Protect me with your life
8 Capítulo VII — Turning Tables.
Notas iniciais
Capítulo VII
Point of View
Terceira pessoa.
— O que as pessoas vêem tanto em você, garoto? Você é feinho! — Alessia sorriu cruelmente para o garotinho de olhos verdes que a encarava com um pequeno bico. Ela bufou, cansada de olhar para aquele pestinha.
— É claro que se você fosse meu filho, seria lindíssimo… Imagine só! Mas parece que estamos em tempos ruim. Sinceramente, nem sei porque não te abortaram!.. — Continuou a divagar, irritada por não achar quem queria.
Ela estava em um grande salão do hotel mais sofisticado de Veneza. Com os olhos clínicos, avistou uma cabeleira castanha e um grande sorriso malicioso. Sorriu brilhantemente, observando o homem de aproximadamente vinte e poucos anos caminhar sensualmente em sua direção. Além de ser bom no que fazia, Tom era um amante excelente na cama.
— Oras, Tom! Está exuberante — elogiou, observando os músculos perfeitos que o homem exibia em sua regata branca e justa.
— Digo o mesmo de você, Alessia. Mas não me diga que essa criança é sua?! — Tom comentou gargalhando com o seu sotaque italiano de dar inveja.
Alessia fechou a cara.
— Claro que não, seu idiota! Eu quero que você fique com a criança… Sei lá, faça o que quiser dela. E preste bem atenção — ela parou, trincando os dentes. — Às sete e meia no restaurante La Ittalia. É um pouco longe daqui, mas eu não me importo — deu de ombros, entregando o garotinho assutado para o homem de olhos arregalados.
— Você tá brincando? Eu não sei cuidar de um bebê!
— Se vira, amor — ela piscou. — São por poucas horas, tenho certeza que você consegue — ela murmurou, já caminhando para longe dali com os saltos enormes.
— Louca. Sexy, mas louca! — o homem debochou, observando Alessia se afastar rebolando. Encarou o garoto. — Você até que é fofinho… — Balançou a cabeça incrédulo por falar com um bebê. Colocou os óculos escuros e saiu carregando o menino com o cenho franzido.
Afinal, o que Alessia pretendia com aquilo? Ele conhecia o caráter de sua colega com benefícios. Ela estava aprontando algo.
—
A ruiva encarou com uma raiva descontrolada Collins, este que trajava uma expressão extremamente incrédula.
— Ela levou o meu bebê, Collins — ela sussurrou. Estressada demais para gritar; com um ódio extremo correndo em seu sangue. — Eu não consigo acreditar!
— Impossível — ele também sussurrou.
— Collins…
Ele encarou preocupado a amada que parecia querer desfalecer a qualquer momento. Ele a abraço ou, ignorando os murros que recebia no peito. Sabia que ela culpava, afinal, ele para ela tinha sido apoiador e cúmplice de Alessia. Tentou não ficar chateada com aquilo, sabia que a esposa não estava lúcida.
Chamou um empregado e o ordenou que buscasse água e a colocou sentada na sofá. Ela olhava para o fixo, os olhos opacos e cheios de lágrimas.
— Acalme-se. Eu irei achá-lo, minha Eve. Eu prometo — sussurrou, e caminhou rapidamente para o escritório de seu melhor amigo.
Ele não bateu na porta e Andrew com o susto, o encarou bravo. Ele franziu o nariz, sentindo o cheiro de sangue e álcool. Ignorou, devolvendo o olhar de Andrew.
— A Alessia está com o Thomas, Andrew. Eu vou matar ela no momento em que eu ver ela. Lentamente e dolorosamente — ele falou pausadamente.
Andy o encarou estarrecido. Obviamente pensou que era mentira, mas vendo a expressão desolada do amigo a única coisa que pôde fazer foi tirar de sua gaveta uma arma e coma expressão determinada no rosto, saiu do escritório sem esperar mais explicações de Collins.
Ele caçaria a prima até no inferno.
—
Mona se sentia tonta. Queria voltar e dizer à amiga, pedir perdão e correr para os braços de quem mais amava. Mas não podia. O que ela fazia, finalmente entendeu que não era brincadeira e não podia largar tudo, mesmo se desejasse com vigor aquilo.
James já a esperava. Mona nunca tinha o visto tão radiante. São cabelos pretos como os da irmã gêmea agora estavam crescidos, batiam até o ombro. O físico alto e musculoso, mas sem ser exagerado. Sua roupa elegante como se a qualquer momento fosse para uma festa o deixava quase simpático.
— E então? — Caminhou até ela, sorrindo.
— Não foi muito bem — suspirou. Não queria contar exatamente o que tinha acontecido, então deu de ombros.
— Oh, querida. — Para sua surpresa, James a abraçou apertado. — Sinto muito. Realmente, eu lamento. Mas tenho certeza de que a Alisson ainda é sua melhor amiga. Sempre foram tão unidas…
— É.
O telefone de James apitou e ele rapidamente tirou do bolso, pegando-o. Franziu o cenho.
— Quem é? — Mona não queria ser intrometida, mas estava curiosa. James a olhou inexpressivo.
— Preciso atender.
E então, em passo rápidos ele caminhou junto com dois seguranças para uma porta que dava para o elevador. Deixando Mona sozinha e interessada no que havia ali.
James estava aborrecido. Ramona, como ele esperava que fizesse, não lhe deu mais que respostas que ele já sabia. Precisava de mais detalhes e mais informações. Seu telefone havia tocado, era seu velho conhecido Tom.
— Já não lhe disse que não quero que me ligue nesse telefone? — Cerrou os dentes.
— Não seja tão aborrecido, caro amigo. — A risada cínica soou. — Apenas avisando que não irei jantar hoje. Compromisso cancelado.
James, furioso com a audácia do rapaz, bagunçou seus cabelos freneticamente e imediatamente esbravejou.
— Você é idiota? Eu deixei claro que só tenho essa noite e não quero mais desculpas.
— Eu tenho negócios maiores. — O loiro não deixou-se abalar.
— Oras! Que tipo de negócios?
Silêncio. Liev James imaginou que o homem estivesse em algum local movimentado, já que ouvia sua respiração esbaforida.
— Me encontre daqui uma hora. — Pediu. — É urgente. Argh, seu pirralho… — Sua voz soou abafada e um estrondo foi-se ouvido.
— Tom? O que é isso? — A esse ponto James já estava em cólera.
— Aquela vadia da Alessia vai me pagar com muitos juros! Inferno! Eu tenho cara de babá? — Seu sotaque aumentou a cada palavra que falava. — Só me encontre no Roxy’s, tá bom? Até mais, Liev.
Ficou furioso ao desligarEM na cara dele. Bufou, enquanto saía do prédio imenso com seus dois seguranças discretamente. Quem olhava de longe somente poderia ver um homem de negócios muito rico que saía de uma reunião. Era bem comum aquilo.
Enquanto caminhava para seu caminho, teve certeza de quem seja lá o que iria encontrar com Tom, seria de muito do seu interesse.

O bebê não parava de chorar e o homem já estava desesperado. Odiava crianças e odiava mais ainda quando tinha uma no seu colo berrando aos quatro ventos. Para seu alívio, as pessoas não davam muita bola para o choro da criança.
Claro, quem poderia dizer que não era o pai do menino?
Depois de ligar para James, pegou seu carro e rapidamente dirigiu para Roxy’s. Roxy’s era uma das centrais de contrabando. Na verdade, para não ter grandes desconfiança era possível ver somente uma fachada de uma boate barata. Uma verdade espelunca por fora.
Franziu o nariz de nojo. O bebê ficara no carro e isso tinha feito ganhar novamente a paciência já esgotada. O vidro era escuro e não permitia que sons fossem ouvidos. Ninguém ia saber que tinha alguém ali.
Uma mulher loira com metade do cabelo rosa, mastigava um chiclete irritantemente, escorada num balcão velho. Imediatamente ajeitou decote, mostrando para Tom seus seios siliconados. Usava somente um vestido preto feio. Sorriu grande.
— Olá, querido. — Seu sotaque italiano soou tão falso como seus seios. Tom rapidamente a identificou como uma espanhola. — Posso ajudar?
— Quero uma mesa. — Seu tom não tinha margem para discussão. — Mesa sete.
A mulher piscou, seus cílios postiços mostraram-se assustadores. Ela ficou séria e andou sem falar nada por um extenso corredor, passando por uma espécie de cortina cheia de enfeites.
— Bill, mesa sete pro bonitão aqui — Sua voz analasada conversava com um rapaz magrelo.
— Já tem gente lá — Bill abaixou a cabeça. — Me acompanhe, senhor.
Eles passaram por mais um corredor fedido. Tom franziu o cenho, enquanto entrava numa enorme sala que Bill segurava a porta.
Era luxuosa. O piso de mármore denunnciava a riqueza da sala. Um bar grande estava vazio. As mesas vermelhas estavam com as cadeiras para cima. Somente havia um homem sentado na outra extremidade da sala, este fumava um cigarro calmamente.
Tom sorriu. Realmente, sua aparência não o enganava. Era mesmo o chefão da máfia russa. Não esperava que fosse encontrá-lo daquele jeito, tão… pacífico. Afinal, seu encontro com Liev foi bastante perturbador.
— Oras, Tom. Como vai? — James apagou o cigarro num grande vaso em cima da mesa de vidro.
— Essa espelunca está mais nojenta que antigamente. — Tom sentou-se. — Liev.
— Aviso que não posso demorar, estou em terreno proibido. E vim somente para saber mesmo, como se atreve a modificar nosso encontro? — O russo arqueou suas sobrancelhas. Aproximou-se mais na mesa, ficando de cara a cara com Tom.
— Eu tinha compromissos. E na verdade, também não posso demorar.
— Que compromissos? Arranjou uma nova vagabunda? — James zombou.
Tom rosnou, raivoso. Em sua mente, ainda podia se lembrar do tiro certeiro no coração que Lilibeth levou. Sua americana falante tinha acabado de falar que esperava um filhinho dele. James a matou. E ele não pôde fazer absolutamente nada.
— Alessia. — sussurrou. Se falasse mais alto, não se controlaria. — A prima do jovem Andrew — sorriu debochado.
James parecia agora muito interessado.
— Oh, o italiano? O que tem? Um romance com ela?
— Não. Mas devo muito à garota… — Tom bufou. — E ela me vem com merda.
— Explique-se.
— Uma criança, Liev! Me deu uma criança. Isso vai dar merda.
— Criança? — James agora tremulava. — Quem?
— Não sei, caralho! Não sei! — Tom esbravejou, batendo na mesa com força. James o olhou interrogativo, num leve tom de ameaça. — Não sei. Alguém da família de merdinha dela. Preciso entregar o garoto mais tarde.
— Garoto? — James sibilou.
— É, um bebê ruivinho de grandes olhos verdes. Mas por que quer saber? — Tom estava extremamente confuso.
James não o respondeu, pois num ato rápido ele já estava prensado na parede com o mafioso assustadoramente bravo o olhando.
— Quero que me leva até esta criança. Agora ou… — Uma arma estava mirada bem na cabeça de Tom, que tentava à todo custo se soltar. — Eu te mato.
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