Protector

2 Um garoto misterioso


Notas iniciais
Pois é, fiquei um pouco chateada de não ver nenhum comentário no capítulo anterior. Não sei se tem alguém lendo, ou interessado, mas vou continuar postando a fic. Enjoy it!

Eu estava em um lugar onde nunca havia estado antes, parecia um jardim com uma fonte no meio dele, era lindo, um jardim cheio de flores e árvores. Eu estava debaixo de uma árvore que dava flores cor-de-rosa lindas de arrancar suspiros.

De repente veio em minha direção um garoto de mais ou menos minha idade, 16 anos, ele chegou mais perto e disse:

– Oi, tudo bem? – a minha mente não o conhecia, mas meu corpo sim, pois tive uma vontade enorme de abraça-lo naquele momento.

– Sim e com você? – ele se aproximou e se sentou junto a mim em baixo da árvore.

– Bem — ele respondeu e sorriu, ele era muito bonito, pra dizer a verdade era lindo, mais lindo do que qualquer um que já vi – estava com saudades de você. — eu sorri e disse:

– Eu também estava com saudades de você, pensar em você é como respirar pra mim, não consigo parar. – as palavras saíram da minha boca sem eu ao menos ter tempo para pensar.

– Quer uma maçã? – ele disse e me olhou nos olhos com aqueles olhos dourados, agora que havia percebido que estávamos muito próximos um do outro eu podia sentir sua respiração no meu rosto e escutar seus batimentos cardíacos. Cada terminação nervosa do meu corpo tremia enquanto ele se aproximava.

– Quero sim, obrigada — peguei a maçã dei uma mordida, estava com um gosto muito bom provavelmente a melhor maçã que já comi. Olhei pra cima, ele estava me olhando, me senti corar. Eu não sabia como, mas eu sabia que eu sempre corava quando ele me olhava. Ele se inclinou e foi chegando perto, me pegou pela cintura e de repente nossos lábios estavam a milímetros de distancia.

Acordei com o despertador tocando, sentei na cama e desliguei-o. Deitei no travesseiro e fitei o teto. Que sonho foi aquele? Que garoto é aquele por quem eu estava tão apaixonada? “É apenas um sonho” sussurrei à mim mesma.

– Acorda, maninha, está na hora de estudar! – Felipe entrou correndo no meu quarto me assustando.

– Ai que susto, eu já vou levantar — disse um pouco brava, mas só por fora, era impossível ficar irritada com o Felipe. Ele tinha uma carinha de anjo que me trazia tanta paz, quando estava com ele poderia acontecer qualquer coisa que eu ficava tranquila.

– Vamos rápido se você quiser carona pra escola.

– Já estou indo — eu respondi e levantei.

Quando chegamos à escola Manuela e Nicolas estava no pátio conversando.

– Oi, amores da minha vida! – cheguei e dei um beijo no Nicolas e um abraço na Manu.

– Oi, linda! — respondeu Nicolas, eu adorava quando ele me chamava de linda.

– Oi, Marjory.

– Nicolas, vem aqui – uns garotos o chamaram.

– Já volto. – me deu um selinho e saiu.

– Não aguento mais segurar vela — disse a Manu em um tom irônico.

– Quem disse que você segura vela? Nós não te deixamos sozinha.

– Estou brincando, sua boba — respondeu ela e sorriu. – Mar, você estudou pra prova de biologia?

– Sim, quase virei a noite estudando — respondi. — Manu será que você podia me deixar um pouco sozinha? – ela assentiu e foi em direção à turma.

Pensei em contar a ela sobre o sonho, mas tinha alguma coisa nele que me deixava um pouco insegura como se não fosse um sonho normal.

Olhei em volta, o pátio era muito grande e tinha mesinhas de pedra por todos os lados, eu andei um pouco e me sentei em um dos banquinhos de pedra em volta de várias arvores, flores e grama. Comecei a fitar o nada lembrando e relembrando o sonho, naquele sonho eu sentia uma coisa que eu não sabia explicar, era como se minha vida dependesse daquele garoto, como se minha vida estivesse completa naquela hora. Tentei me lembrar se ele havia falado o nome dele pelo menos e de repente veio uma imagem na minha cabeça.

Eu estava em um lugar parecido com uma clinica, era frio e todo branco. Eu estava desesperada gritando um nome.

Abri os olhos, estava no mesmo banco, olhei ao redor e não havia ninguém lá. Olhei no relógio já eram mais de sete horas eu levantei correndo pra chegar antes de a aula começar.

– Mas de novo você chega atrasada, Marjory?! — irritou-se a professora que já estava na sala há 10 minutos.

– Me desculpe dona Elizabeth é que eu não estava me sentindo muito bem então eu decide tomar um ar antes de vir pra aula.

– Tudo bem, mas da próxima vez você vai pra diretoria. — assenti e entrei.

Sentei-me e comecei a pensar. O que era quilo que eu havia visto? Tentei me lembrar do nome da visão, mas não consegui, eu não conseguia lembrar-me de nada da visão, parecia embaçada como uma placa em baixo d’água. Eu não conseguia me lembrar, mas de algum modo eu sabia que isso tinha alguma coisa a ver com o sonho. Mas o que? E o que estava acontecendo comigo?

Olhei para o Nicolas, ele estava olhando pra mim com uma expressão preocupada eu disse que estava tudo bem, mas ele continuou me olhando.

Eu não estava bem, estava tremendo e com a respiração acelerada, minhas mãos estavam suando e meu coração batia cada vez mais rápido. Eu sabia que isso não era normal e que eu tinha que descobrir o que a visão e o sonho significavam.

Notas finais
Se alguém estiver lendo, por favor, comente. Eu gostaria muito de saber o que as pessoas acham da minha história. Até o próximo :*