Prova De Amor

17 Capítulo 17


Notas iniciais
Me esforcei para publicar um capítulo hoje, hehe.
Se ficou pequeno, sorry mesmo, mas vai revelar muitas coisas.

Gente, e antes disso, queria dizer que planejo publicar uma fanfic mais comédia sobre iCarly, porque essa é super drama e não tem nada relacionado com o gênero da série. Então, que tal mudar e deixar o roteiro mais normal? Espero que gostem. (Mas, só publico quando essa estiver concluída). De qualquer forma, a originalidade vem do enredo, e eu sempre busco isso quando escrevo! ;)

~ Desculpem pelo comentário alheio, boa leitura.

[...]

–Eu sei como dói perder alguém tão especial, eu também sinto muita falta da minha mãe — O moreno afirmou, querendo confortar-me.

–Mas, com a sua mãe é diferente — Eu respondi ainda sobre seus ombros, dentre lágrimas. — Ela ainda pode voltar um dia.

–Acho que depois de um ano, ela não volta — Falou me fazendo sentir seu abraço mais forte, como se estivesse precisando de apoio, como se também estivesse precisando de conforto, tanto quanto eu preciso.

–Desculpe por te fazer lembrar dela, sei que apesar de louca como era, no fundo era uma boa pessoa, e principalmente, era sua mãe. E isso não se compra — Nos separamos e o lancei um sorriso de conforto, então vendo ele retribuir.

–Não precisa se desculpar, mas se quer mesmo me deixar melhor, pode voltar pra cá — Ele disse abrindo seus braços para que me aconchegasse neles novamente.


Ponto de Vista — Geral


Três meses haviam se passado. Em todos os jornais se dava a morte de um homem de trinta anos em uma das estradas ligadas à Seattle, e logo Carly reconheceu de quem se relatava. O enterro de Spencer já fora marcado, e realizado, nas últimas três semanas após o misterioso acidente. Em todas as partes da cidade haviam boatos de que ele mesmo houvera se suicidado, e não que o caminhoneiro perdeu o rumo. De qualquer forma, pelas marcas da tragédia deixadas sobre a estrada, o motorista do caminhão foi condenado, até porque percorria o trajeto sem documentos. Permaneceria lá por dois anos, acusado de algo mal sucedido. Um novo ano que já começara como o pior de suas vidas.

Os dias corriam difíceis para a jovem Shay, a linda e recente apresentadora de um dos maiores WebSites da América, por mais de anos, que agora enfrentava a perda do avô e do irmão. Ao invés de ser liberada da internação, seu problema se agravou e ela foi sedada por distúrbios mentais. Fora o mesmo problema que Sam enfrentara anteriormente, mas a loira não estava sob observação médica. Brad estava sem rumo e sem chão, e não poderia fazer nada sem a sua amada, a quem não veria por longos dias. Porém, foi constatado pelo psicólogo que acompanhava o caso da morena, que o seu caso não era tão grave. Logo, ela havia sido liberada. Um mês depois, se recuperou e jurou por tudo de mais sagrado que nunca voltaria a ingerir bebidas alcoólicas, com seu namorado de testemunha.

Promessas, ao ponto de vista dos Shay, nem sempre eram dívidas eternas. Mais uma recaída a levou à quase perda de sua vida.


...



Doze de janeiro — dez horas AM


Era uma manhã enfim ensolarada. Samantha já acordou enxugando seus olhos para contemplar melhor a vista de sua janela. Aquela casa velha, rodeada de poeira e neblina, enfim ficara mais reluzente com o brilhar do Sol, lá de fora. Mas havia algo diferente. Ela olhou para o lado e não viu aquele que via todas as manhãs. Freddie não estava lá, como de costume estivera. Como primeira reação, ela apenas o procurou pela casa como sempre fazia, e o via na varanda olhando para a cidade chuvosa. Mas novamente havia algo diferente. Não foi isso que ela encontrou. Na verdade, ela não encontrou ninguém; nada.

Já começava a se desesperar chamando pelo seu nome sem ser retribuída, até que então lembrou-se de algo, a única opção do fato que pudera estar acontecendo. Ligou seu celular, disponibilizando-o para seu uso e viu que uma mensagem estava pendente. Assim que selecionou a tal, abriu-se o comunicado — diga-se, pois na verdade, seria aquela uma ameaça.

"-Sei bem o que anda fazendo em sua vingancinha. Já mandamos o seu troco, agora se o quer de volta, venha buscá-lo."

Como sempre, a mensagem era anônima, porém ela já tinha consciência do remetente, como já era revelado há tempos. Queria se mostrar mais calculista que os miseráveis sequestradores assassinos prepotentes que queriam ameaçar-lhe e como sempre, ela não parou quieta.

Seguiu seu rumo cambaleando e programando seus diálogos e camuflagens no velho terreno que logo seria descoberto pelas autoridades, segundo ela. Um terreno atrás de um beco escuro, que parecia ser tão bem escondido e distante da vista dos policiais. Tudo que ela queria era lhes dar a devida lição. Nunca mais mexeriam suas mãos sujas em quem ela amava, e seria esse o destino final.

Se escondeu em uma das partes da velha habitação e, através da janela, viu onde Freddie estava preso. Só queria saber o que aqueles crápulas queriam em troca de tudo isso que armaram.

–Cá estou eu — Se revelou provocante, entrando pelas janelas laterais.

–Hm, finalmente apareceu, Puckett? — A figura apareceu espantada com sua vinda.

–Me digam o que querem para deixá-lo sair daqui — Falou objetiva.

–Nossa, podemos fazer muitas coisas com você — Fitaram-lhe de cima à baixo. — Mas queremos mais do que imagina. Você vai pagar por o que anda fazendo, Puckett. Vai se arrepender de tudo que provocou. Serão os piores dias de sua vida e assim sentirá o que merece — Acrescentou.

–Podem começar com o que planejam.

–Aqui quem manda sou eu, e não você, loirinha.


[...]