Proprietário

5 Fã louco e assustadoramente obcecado


Notas iniciais
Olá pessoal! Antes de mais queria agradecer a todos os que favoritaram e comentaram *-* e até mesmo aos leitores fantasmas xD eu adoro-vos! ♥ muito obrigadaaa! Espero que gostem do cap, vemo-nos nas notas finais. Boa leitura o/

Jackson ainda ficou a sorrir para a porta agora vazia até um pensamento lhe invadir a mente. “Mas que merda estou a fazer!? Eu tenho que afasta-lo da minha vida e não emprestar-lhe pijamas!” De repente, sentia-se muito irritado. “É isso, assim que ele chegar vou manda-lo embora! A ele e ao desgraçado do Mark!”.

Ouviu barulho vindo do corredor e decidiu-se a manda-lo embora. Com o rosto sério encarou o rapaz que acabara de entrar no quarto.

– Bambam tu… — Toda a sua seriedade desapareceu ao ver o rapaz quase perder o pijama que lhe ficava demasiado grande. A camisa escorria por um dos ombros e precisava de segurar as calças com as mãos para não caírem. O seu rostos estava baixo e a franja tapava-lhe os olhos mas conseguia ver que mordia o lábio inferior de maneira nervosa. — Precisas urgentemente de engordar rapaz… — Disse sério voltando a subir a camisa para lhe tapar o ombro mas novamente voltou a cair. — Desculpa, é o tamanho mais pequeno que tenho.

Bambam acenou afirmativamente com a cabeça mas não saiu do local.

– Bem… Vamos dormir. — Diz Jackson já avançando para a cama.

– Quero ir para casa…

– Hn?

– Quero ir para casa. — Repete um pouco mais alto.

Jackson volta para junto do rapaz com um ar preocupado.

– O que se passa…? — Estica a mão para lhe tocar no ombro mas ao menor contacto o loiro cai no chão como se fosse uma peça de vidro cara que se acabara de partir só por se respirar para cima. — Bambam! O que aconteceu?

– Eu não quero que olhes para mim. — Ainda de cabeça baixa, e agora abraçado ao próprio corpo no chão, Bambam começou a chorar silenciosamente.

– Queres que eu chame o Mark? — Jackson agachou-se à sua frente sem saber o que fazer.

– Não! Não por favor! Ele vai ralhar comigo… Não vás. — Implora, agarrando-lhe o braço desesperado.

– Tudo bem… Mas só se me contares o que raio se está a passar.

Bambam permaneceu calado durante algum tempo, apenas se ouvia o seu choro contido e a respiração pesada de Jackson que aguardava uma resposta.

– Apenas… não olhes para mim… — Murmurou por fim.

– Porquê?

– Eu sou horrível…

Jackson apenas revirou os olhos suspirando. Não tinha paciência para crises de auto-estima. É verdade que um rapaz tão magro não era muito atraente, mas ele não comia porque não queria, de certeza que tinha muito dinheiro para gastar em comida.

– Porque dizes isso? — Perguntou mas sem grande interesse.

– O meu pai disse-me que sou horrível… — Aquilo voltou a prender a atenção do mais velho. — Mesmo sendo magro ele diz que continuo horrível… Di-Diz que com estas bochechas gordas ninguém me leva a sério. Mas eu não as consigo tirar! Eu tento mas elas não desaparecem…

Jackson não conseguia perceber o que se estava a passar. Porque alguém haveria de passar fome para perder umas bochechas tão adoráveis como aquelas? O que o pai daquele miúdo tinha na cabeça para lhe dizer coisas tão horríveis?

– Eu acho que és adorável. — Diz gentilmente abraçando o rapaz que começou a chorar mais alto.

– Desculpa… — Pediu entre o choro. — Eu vou emagrecer mais e perder estas bochechas feias e depois já podes olhar para mim…

Jackson deu-lhe uma pancada no braço, arrepiando-se por quase só sentir osso.

– Tu vais é passar a comer mais e ganhar mais peso! Ninguém gosta de abraçar um cadáver. E nem penses em tentar perder essas bochechinhas adoráveis! — Ameaçou apertando-lhe a cara e limpando-lhe algumas lágrimas em seguida.

– Não, não. — Repete afastando-se do abraço e secando ele próprio o rosto.- Tenho que as perder.

– Vais acabar por ficar doente. Aí é que ficarás horrível de certeza.

Bambam respirou fundo algumas vezes até voltar a ter o rosto ausente de emoções.

– Porque fazes isso?

– O quê? — Diz apático. Nem parecia o mesmo rapaz que ainda agora chorava nos seus braços para ter o reconhecimento do pai.

– Essa expressão! É horrível! Dá medo! — Diz elevando um pouco mais o tom de voz do que pretendia. Levantou-se e sentou-se na cama sendo logo seguido pelo zombie Bambam.

– É a única expressão que tu podes conhecer.

– Porquê? Eu não gosto dessa expressão!

Bambam desviou o olhar e deitou-se debaixo das mantas.

– Esquece que conheces outra expressão em mim… — Murmurou Bambam.

– Não. — Retrucou cruzando os braços.

– Nunca mais as vais ver.

– Não me desafies. — Diz sorrindo de lado.

Bambam ajeita-se melhor nos cobertores sentindo o cansaço domina-lo. Rapidamente adormeceu. Jackson continuava sentado de braços cruzados com o olhar fixo na parede à sua frente. Aquele rapaz estava a dar-lhe a volta aos nervos. Aquela sua dupla ou tripla personalidade estava a enlouquece-lo. Quando ele era fofo queria aperta-lo e protege-lo do mundo. Mas quando ele ficava apático apenas apetecia-lhe mata-lo com as próprias mãos. Como é possível uma pessoa não querer transmitir emoções? “Será que ele anda metido nas drogas?” Olhou para o rapaz adormecido e logo tirou essa ideia da cabeça. Era um prefeito disparate e Mark nunca iria permitir isso. “Mark! É isso! Ele deve saber o que se passa! Amanhã falo com ele” Sorrindo feliz com o plano, deitou-se na cama e aconchegou-se no seu lado. A cama era grande, mas ele estava habituado a dormir sozinho e a esticar-se todo.

Quando estava quase a adormecer, um pensamento fê-lo abrir rapidamente os olhos em estado de choque. “Mas porque raio eu quero saber dele?! Chegou do nada e já virou a minha vida do avesso! Só tenho que me concentrar na minha banda e talvez sair um pouco para esquecer tudo isto.”

Já mais calmo com os seus pensamentos, volta a fechar os olhos e rapidamente adormece tendo um sonho maravilhoso com um rapaz adorável e risonho que logo se transformou num pesadelo com rostos sem emoção e olhares frios.

Acordou sobressaltado mas um pouco confuso. Não se lembrava bem do que tinha sonhado mas tinha uma sensação ruim na garganta. Já era de dia mas Bambam ainda dormia num embaralho de mantas. Levantou-se normalmente, sabendo que o rapaz tinha um sono pesado. Dirigiu-se a cozinha mas parou ao ver Mark a dormir no sofá. Ele tinha mantas uma almofada por isso devia ser obra de Yuri. “Obviamente que ela não ia dormir com outra pessoa que não fosse o noivo.” Pensou divertido, lembrando-se do escândalo que fez na noite passada.

Arranjou alguma coisa rápida para comer e voltou para o quarto para se arranjar. Hoje tinha uma reunião com a banda sobre o próximo concerto e não podia mesmo faltar. Uma coisa era faltar a ensaios, mas faltar a reuniões já era demais até mesmo para ele.

Quando entrou no quarto, Bambam estava sentado na cama a esfregar os olhos ensonados. A camisa larga continuava a cair por um dos ombros e as mangas ultrapassavam as suas mãos. Parecia uma criança a vestir a roupa do pai.

– Bom dia. — Cumprimentou Jackson enquanto procurava algo para vestir.

Como resposta ouviu um grunhido e logo o pequeno já estava debaixo das mantas novamente.

– Nem penses que vais ficar ai o dia todo. Preciso de sair. — Reclama o mais velho.

– Já vai…

Jackson deixou-o ficar enquanto foi para a casa de banho arranjar-se. Pelo caminho encontrou a irmã a sair do quarto e pode ver que Mark também já estava acordado e a fazer alguma coisa na cozinha. Era incrível como ele já se sentia tão a vontade na casa de Jackson.

Quando Jackson já estava arranjado, encontrou Bambam a desarrumar o seu roupeiro e a procurar alguma coisa. Isso deixou-o bastante irritado. Odiava mesmo que mexessem nas suas coisas, ainda mais sem autorização.

– O que pensas que estás a fazer?! — Gritou fechando a porta do quarto e aproximando-se do rapaz que estava semi escondido pela porta do roupeiro.

– Não posso vestir a mesma roupa dois dias seguidos. — Respondeu Bambam com toda a naturalidade do mundo.

Isso não te dá o direito de mexeres nas minhas coisas!

– Eu gosto das tuas coisas.

Bambam afastou do roupeiro e sorriu para o mais velho. Só ai é que Jackson pode notar que ele já tinha uma t-shirt sua vestida e agora procurava calças. Ao contrário do que acontecera com o pijama, a t-shirt assentava-lhe muito bem, quase que parecia que tinha sido feito à medida. Obviamente que Jackson já não a usava por lhe ser apertada, tinha encolhido na lavagem há uns tempos atrás mas não teve coragem de a deitar fora pois era uma das suas preferidas. Mas agora, ao ver Bambam com ela, teve uma vontade imensa de a oferecer ao rapaz. Vontade essa que ele afastou por ser um pensamento deveras absurdo.

– Não vais encontrar calças que te sirvam… — Disse Jackson apercebendo-se que já estava há muito tempo a encarar o mais novo.

J❦B

Quando Jackson finalmente chegou à garagem para a reunião, já estava atrasado. Todos os membros estavam lá e olharam-no de maneira hostil. Tinha-se atrasado porque Bambam recusava-se vivamente a andar dois dias com a mesma roupa e como não encontrou calças que lhe servissem, obrigou Mark a ir-lhe buscar umas a casa e depois voltar. Claro que enquanto isso acontecia, Jackson foi forçado a ficar em casa assim como Yuri que tinha uma prova de vestidos de noiva marcada.

Mark até foi bastante rápido e garantiu que não tinha encontrado ninguém na rua e que o primo estava a ser materialista e mimado, mas o rapaz não ligou, apenas vestiu as suas calças e manteve a camisola de Jackson apesar de Mark ter trazido outra.

“Esta é mais gira!” Bambam tinha dito fortemente enquanto abraçava o corpo, impedindo que lhe tirassem a t-shirt. A verdade é que ele estava a adorar ter algo do Jackson com ele. E Jackson também estava a adorar isso apesar de não admitir.

No final, lá conseguiu ir para a reunião e Mark foi com ele.

“Eu já tenho experiência nesse campo. Posso vos ajudar e até dar alguns contactos.” Disse o rapaz saindo de casa com Jackson.

Bambam também queria ter ido mas foi raptado por Yuri para a ajudar na escolha do vestido. Ela dizia que ele tinha bom gosto e que ainda precisava de falar com ele sobre "aquilo".

J❦B

– Desculpem o atraso…? — Tentou Jackson com um sorriso forçado, entrando na garagem. Todos estavam a mata-lo com os olhos, sem exceção. — Em minha defesa, a culpa não foi minha! — Gritou levantando as mãos para cima com ar inocente.

– Eu sou testemunha. A culpa não foi dele. — Confirmou Mark acabando de entrar na garagem.

Nessa altura todos viram o rosto para o rapaz e depois para Jackson novamente. Não estavam a perceber porque ele estava ali e porque tinham chegado juntos. E acima de tudo, porque Mark tinha a roupa do dia anterior.

No meio de tanta confusão de manhã, o cantor nem se importou em achar roupas para si.

– Olá Mark-hyung! — Gritou Junior animado, assustado todos.

– Olá Jinyoung… — Mark sorriu incomodado ouvindo um riso um pouco histérico do mais novo que suava a algo como “ele sabe o meu nome!”.

Jaebum olhou de esguelha para o amigo e fez sinal para Youngjae lhe bater no braço para o rapaz voltar a si. Por sorte, Jinyoung tinha-se calado e comportava-se mais decentemente depois disso, mas o seu enorme sorriso e olhos brilhantes nunca largavam Mark que já se arrependera de ter vindo.

O tempo foi passando e no final a presença de Mark tornou-se fundamental. Mais pareceu uma palestra de “como ser famoso” do que uma reunião entre membros da banda. Mark ensinou-lhes tudo o que sabia. Não tinha medo da concorrência, apenas queria ajudar os novos amigos.

Tudo isso fez com que Jinyoung ainda o olhasse com mais admiração.

– Nee… Mark-hyung! — Chamou Junior no final da reunião, aproximando-se sorrateiramente do cantor que conversava com Jackson.

Mark sentiu o sangue gelar. Aquele rapaz assustava-o imenso. Em câmera lenta, virou o rosto para Jinyoung dando-lhe assim permissão para falar. Pode ouvir um riso vindo de Jackson mas decidiu ignora-lo.

– Tu… Eu… Queres… — De repente, o guitarrista já não parecia tão confiante. De um fã louco e assustadoramente obcecado tinha-se transformado num rapaz tímido que brincava com as mãos enquanto olhava fixamente para o chão, envergonhado.

Com pessoas assim, Mark já sabia lidar melhor.

– Sim? — Incentivou com uma voz calma e um pequeno sorriso. Nunca negaria nada aos seus fãs.

– Vamos sair! — Gritou Jinyoung. Ao ouvir a voz suava de Mark dirigida a si, foi como se tivesse recebido um choque elétrico, e logo o Junior “fã louco e assustadoramente obcecado“ estava de volta, para infelicidade de Mark e divertimento dos outros membros da banda que os observavam.

– Han… — Mark forçou um sorriso e lançou um rápido olhar a Jackson implorando por ajuda. Mas o baixista apenas ria. — Eu não estou autorizado a sair com fãs… — Murmurou constrangido. Nunca tinha sido convidado para sair por um fã dessa maneira, muito menos por um rapaz.

– Não penses nele como um fã! — Disse Jackson sem parar de rir.

– É! O nosso Junior sabe ser uma pessoa normal quando não está feito idiota para cima de ti. — Continuou Jaebum.

– E-E-Eu não fico idiota para cima dele! — Reclamou Jinyoung completamente corado.

Ele não ficava como aqueles fãs idiotas que via nos lives, apenas… queria conhecer melhor o seu ídolo e a sua inspiração. Isso não fazia dele um fã louco, não era?

Olhou para Mark que tinha o olhar fixo no chão enquanto os outros rapazes continuavam a rir.

Jinyoung nunca se sentira tão mal em toda a vida… Tinha se sujeito à humilhação pública em frente ao seu ídolo. Mark devia de o vê-lo como um idiota…

“Era óbvio que nunca irias sair com alguém como eu… Só te queria conhecer e partilhar gostos musicais contigo…” Pensou Junior sentido algumas lágrimas quererem aparecer. “Não. Não me vou humilhar mais! Não em frente dele.” Com esse pensamento em mente, Jinyoung saiu o mais rápido que pode da garagem enquanto as fortes e salgadas lágrimas lhe lavam o rosto. “Sou um idiota”.

Continua...

Notas finais
Waaaa felliiiiings!!!!! Pobre Junior T^T Posso traze-lo para casa e dar-lhe miminhos? Aproveito e trago o Bambam também, pobrezinhos T^T Sou uma péssima pessoa, eu sei