Proposta Indecente
7 Capítulo 7 - Jantar
Notas iniciais
Olá cambada de mundiças como estão? Ok não me matem valeu... demorei, mas está aqui um cap que não faço ideia do que vcs vão achar.
Bj Bj e a outra mundiça não ta aqui pq o próximo é toooodinho dela kkk nem lamento ( como diz a Mundiça Grey Emerson vulgo Lidia Albano)
sem mais... BORA LER CAMBADA!!!!!!!!!!!
PS: Leila Canuto, este é especial pra você, obrigada pela maravilhosa recomendação.
POV BELLA
Sai daquele escritório ofegante, mais do que ofegante na verdade, eu estava quente e muito nervosa. Não conseguia pensar direito com aquele... Aquele homem todo encostando suas mãos em mim, eu não podia ficar perto dele por muito tempo, pude sentir sua musculatura bem de perto ao me imprensar na porta. Senti perfeitamente seu membro em minha barriga e não sei se ele fez de propósito ou não, mas ele pulsava avidamente entre nós, e isso não me deixava pensar direito.
Dentro de um táxi, voltando para minha, então ainda casa, comecei a organizar meus pensamentos, toda a conversa que tive com o Sr. Cullen dentro daquele escritório e... Não, eu não podia ficar pensando no corpo dele colado ao meu. Não, isso não está certo.
Concentrei-me na parte onde ele retirava sua proposta mais que indecente, eu não sabia se ele estava dizendo a verdade ou era mais um joguinho seu, mas, gostaria de pensar que era verdade no que ele dizia, mesmo minha casa estando no poder de seu Banco. Pelo menos terei mais tempo e assim, poderemos conversar profissionalmente a respeito da hipoteca.
Cheguei em minha casa, tranquei a porta e desci até ao chão escorada nela. Não sei o que estava acontecendo comigo, agora sim eu poderia pensar em tudo, exatamente em tudo o que foi dito e feito naquele Banco. Eu poderia sentir aquelas mãos em cima de mim, não poderia negar que fiquei tanto aliviada quanto decepcionada quando ele retirou a proposta, mas por um lado foi a melhor coisa que poderia ter acontecido eu já estava a beira do precipício desde o dia em que meus olhos focaram aquele homem todo poderoso que exalava um perfume próprio de macho alfa por onde passava.
Fui pega de surpresa ao seu convite para jantarmos apenas como pessoas normais, mas não sei dizer se um jantar no Village Garden poderia se dizer algo normal, com duas pessoas normais se tratando pelo primeiro nome, Edward e Bella, com certeza isso seria impossível.
Sai de seu escritório sem dar uma palavra se aceitaria ou não. Tenho certeza que se eu dissesse algo, seria exatamente o meu desejo que falaria por mim e não minha razão e eu não podia deixar que isso acontecesse, mesmo ele tenho me tratado como uma mercadoria, cara por sinal, mas mesmo assim uma mercadoria.
- O que devo fazer. O que farei!
Eu não sabia mais como comandar minha vida, ela estava de pernas pro ar, literalmente. Antes desse homem aparecer em minha vida, ela não era tão confusa quanto agora. Tinha meus problemas, mas nunca meus sentimentos foram tão conturbados como estão sendo agora. E tudo por causa... Por causa daquele banqueiro filho da puta gostoso. Sim, devo admitir, Edward Cullen era muito, sensual, exalava testosterona até em sua fala. Ele era um home, alto, com seus cabelos revoltos que chamam para serem tocados, sua boca parecia ser feita desenhada a mão, e os olhos... Nossa aqueles olhos te despiam sem pudor nenhum.
Mas nem por isso deixaria me envolver com ele. Não por ele ter retirado sua proposta mas por mim mesma, eu tenho meu respeito e meu orgulho.
Levantei-me do chão e decidir não pensar mais em nada. Nem em jantar, nem em Sr. Cullen, nada mais, não pensaria em absolutamente nada.
Fui em direção a cozinha preparar um lanche para comer, pois havia saído de casa sem nada no estômago e ele estava prestes a reclamar, mas ao invés de ir fazer um lanche rápido, me assustei ao perceber onde eu estava parada. Estava em frente ao meu closet, parada feita uma estátua olhando para minhas roupas sem saber o que fazer em seguida. (MUSICA)***
- O que estou fazendo aqui? – conversava comigo mesma, tentando por algum juízo de volta a minha mente. Coisa que estava se tornando cada vez mais difícil.
Edward Cullen não saia da minha mente e isso estava me deixando louca. Nem quando namorava Jacob, pensava tanto nele assim, como penso em Edward. Isso não é um bom sinal. Sai do closet e desci para o andar debaixo indo alimentar meu corpo com algo comestível.
Deitada em minha cama, não sabia qual seria meu próximo passo. Precisava ir atrás de outro emprego e urgentemente. Não poderia dar chance ao azar. Apesar de que em alguns momentos eu vi e sentia confiança nas palavras de Edward em relação a casa, mas não poderia ficar de braços cruzados esperando um milagre chegar até mim, eu deveria correr atrás deste milagre com minhas próprias pernas.
Fechei meus olhos para descansar um pouco... " Bella minha filha, você ainda vai passar por coisas difíceis, nós estaremos sempre com você, mas lembre-se filha, o melhor ainda estar por vir, sua verdadeira felicidade ainda vai chegar". – escutei meu pai falar mas não consegui mover um músculo, parecia que eu estava paralisada por alguma coisa, como se alguém estivesse me segurando pelos ombros, e nem consegui abrir meus olhos. Eu lutava para abri-los, mas não conseguia. Estava começando a entrar em desespero quando uma voz me pegou de surpresa... “ Eu retiro a proposta.” – mas essa voz era... “Apenas aceite jantar comigo.” – essa voz era do Edward Cullen.
Acordei sobressaltada, ofegante, suada e tremendo. O que isso queria dizer? Por que tive esse sonho, se é que pode ser chamado de sonho, com as vozes de meu pai e Edward juntos?
Engolindo seco, sai de cima de minha cama e fui buscar um copo d’água para amenizar minha garganta que estava incomodando de tão seca que estava. Assim que comecei a beber olhei para meu relógio de parede que ficava no alto da parede em minha cozinha e vi que eram sete horas da noite em ponto.
Um frio na minha barriga começou a subir e se espalhar por tudo meu corpo, sem pensar em mais nada, corri para meu quarto entrando dentro de meu banheiro retirando minha roupa pelo caminho e entrando diretamente debaixo da ducha fria. Precisava desesperadamente manter-me calma.
Alguns minutos depois, enrolei-me na tolha felpuda preta e fui em direção ao meu closet já tendo uma ideia do que me vestir. Entrei no closet indo direto para minha escolha para essa noite. Sem demora, coloquei uma langerie que combinasse com a cor do vestido, na verdade o vestido pedia apenas uma calcinha nada mais. Arrumei-me colocando alguns assessórios que ainda tinha em meu poder, maquiei-me destacando bem meus olhos, passei um batom nude nos lábios, minha maquiagem estava leve, nada exagerado, seria apenas um jantar. Nada mais. Era isso que me obrigava a pensar.
Pronta para sair, dei mais uma olhada em meu espelho de corpo inteiro. Estava vestida em um vestido(FOTO)vermelho de um ombro só com uma faixa do mesmo tecido do vestido, passado em baixo do busto com um broche preso nele no lado direito. A saia era um pouco esvoaçante, nada exagerado. Me sentia linda nele e realmente eu estava muito bonita nesse vestido que nunca havia vestido, por isso minha escolha foi tão rápida. Depois de me vislumbrar mais um pouco, peguei minha bolsa de mão preta e sai para fora do quarto, olhando as horas em meu pequeno relógio de pulso dourado, não era ouro, mas para quem olhasse de longe poderia afirmar que era. Ao olhar as horas vi que passava das oito da noite, chegaria atrasada ao Villagen Garden. Engraçado, o nome do restaurante é bem parecido com o qual eu o vi pela primeira vez, naquela ocasião eu também estava com um vestido vermelho, mas aquela era longo e esse, digamos que é um pouco menos comportado, mas nada vulgar.
Apanhei meu celular em cima da mesinha de canto perto da porta e vi uma mensagem de um número confidencial -Quem poderia ser?- abri a mensagem que havia recebido a duas horas atrás.
“Mudança de planos, Village Gourmet, às 20:00.”
Não tinha nome assinado, também, nem precisava, sabia de quem se tratava e merda, eu tinha acabado de pensar naquele bendito restaurante onde o vi pela primeira vez me hipnotizando com aquele olhar quente.
Respirei fundo, eu precisava me manter calma perto daquele homem. Eu ainda não entendia como um desconhecido poderia mexer tanto assim com meu sistema nervoso. Com minha mente.
O táxi já estava a minha espera, liguei para a empresa de táxi quando ainda me encontrava no banho, não poderia perder mais tempo. Entrei no táxi dando=lhe a informação onde seria meu destino. Minutos depois me encontrava em frente ao prédio onde se localizava o Village Gourmet. Quando entro na recepção do prédio, um homem enorme, sim, enorme, alto de ombros largos, cabelos negros, mas com um olhar de menino travesso, veio até mim.
- Com licença Srta. Swan, recebi ordens de lhe acompanhar até ao restaurante.
Mesmo com meu olhar desconfiado para ele, fui pega pelo braço e encaminhada ao elevador. Somente nós dois estávamos dentro daquela caixa de metal subindo para o vigésimo andar. Assim que as portas se abriram, o grandão me deu passagem para seguir em frente e não demorei muito para avistar Sr. Cullen.
Assim que me viu, pude vislumbrar uma satisfação em seus olhos ao olhar diretamente para mim. Seus olhos, mesmo estando um pouco distante de mim, brilhavam com um desejo inexplicável e não sei se era certo, mas meu corpo todo se acendeu.
Assim que chegamos perto dele, Sr. Cullen cumprimentou com um aceno, ao que percebi ser seu segurança particular, e o despachou sem nenhuma palavra de agradecimento.
- Que bom que você veio! – sua voz rouca mostrava um leve tremor na voz, o que fez meus pelos se arrepiarem por completo.
- Para dizer a verdade Sr. Cul...
- Por favor, só Edward, nada de Sr. ou Srta. Sejamos somente duas pessoas normais em um jantar normal.
Certo. Onde ele estava vendo duas pessoas normais em um jantar normal? Se fosse em um restaurante na esquina de meu bairro, eu até poderia fingir que estava jantando com uma pessoa normal, mas, aqui, no Village Gourmet... Fora de cogitação.
- Tudo bem. Prometo que tentarei Sr... quer dizer, Edward.
Minha voz saiu um pouco trêmula. Não poderia permitir me envolver assim, mesmo que eu saiba de sua verdadeira intenção a proposta que hoje já não existe mais. Mesmo assim, tentarei conhece-lo até onde ele me permitir chegar.
Nossos pedidos foram feitos por ele, que me pediu permissão para fazer isto, e eu não exitei.
- Você está muito linda hoje. – ruborizei.
- Hum... Obrigada. – levei a taça de vinho a boca e tomei um gole, estava maravilhoso, o sabor estava divino – Desculpe-me perguntar, mas... Por que você decidiu retirar sua proposta? – quando vi já tinha perguntado.
Minha vergonha era tanta que não sabia mais o que fazer, só desejava que um buraco se abrisse e que eu pudesse me jogar dentro dele. Mesmo assim ele me respondeu, com um sorriso de lado que o deixava ainda mais atraente.
- Por que sabia que você nunca se sujeitaria a uma coisa desse tipo. Você relutou bastante e devo confessar, nunca havia feito isso a ninguém. Não sei o que houve comigo para fazer-lhe tal proposta, peço que me perdoe por isso.
Meu coração acelerou ao ouvir tais palavras o que indicava que ele me desejava.
- Por isso você usou a hipoteca da casa? E, se me permite perguntar, como que uma pessoa poderia pensar isso, sentir desejo por outra sendo que nem ao menos nunca haviam trocado uma palavra sequer?
Sim, eu estava muito curiosa para saber. Apenas tínhamos nos visto por alguns segundos ou minutos naquele dia em que Jacob havia me trazido aqui para comemorar mais uma de suas mentiras para mim.
Edward ficou pensativo por um momento até que resolveu me dizer.
- Bem, sou um homem que possuo muito dinheiro, e fiz uma suposição errada a seu respeito. Fui covarde ao usar sua casa contra você, mas você me mostrou que o dinheiro não compra tudo. Hoje eu quero apenas conhecer você, nada mais. A não ser que você permita. Não nego Isabella, eu te desejo e muito ainda, mas não a quero por uma proposta. Quem sabe um dia...
Deixou uma pergunta no ar que não respondida por mim. Estava surpresa pelo rumo da conversa então resolvi mudar o rumo dela.
Conversamos sobre coisas banais, do tipo, um desejo – que não fosse carnal – famílias, relacionamentos. Senti que em alguns momentos ele se esquivava de algumas perguntas minhas, principalmente quando perguntei como ele era com sua família, mas não questionei mais.
Edward era uma pessoa muito agradável de se conversar, era totalmente diferente esse Edward que está aqui comigo neste momento, do Edward de seu escritório, todo poderoso em seu terno caríssimo, mandando e desmandando nos assuntos do Banco.
Já estávamos na terceira garrafa de vinho e minha coordenação motora e silábica, já não estavam boas.
- Você fica adorável, toda ruborizada, e tenho certeza de que esse rubor se deve ao vinho que estamos tomando!
- Sim. Pode ter certeza que é tudo culpa do vinho, e sua presença também não está me ajudando a raciocinar. – não sei porquê ele ficou surpreso. Já estava ficando solta demais com a bebida – O que foi? — perguntei.
- Bem. Não foi nada, só não consigo acreditar no que você acabou de dizer Isabella.
- Por favor Edward, pode me chamar de Bella, prefiro assim, e sim, sua beleza e presença não deixa as mulheres raciocinar bem quando estão perto de você. Quer um exemplo?
- Por favor. – disse com aquele sorrisinho de lado.
- Com cuidado, olhe para o seu lado esquerdo. Uma mulher loira de cabelos lambidos com um tomara que caia branco. Viu? – ele olhou disfarçadamente para onde falei e voltou-se para mim acenando com a cabeça – Então, ela só falta arrancar a roupa para que você possa olha-la e prestar atenção nela. Outro exemplo? Na mesma direção em que falei da loira, mais atrás dela tem uma negra, lindíssima por sinal, que não tira os olhos de você e me fuzila com seu olhar, e ela esta olhando para mim agora mesmo.
Edward olhou para a segunda mulher de quem falei e começou a rir. Não gostei.
- Posso saber porque você está rindo Edward?
Seu sorriso foi diminuindo aos poucos.
- Você é incrível Bella, como você consegue ver tudo isso sendo que você mal olhou para os lados?
- Meu caro Edward, isso se chama “instinto”, quando uma mulher tem isso, ela não precisa ficar encarando uma ou outra para ver se estão encarando você ou quem quer que esteja a acompanhando.
- Ok. Mas eu não quero nenhuma delas, só para deixar claro. O que quero esta bem a minha frente, mas só se ela me quiser.
Terreno perigoso novamente. Olhei para minhas mãos nervosamente e pedi a ele se poderíamos ir embora, ele não fez objeção alguma.
No elevador, seu guarda-costas não estava conosco na decida para o saguão.
- Onde está o grandalhão que me acompanhou até você?
- Ele já está no carro a nossa espera.
Resposta simples e aceitável. Senti um calafrio assim que as portas se abriram, mas não era frio. Edward com todo o seu cavalheirismo apresentado durante todo o jantar, colocou seu terno em volta de meus ombros que aceitei, seu cheiro era uma delícia. Nunca havia sentido um perfume tão delicioso assim em toda minha vida.
Ao entrarmos em seu carro, deu-lhe meu endereço ao seu motorista, estava fora de cogitação eu pegar um táxi, assim disse ele. Não estranhei ele saber meu endereço, e nem ter o número de meu telefone. Agora, não seria surpresa nenhuma se ele soubesse até o número de meu vestuário.
Estávamos perto da minha casa e eu estava inquieta por dentro. Lembranças de seu escritório vieram como uma avalanche povoar minha mente, sua boca perto da minha, seu corpo colado ao meu. Gemi. E alto.
- Algum problema? – não nenhum problema só eu que não aguento mais essa conturbação toda em minha mente. Pensei, mas não saiu nada de minha boca. Eu alternava olhar sua boca e seus olhos verdes, boca, olhos, boca, olhos. Dizem que quando se estar bêbado, a coragem nasce em você de um jeito que é impossível segurar a língua, e estou começando a acreditar neste dito.
- Não quero ir para casa! – falei de uma vez só. Seus olhos estavam em meus lábios, que por instinto, mordi meu lábio inferior.
- Alfred, para meu apartamento agora.
CONTINUA...
Notas finais
Só um aviso... AO INVÉS DE ME JOGAREM PEDRA, JOGUEM SAPATOS N° 38 OK, sim sim ainda estou sem salto :/
AHHH antes que me esqueça, vou deixar o título do próximo cap que está encarregado da mundiça Lokit escrever.... " Selvagem", bom, acho que isso lhes dará um gostinho de quero mais. bj bj e até...
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