Proposta Indecente
3 Capítulo 3 - Ordem de Despejo
Notas iniciais
Olá Ladies, mais um capítulo de Proposta Indecente.
Obrigada a Lidia e a Chefa Ice pelas lindas recomendações.
Obrigada a todas que comentaram!
Boa leitura!
N/A² Paula Margon...
oi gente olhe nós aqui de novo, bom quem esta animada hj?
tbm queria agradecer a Lidia e a Chefa ice brigada minhas lindas bj bj ♥ e sem demora.... Boa Leitura.
** Capítulo 03 — Ordem de Despejo **
POV BELLA
Não conseguia desviar meus olhos dos dele. Desde o momento em que meus olhos foram para sua direção, senti-me presa por eles. Percebi que ele também me analisava sem nenhum pudor. Quando nossos olhos se encontraram, poderia jurar que ali havia desejo, luxuria, que a muito tempo não via nos olhos de meu marido.
Lindo. É a única palavra que posso descrever este homem no momento. Este homem de olhos verdes azulados, nariz perfeito, queixo quadrado com uma boca. E que boca...
Minha respiração estava um pouco acelerada, escutava alguém me chamar, mas, não conseguia identificar de onde vinha. Eu não piscava, nem ele. Ficamos assim por um curto espaço de tempo até que ele pareceu recobrar o que veio fazer aqui no Village Gourmet, então desviou seus lindos olhos dos meus e seguiu seu caminho me acertando em cheio com seu perfume, seu aroma másculo entrando em minhas narinas. Senti uma mão tocar a minha enquanto eu fechava meus olhos para apreciar o cheiro desse homem desconhecido. Ele estava me fazendo ter pensamentos nada adequados para uma mulher como eu. Casada.
Ainda bem que Jacob me trouxe de volta de meus pensamentos, pois eles já estavam tomando rumos que tenho certeza que começava a esquentar meu rosto.
– Bella você está bem? – cocei minha garganta com a voz antes de respondê-lo.
– Hum... Sim Jacob. Porque não estaria bem?
– nada. É que... Bem, você estava aí com a respiração meio ofegante, te chamei várias vezes e você não respondia. Achei que você estava passando mal, com falta de ar.
Droga. Com certeza eu estava com falta de ar, mas não por esse motivo e sim por um outro motivo muito agradável meu querido!!
– Não foi nada Jacob. Eu estou bem.
Decidi esquecer logo o “boca linda de olhar penetrante”, antes que eu fala algo que não deva.
Jantamos e conversamos em tom divertido. Bebemos vinho a toda hora, Jacob tocava-me ou tentava me tocar e por mais estranho que parecia, toda vez que eu recuava de seu toque, eu sentia minhas costas queimarem.
– Jacob!
– Desculpe-me Bella. – disse depois de mais uma tentativa falha de me tocar.
– Jacob, me responda uma coisa, por favor?
– Sim.
– Uma coisa vem me intrigando agora. No momento eu nem pensei, a emoção não me permitiu pensar direito, mas... Como você resolveu tão rápido a situação da hipoteca da casa? – realmente eu estava muito confusa com isso.
– Consegui com uns amigos meus que me deviam algum dinheiro.
– Que amigos são esses que te deviam?
– Ham... Uns amigos de... Jogatina como você mesma sempre adora me lembrar.
Eu não estava acreditando muito nisso mas vou deixar pra lá, enquanto não me atrapalhar.
– Ok. O importante é que não perderei mais minha casa.
Eu posso respirar aliviada agora já que não vou ter que dormir embaixo de nenhuma ponte imunda. Ainda tenho meu teto. Meu lar.
Jacob e eu tomamos algumas taças de vinho e fomo embora. O jantar correu tranquilamente, tirando as tentativas de investidas dele durante o jantar, foi maravilhoso. Devo admitir que estava um pouco alta mas consciente de todos os meus atos. Consciente do que falava, ouvia e via.
Chegando em casa, Jacob me agarrou de surpresa, foi me beijando, um beijo de quem estava tentando tirar o pai da forca. Seu beijo era voraz, e estava me machucando, sempre que tentava me livrar dele de seus braços ele me apertava mais e mais forte.
– Jacob! Por favor, pare.
– Não. Eu quero você e sei que você também me quer.
Eu estava mais alta que ele mas sabia muito bem o que eu queria e neste momento eu não o quero.
– Engano seu Jacob. Eu não estou afim. – dito isso ele finalmente me solta e me encara sério.
–Por que?
– Porque eu simplesmente não quero. Não vou fazer nada do que eu não quero.
Virei as costas para ele e subi as escada tomando o rumo para meu quarto. Coloquei a mão na maçaneta da porta para abri-la mas fui impedida sendo puxada para trás.
– Por que Bella? Porque você não quer transar comigo. Eu já não disse que eu resolvi o problema da hipoteca da casa?
– O quê?! Então quer me dizer que só porque você pagou uma divida que você mesmo me arrumou sou obrigada a transar com você? Não Jacob! Não mesmo.
Tentei me livrar das garras dele novamente mas não tive êxito.
– Não Isabella. Eu quero minha mulher.
Ele tentou me beijar novamente. A única solução que conseguir foi mordê-lo e foi isso que fiz. Mordi seu lábio que estava grudado ao meu e ele se afastou de mim num rompante.
– Chega Jacob. Você já me fez sofrer de mais e agora passou dos limites. Acabou. Amanhã mesmo você pode começar a procurar um lugar para você morar. E dê-se por satisfeito por eu não te colocar no olho da rua agora mesmo.
– Ok. Eu não vou encostar mais em você. Sei também que você esta dizendo tudo isso por estar bêbada.
– Não Jacob, você está errado mais uma vez. Eu não estou bêbada. Posso estar um pouco alta por causa do vinho mas sei muito bem o que estou fazendo. E antes que você fale mais alguma coisa, sofá. Sofá é sua nova cama até você arrumar um canto pra você que desejo que não ultrapasse de 15 dias.
Entrei em meu quarto, fechando a porta em seguida trancando-a. Encostei-me nela e fui descendo até o chão, fechei meus olhos para abri-los logo em seguida assustada com o que vi. Meus pensamentos me levaram para aqueles olhos verdes azulados daquele homem desconhecido por mim.
PDV EDWARD
Eu admirava a cidade de Nova York pela janela de minha sala no trigésimo andar. Minha cabeça dispersa e perdida por entre os arranha céus da cidade que não dorme. A imagem da bela mulher desde ontem martelando em minha cabeça.
Eu apenas a vislumbrei e tenho seu rosto gravado e meu pau já se contorce nas calças. Puta merda, ela deve ser uma feiticeira, pois nunca uma mulher me deixou tão vulnerável só por me lembrar dela.
Repassei os acontecimentos pela milésima vez em minha cabeça. Os cabelos, a boca, os olhos, o vestido bordô, e o filho da mãe de um acompanhante. Sim, não é de se espantar que uma mulher maravilhosa como ela estivesse acompanhada. E se ela não estivesse eu faria questão de me sentar a sua mesa e lhe fazer companhia pelo resto da noite, eu a embriagaria com o melhor vinho e depois a seduziria até meu apartamento e então eu iria possuí-la como só eu sei fazer. Mas ela estava acompanhada e isso inibiu um pouco minha aproximação. Então me contentei apenas em jantar com os feiosos, mas ricos, árabes e apenas devorá-la de longe com os olhos.
Voltei a minha mesa e tentei me concentrar, mas a pergunta que martelava em minha mente era: quando eu a veria de novo? E mesmo cheio de trabalho eu me dei ao luxo de recordar novamente aqueles lábios vermelhos e convidativos, mas meu devaneio foi interrompido quando olhei meu monitor das câmeras de segurança e percebi uma movimentação estranha na recepção onde Rosalie fica. Ela estava de pé gesticulando freneticamente e um homem parecia discutir com ela. Ele parecia muito exaltado. Girei a câmera procurando por Emmett, mas não o encontrei em parte alguma. Poderia ser um assaltante, mesmo que não mantemos dinheiro aqui, alguns idiotas podem entender por esse lado, então decidi que eu deveria ajudar Rose a resolver seja lá qual fosse o problema que ela estava tendo ali.
Decido ir até a recepção e percebo que realmente o homem está muito exaltado, falando alto e pedindo... Para falar comigo?
– Algum problema Rosalie?
– Não Sr. Cullen. Esse senhor insiste em falar com você sem um horário marcado e estou tentando explicar que o problema dele somente um gerente pode resolver.
– Boa tarde Sr. Cullen...
Quando o homem se vira em minha direção eu o reconheço imediatamente. Ele é o acompanhante da deusa de ontem. Porque ele viria me procurar?
– Boa tarde senhor... ?
– Jacob Black!
– Sr. Black, acho que tenho cinco minutos antes da próxima reunião. Queira me acompanhar. Rosalie ache Emmett e peça que venha pra cá imediatamente.
– Sim Sr. Cullen.
O tal Jacob Black me acompanhou até minha sala e eu indiquei a cadeira a frente a minha mesa para que pudesse se acomodar, me sentando logo em seguida.
– Então Sr. Black, já que meus gerentes não puderam te ajudar, como posse ser útil?
– Preciso de um empréstimo...
– Qual seria seu preço Sr. Black?
– Um milhão de dólares.
Porra! Nada humilde esse cidadão. Mas não é o suficiente...
– E por que eu te emprestaria um milhão?
– Eu fiz uma burrada, e acabei hipotecando a casa da minha esposa que ela herdou dos pais, e agora estou quase com meu casamento arruinado se não devolver a casa para ela, ela pode pedir o divorcio e eu nem sei como vou fazer da minha vida sem ela...
– Mas você deveria ter pensado nisso antes de hipotecar a casa não é mesmo?
– Eu sei Sr. Cullen, mas eu fiz sem pensar e fiz a maior burrada de todos os tempos.
– E se te emprestar esse dinheiro quais as garantias que eu tenho?
– Garantias?
– Sim, o senhor tem emprego fixo?
– Não!
– Tem alguma renda?
– Não, no momento, quem está sustentando a casa é minha esposa com as reservas dela.
E o filho da mãe nem tem vergonha de me dizer isso? O mundo está mesmo perdido...
– Bom, o senhor não pode me dar garantias, então eu não posso te dar o meu dinheiro.
– Mas...
– Os seus cinco minutos já acabaram, e eu não tenho mais nada a escutar. Peço que se retire ou meu segurança virá te acompanhar até a porta.
O tal Jacob não disse mais nada, apenas me encarou furiosamente e saiu da sala batendo a porta com força. Observei pelo monitor que ele seguiu direto para os elevadores e esperei que ele sumisse de minha vista. Entrei no sistema do Financing Culle e digitei o nome Jacob Black.
Realmente o coitado estava bem encrencado, várias dívidas de empréstimos e a hipoteca, e como se não estivesse bom ele se ferrar sozinho, ainda estava levando o nome da esposa junto. Isabella Swan Black. Seria a deusa sua esposa ou seria aquela apenas uma amante? Se ela fosse a esposa, a tal Isabella, eu acabara de descobrir o preço a pagar por uma noite com ela. Logo interfonei para Rosalie.
– Rose, quero que puxe a hipoteca do Sr. Black e peça ao setor jurídico que emita uma ordem de despejo a Isabella Swan Black em meu nome e com meu endereço.
– Mas Sr. Cullen...
– Espero que você não esteja pensando em discutir comigo está?
– Não senhor.
– Ótimo. Dê a ela um prazo de setenta e duas horas para sair da casa.
– Certo, mais alguma coisa?
– Por enquanto só...
Desliguei o telefone e me acomodei melhor em minha cadeira sorrindo abertamente satisfeito.
Eu descobri seu preço Isabella Swan e agora você será minha.
POV BELLA
Acordei no dia seguinte com minha cabeça pesada, olhei para meu relógio de cabeceira e vi que já se passava das 10 da manhã. Levantei-me devagar, pois parecia que tinha vários pica-paus dentro da minha cabeça.
Cheguei a cozinha e fui logo preparar um café bem forte para me despertar e curar essa dor de cabeça que sentia tomando dois comprimidos de uma vez.
Depois de meia hora e com a cabeça menos dolorida, fui prepara algo para comer. Jacob desde a hora em que acordei que não o vi. Deve ter ido atrás de algum lugar para morar, o que eu acho muito bom. O que eu disse ontem foi sério, muito sério. Eu posso beber o que for e a quantidade que for mas eu nunca perco meu juízo e ele tentou se aproveitar do meu estado de embriaguês achando que estava tudo bem entre nós dois e que seria fácil me levar pra cama. Ledo engano.
O que ele me disse e o que fez foi a gota d’água pra mim. Como já diz um ditado, “antes só do que mal acompanhada”, e é isso o que vou fazer. Vou viver minha vida.
Estava deitada no sofá quando me assusto com alguém batendo em minha porta. Era o carteiro me entregando a correspondência. Era endereçado a mim e era do banco “Financing Cullen”. O que será que tem nessa carta do banco?
Sentei-me no sofá novamente e comecei a ler o seu conteúdo. Juro que se eu não estivesse sentada, eu teria caído no chão.
Não poderia acreditar eu não queria acreditar nisso. Era uma ordem de despejo.
Eu estava sendo despejada da minha própria casa pelo banco.
Mas como assim? Jacob havia quitado a divida a menos que...
– DESGRAÇADO! – mentiu de novo. Droga.
Lágrimas começaram a cair por meu rosto, mas essa era de raiva, muita raiva de Jacob.
A porta se abriu e por ela ele passou. Nem dei chance de que perguntasse o que estava acontecendo.
– Você pode me explicar o que é isso Jacob?
Taquei o papel em sua cara.
– Calma Bella. Que papel é esse?
– CALMA É O ESCAMBAL. Isso aí é uma ORDEM DE DESPEJO do banco e eu tenho apenas três dias para sair da minha casa. Três dias Jacob, três dias... – minha voz foi morrendo aos poucos.
– Como assim, eles não podem fazer isso!
– Podem sim Jacob. Eles podem tanto que estão fazendo. Agora, você que não poderia ter feito isso. Maldito dia em que te conheci. – respirava com muita dificuldade – E O QUE EU VOU FAZER AGORA, PRA ONDE EU VOU! Eu não tenho mais nada. Não tenho emprego e agora nem casa mais e isso graças a você.
– Bella...
– Cala a boca Jacob! – apontei meu dedo para sua cara – Eu tenho três dias para sair daqui mas você sai agora.
– Eu não tenho para onde ir!
– Nem eu! Pensasse nisso antes agora SAIA DA MINHA CASA.
– Mas para onde eu vou?
– Se vire. Vai pra onde você jogou a casa que meus pais me deixaram e que você jogou fora.
Subi para meu quarto, esvaziei o closet com suas roupas enfiando de qualquer jeito dentro de uma mala. Quando estava pronta a peguei e joguei de escada a baixo me virando em seguida.
Escutei a porta ser fechada e me joguei em minha cama tentando pensar em algo que pudesse fazer logo. Chorar não adianta mais, o estrago já está feito.
Minha única saída no momento é ir ao banco falar com quem fosse, gerente ou dono, teria que conseguir um prazo para que eu pudesse não perder meu bem mais valioso.
Notas finais
Espero que tenham gostado!
Deixe um review e façam uma autora feliz!
Beijos e até o próximo posto!
N/A² Paula Margon: vamos colocar nossos dedinhos para funcionar beleza!!! kkkk
Ps: Quem esta animado para o mês que vem??? o/ eu estou mega super hiper ansiosa rsrsrsrs bj bj e até o próximo
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