Proprietário

24 Passeio em família


Notas iniciais
Voltei o/ Tiveram saudades? *-* (da fic obviamente) Como prometido, voltei em menos de duas semanas! XD Acho que este foi um dos caps que me diverti mais a escrever e espero que vocês também gostem ^w^ Vemo-nos nas notas finais, boa leitura o/

Jaebum tinha um sorriso tímido e ao mesmo tempo desconfortável. Nunca tinha andado de mãos dadas na rua com Youngjae com medo que alguém visse e, como acontecia em todas as pequenas aldeias, fosse contar a toda a gente. O problema não era só Junior, era os pais de Youngjae. JB não sabia porquê mas os pais do namorado sempre o odiaram. Mas quando diz “odiar” é odiar de verdade. Uma vez, quando Youngjae adoeceu e não pode ir à escola, Jaebum tentou visita-lo com alguns amigos e todos poderão entrar menos ele. Nessa altura já namorava com Youngjae e foi doloroso para si não ser autorizado a ver o namorado quando ele estava doente e a precisar do seu carinho. Até lhe tinha comprado os mangás que ele tanto gostava de ler…

Por causa disso, não conseguia estar completamente relaxado naquele encontro. Estava sempre a olhar para os lados, para ter a certeza que ninguém os via. Quando uma velhinha passou por eles, Jaebum soltou bruscamente a mão de Jae e olhou para o lado mas o rapaz logo o repreendeu e voltou a puxa-lo para junto de si.

O mais velho percebia perfeitamente o lado de Youngjae. Ele próprio gostava de ter alguns momentos “normais” com ele. Mas tinha mesmo muito medo que os país dele interferissem e os obrigassem a afastar-se.

– Chegamos! — Avisou Youngjae sorridente.

Jaebum arregalou os olhos para o local. Estavam à porta da casa de Youngjae.

– Pensei que quisesses um encontro “normal” e não ir logo para a cama… — Disse confuso mas um pontapé forte na canela fê-lo calar-se.

– Não penses coisas! Vamos jantar com os meus pais.

O mais velho afastou-se bruscamente de Youngjae como se ele tivesse anunciado que tinha uma doença contagiosa. Olhou-o com um olhar assombrado durante algum tempo e Youngjae só conseguiu cruzar os braços e devolver o olhar desafiante.

– Vais mesmo fugir? — Questionou serio e com uma pontada de desilusão na voz.

JB olhou para a casa do namorado durante alguns segundos. As luzes da janela estavam acesas indicando que os pais do rapaz estavam lá.

– E-Eles vão ficar chateados se apareceres com visitas para jantar e não avisares… — Disse tentando fazer o rapaz mudar de ideias.

Jae sorriu de lado com um olhar matreiro.

– Eu mandei uma mensagem à minha mãe quando vínhamos para aqui a dizer que lhes queria apresentar o meu namorado hoje ao jantar.

– Tu o quê!? — Gritou baixinho com uma voz aguda. Não queria gritar alto e correr o risco dos pais do rapaz aparecerem.

– Vamos Bummie… Não me vais deixar entrar sozinho, né? — Pediu com voz manhosa e cara de cachorrinho abandonado.

Jaebum rangeu os dentes irritado. Odiava quando Youngjae fazia aquilo. Sabia que se fosse embora agora o mais provável era perder o namorado e ele não queria isso. Olhou mais uma vez para Youngjae que ainda tinha um beicinho e enormes olhos pedintes. Suspirou fundo e voltou a aproximar-se do rapaz um pouco a medo.

– Sabes que eles nem me vão deixar entrar, certo? — Murmurou olhando para o chão enquanto Jae avançava e tocava na campainha sem hesitar.

– Eu não vou deixar. Temos que esclarecer isto tudo.

– Esclarecer o quê?

Antes de Youngjae responder, a porta foi aberta.

J❦B

Jackson e Bambam não tinham andado muito. Mesmo que o loiro negasse, o seu pé ainda doía e já estava há demasiado tempo de pé. Acabaram por ficar sentados em frente ao lago a conversar. O tempo foi passando e com isso a conversa dos rapazes acabou dando lugar a algo mais intenso.

– Aaah! Jackson! — Gemeu Bambam com a respiração pesada.

– Estou a magoar-te? — Perguntou calmamente mas com um enorme sorriso, enquanto beijava os ombros nus do rapaz.

– Um pouco… — Respondeu enquanto esticava o pescoço para o namorado ter mais acesso ao local.

Jackson sorriu provocadoramente contra a pele do rapaz e fez mais pressão no corpo do mais novo, fazendo-o gritar.

– Isso dói!

– Logo fica bom!

– Hun… Jackie… — Chamava manhoso, rodando o pescoço para encarar o namorado.

– Hn? — Perguntou sem parar de beijar o pescoço e ombros do rapaz.

Bambam esticou-se como pode para roubar um beijo intenso ao namorado. Jackson retribuiu à altura mas a posição em que se encontravam não facilitava o movimento e logo Bambam afastou-se.

– Ahh! — Gemeu curvando as costas e voltando à posição inicial. — Aí mesmo! Isso…

Jackson sorriu de lado e voltou a fazer pressão naquele lugar enquanto tinha a voz arrastada do namorado como banda sonora.

– Jackie… Já não me doí. — Avisou o loiro mexendo-se desconfortável.

Jackson riu alto e tirou as mãos dos ombros nus de Bambam. Rodeou a cintura do namorado e puxou para junto de si, abraçando-o carinhosamente.

– Eu disse que era um excelente massagista! — Riu orgulhoso.

– Foi a massagem mais dolorosa que recebi na vida… — Murmurou, encostando a cabeça ao ombro de Jackson.

– Hey! — Resmungou indignado. — Já não tens os músculos presos, pois não? Resultou! Não tenho culpa que doa para desprender os músculos! Mas se queres saber… — Continuou, baixando o tom de voz e enterrando a cabeça no ombro do rapaz, fazendo com o que os corpos ficassem bem próximos. — Foi a massagem mais erótica que já dei… A partir de hoje estás proibido de deixar que outras pessoas te dêem massagens sem ser eu!

Bambam estava sentado entre as pernas de Jackson e a sua camisola estava ao lado do corpo do chinês. Fora obrigado a tira-la porque, segundo Jackson, a massagem não fazia efeito por cima do tecido da roupa. Mas agora, Bambam só sentia frio e estava estranhamente desconfortável por estar a ser abraçado naquele momento, na rua, em frente ao lago, onde qualquer um poderia ver.

– Posso-me vestir agora…?

– Acho que não. — Disse Jackson sério, abraçando ainda mais o rapaz e passando as mãos pelo tronco nu do mesmo, causando arrepios no loiro.

Bambam assustou-se com o toque repentino e encolheu-se um pouco arrepiado contra o corpo de Jackson, arregalando os olhos logo de seguida ao sentir algo duro bater-lhe no fim das costas.

– Ja-Jackson…?

O baixista percebeu o que estava a incomodar o menor e riu com isso.

– A culpa é tua.

– Po-Porquê!? O que eu fiz?

– Ficas-te a gemer daquela maneira enquanto eu te fazia a massagem nos ombros! — Risse mais ao ver o namorado ficar completamente envergonhado.

Bambam tentou agarrar a camisola para se vestir mas Jackson voltou a abraça-lo mais forte. Beijou-lhe a bochecha carinhosamente enquanto os seus dedos faziam um trajeto imaginário pela barriga lisa e ainda um pouco magoada do loiro.

– Ja-Jackson…

– Só estamos aqui nós, não te preocupes. — Interrompeu.

– Mas… Jackson…

– Não estamos a fazer nada de mal, relaxa. — Interrompe novamente.

Bambam virou-se no abraço para ficar deitado em cima da barriga de Jackson. Tinha o rosto muito vermelho enquanto observava os olhos negros de Jackson.

– Jackie… — Chamou manhoso, aproximando-se do ouvido do outro. — Vamos para casa…

O chinês arregalou os olhos após ouvir o pedido nada inocente do namorado. Só voltou a ter reação quando o seu menino juntou o seu quadril à perna do mais velho, mostrando que precisava, mesmo, de ir para casa.

Jackson levantou-se rapidamente sorridente. Entregou a camisola a Bambam e nem esperou que ele se vestisse direito para o puxar por uma mão, o mais rápido que o pé de Bambam aguentava andar. Ao contrário do baixista, Bambam estava muito envergonhado por ter dito e feito aquelas coisas, mas não conseguia imaginar melhor altura para isso. Apenas seguiu o caminho com Jackson, mantendo o rosto baixo e vermelho mas com um pequeno sorriso.

J❦B

– Onde queres ir? — Perguntou Junior timidamente, sem desviar os olhos das mãos dadas.

Mark encolheu os ombros e sorriu minimamente. Estava a fechar a porta de casa quando Coco saiu do local com a trela na boca a abanar a cauda. O mais velho olhou para Junior divertido e colocou a trela na cachorrinha, decidido a leva-la consigo.

– A nossa Coco é tão esperta! — Exclama Jinyoung divertido enquanto acaricia a cabecinha do animal. — Vai ser um passeio em família então! — Sorriu abertamente mas logo ficou envergonhado. Já não tinha esse tipo de à vontade com Mark para fazer piadas dessas.

Mark também ficou um pouco incomodado com o comentário mas começou logo a andar puxando a trela de Coco com uma mão e a mão de Jinyoung com a outra.

Andaram um pouco sem rumo pelas ruas num silêncio constrangedor. Junior não conseguia pensar em nada para dizer. Na verdade, o rapaz não estava a pensar de todo. Sentia a cabeça estranhamente vazia e culpava a mão quente de Mark por isso.

Após andarem um bocado, o estômago de Jinyoung fez barulho dando sinais de fome, o que fez o rapaz congelar no local enquanto rodeava a barriga com os braços envergonhado. Yi-En riu da situação e um pouco da sua voz arranhada conseguiu ouvir-se. Antes que Junior pudesse dizer alguma coisa, sentiu a sua mão ser arrastada para a esplanada de um café.

– Onde vamos? Tens fome?

Yi-En revirou os olhos e riu. “O teu estômago é que está a roncar e eu é que tenho fome?”

Não demorou muito para um empregado os atender e recolher os pedidos. Jinyoung não hesitou em pedir bastante comida para si. Perguntou o que Mark queria mas ele apenas negou com a cabeça, porém Junior não ligou ao que ele disse e pediu um prato igual ao seu e um chá quente, frisando que era bom para a voz do rapaz.

Mark sorriu com o tom de preocupação na voz de Junior quando ele começou a falar sobre a sua voz, ou neste caso, a falta dela.

J❦B

– Youngjae. — Cumprimentou o homem sério. Com um olhar mortal sobre Jaebum.

O líder da banda tentou não baixar o olhar e controlou-se para não se esconder atrás do rapaz, apesar de apertar fortemente a sua mão. O seu rosto estava pálido e sentia que ia desmaiar de medo a qualquer momento.

– Oi pai! — Respondeu descontraído, com o seu enorme sorriso. — Já conheces o Jaebum. — O homem apenas fez um olhar raivoso para JB enquanto o mesmo se apresentava formalmente com uma vénia e voz formal.

Youngjae quase que tinha vontade de rir da situação se não fosse tão trágica. Antes que o seu pai pudesse dizer mais alguma coisa, puxou a mão do namorado para dentro de casa. Descalçaram-se na entrada e seguiram para a cozinha onde a senhora Choi preparava o jantar.

– Mãe! — Chamou Youngjae, ainda mantendo o enorme sorriso. — Trouxe companhia.

A senhora que estava a lavar loiça virou-se para encarar o filho e o namorado dele com um enorme sorriso. Porém, ao ver quem era o rapaz deixou que o prato que lavava caísse das suas mãos e se partisse no chão. A senhora estava quase tão branca quanto Jaebum, muito diferentes do senhor Choi que tinha o rosto vermelho de raiva.

Youngjae sorriu sem graça, tentando manter o ambiente tranquilo. Já mal sentia a sua mão devido a força com que Jaebum apertava, mas não o podia censurar por isso. Afinal, a culpa daquele ódio todo sem sentido era dele.

– E se fossemos jantar e conversar sobre tudo? Tenho uma coisa que vos preciso de contar…

J❦B

Junior acabou de comer a sua imensidão de comida feliz. Ainda conseguiu dar alguma coisa para Coco comer, apesar de ter recebido uma ameaça escrita de Mark para não dar comida humana ao animal.

– Mas ela gosta! Olha aqueles olhinhoooos! — Exclamou Jinyoung a olhar para a cachorrinha.

Mark puxou-lhe o rosto pelo queixo, fazendo com que Junior olhasse para o seu rosto e para o caderno que estava a frente de si.

“Se não olhares para ela não te sentes tentado a dar comida”

Junior olhou fundo para os olhos de Mark. Já não conseguia ver rancor ou ódio neles, mas também não sabia o que via. Engoliu em seco e desviou o olhar, fintando a sua comida. Não demorou muito para sentir Coco a chamar-lhe com uma patinha e voltou a olhar para ela. Olhou apenas por alguns segundos pois teve logo o seu rosto puxado novamente por Mark. Agora o rapaz tinha as duas mãos sobre as bochechas de Junior.

Mark não teve tempo de escrever nada mas tentou soletrar o que queria dizer e pelo rosto corado que o outro fez, percebeu a mensagem.

“Não me obrigues a ficar assim contigo a noite toda.”

Jinyoung tinha percebido muito bem a mensagem. O problema agora era que não conseguia parar de olhar para os lábios do rapaz. Na sua cabeça, dizia que esperava que ele voltasse a falar e não queria perder nenhuma palavra, mas o seu subconsciente sabia muito bem porque os seus olhos não largavam aquele local.

Mark também reparou no estado hipnotizado de Jinyoung. Ele próprio também estava a lutar contra o íman que o puxava para junto do rapaz. Sentia as bochechas de Junior quentes e isso aquecia-lhe as mãos e o coração. Os seus rostos estavam cada vez mas próximos mas Mark resistia o máximo que podia. Não queria ser magoado outra vez.

Os lábios de Junior rasparam levemente na boca de Mark mas o contacto não passou daí pois Mark baixou a cabeça de Jinyoung e beijou-lhe a testa demoradamente. Tentava acalmar o seu coração agitado e respiração descompassada. Esperava ganhar algum tempo com isso e felizmente conseguiu. Quando se afastou e soltou o rosto do mais novo, Jinyoung nem mexeu a cabeça. Tinha os olhos ligeiramente arregalados presos na mesa, num olhar distante.

Mark escreveu rápido no caderno e fingiu tossir para chamar a atenção do mais novo e entregar-lhe o caderno.

“Não lhe dês mais comida de pessoas.”

– Isso foi uma ameaça? — Perguntou ainda meio atordoado. Agora que as coisas estavam a resolver-se, não queria mostrar parte fraca novamente. Não ia deixar que Mark o provocasse como queria e bem entendia.

“Talvez.” Escreveu Mark com um enorme sorriso que poderia ser considerado maquiavélico.

J❦B

Bambam tentava acompanhar os passos apressados do namorado mas no final teve que lhe pedir para irem mais devagar. Jackson olhou-o preocupado e colocou o braço do loiro sobre os seus ombros, para ajuda-lo a andar melhor.

– Desculpa… — Pediu um pouco embaraçado pela sua atitude. Estava a pensar com a cabeça de baixo quando começou a correr desesperado.

Bambam sorriu e beijou-lhe a bochecha para logo continuarem a andar.

Trocavam olhares melosos e sorrisos enquanto andavam mas ao ouvirem umas vozes Bambam parou completamente de andar e o seu rosto congelou, ficando inexpressivo.

– Bambam? O que…? — Antes que Jackson acabasse a frase, Bambam tapou-lhe a boca com a mão e puxou o rapaz contra a parede. Jackson olhou confuso mas logo sorriu maliciosamente. No entanto, esse sorriso também desapareceu ao ouvir as mesmas vozes que Bambam.

– Tem a certeza que era este rapaz? — Perguntou um voz grave de homem, sem expressividade nenhuma.

– Mas é claro que sim! É difícil confundir um rapaz com essa cor de cabelo por aqui, sabe? Ele estava com mais três rapazes. — Dizia uma voz feminina. Aparentava ser uma senhora de idade pela tom.

– Muito obriga…

– Aquele grupo de rapazes só traz confusões para este aldeia. — Interrompeu a senhora. — Eles têm uma banda e quando fazem festas é uma barulheira desgraçada até de madrugada!

– Entend…

– E além disso andam sempre bêbados pelas ruas! — Continuou a senhora. — São umas pragas! Não me admirava nada que tivessem um gangue e também andassem metidos na droga, sabe? — O senhor ia voltar a falar mas a senhora foi mais rápida. — É melhor recuperarem esse loirinho rápido antes que ele se junte ao gangue!

Finalmente o senhor conseguiu agradecer e afastar-se da senhora que ainda ficou a reclamar para o ar. Bambam espreitou a curva e pode ver que afinal eram três homens. Mas não eram homens quaisqueres. Eram três dos seguranças da sua família, ele conhecia-os muito bem e vice-versa.

– Eles vêm para aqui… — Sussurrou em pânico, sem desprender o olhar do local.

Jackson não pensou duas vezes para tirar o seu precioso boné da cabeça e colocar em Bambam. Assim que os passos se tornaram mais próximos, Jackson empurrou Bambam contra a parede e colocou-se sobre ele beijando-o.

J❦B

Youngjae ajudou a mãe a apanhar o prato partido e guiou todos para a sala de jantar onde a mesa já estava posta e pronta para o jantar. A senhora Choi levou a comida para a mesa espalhando o cheiro caseiro pelo caminho e abrindo o apetite de todos.

Quando se sentaram e iam começando a comer normalmente, o senhor Choi não aguentou mais aquele clima e gritou, batendo com as mãos na mesa.

– Mas o que significa isto tudo, Choi Youngjae! O que este rapaz está aqui a fazer?!

– Eu avisei que vos queria apresentar o meu namorado. — Responde calmamente. Por baixo da mesa, Jaebum apertava a perna do namorado, sempre que o pai do mesmo o olhava agressivamente.

– Isto é alguma brincadeira? — Pergunta a senhora Choi tentando manter-se calma.

– Não. Na verdade… — Youngjae olhou para o prato com comida à sua frente. — Há uma coisa que eu preciso de vos contar… Uma história que aconteceu há uns anos.

Continua...

Notas finais
Não me matem por amor de deus! Sou uma criança inocente! (mas se vocês pensaram coisas em Jackbam é porque de crianças inocentes não têm nada ihihihih) Espero que tenham gostado e coiso e tal... então é isso... Kissuuuuus o/