Notas iniciais
MIIIIIIIIIIIIIL DESCULPAS PELA DEMORAAAAA!!!!!
olha, estudar em Instituto Federal não é facil não, hein! To cansadérrima.
Vou calar a boca e deixar vocês lerem hahahah.


Nico
Arrumei uma mochila com tudo o que eu precisaria por hora. Não sabia ainda para onde iríamos nem o que faríamos nesse meio tempo, estava apreensivo, não queria sair do acampamento.
Sam ainda estava na enfermaria. Aleera tinha deixado alguns danos, nada irreparável, mas ele não estaria em ação por um tempo e provavelmente teria que frequentar um psicólogo.
Dei uma ultima olhada no quarto e sai porta afora. O dia estava frio e nublado, Apolo deve estar de ressaca. Encontrei a deusa da tortura perto da arena de treino, observando dois novatos, um filho de Hermes e um de Deméter, lutarem com afinco.
— O jardineiro ganhará.
Olhei de esguelha para a morena.
— Como sabe?
Aleera me olho como se fosse muito óbvio.
— Os pés do ladrão estão muito fechados. Ele cairá a qualquer...
Brian, o filho de Hermes, se estatelou no chão.
— ...minuto. — Concluiu a deusa.
Ela se virou e me encarou dos pés a cabeça.
— E você vai assim?
Dei uma olhada do meu all star a minha jaqueta de couro e não vi nada de errado.
— Não sei do que está falando.
— Querido, quando eu disse que você deveria se vestir de modo apresentável, não quis dizer com a roupa limpa que estava ao alcance.
Franzi o cenho.
— Você quer que eu-
— Exatamente – Aleera me cortou.
Depois de alguns minutos eu estava saindo da casa grande vestido igual a um panaca. Fui obrigado a vestir camisa, terno e gravata. Odiava aquele negócio.
— Até que não ficou ruim – disse Aleera, com aquele sorrisinho irônico que eu queria arrancar com uma faca de plástico.
Desci as escadas da Casa Grande resmungando e ignorando todos os que me olhavam. Logo, Argos nos levou ao aeroporto. A pequena viagem para a cidade de Nova York foi nada menos do que tensa, todos estavam em silêncio. O pobre Argos, com suas centenas de olhos, cuidava as ações da deusa da tortura como se ela pudesse surtar a qualquer minuto e matar todo mundo.
— Então...Pra onde vamos? — eu disse, querendo quebrar a tensão.
— Você verá quando chegarmos. — Disse Aleera, sem revelar nada.
Era tudo o que eu queria. Uma babá gentil, que de fato se importava comigo, me tratava tão bem...
Se você não se ligou que eu to usando sarcasmo, então você é estúpido.

Foi uma surpresa para mim quando seguranças nos escoltaram a uma área exclusiva de embarque. Não sei como Aleera conseguia caminhar tão rápido com aqueles saltos do tamanho do Empire State. Não vou negar que ela parecia a maior gostosa com aquele vestido escuro justo. As pernas torneadas e levemente bronzeadas chamavam minha atenção, assim como os seios que o generoso decote do vestido mostrava. Seria melhor se eu conseguisse parar de olhá-la, você sabe, para não me animar demais.
Cheguei o mais perto que podia da deusa e disse baixinho em seu ouvido:
— Não sabia que era pra isso que precisaria estar tão bem arrumado...
— Seu pai é um grande investidor no mercado de pedras preciosas, muito respeitado. Ele nos concedeu essa regalia por agora, não estará sempre ao nosso dispor. — Ela respondeu no mesmo tom.
— Por quê não?
— Porque é um jatinho mágico. Ele normalmente sai do Mundo Inferior em direção ao resto do mundo e é capaz de ir dos Estados Unidos ao Japão em sentido leste-oeste em menos de um dia.
Nossa, meu pai era rico e eu nem sabia. Valeu pela informação, querido papai.
Nos acomodamos nas confortáveis poltronas e as aeromoças vieram imediatamente para perguntar se iríamos querer algo. Depois da decolagem me senti tão relaxado e em paz que adormeci.

Havia um zumbido extremamente irritante em minha orelha esquerda. Passei a mão por ali e, como não tinha nada, continuei dormindo. Segundos depois, o mesmo zumbido, mas dessa vez com um ventinho gelado que me arrepiou. Resolvi abrir os olhos e me deparei com olhos cinzentos risonhos.
— Já chegamos, Belo Adormecido. Posso ser sua babá, mas não vou te pegar no colo. — Disse Aleera.
Assim que saímos do jatinho o sorriso da morena se desvaneceu, assim como a cor de seu rosto. Ela franziu o cenho e respirou fundo três vezes.
— Aquele filho da puta! Eu disse pra ele que não queria vir pra cá, ele sabia dos meus motivos. Deve ter sido um engano, talvez seja só uma escala. Por favor, seja só uma escala.
Observei o pequeno momento de quase pânico da deusa com uma sobrancelha arqueada. Os seguranças nos rodearam e o rosto da deusa ficou vermelho....de raiva. Os mais fracos em volta caíram no chão aturdidos com um pouco de poder exalado por Aleera. Caminhei até estar ao lado dela e coloquei a mão em seu ombro.
— Acalme-se! Se você se descontrolar, vai acabar matando todos aqui! — Falei baixo, mas firmemente com a mulher.
A vi respirar fundo e um pouco da vermelhidão sumir de sua face.
— Obrigada – disse ela.
Assenti e passei braço por seus ombros. De imediato, vi todos os meus pesadelos passarem na frente dos meus olhos e uma dor no cérebro me fez ter vontade de gritar, mas antes de conseguir abrir a boca, tudo parou e Aleera sorriu sadicamente para mim.
— Encoste em mim de novo e você morre.
Quanto carinho.


Aleera

O aeroporto do Cairo era uma bagunça. Tive que dispensar os seguranças, pois estavam com muito medo de mim para seguir fazendo seu trabalho. Nico andava distraído e ,do nada, me cutucou com força.
— Ouch, o que há de errado com você?
— Acho que estamos sendo seguidos – sussurrou ele.
Peguei um pequeno espelho em minha bolsa e fingi que estava arrumando os cabelos. De fato, dois monstro estavam nos seguindo. Dracaenae.
Tentando ser o mais discreta possível, puxei uma adaga de bronze celestial de um coldre na coxa e disse a Nico para se armar.
Comecei a andar devagar, esperando elas chegarem até nós. Quando escutei o barulho da perna de metal, virei o mais rápido que pude e ataquei.
Ela se desviava muito rápido e meus olhos mal podiam acompanhar. Eu conseguiria destruir as duas em segundos se pudesse usar meus poderes mas Perséfone, como a vaca que é, falou com Zeus para que eu não pudesse usar o que eu tinha de melhor.
Consegui atravessar a garganta da Dracaenae com a adaga e me virei pro filhotinho do Cruz Credo. Deixei que ele sofresse um pouco mais, lutando de terno e sapato social. Hahaha, ele estava descoordenado e provavelmente a costura da calça estava apertando a virilha. Antes que um de nós pudéssemos dar um fim no monstro, ele simplesmente explodiu. Então, escutamos uma voz grossa.

- Monstros gregos...tsc,tsc,tsc. Só poderia ser você.

Notas finais
deixem reviews :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.