Prova De Amor
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Brinks, mas eu sempre me esforço para agradar vocês, queridos (as) ♥ Aqui vamos nós.
[...]
-Agora entende como eu me sinto? Não é que eu não confie em você, ou não lhe permita fazer nada sem que eu saiba, eu apenas me preocupo. Saí daqui para dar uma volta rápida na cidade, e lá vai a Senhorita Puckett argumentar... Comigo não é diferente. Não sou egocêntrico, sempre penso no seu lado antes do meu, mas você, ao contrário disso, nunca compreende — Disse de maneira direta.
-Nós nunca houvemos de ter o mesmo ponto de vista. Aliás, o único motivo de nossas brigas sempre foi isso desde que nos conhecemos... Não se lembra? — Falou ela, um pouco mais calma.
-Mas agora somos adultos e maduros o suficiente para esquecer essas míseras coisas. Não devíamos ter brigado ontem por isso, o que aconteceu, já aconteceu — Completei.
-Eu não queria que ficasse chateado comigo por isso! — Gritou. — Apenas queria que tudo fosse normal.
-Ei, eu não estou chateado com você. — Eu disse, já que realmente não queria vê-la tão mal por algo tão estúpido de minha parte.
Eu não esperava que ela fizesse isso, mas senti seus braços me envolverem em um confortante abraço, em seguida.
-Você me perdoa? — Perguntou.
-Claro — Respondi de maneira confortante, enquanto deslizava meus dedos por seus cabelos tão macios. — Nunca te trairia com uma vadia qualquer, como você disse.
-Não sei como você consegue ainda estar comigo, depois de tudo isso que eu lhe fiz passar... — Sam dizia entre suspiros olhando em meus olhos, depois de nos afastarmos de tal posição. Nossas faces continuavam próximas, e nossas testas quase colavam-se.
-Eu te amo, isso explica tudo. Não consigo viver sem te ver todas as manhãs ao meu lado, ou sem te beijar todas as noites — Lhe disse e ela sorriu.
-Tem certeza que é só beijar mesmo? — A loira disse maliciosamente, e assim colou seus lábios nos meus. Eu me sentia saciado em todas as vezes em que podia sentir o gosto de sua boca, que envolvia a minha. Não era apenas um beijo, nenhum deles era, todos tinham um significado especial e intenso. Beijar ou fazer sexo com Sam era inexplicável, nunca pensei que sentiria isso um dia. Ela é, e sempre será, a mulher da minha vida...
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Ponto de Vista — Sam
Levantei da cama e fui me vestir. Afinal, queria tomar um ar para esquecer de certas coisas... A semana fora agitada, como todas as outras, e desta vez queria esfriar minha cabeça ao máximo.
-Por que já está vestida, amor? — Freddie... Ele não cansa nunca? Já estou exausta...
-Porque eu e você iremos sair — Disse, esperando sua reação. Pensando bem, dane-se, ele iria de qualquer jeito.
-Como assim sair?
-Levanta logo. Não costumo falar mais de uma vez. — Disse investindo o travesseiro contra seu corpo.
-Tudo bem, eu levanto se ganhar um beijo da minha princesa — O puxei e introduzi um selinho em seus lábios.
-Eu quero um beijo de verdade.
-Então me mostre como é um beijo de verdade — Suas mãos me puxaram vorazmente e sua língua dançou sobre a minha vigorosamente, deixando os meus pulmões implorando o ar, que já estivera excessivamente escasso. Recuperei o fôlego.
-O que acha disso? — Perguntou.
-Preciso tomar um ar antes de falar, sinceramente. — Disse entre suspiros. — Você sabe exatamente como deixar uma mulher excitada, mas — Freddie me interrompeu.
-Mas, o quê?
-Mas nós temos que sair! Levante antes que eu te esquarteje.
-Como se você fosse capaz de me esquartejar — Falou sarcástico.
-Duvida? Só preciso de uma faca, e eu tenho várias... — Fitava-o com meu olhar ameaçador.
-Já estou levantando — se rendeu.
...
Usava um vestido preto mais curto que os que eu costumava usar — frequentemente, eu nem uso. Não que eu estivesse assemelhando-me a uma garota de programa, mas estava mais curto que o normal... Era uma ocasião especial e eu queria ressaltar a minha beleza. O fim de tarde e o pôr do Sol eram perfeitos para uma distração.
-É possível que exista mulher mais linda quanto a que eu estou vendo agora? — O moreno perguntara.
-Não sei... Mas sei que não existe homem mais perfeito quanto você — Sorri.
-Ainda não sei para onde vamos. Está tão arrumada... Eu estou tão arrumado. Nós somos o casal mais arrumado dessas ruas desertas.
-Acalme-se, chegaremos lá...
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Ponto de Vista — Carly
Acordei, estava sobre uma maca, no Hospital. Tudo que lembrara era da descoberta do falecimento de meu avô, nada mais... Virei de lado e vi Brad me mirar com seus olhos acolhedores.
-Por-por que estou aqui, Brad? — O dirigi a palavra de forma árdua.
-Carly? Vou chamar a enfermeira — Respondeu, agindo de maneira exasperada.
-Nã-não, volte aqui! — Segurei seus braços — Só me diga o que fazemos no Hospital.
-Carly... Você... você está internada. Está enferma — indagou repentinamente.
-O que há comigo?
-Enfermeira! Por favor, ela acordou — Solicitava ele.
-Senhorita Shay? Recorda-se de seu nome?
-Mas é claro... Acham que não estou sóbria? Sou Carlotta Taylor Shay.
-Está sim Carls, mas não estava pela manhã — Brad disse-me, fazendo-me lembrar de um frasco de bebida em minhas mãos, ontem à noite. Tudo parecia mais claro, porém quanto às mentiras de Spencer, eu nunca estaria completamente sensata.
-Posso lhe explicar tudo! Deixe-nos à sós? — Pedi a enfermeira.
-Tudo bem. Se precisar me chame — Sussurrou a Brad, achando que eu não ouviria.
-Diga Carly...
-Como estava quando me encontrou? — Indaguei.
-No porão, jogada sobre aguardentes, dos quais eu nem desconfiava a existência — Respondeu-me. Senti um fogo dentro de mim, um remorso por trair sua confiança.
-Acontece que recebi um e-mail do meu pai. Um e-mail com pêsames da morte de meu avô. Estava sobrecarregada, Brad.
-Isso nunca seria motivo para — Ele premeditou antes de continuar — morte? De seu avô?
-Ele me escondeu isso durante todo esse tempo. Foi o pior irmão do mundo, e desejei não vê-lo uma única vez à mais, por todo o resto de minha vida — Senti lágrimas rolarem — Tem noção do que eu senti?
[...]
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