Proprietário

19 Destino Cruel


Notas iniciais
Ainda anda alguém ai? >.< Demorei quase uma semana para postar, desculpem!!! Eu já disse isto nos comentários mas eu demorei porque fiquei doente (para variar) e depois tive muitos trabalhos então foi impossível vir ao pc fazer outras coisas que não sejam trabalhos. Eu tenho que ganhar o habito de escrever a fic em cadernos a ver se acabo isto rápido... Enfim, espero que ainda acompanhem a fic e que gostem deste cap, boa leitura o/

O ídolo americano estava radiante enquanto se dirigia para o seu próximo destino com John. O manager estava um pouco mais nervoso com isso tudo. Nunca largou o telemóvel o caminho todo. Tentava arranjar um advogado ou qualquer coisa para poder ter justiça. O plano de Mark era rápido e simples. Ele iria fugir. Estavam agora no aeroporto à espera do próximo voo para a Coreia do Sul. Por muito que o cantor tivesse insistido, John não queria ir com ele, além de não saber falar coreano, tinha que resolver aqueles problemas todos com a agencia, afinal ainda tinha um contrato assim como Mark, mas era John que também teria que por fim ao contrato de Mark.

– Estás a deixar-me sozinho com o trabalho difícil… — Murmura John sem largar o telemóvel.

– Eu já te pedi para vires comigo.

– As coisas não funcionam assim… Sabes que tenho que resolver isto primeiro.

– Depois vens ter comigo? — Insiste Mark. O cantor estava sentado num banco do aeroporto enquanto comia uma enorme sandes.

– Eu não sei falar coreano.

– Eu ensino-te.

– Não tenho lá casa nem ninguém conhecido.

– Tens me a mim.

– Tu também não tens lá casa! — Reclamou John.

– Vou viver com o meu primo. Ele tem lá quartos a mais, podes ficar lá também.

– Ah! — Gritou John, desviando o olhar do telemóvel para encarar Mark. — Enquanto dormias, o Bambam ligou! Queria falar urgentemente contigo. Ele e um rapaz chamado Jinyoung.

– O Junior queria falar comigo…? — Mark ficou sério. — O que eles queriam?

– Não sei. Perguntas-lhes quando chegares à Coreia. — Sorriu o manager.

Mark fez uma cara pensativa mas concordou com a cabeça. O que será que era assim tão urgente que eles queriam? E porque estavam juntos? Eles não se dão…

– Depois liga-me, assim que chegares à Coreia e estiveres instalado. — Pede John.

– Claro que sim. Também quero que me mantenhas actualizado sobre isto tudo. Mas eu não quero voltar, mesmo. Não me interessa que eles me queiram aumentar o ordenado ou coisa assim. Eu não vou voltar. — Disse sério.

– Claro. — Sorriu. — Nem eu ia deixar-te voltar para estas pessoas! Mas, durante um tempo, acho que é melhor cortarmos o contacto…

– O quê!? Porquê?!

– Eles podem descobrir onde tu estás e ir atrás de ti… Não passámos a tarde toda no registo civil a mudar-te o nome para Yi-En e a nacionalidade para coreano para te encontrarem de novo. Pelo menos durante um mês… Falamos só quando lá chegares. Depois eu volto a entrar em contacto contigo quando for seguro.

Mark olhava tristemente para o manager mas assentiu com a cabeça. Tinha a sua lógica o que ele dizia… Abraçou o amigo fortemente e ficou assim durante um tempo. Iria sentir saudades da única pessoa que esteve com ele naqueles momentos difíceis. John acompanhava a carreira de Mark desde sempre, viu-o crescer tanto como pessoa como artisticamente. Esteve lá sempre nos bons e maus momentos mas agora… Agora teriam que se separar. Mark corria perigo se continuasse na América mas John não poderia sair do país tão cedo.

O destino era cruel.

J❦B

Yugyeom avançou para a parte em que o pai de Bambam entra no quarto. A imagem tinha má qualidade mas percebia-se perfeitamente o que se passava e até tinha som.

– Como conseguiste isto? — Perguntou Yuri sem desviar os olhares do ecrã.

– O meu advogado seduziu uma empregada da família Bhuwakul até ela lhe dar o dvd. — Disse simplesmente como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Jackson franze as sobrancelhas e olha de esguelha para aquele estranho rapaz que em breve seria seu cunhado. Era melhor ter Yugyeom como amigo e nunca, mas mesmo nunca, em circunstancia alguma, como inimigo!

No ecrã da televisão via-se Bambam a discutir com o pai. Yuri roía as unhas nervosa e Yugyeom escrevinhava rapidamente num caderno mas sem nunca tirar os olhos da televisão. Jackson estava chocado com o que via. A verdade é que nunca tinha imaginado que Bambam tivesse tido a coragem de responder ao pai e provoca-lo, mesmo estado obviamente em desvantagem. Não sabia se chamaria aquilo de coragem, orgulho ou estupidez. O que sabia era que estava orgulhoso pelo seu menino ter lutado por aquilo que acreditava e defendia.

“Não posso ter amigos?” Provocava Bambam, sendo agredido de seguida.

“Amigos que te mandem mensagens piegas destas, NUNCA! Já foi difícil livrar-te de um escândalo, não te atrevas a meter-te noutro. Se não, vais destruir o bom nome desta família e arruinar o teu futuro!”

Jackson engoliu em seco nessa altura. “A culpa foi minha e das minhas mensagens idiotas…”

O video continuou a andar sem nenhum dos presentes dizer uma palavra. Yugyeom estava a sentir-se poderoso por ter tido uma declaração por parte do senhor Bhuwakul, o homem admitira que enviara Mark para a América e isso era mais um ponto a seu favor.

“É nestas alturas…” Diz o loiro com pouco folgo. “Que quero fazer tudo bem e ficar com os negócios.” O homem sorri satisfeito, quase que orgulhoso do filho. “Para depois roubar-lhe tudo e o mandar para a prisão até o seu corpo virar um saco de boxe sem alma e sem vida!” Gritou com toda a força que tinha.

Todos se assustaram quando Bambam começou a gritar a plenos pulmões no ecrã da televisão. Jackson nunca sentiu tanto orgulho na vida. Queria abraça-lo para o resto da vida.

Jackson fechou fortemente os olhos, prevendo o que viria a seguir. Só conseguia ouvir os golpes que o homem dava no próprio filho, os baixos gemidos controlados de Bambam e um pequeno choro de Yuri. Até a caneta de Yugyeom tinha parado de escrever. O rapaz sentia uma enorme raiva daquele homem. “Como ele pode fazer algo tão monstruoso com o próprio filho!?” Pensava Yugyeom, apertando fortemente a caneta nas mãos. “E a pensar que eu já chamei aquele sujeito de tio…”

O som da televisão parou subitamente. Jackson e Yuri olharam para Yugyeom que segurava o comando com força, tentando acalmar a própria respiração agitada.

– Vamos ver o Jackson a ser preso? — Pergunta sem desviar os olhos do ecrã que estava na pausa.

– Devia te-lo morto nessa altura… — Murmura Jackson com raiva.

Yugyeom ouve isso como uma confirmação e avança mais um pouco no video. Enquanto ele avançava, só se via Bambam desmaiado no chão e isso só aumentava a raiva dos três presentes.

– Para ai! — Pediu Jackson quando o Bambam se começou a levantar.

Yugyeom obedeceu mas deixou o video a correr um pouco mais rápido já que Bambam se mexia muito devagar. Viram Bambam levantar-se e viram a estante a cair em cima do rapaz. Em seguida tiveram que avançar um pouco mais porque o loiro trancou-se na casa de banho. Quando ele saiu repararam que ele tinha as roupas todas molhadas o que indicava que tinha tomado banho vestido.

Jackson esfregou o rosto com as mãos frustrado. Queria que aquilo acabasse rápido para ir ter com o rapaz. Já sentia até mesmo algumas lágrimas escorrerem-lhe pelo rosto mas tudo ficou pior quando Bambam começou a chorar no video e a chamar o seu nome. Yuri e Yugyeom tinham desviado o olhar da televisão para verem Jackson mas ele nem se importou. Os seus olhos estavam arregalados e fixos na televisão enquanto chorava sem perceber. “Devia ter chegado mais cedo…”

Ainda viram Bambam rasgar a foto de família e sair pela varanda. Nesse momento Jackson sentiu que era um mau exemplo para o rapaz… Voltaram a avançar o video até à parte em que Jackson entrou pela varanda.

– Aish… Invadiste mesmo uma propriedade privada… — Resmungou Yugyeom frustrado, voltando a escrever no caderno.

– Chama a isso uma entrada romântica. — Disse Yuri ainda a roer as unhas.

– Vai dizer isso num tribunal e eles mostram-te uma quarto romântico carinhosamente apelidado de “cela de prisão”. — Murmurou Yugyeom chateado. Acabou por levar com uma almofada na cabeça por parte da noiva. Mas ambos conheciam-se bem o suficiente para saberem que nenhum estava realmente chateado com aquilo. Tinham apenas personalidades muito estranhas mas que de certa forma se completavam.

Não falaram mais após isso, apenas continuaram a ver o video com atenção. Apesar de não ser muito importante, Yugyeom sorriu quando o senhor Bhuwakul admitiu ter deixado Bambam inconsciente. Não era importante porque eles tinha o video que provava isso, mas era sempre bom ter uma confissão. Tinha um bom pressentimento de que se iam dar lindamente no tribunal. As provas todas que tinham eram óptimas e iriam conseguir mandar o homem para a prisão.

Os seguranças entraram na cena e prenderam o Jackson. O rapaz deu um forte pontapé no homem enquanto era arrastado pelos seguranças. Yugyeom atirou a caneta contra o caderno e olhou ferozmente para o rapaz.

– FODA-SE JACKSON! Não podias ter ficado quieto!? — Gritou irritado. Jackson olhou para o futuro cunhado mas não disse nada. Queria ter feito muito mais que aquilo mas agora que pensava bem, isso não era bom para o seu lado. Talvez continuasse com cadastro mas pelo menos aquele homem também iria preso e nunca mais incomodaria Bambam.

– Devias ter lhe batido com mais força.

Jackson assusta-se a ouvir uma voz tão perto e repentinamente. Não precisou de olhar para saber que era Bambam. O loiro estava a olhar para a televisão com um olhar agressivo mas o rosto sério e descontraído. Apenas os seus olhos transmitiam emoção. Uma emoção muito forte e violenta que chegava a assustar.

– Não o encorajes. — Ameaçou Yugyeom enquanto apanha a caneta do chão.

Bambam encolhe os ombros e apanha o tabuleiro com as panquecas em cima da mesinha de centro para as levar para o quarto. Ainda tinha fome… Tinha ficado à espera que o video acabasse para ir buscar a comida.

– Isso já está frio. Não queres que te faça algo quente? — Pergunta Yuri, limpando o rasto de lágrimas enquanto sorria para o rapaz.

– Não! — Grita de repente, quase abraçando o tabuleiro se fosse possível. — Quero isto. O Jackson fez para mim. — Disse com vozinha amuada.

– Anda, eu ajudo-te. — Jackson sorri e levanta-se. Agarra no tabuleiro do rapaz e estende-lhe o cotovelo para ele se apoiar. De certeza que se o rapaz fosse a coxear até ao quarto com um tabuleiro nas mãos ia acabar por fazer asneira. Bambam não pensou duas vezes em agarrar-se ao braço de Jackson e segui-lo até ao quarto.

– Vão comer para a cozinha! — Gritou Yuri. — Assim vão sujar tudooo! — Choramingou.

– A casa é minha! — Rebateu Jackson sem parar de andar.

– Mas não és tu que limpas!

J❦B

Youngjae estava de olhos arregalados a olhar para o amigo. Junior acabara de lhe dizer que a irmã dele agora gostava dele. “Como assim agora sou a sua paixão “secreta”?! Ela andava toda atiradiça para o JB. Eu só a tentei afastar do meu homem!”

Jaebum começou a rir do namorado. Ele não sentia o mínimo de ciúmes da rapariga. Mas achava perfeitamente justo Youngjae “sofrer” o mesmo que ele sofreu por ter a irmã de um dos melhores amigos sempre agarrada a si. Era bastante desconfortável pois não podia simplesmente dizer à rapariga que tinha namorado.

– Mas… Eu não fiz nada… — Defendeu-se Youngjae em pânico. Não queria que Jinyoung se chateasse com ele por causa disso. Nunca foi sua intenção magoar a rapariga.

Junior continuou a olha-lo de forma séria e agressiva. Youngjae resistiu ao instinto de se esconder atrás do namorado, o amigo parecia realmente zangado. Parecia. Assim que Jae dá um passo atrás Junior começa a rir.

– Não te vou bater, idiota! — Riu Junior. — Eu sei bem a irmã que tenho. Antes do JB ela perseguiu o Jackson. Ele ficou um mês sem vir cá a casa com medo dela.

Youngjae fica ainda com mais medo da rapariga após ouvir isso. Que raio de pessoa era aquela?!

– Desculpem, eu já devia ter falado com a minha mãe para falar com ela. Pensei que fosse só uma fase. — Sorri coçando a nuca. Ele sempre fora muito protetor com a irmã mas sabia que ela tinha um lado um pouco louco por rapazes, principalmente se pertencessem a uma banda. Junior não perdoaria se algum rapaz a magoasse, mesmo que fossem os seus amigos mas aquilo já estava a ir longe de mais.

– Se fores a ver bem… — Começa Jaebum com um sorrisinho sádico. — Ela é igualzinha a ti. Mas tu só tens olhos para o Mark.

Jinyoung volta a ter um olhar agressivo, desta vez dirigido para o líder da banda. Ele ia defender-se mas um grito assusta os três rapazes. Tinham-se esquecido que o filme ainda estava a passar e uma personagem acabara de morrer. Eles tinham-se assustado mesmo, tinham gritado e saltado nos lugares até olharem para o ecrã. Youngjae saltou literalmente para os braços de Jaebum que logo o deixou cair no chão. Com a estupidez do momento, começam a rir os três descontroladamente. Sentiam-se idiotas por se terem assustado tanto com um simples grito.

Ouviram outro grito. Este foi o mais assustador do que toda a coleção junta de filmes de terror do mundo.

– PARK JINYOUNG!!!! — Acompanhado do grito da mãe de Junior, ouviram os passos pesados e zangados da senhora descer as escadas. — São três da manhã, meu menino! Eu amanhã trabalho! — A gritaria toda deve tê-la acordado e isso era um péssimo sinal para os três rapazes que tinham ficado pálidos e quietos como estatuas à espera do seu destino cruel.

Continua...

Notas finais
E ai? O que acharam? Digam as vossas opiniões para je saber pff >.< Kissus o/