Notas iniciais
Aqui ta eu a chata de novo, e só que achei esse pequeno cap que escrevi a mais o menos uma semana, a dor de saber que não tera cobrina me fez escrever 177171717181818 de coisas sobre isso, mas bom e só isso. Espero que gostem.

A noite espreitava na janela, e meus olhos apenas observavam cada passar de nuvens nebulosas, e naquele mesmo céu cinzento via o retrato de um espaço ao qual eu me encontrava, tinha discutido feio com Jade e resolvemos dar uma trégua por umtempo, eu não conseguia atender as suas expectativas, sentia que ela era importante pra mim e precisavamos um do outro, mas brigas sem fim e o modo como nos machucavamos com palavras me faziam perder as esperanças.

Aquela pressão pra que eu me tornasse o cara "bom", me consumia de mais, pensava sobre isso e enfaixava cada uma de minhas mãos, estavam todas machucadas, claro que extrapolei quando resolvi quebrar objetos de vidro que estavam no QG, mas a perca do controle foi mais forte.

Caminhei fazendo caretas pra pegar mais curativos no armário, mas minha atenção e tirada quando vejo uma pequena pessoa bater na porta, revirei um molho de chaves e peguei a da porta, girei de um lado contrario, por que me atrapalhei com a dor dos cortes.

– Karina o que quer aqui a essa hora? -Minha voz saiu irritada.

– Ajudar seu grosso, eu vi a discussão e sei bem que se machucou. -Me encarava feio.

– Como soube.

– Por que sabemos quando um não ta bem.

Senti seus dedos tocar minhas palmas da mão, e de minha boca sair um urro de dor, a pequena tomou os curativos que estavam comigo e começou a enfaixar. Desde que ocorreu todos aqueles problemas eu e ela ficamos mais próximos que pudemos, era uma coisa estranha, podiam confundir com um sentimento de amor, mas a ligação que temos e mais do que isso, e a vontade de um estar sempre ali pra proteger, meus olhos não tomavam outro rumo, a ver preocupada comigo fazia aquela cena chegar a ser "fofa"

– Não tenho dinheiro pra pagar enfermeira domiciliar. — Debochei divertido.

De sua boca apenas saiu um breve riso baixo, e sua expressão muda para algo cabisbaixo.

– Sabe Cobra, acho que não nascemos pra ter uma vida que de certo. -A olhei espantado.

– É, aconteceu alguma coisa?

– Também discuti com Pedro.

Imaginava, sempre nos procurávamos quando tínhamos desilusões amorosas e outras coisa.

– Nem me conte o que aconteceu. — Silencio. -Mas saiba que sempre terá um amigo com quem contar.

– E eu sei, nossos alarmes biológicos sempre tocam quando um de nós dois ta ferido. — A voz de K saia fraca, e lenta.

– É por isso que sabemos quando um precisa do outro.

Os olhos azuis se enchiam de um marejo sem fim, podia parecer dura, mas nunca escondia-se quando algo a machucava, e o lance de desabafar era sempre comigo. Segurei sua mão e a abracei forte, K e tão emotiva mas não admitiria isso pra ninguém e muito menos pra si mesma.

– Cobra, sei uma forma de aliviar essas decepções. — Um sorriso de canto brotou.

– Se for lutando, não dá. — O ar de meu pulmão saiu com dificuldade.

Só lembrei de uma única maneira, é e aquela que me deixa bem tenso.

Karina não dizia uma palavra, mas seus olhos falavam perfeitamente o que queria.

Passei as linguá entre os lábios tentando recuperar a sanidade, e aqueles dois pedaços de céu ainda me encaravam, e também me deixavam em mals lençóis.

– E isso mesmo que quer? — Cheguei mais perto com meu rosto.

A pequena apenas fez sinal positivo e eu não me contive...

Segurei as maçãs de seu rosto com as duas mãos, e foquei em sua boca, dessa vez os olhos de Karina se mantiveram fixos em minha boca e os meus na sua, mas uma vez estávamos ali, quebrados, e sem saber como por um fim naquelas cicatrizes.

Com pressa pressionei meu lábio ao dela, e girei lentamente o pescoço, rapidamente brigávamos um com o outro, não era uma luta corporal, era uma luta no beijo, e não deixávamos baratos um pro outro, um minuto se quer, paramos com aquilo e nos olhamos, cansados e com as bocas rosadas pela batalha que foi travada, apenas sorrimos e novamente peguei sua mão e ela de leve encostou sua palma ao seu rosto, fechando os olhos e os abrindo de novo, sorri bobo, pois nunca tínhamos momentos como esses, de nós tratarmos com tanto carinho.

– Quem sabe você não queira aliviar sua dor novamente? — Soltei um riso malicioso, e K apenas me devolveu outro de volta.

Isso não foi como da primeira vez, nessa quisemos bem mais do que antes, sem nenhum pudor a beijei novamente, com menos receio e ousando, agora meus dentes prendiam a boca da lutadora de uma forma delicada, e ela apenas soltava pequenos sons prazerosos, a mesma segurou uma de suas mãos em minha nuca, e consegui sentir apenas seu alito em meu ouvido.

– Vamos guardar esses alívios pra uma próxima vez.

Rimos por longos minutos, e a senti deitar em meu ombro, acho que ela podia sentir uma escola de samba inteira bater dentro de mim, porque eu ouvia a sua também.

Podíamos não saber se em um futuro distante ficaríamos juntos, mas em nossas memórias sempre iriamos lembrar desses momentos, e saber que um dia, bem aqui existiu um sentimento, e sempre ira existir.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!