada dela soou e ele se sentiu bem.
~~***~~
Um carro preto parou de frente a uma grande casa com enorme letreiro escrito “Ahgase -Escola de idiomas e Intercambio”, vidro fumê da janela de trás abaixou-se apenas para que uma brisa suave pudesse entrar.
— Você tem certeza de eu ele estará vindo para cá? – O motorista encarou-o pelo retrovisor, seus olhos eram questionadores assim como suas palavras. O rapaz sentado no banco de trás assentiu retirando os óculos escuro e guardando-o na mochila exageradamente verde neon.
— Estou indo – anunciou abrindo a porta, a brisa tomou seus cabelos e encontrou seu rosto fazendo-o sorrir.
— Tenha cuidado.
— Não serei descoberto.
— Não seja morto, não se esqueça que seja como for, ele ainda é um criminoso. – Aquelas palavras fizeram o sorriso doce do rapaz tremer.
— Que seja, farei apenas o meu trabalho, não me procure ou me ligue HeeChun~~ — Disse cantarolando – Entrarei em contato caso necessário. – Assim finalizando a conversa saiu do auto jogando a mochila nas costas e tentando entrar no seu novo personagem. – Agora onde eu encontro algo para comer?
Notas finais
Pedaços... pedaços... desculpa, será assim até o capitulo 3 :(
Por favor me digam o que acharam, se encontraram muitos erros e onde preciso melhorar.
Obrigada pela sua atenção e até o próximo chap!!
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