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10 Mal Entendido


Notas iniciais
Hallo girls, aqui estamos nós no capítulo X!!! Oh.... E ao contrário do que eu esperava a fic teve muito mais aceitação e comentários, o que me obriga a estendê-la. Sinto muito se o tom de drama ainda está pesado, mas por favor entendam, a cana passou por uma experiencia muito ruim, não dá para de uma hora para outra ela voltar a ficar serelepe pimpona!!! Mas eu acho que descontrai um poquinho na parte do Laxus e do makarov!!!
Quem será que vai ser a leitora de número 50??? O próximo capítulo será dedicado a ela!!

PS: capítulo não revisado, estou sem beta, então desculpe.

Kisskiss, Boa leitura!

Cap. X – Mal entendido

Mirajane deixou Kinana no balcão e se dirigiu para o vestiário feminino da guilda onde sabia que Evergreen e Wendy estavam ajudando Cana a tomar banho. Encontrou a morena sentada sobre um banco enrolada em toalha. A pequena dragon slayer estava penteando os cabelos castanhos com satisfação e Evergreen deveria ter saído para buscar as ataduras.

De longe a albina conseguiu ver as marcas sobre a pele da amiga e isso fez algo se remoer dentro dela. Respirou fundo e colocou o melhor sorriso que conseguiu no rosto para se aproximar. Estava realmente preocupada com a Alberona, afinal, ela tinha um histórico autodestrutivo preocupante.

- Onde está a Ever, Wendy?

Cana virou o rosto e viu a maga, o único pensamento que entrou em sua mente foi o que raios ela estava fazendo ali, provavelmente tentar curar o peso de consciência. Sinceramente, não queria sentir nenhum tipo de raiva da mulher, afinal, no fim das contas não era como se Mira fosse uma vadia oferecida, se estava com Laxus foi porque ele demonstrou interesse e ponto. Todavia ser uma pessoa madura e superior não era nada fácil principalmente quando tinha vontade de desaparecer.

A morena começou um mantra metal sobre manter a calma e não ser agressiva com Mirajane.

- Foi buscar as ataduras com remédio que a Polyusca-san preparou, Mira-san! – disse sorrindo – Cana-san, terminei, vou buscar outra roupa para você, tudo bem?

- Obrigada, Wendy... – disse muito mais por educação, só tinha vontade de ficar calada –

A pequena azulada saiu correndo e ficaram as duas no vestiário num silêncio sepulcral. A Strauss queria dar apoio a amiga, mas não sabia o que poderia dizer, sem contar que depois do episódio com Levy e Lucy, todos estavam pisando em ovos com ela. Sem que notasse, seus olhos azuis caíram nos hematomas, fazendo uma grande quantidade de saliva ser engolida.

- Você não comeu direito, Cana... Quer que eu prepare algo em especial?

- Não, obrigada. Está ótimo o que tem feito.

Respondeu fitando algum ponto no armário fixamente.

- Vai ficar no salão com a gente hoje? Acho faria bem sair um pouco da enfermaria...

- Não, prefiro ficar lá.

- Okay... Então que tal ir para hills, as meninas vão ficar muito animadas com a ideia de uma festa do pijama?

- Não. Prefiro ficar aqui mesmo.

- Está com dor?

- Sim.

- Vou pegar um remédio então, mas deve ser por causa do inibidor de magia... Fora os danos que ele causa, a ausência de fluxo de magia no corpo de um mago realmente é muito incomodo.

Mais alguns segundos de silêncio.

- Mira.

- Sim, Cana?

A albina se animou, talvez ela estivesse reagindo e quisesse ajuda.

- Não precisa fazer isso, sério mesmo... Eu só quero ficar quieta e esquecer. Volte para o salão.

Os olhos expressivos da maga se arregalaram e por fim ela ergueu a mão direita acariciando os cabelos molhados da amiga num gesto carinhoso.

- Somos todos uma família, Cana, não conseguimos ficar bem se um de nós não está. Eu não posso imaginar o que está sentindo, mas eu vejo que está quebrando, a dor física deve ser brincadeira perto da sentimental. Eu me senti dilacerada, como se tivessem arrancado um pedaço de mim quando achei que a Lisanna tinha morrido... Não queria consolo de ninguém, nada parecia capaz de aplacar, eu realmente cheguei muito perto de me partir em milhões de pedacinhos...

A albina suspirou para segurar as lagrimas que queriam descer, falar daquilo ainda mexia muito com ela.

- Só que então reparei o quão ruim era estar sozinha e que eu não precisava estar sozinha. Sem dizer que a minha irmã não iria querer que eu me destruísse... Existem momentos que nos acontecem coisas que não são justas, mas isso não quer dizer que precisemos cair. Olhe ao seu redor, quantas pessoas estão aqui ajudando? Não se feche dessa maneira, a gente não se importa com o tempo, você pode demorar quanto tempo precisar para se recuperar, mas o inicio tem que partir de dentro. E eu acredito em você...

A essa altura haviam duas pessoas chorando no recinto. Mirajane limpou as lágrimas do rosto e suspirou, a outra maga continuava sentada olhando para frente, mas agora estava encolhida para frente enquanto tentava segurar as lágrimas. Odiava o fato de a Strauss sempre ter razão, por mais tresloucada que fosse, no fundo, ela sempre sabia o que precisava dizer.

E o pior de tudo é que nesses momentos ficava claro o motivo de ter sido trocada. Quem iria querer uma problemática, irônica e com tendências graves ao alcoolismo, quando tinha uma personificação de perfeição ao alcance? Mira era melhor em qualquer sentido que olhasse, Laxus estava mais do que certo em trocá-la.

O grande problema é que isso não fazia doer menos.

Mira ajoelhou-se diante de Cana e puxou o rosto feminino com a mão delicada fitando-a com aquele maldito olhar de incentivo e um sorriso no rosto.

- Se não quiser fazer por você, faça por cada pessoa que gosta e se preocupa com você. Quando nos auto-mutilamos, machucamos muito mais do que nós mesmos. Ferimos todos aqueles que nos amam... Se estiver tão desesperada ao ponto de não encontrar força, nem vontade dentro de si mesma, faça por alguém que te ama. Porque apesar de não ser o ideal, eu garanto que vai querer melhorar por si própria no final.

Mirajane 99999 e Cana 0.

A mulher deu beijo de irmã mais velha na testa da amiga e sorriu.

- Chore o quanto precisar, lágrimas não são sinal de fraquezas...

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Laxus estava de prontidão em uma mesa perto da passagem para o vestiário, sabia que Cana teria que voltar para a enfermaria e que ela teria de ser carregada até lá. Pediu a Evergreen o avisasse porque ele faria isso. Polyusca avisou que ela ficaria um bom tempo incapacitada com repouso absoluto nos próximos quinze dias. Entretanto, quando a loura atravessou seu campo de visão arrastando Elfman a tira colo que gritava coisas a respeito de virilidade.

Infelizmente ainda não tinha tido chance de interagir com a morena acordada desde o incidente, dois dias atrás. Quando ela não estava dormindo, tinha alguém com ela ou então ela pedia para ficar sozinha. Já estava ficando agoniado com essa situação, queria um tempo com ela, nem que fosse só para ficar perto. Uma sobrancelha loura ergueu-se quando Elfman passou carregando uma certa pessoa que ele deveria estar carregando.

Evergreen que caminhava atrás dele batendo com seu leque nas costas largas o olhou e ergueu os ombros como quem queria dizer que não teve escolha. Quando se levantou para ir atrás de uma explicação, o avô apareceu e o chamou em sua sala. Por mavis, parecia que o mundo estava conspirando contra ele.

- Hey jiji, não dá para gente falar depois? Eu ia...

- É sobre a Cana mesmo que quero falar com você, Laxus.

Surpreso com o motivo da conversa, o Dreyar mais novo seguiu o avô até o segundo andar da guilda onde ficava a sala privativa de Makarov. Entraram no recinto e ambos sentaram-se no sofá presente. Um silêncio meio incomodo se instalou, certas conversas não eram tão simples de serem iniciadas.

- Então, jiji... O que quer falar?

Makarov suspirou e olhou para o neto sem saber muito bem como abordar o assunto.

- Bem Laxus, eu estou no comando da guilda há mais de quarenta anos e com o tempo eu fui vendo as pessoas que vieram, ficaram, foram... Fiz muitos amigos, vi muitos que passaram por aqui crescerem formarem suas próprias famílias...

- Jiji, a onde quer chegar com essa conversa? Dá para apressar o passo?

- Não me interrompa, pirralho! – ralhou o velho e o neto rolou os olhos – Continuando, muitas vezes vocês podem pensar que eu estou alheio ao que acontece no salão da guilda, mas eu não estou... Sempre assumi uma postura imparcial em relação aos relacionamentos que vocês mantem, só interferindo em casos de violência extrema porque vocês exageram às vezes...

- Não estou entendendo, jiji...

- Se calasse a boca, entenderia! Enfim, o que eu quero dizer com isso tudo é que eu meio que notei que você e a Cana tiveram algum tipo de relacionamento como casal, eu não sei como isso funcionou e não me interessa, vocês jovens que se entendam com seus tipos de relacionamento. O problema é que também notei que esse namoro terminou e não muito bem... Sem dizer que notei sua proximidade com a Mira...

Naquele instante Laxus engasgou com a própria saliva. Mas como? Tinha ouvido direito? O que diabos Mira tinha a ver com a história?

- Hein?

- Laxus, eu não estou te repreendendo! O que quer que seja que esteja acontecendo entre você e a Mira eu fico muito feliz! Só que agora a Cana tem problemas demais para lidar, meu filho, então por mais que esteja se sentindo culpado pelo que aconteceu, fique afastado dela nesse primeiro momento. A Polyusca conversou com ela e sem condições dela lidar com mais alguma coisa...

- Velhote, eu não sei onde você viu isso, mas eu não tenho absolutamente nada com a Mirajane! Nunca tive e minha história com a Cana não tem nada a ver com ela!

Os olhos cinza de Makarov ficaram do tamanho de pratos e a boca dele se abriu com o susto.

- Mas... mas... Mas eu vi!

- Viu o que? Eu conversando com a Mirajane? Desde quando isso é questão de namoro?

- Mas vocês estavam tão próximos... Er...

Definitivamente, nem falar com Laxus a respeito de garotas quando ele entrou na adolescência foi tão difícil e teve um resultado tão surpreendente. E olha que o Dreyar julgava aquela como uma das mais constrangedoras coisas que teve que fazer na vida. Sem deixar de lembrar que teve uma conversa assim com Ivan... Ou seja, constrangimento duas vezes na vida.

O loiro suspirou e deu uma risadinha.

- Jiji, eu estava conversando com a Mirajane sobre o Fried. Ele simplesmente me implorou para sonda-la a respeito dele, mesmo eu não tendo nenhuma vocação para alcoviteiro. Todas as vezes eu estava tentando saber se ela tinha interesse nele...

Uma aura de depressão se colocou em Makarov.

- Bem... – disse o loiro se levantando – Se era isso, eu já vou indo.

- Er... Espera, Laxus.

- O que foi, velhote? Você não tem alguma outra teoria fajuta sobre quem estou namorando, neah?

Brincou o loiro arrancando outra carranca do avô.

- Filho, o caso da Cana é sério. Não foi uma simples surra...

Os dois ficaram silenciosos e as respirações pesaram. Obviamente que depois de ver as marcas na pele dela laxus imaginou que foi bem mais que uma surra, mas tinha tentado não pensar tanto sobre isso, caso contrário teria matado aquele desgraçado.

- Você e a Polyusca sabem de mais alguma coisa?

- Sim, a polly veio falar comigo...

- O que aconteceu, velhote? O que ela disse?

- Contenha essa sua aura mágica, Laxus!? Não é hora de ser um idiota de cabeça quente!?

- O que foi que ela disse, jiji? – suspirou o loiro tentando contar sua raiva –

- Estupro é um termo muito amplo...

- Velhote, dá para parar de florear? Eu não tenho muita paciência...

- O ato em si não foi consumado por alguma intervenção divina... mas chegou perto, garoto, perto demais...

Laxus fechou os olhos tentando conter a confusão de sentimentos que se abateu sobre si. Uma mistura de raiva, impotência, culpa que se misturava com todos os sentimentos que tinha por ela. Era inconcebível na visão dele que um homem fizesse esse tipo de coisa com uma mulher. Com certeza era um homem que não merecia ser chamado de homem e que não tinha capacidade de agir como um. Principalmente por um motivo tão torpe, se ele queria retaliação que viesse atrás dele e não usasse de artifícios. Mexer com a mulher que ele amava era dez vezes pior do que mexer com ele próprio.

Um fluxo intenso de magia começou a correr pelo corpo masculino que junto com sua raiva intensa não terminou em menos do que um poderoso soco na parede destruindo-a, geralmente Makarov ficaria irritado, mas sabia que o neto precisava extravasar aqueles sentimentos de algum jeito.

A juventude tem desses rompantes, faz parte. Ele próprio em seus bons tempos teve seus momentos de ira que precisava ser descontada em algo. Em seguida o mago do trovão saiu pisando pesado, provavelmente atrás de um lugar para desferir mais alguns golpes sem chance de acabar derrubando o grêmio.

Desceu atrás dele e avisou para ninguém segui-lo.

Continua...

Notas finais
E ai minhas lindas??? O que acharam da Mira em? Em? Caramba, mesmo se ela tivesse culpa não dá para ter raiva da Mira! kkkkkkkkkkkk Eu acho que as palavras dela tocaram a Cana... Tomara que sim neah? E sobre a conversa dos dreyars... Eu imaginei o Makarov tendo que conversar com os orfãos da guilda a respeito de passaros e abelhas, confesso que rachei de rir, mas essa tambem é uma das funções de um pai! kkkkkkkkkkkkkk Obrigada pelos comentários e desculpe se algum ficou sem resposta!

Leitora de nº 50, apareça, quero lhe dedicar um capítulo!

Kisskiss, Anny