Prova De Amor
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Ponto de Vista — Freddie
Depois da breve conversa com Carly, eu decidi que preciso descobrir o que vem causando essa angústia anormal em Sam. Ela não parece nem um pouco bem e eu não suporto vê-la assim. Preciso ao menos tentar confortá-la. É óbvio que algo mexe com ela, isso é perceptível. Seus olhos não possuem o mesmo brilho natural que me atrai em todas as vezes em que os vejo pela manhã, seu semblante não anda como antes, e isso me preocupa. Essa era a hora para tentar esclarecer isso de uma vez por todas.
Adentrei o 8C imaginando encontrá-la, mas não a vi na sala. Entrei no elevador e o mesmo foi subindo lentamente até chegar no estúdio... A loira estava sentada em um canto no chão, encostada na parede e ao mesmo tempo, com sua cabeça abaixa, chorava desesperadamente. Não percebia minha presença, parecia estar concentrada somente em suas mágoas... Eu não estava me aguentando naquela situação. Eu sei, ela precisava de um momento só, mas a solidão só pioraria as coisas. Pioraria ainda mais.
Eu me aproximei.
— Sam? Por que você está chorando? — eu disse calmamente para não assustá-la por estar tão concentrada em suas lágrimas.
Sam levantou seu rosto que estava afundado nos joelhos e se levantou da posição em que estava, ficando de pé em minha frente. Me olhava apreensiva por alguns segundos até que, repentinamente, me abraçou.
— Você promete que está comigo? — dizia a loira entre lágrimas enquanto me abraçava.
— E por quê, pelos deuses!, passou pela sua cabeça que eu te abandonaria? —disse-lhe e nós continuamos abraçados por algum tempo.
Ela continuava em minha frente, mas fitava o chão e não a mim.
— Por que você está triste?
— Eu não posso falar sobre isso.
— Não pode me contar por quê? Não confia em mim? — perguntei atentamente.
Me aproximava de seus lábios devagar até que eles finalmente se encontraram com os meus. O beijo iniciou-se bem calmo, seu corpo estava contra a parede enquanto o meu estava sobre ele. Nós se beijávamos profundamente. A puxei para mais perto e ela retribuiu. A cada instante que passava nossos lábios uniam-se mais intensamente, eu podia sentir sua respiração ofegante e seu coração palpitar aceleradamente. Deslizei minhas mãos sobre seus cabelos, lentamente. Desabotoava sua blusa enquanto ela acariciava minhas costas, continuávamos nesse ritmo até que ouvimos passos se aproximarem, porém ignorávamos a possibilidade de alguém estar se aproximando.
— Sam, Freddie, vocês estão aí? Nossa, tranquem a porta da próxima vez... — Uma voz familiar disse-nos. Nos viramos para o lado inverso simultaneamente, interrompendo o momento em que nos encontrávamos. Carly nos encarava corada.
— Me desculpem por atrapalhar a conversa... — Ela falou avermelhada enquanto eu fazia um tipo de sinal com os olhos exigindo que ela saísse dali o mais rápido possível. Assim foi feito.
Ficamos só eu e Sam ali, novamente.
— Freddie, não acha que precisamos conversar antes disso? — Falava a loira enquanto abotoava sua blusa novamente.
— Me desculpe — disse olhando fixamente em seus olhos.
— Olha... você não tem culpa. Eu sei que você queria isso tanto o quanto eu, mas não é a melhor situação. Eu realmente não estou no clima, hoje. — Sorriu. Acho que a Carly é capaz de cortar qualquer clima... na situação que for.
— Não quero que pense que estava me aproveitando da sua fragilidade. Não quero te forçar a nada... — hesitei — mas o que eu realmente quero saber é o porquê dessa tristeza.
— Você está parecendo a Carly, oras! Não há nada de errado comigo. Estou falando sério. — Ela revirou seus olhos depois de um suspiro.
— Nós queremos te ver bem, princesa. Só isso. — Acariciei seu rosto suavemente.
— Você nunca vai entender o que eu sinto, Freddie...
— Tudo bem, respeito sua decisão. Promete que vai tentar não chorar? Você sabe que eu não gosto de te ver assim... — Esperei sua reação.
— Prometo. — Sam sorriu e andou até a porta. — Vou descer para conversar com a Carly, tudo bem?
— Tudo bem, mas antes... — Eu a puxei e lhe roubei um beijo curto. Sorriu mais uma vez e desceu.
Até sua maneira de andar era encantadora aos meus olhos.
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