Notas iniciais
N/A: Paula Margon...

Cap escrito pela nossa magnífica perva louca, vulgo Lokit, então, Bora ler por que o cap está divo como sempre muahahahaha, nem lamento

Obrigada as QUATRO recomendações que recebemos no último cap, muito obrigada a Claudinha... Kaah Lopees... Izabel Cristina... JoiceLS... meninas tanto eu quanto a vaca agradecemos as belíssimas recomendações, vcs foram incríveis.

Sem mais, BORA LER CAMBADA!!!

** Capítulo 12 – Inseguro **

Fui acordado pelo vibrar do meu celular. Tentei abrir meus olhos mas eles estavam pesando uma tonelada devido ao fato de ter ido dormir muito tarde e enchido a cara também.

Ultimamente eu estava parecendo um verdadeiro bebum sem nexo e sem sentido. Bebia por qualquer motivo e vagava até tarde pelas ruas, esperando que elas ficassem finalmente desertas e eu pudesse voltar para casa e descansar, porém eu não descansava. Eu permanecia acordado e com pensamentos martelando em minha mente.

Céus eu tinha me transformado em um merda de primeira classe.

Um homem e seus defeitos pode ser fácil de superar, porém um homem e seus medos já se torna um pouco mais complicado de se reverter

Desde o dia em que confrontei Isabella em meu escritório, os dias se passaram para mim como um borrão. E em todo esse tempo de semanas eu senti como se não estivesse vivendo e sim vegetando. O que será que essa diaba tinha feito comigo. Porra ela me humilhou, magoou meus sentimentos, levou o meu dinheiro, me deixou de pau duro e eu ainda estava aqui feito um bundão desejando sentir novamente o calor do corpo dela. Aquele corpo macio e delicioso. Merda! Eu precisava mudar isso. Mas como? Eu já tinha tentado de tudo... e quando digo tudo é tudo mesmo.

Viajei para as montanhas e lá pensei em Isabella comigo esquiando na estação.

Passei uns dias em minha casa de praia e lá pensei em Isabella e suas curvas de biquine.

Fui velejar e não tinha como não pensar em Isabella comigo brincando de ser seu capitão.

Freqüentei clubes privados de prazer e porra meu pau só ficava duro quando eu pensava que ia me enterrar em Isabella e não em outra vadia.

Até trabalhando eu queria apenas foder Isabella em minha mesa sem sentidos.

Bruxa. Bruxa. Bruxa. Bruxa. Bruxa.

Merda! Essa mulher estava sendo o fim dos meus dias e eu não fazia ideia de como reverter essa situação em que eu havia me metido, pois provavelmente Isabella me abominava pela forma cretina em que eu a tratei. E eu não discordava dela, eu havia agido como um bastardo.

Por várias noites eu vaguei com o Volvo em frente a casa dela e pensei em tocar a campainha mas normalmente já era muito tarde e ela não me atenderia. Teve um dia em que eu liguei para o número dela, por três vezes, tudo bem que era de madrugada, mas ela não me atendeu e isso me enfureceu totalmente, o que resultou em alguns prejuízos em meu apartamento.

Tudo parecia errado sem Isabella e eu era um fodido por isso.

Finalmente eu verifiquei o visor do celular e constatei que era Rose e que provavelmente eu estava atrasado para alguma reunião. Desliguei o celular. Foda-se!

Me arrastei para fora da cama e quase gemi ao me encarar no espelho. Minha barba a dias não era feita, minhas olheiras estavam fundas e meu rosto magro, eu estava bem próximo de pertencer e espécime zumbi.

Eu queria muito, muito mesmo, pegar o carro e dirigir horas sem fim, mas antes que eu ficasse pobre permanentemente eu tinha pendências a resolver, mas não pretendia me demorar muito no escritório, talvez uma viagem a Austrália ou qualquer lugar bem distante me ajudasse a colocar os pensamentos em ordem.

Após um banho rápido e a escolha de um jeans e camiseta pólo, eu fui para Financing Cullen ainda ignorando todas as chamadas de Rose. Ela podia muito bem esperar eu chegar...

E eu cheguei, depois do meio dia mas cheguei e passei direto pela mesa de Rose, que me pareceu aflita com seus olhos arregalado, se levantando de sua cadeira para me abordar. Eu estendi a mão em sinal de “pare” antes que ela começasse a falar. Ela se calou de súbito e eu entrei em meu escritório dando de cara com meu Pai, sentado em minha cadeira. Merda. Merda. Merda.

- Merda! — acabei soltando sem querer o que resultou numa careta do velho. Ele era linha dura, não perdoava irresponsabilidades e ultimamente o que eu estava mais sendo era irresponsável. Se hoje tínhamos o que tínhamos e eu sou quem sou o responsável é Carlisle Cullen.

- Essa palavra define bem suas atitudes do momento. Uma verdadeira merda! — ele esbravejou e percebi que estava irritado.

- Carlisle...

- Você não tem o direito de se explicar, nada do que diga pode justificar suas atitudes irresponsáveis, e você não está sendo digno de comandar essa empresa.

- Não seja carrasco Carlisle, você sabe muito bem que sempre dei tudo de mim ao banco.

- E parece que agora você está dando tudo de você a cabeça o seu pau!

A voz de Carlisle não tinha nenhum tom de emoção, ele mais parecia um general do que um pai quando se tratava dos assuntos do banco. Nem parecia aquele pai amoroso que se casou com minha mãe e tivera três filhos. Meu pai tinha duas personalidades, uma para o trabalho e outra para a família, e nesse momento eu estava discutindo com a pior delas.

- Não é verdade!

- Você está sendo afastado por tempo indeterminado da presidência. Resolva sua vida Edward, porque eu assumo o controle aqui.

Eu demorei um minuto para entender o sentido das palavras que ele havia acabado de pronunciar e quando entendi meu sangue ferveu de revolta.

- Você não pode me manter fora. Isso não é justo! — nesse momento eu estava quase gritando.

- Tanto posso como vou. Você está sendo dispensado, até que eu entenda que assumiu suas responsabilidades de homem e parou de agir feito um moleque...

Eu bufei. De raiva e frustração. Caralho! Em que merda eu transformei minha vida!

- Carlisle reconsidere!

- Esse assunto está encerrado Edward! Dispensado.

Não adiantava discutir. Eu poderia gastar toda minha saliva em explicações, mas Carlisle já estava com sua decisão tomada. Ele me ignorou completamente e começou a mexer nos papéis a sua frente e eu sabia que o assunto estava encerrado.

Eu sai do meu nem tão meu escritório e caminhei para os elevadores. Rose me encontrou no caminho.

- Edward! — e me virei para encontrá-la.

- Precisa de alguma assinatura minha antes que eu saia?

A boca dela se abriu em um “o” de surpresa.

- Sair para onde?

- O General me afastou da presidência por tempo indeterminado..

- Oh Edward eu sinto muito!

Rose parecia estar com pena de mim por eu ser um imbecil, e eu odiava que alguém pudesse sequer pensar em sentir pena de mim. Mas essa eu estava merecendo.

- Não sinta Rose, eu realmente estou precisando de um tempo para colocar as coisas em ordem.

Rose pensou por um momento e eu quase pude ouvir as engrenagens dela funcionando.

- É aquela moça não é? Isabella Swan?

Escutar o nome de Isabella assim sem estar esperando fez um calafrio passar por todo meu corpo.

- Rose eu...

- Não tente me enganar Edward, eu te conheço e trabalhamos juntos a anos. E desde que ela apareceu você não foi mais o mesmo Edward. Algo mudou, mas me parece que você está perdido em suas decisões. Não seja orgulhoso assim.

- Como posso querer uma mulher que me humilha como ela fez? — a verdade era que eu não queria assumir que precisava de Isabella. Eu era orgulhoso demais para isso.

- Se ela fez o que fez, pense em como a tratou antes. Uma mulher com sentimentos feridos é capaz de muitas coisas Edward. Olha, eu não tenho o direito de me meter na sua vida, mas você sempre tratou as pessoas como objetos com suas etiquetas de valor estipulado. As pessoas não tem “preço” e sim “valores” que se resumem em carinho e amor. Pense em como você tratou Isabella e se a resposta dela não foi nada além do que você merecia.

Eu queria responder que Isabella era uma topetuda frígida, mas não encontrei minhas palavras pois não era isso que eu queria dizer. Eu queria dizer outra coisa.

- Essa mulher é uma bruxa Rose, ela não sai da minha cabeça como se fosse uma assombração me perseguindo onde quer que eu vá.

Nesse momento Rose abriu um sorriso gigante de dentes brilhantes que me fez sentir medo. Ela ergueu a mão e deu um tapinha de leve na minha bochecha.

- Você está apaixonado bobinho!

Silêncio!

E nesse momento minha vida passou em minha mente como um flash. Minha festa de cinco anos e eu fantasiado de Batman. Meus dez anos e eu vencendo todo mundo no banco imobiliário. Meus doze anos e um beijo roubado da minha prima baixinha. Meus quinze anos e meu primeiro celular. Meus dezessete anos e o adeus a minha virgindade quando uma Puta profissional me seduziu e me usou. Eu estava apaixonado? Ao inferno que não...

- Terra chamando Edward! Você ainda está comigo?

Eu pisquei algumas vezes e encarei Rose.

- Mas é claro que estou. Apenas conjecturando sua blasfêmia sobre eu estar apaixonado.

- Eu já esperava por isso...

- Esperava pelo que? — pergunto incrédulo pela capacidade de presumir de Rose.

- Que você é anta demais para assumir que está apaixonado!

- Por acaso você esqueceu que está falando com seu chefe?

- Meu chefe é Carlisle e você continua sendo uma anta. Agora venha aqui um instante que tenho algo para você.

Eu suspirei e passei minhas mãos pelos cabelos nervoso demais. Mulheres! Se não pode vencê-las junte-se a elas.

Rose foi até a sua mesa e abriu uma gaveta retirando de dentro uma revista e um envelope pardo. Ela folheou a revista até parar em uma página que anunciava uma mostra de artes para a noite de hoje.

- O que significa isso?

- Isabella Swan é a artista desta noite, ela vai fazer sua primeira exposição para cidade...

Meu sangue correu mais rápido e minha respiração ficou presa nos pulmões.

- E o que eu tenho a ver com isso Rosalie? — perguntei tentando parecer indiferente. Ela sorriu aquele sorriso sinistro de novo. Confabulando secretamente contra mim. Acho que eu estava descobrindo uma nova espécime de bruxas e fiz uma nota mental de nunca apresentar Isabella a Rose. Porra o que eu estava pensando?

Eu encarei Rose. Mas ela apenas me entregou o envelope dizendo.

- A entrada da sua felicidade. Faça bom proveito e pare de ser uma anta Edward!

E então Rose se sentou em sua cadeira e começou a trabalhar feliz, me ignorando completamente. É o mundo das secretárias estava perdido mesmo.

Sai do banco segurando aquela revista e o envelope, e pensei em descartar a ambos na primeira lixeira que eu encontrasse pela frente, mas acho que no fundo eu não queria jogar nada daquilo fora e eu estava realmente tentado a comparecer essa noite.

O resto da tarde se passou sem que eu percebesse, eu tirei o tempo para dormir mais um pouco e quando acordei já estava escuro. O envelope tinha ficado ao lado da minha cama e parecia conter um imã pois meus olhos não saiam dele.

Finalmente eu tomei minha decisão.

Fui para o banho, fiz a barba, escolhi meu Armani Black e pronto! Eu estava novo e pronto para encarar a fera.

Enquanto eu dirigia rumo ao local, senti que adquiri algum tipo de sudorese nas mãos, ou seria nervosismo? Quando cheguei fui recepcionado por um estacionamento lotado e nada de vagas, então eu tive que deixar o Volvo em uma vaga de rua e confiar meu mimo a um flanelinha. Se meu carro fosse roubado eu faria Isabella me pagar por isso. Pela primeira vez em semanas pensar no nome dela fez um sorriso surgir em meus lábios. Eu estava ansioso para vê-la novamente.

Eu entreguei meu ingresso ao segurança e caminhei por entre as pessoas me misturando a multidão, e por mais que meu único objetivo ali fosse encontrar Isabella, eu não pude deixar de notar o belo trabalho de suas obras de arte moderna. Ela tinha talento. Ela era incrível.

Após alguns minutos passeando pela galeria eu finalmente avistei meu objeto de procura. Linda em seu vestido de gala. Maravilhosa. Magnífica. Gostosa pra caralho! E apenas a visão dela, porra apenas de olhar para ela já fez meu pau endurecer por completo. Que macumba é essa?

Isabella estava acompanhada de outras duas pessoas que aparentemente notaram minha presença primeiro e enfim nossos olhos se encontraram e eu nadei naquele mar aquecido cheio de ódio por mim. Eu pensei que ela me ignoraria por completo, mas ela marchou em minha direção, decidida e furiosa. Perfeita. Seu quadril balançando com o movimento dos saltos e eu me demorei ali perdido em mil e uma possibilidades.

Finalmente ela parou a minha frente, mas mantendo seu espaço pessoal. Ela cruzou os braços sobre o peito como se assim colocasse um escudo entre nós. Os dentes trincados. Linda!

Meu coração estava acelerado em meu peito e pela primeira vez na vida eu não encontrei palavras para convencer alguém a fazer minhas vontades, dessa vez eu não queria comprar Isabella, eu queria que ela me aceitasse como sou, com todos os meus defeitos. Mas pela cara dela, ela estava mais disposta a me colocar na rua com um pontapé do que me aceitar.

- O que você pensa que está fazendo aqui? — a raiva dela era palpável.

- A mostra é aberta para quem estiver disposto a pagar pelas obras e apreciar seu trabalho.

- Uma qualidade bem típica sua, pagar por aquilo que quer!

- Olha Isabella e eu não vim aqui para discutir com você...

- E veio fazer o que? Me chamar de vadia na frente dos meus convidados?

- Eu não a chamaria de vadia na frente de seus convidados... — eu dei um passo a frente e pude me aproximar de seu ouvido e sussurrar. — Eu a chamaria de vadia apenas em minha cama.

Eu esperei pelo tapa que eu merecia na cara, mas ele não veio e quando me afastei de Bella ela parecia abalada pela minha insinuação, talvez... Excitada? Puta merda, ela não era tão imune a mim afinal.

- Isabella eu lhe devo um pedido de desculpas. Desculpas sinceras. Eu fui um canalha com você e me arrependo disso.

- Eu não acredito em você!

- Eu não esperava que acreditasse, mas eu tinha que fazer a minha parte que era pedir o seu perdão. E dizer que eu tenho uma proposta para você...

Incredulidade passou em seus olhos.

- Outra proposta indecente?

- Não. Dessa vez eu quero propor que comecemos novamente, quero propor uma nova chance e me apresentar como nova pessoa, uma pessoa que mereça estar ao seu lado e não o cretino que eu fui. Eu quero conhecer você Isabella, te levar para jantar sim, mas sem intenção de que isso termine em minha cama com um pagamento depois. Se você estiver comigo vai ser porque quer e não porque eu estou pagando.

Eu sei que estava levando Isabella na borda, mas esse era o melhor que eu podia fazer para tentar consertar minha burrada.

Mas ela ficou calada quase chocada e o silêncio constrangedor dela começou a me oprimir. Eu precisava que ela me respondesse e sinceramente esperava que ela me dissesse sim.

- Vá embora daqui Edward!

Meu queixo caiu. Eu não estava acreditando.

- Como?

- Tire seu traseiro da minha festa, você não é bem vindo aqui. Eu não quero outra proposta de merda e pretendo nunca mais olhar na sua cara.

Ela se virou para sair mas eu segurei seu braço ganhando um olhar ferino.

- Você pode me dizer não agora, mas isso não significa que desisti. Eu vou esperar o seu sim Isabella.

Ela não me respondeu, apenas soltou seu braço do meu aperto e voltou para perto das pessoas que estava antes. Eu não tinha nada mais a fazer ali, então eu fui embora e voltei para meu inferno particular que eu mesmo criei quando decidi brincar com Isabella.

E nada do que eu disse era mentira ou encenação ou jogada.

Eu estava disposto e esperar por ela. E essa era a minha única certeza do momento.

Continua...

Notas finais
N/A:Paula Margon...

Reviews e Recomendações sempre são muito bem-vindas, bora serem criativas, Fantasminhas aqui ninguém morde ok, então se vcs tem capacidade de nos cobrar capítulos, vcs tbm tem capacidade de comentar. Ao restante, linda, maravilhosa e impecáveis leitoras assíduas continuem com seus dedinhos mágicos.
PS: fic na reta final
PS²: Convido a todas vcs (as que não conhecem) as visitar uma louca parceria de 4 autoras na fic "Club dos Prazeres" e as que acompanham, se tudo der Certo hj teremos Mestre Jeremiah pervaiada.
BJ BJ e até mais.
Link da fic CdP: http://fanfiction.com.br/historia/356168/Club_Dos_Prazeres