Prova De Amor

10 Capítulo 10


Notas iniciais
Boa leitura! :D

Estamos na continuação do Ponto de Vista - Sam, ok?

-Nossa, por quê eu fui escolher uma mulher tão difícil? — Disse irônico. -Quanto a porta... Deixa comigo. — Falou antes de arrombá-la.

-Uau, onde aprendeu a fazer isso?

-Não é só você que tem segredos. — Revirei os olhos. -Para uma casa abandonada não parece tão ruim... Não acha?

-Pois é. — Rodei meus olhos por todos os cômodos com atenção. Havia um quarto, tudo parecia estar em seu exato lugar nele, os objetos mais antigos e um pouco empoeirados encontravam-se alinhados e organizados. Seria um lugar realmente razoável para passar a noite por dias ou semanas em que precisaríamos. Deixei minha bolsa em cima da cama. -Podemos ficar por aqui.

-Pode ser um bom lugar. — Ele sorriu.

...

Arrumei-me em um canto do quarto que parecia um provador.

-Você está linda. — Freddie disse me fitando de cima á baixo.

-O que acha do meu batom? — Perguntei, já que usava um batom vermelho.

-Acho que prefiro ele borrado... — Falou me puxando para mais perto de si.

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Ponto de Vista — Geral

Enquanto tudo acontecia, Carly andara impaciente pelas ruas desertas de Seattle com uma garrafa de pura vodka nas mãos, ainda cogitando tudo que houvera deduzido, ingerindo a bebida. Ouviu o telefone tocar e posicionou-se para atendê-lo e aceitar a ligação. O nervosismo quase a fez cancelar.

-Carly, é você? — Disse uma voz familiar, era Spencer.

-Óbvio, como estão as coisas? Saudades... — Respondeu a morena, tentando disfarçar a voz chorosa.

-Bem, quer dizer, péssimas para o vovô.

-Como assim?

-Ele está em estado mais grave. Ainda internado. Preciso ficar aqui por mais tempo...

-Quanto tempo?

-Dias... Ou semanas, ou meses.

-Não vou aguentar. Spencer, eu precisava de você aqui agora.

-Já vou chegar aí querida. Prometo.

-Ok, beijos... Te aguardo. E também aguardo notícias do vovô.

A ligação fora cancelada. O irmão a escondera a morte do avô há quase um mês. Persistia em não dizê-la que havia perdido-o, imaginar sua reação o deixava em pedaços...A tristeza da irmã o fazia desejar que não existisse. Todos da família sabiam, menos Carly.

A jovem correu com lágrimas descendo de seus olhos para longe, bem perto de uma ponte sobre um rio da cidade. Olhos inchados e lábios secos, estava desidratada. Ponderava pela iniciativa de atirar-se daquela altura imergindo-se na água, de dar adeus a sua vida naquele lugar, mas não fez. Apenas levou o gargalo da garrafa com a bebida quente até a boca saboreando-a, e sentiu a vodka queimar sua garganta, passando lentamente e fervendo seus pulmões. Seus olhos fecharam-se e ela suspirou o hálito ardente incontrolavelmente, sentindo a força dos ventos frios baterem em sua face. A amargura era um castigo para si, um vício masoquista, já que tinha tolerância mínima a bebidas alcoólicas.

*

Depois de beber três garrafas inteiras de vodka, já estava domada pelo álcool e o fervor de sua mente aumentara. Seguiu até o Bushwell com uma certa dificuldade ao introduzir seus passos sobre o chão. Aparentemente acabada, deitou-se na cama. Sentia uma dor extrema em seu corpo, e aos poucos, um rebuliço em sua cabeça, que latejava de preocupação. De repente, tudo que via era a escuridão.

...

-Carly, é você? — Uma voz masculina chamou a atenção da morena, acordando-a e tirando-a do breve transe.

-Sim. — A voz da morena quase não saía.

-O que aconteceu aqui? — Brad perguntou incrédulo, mirando o chão com os cascos de bebidas vazios.

-Na-nada. — Negou ela.

-Está consumindo álcool? Nunca foi de fazer isso. Por que?

-Já tem muita coisa que você simplesmente ignora, Brad. — Dolorosamente, ela se levantou.

-Como assim Carly?

-Saia daqui. — Apontou para a porta.

-Não, preciso cuidar de você.

-Tarde demais. Não se importou quando realmente precisava.

-Não sairei daqui enquanto estiver nesse estado. Você está bêbada... Está mal. Eu sou seu namorado Carly... — Ele dizia desesperadamente.

[...]

Notas finais
Desculpe-me se ficou pequeno, estou meio atarefada ultimamente... Kisses. ♥