Proposta Indecente

15 Parando o coração por um segundo.


Notas iniciais
Gente, gente õ/
Eu demorei, porque não fazia a menor ideia de como continuar a história. Mas aqui está mais um capitulo pra vocês..
Não ficou tão bom quanto eu esperava, mas fazer o quê né? UISHIDUSHIDUSHD
Vou tentar continuar a fic pra não deixar ninguém na mão, caso as coisas fiquem horriveis demais, eu cancelo e posto a outra, tá?
Por falar nisso, obrigada pelos reviews e fico mega feliz por saber que tenho leitoras tão fofas e que se preocupam ^^
Quero morder todas vocês :3 SUHDISHDISUDHSUIHSH
Me desculpem pelos erros, e avisem...
Espero que gostem,
Boa Leitura ♥

Capitulo XIII

(Contado por: Lyra)

Os preparativos para o casamento da Carla estavam a todo vapor. Era florista correndo para um lado, ornamentadores correndo para outro. O tipo de correria, que contagiava qualquer um que estivesse por perto. A decoração estava ficando impecavelmente linda, o que me deixava com mais vontade de me casar. Não via a hora de voltar para casa, reorganizar as coisas e começar a planejar meu próprio casamento.

Um motorista fora contratado, para levar a Carla logo cedo ao salão, onde passaria o dia inteiro e só apareceria minutos antes da cerimônia. O Georg estava tão tenso, que não parava de andar. Foi preciso leva-lo para outro lugar, pra ver se a ansiedade diminuía um pouco. Pra mim, isso não adiantaria muita coisa, já que esse tipo de coisa só iria passar quando os dois disserem sim.

Eu não queria ficar parada, ou “trancada” num salão. Mas as minhas alternativas eram poucas, quase não existiam. O convite inesperado para segurar o buquê da noiva, enquanto ela estivesse no altar, praticamente exigiu que eu me vestisse um pouco melhor. Aproveitei a oportunidade para acompanhar a Simone num outro salão.

Ficar sentada numa confortável cadeira, enquanto algumas pessoas mechem no seu cabelo ou fazem as suas unhas, dá uma agradável sensação. Sem contar a massagem, essa sim é a melhor parte. Cheguei a fechar os olhos e quase dormi. Eu sinceramente poderia passar a vida assim, relaxando e sem ter nada para me preocupar.

Sai do salão praticamente pronta, só restava chegar em casa e, com cuidado para não bagunçar tudo, vestir a roupa. Quando a Simone e eu voltamos, encontrei o Bill deitado na cama e dormindo. Ele já deveria estar pronto, pois a cerimônia começaria em menos de uma hora!

— Bill. – chamei. – Bill, acorda. – o balançava, tentando acordá-lo.

— Só mais dez minutos. – resmungou.

— O que você bebeu hoje, hein? – continuava balançando-o. – Acorda logo!

Pelo pouco tempo que estamos convivendo juntos, não achei que fosse de costume ele se deitar para dormir no meio da tarde. Mais um pouco de insistência, e ele acordou. Foi diretamente para o banheiro – com aquela cara de sono -, e deve ter demorado mais que eu. Enquanto isso, eu me vestia.

---

(Contado por: Bill)

As horas literalmente passaram voando. Num instante eu estava buscando meu terno numa alfaiataria, no outro, estava dormindo e acordando para me arrumar. Me coloquei em frente ao espelho, e tentava ajeitar a miserável gravata, que não parecia ter ido com a minha cara. Era uma verdadeira luta, uma terceira guerra mundial, já que não entendo nada sobre o assunto. Precisava de uma ajuda feminina, e a única pessoa mais próxima a mim era a Lyra, que se encontrava dentro do banheiro, fazendo os últimos retoques.

— Bill, qual desses brincos você acha que devo usar? – ela aparece, segurando dois pares de cores diferentes.

— O brinco de pérolas ficaria bonito. – disse, olhando-a pelo reflexo.

— Tem certeza?

— Sim.

— Então acho que devo trocar os sapatos.

Mulheres. Porque elas precisam ser tão complicadas assim? Porque elas gostam de bagunçar com nossos pensamentos? Porque não podem simplesmente facilitar a nossa vida?

— Você tá brincando com a minha cara, não é? – perguntei, me virando para ela. – Não têm que trocar os sapatos, eles estão lindos em você.

— Acha mesmo?

— Claro. – me aproximei dela. – Agora, será que pode me ajudar com a gravata? – ela riu.

CERIMÔNIA

Estávamos próximo ao altar, os convidados foram chegando aos poucos e logo ocupavam os lugares. O Georg não conseguia controlar seu nervosismo, e antes de aparecer, bebeu um pouco de uísque. Não resolveu muita coisa, mas foi o suficiente para deixa-lo mais “alegre”.

A Lyra estava linda, e era basicamente impossível parar de olhá-la. Não dava pra explicar, ela simplesmente... Encantava-me naquela tarde. Notei que ela usava um perfume diferente, mas muito cheiroso.

— Você está linda. – sussurrei em seu ouvido.

— Obrigada. – diz ela, sorrindo. – Mas, por favor, não me deixe sem graça.

Sabe a gravata? Então, ela agora estava apertando a minha garganta. Acho que a Lyra apertou demais, e o meu ar era meio limitado.

— Não tô aguentando ficar com essa gravata. – tentei folga-la. – Vou acabar tirando isso.

— Espera. – ela se vira pra mim, e com jeitinho folga a gravata. – Assim está bom?

— Odeio usar esse tipo de roupa. Não faz o meu estilo.

— Usar terno uma vez na vida não vai matar ninguém.

---

(Contado por: 3º pessoa)

Pelo horário, a Carla já deveria ter chegado. Até a Lyra estava começando a ficar nervosa com toda a demora. Por sorte tinha o Bill ao seu lado, para conversarem e se distraírem enquanto nada acontece. Ele estava agoniado com a gravata, e acabou tirando-a.

— Me dá um beijo? – pergunta Bill.

— Não. – responde Lyra.

— Por quê?

— Não vou te beijar aqui na frente de todo mundo.

— Qual o problema? – ele sorri. – Somos namorados.

— Na verdade estamos fingindo.

— Mas ninguém sabe disso, e todos acreditam nessa mentirinha.

— Não importa!

Bill lhe rouba um selinho demorado. Lyra fica um pouco envergonhada, pelo fato daquela mentira estar se tornando cada vez mais real. E a mais errada disso tudo era ela, que deixava as coisas correrem daquele jeito. Não deveria ter dado espaço, e agora se envolvia além da conta.

Ela se vira pra frente, e sente como se seu coração tivesse parado de palpitar por um segundo. O sorriso educado que fornecia para as pessoas desapareceu em questão de milésimos. Mas como...? Perguntou-se.

— Será que vai demorar muito? – Bill tenta continuar a puxar o assunto, mas Lyra não responde. – Lyra? – ele a chama.

Lyra olhava fixamente naquela direção, tentando adivinhar se aquilo era mesmo uma miragem, ou pura realidade. E lá estava ele, parado, olhando-a da mesma maneira. Como conseguiu chegar até ali, ela não fazia a menor ideia. Só sabia que precisava encontrar uma boa desculpa para explicar o motivo de estar ali. Bill também ficou preocupado.

Ela começa a caminhar até ele, com suas mãos tremendo e se segurando ao máximo para não falar qualquer coisa errada que fosse usado contra si. Se bem que, não importam quais serão as palavras, era sua culpa e ponto. Não dava pra anular isso.

— Está muito bonita. – diz ele, olhando-a de baixo à cima.

— Tom...

— Não diga nada. – a interrompeu. – você não tem que falar nada agora. A cerimônia já vai começar, e eu não tô a fim de atrapalhar.

— Mas...

— Fica tranquila. – novamente interrompeu. – Eu sei que temos muita coisa pra conversar, mas é melhor que você volte e fique ao lado dele.

Mais frio que isso, não poderia ficar. Só por essas respostas, ela imaginou que não seria nem um pouco fácil a conversa que teriam. Tom lhe deu as costas e foi andando. Sua preocupação aumentou ainda mais, e naquele instante só desejava que o casamento acabasse o mais rápido possível.

***

O Bill sabia que a culpa daquilo tudo estar acontecendo era sua, e seja lá o que fosse acontecer, ele não poderia deixar que a Lyra saísse de ruim na história. Quando o casamento terminou, imediatamente ela foi procurar pelo Tom, e o encontrou sentado no sofá da sala, com um copo de uísque na mão. Ela respira fundo, e vai até ele.

— Então quer dizer que é aqui onde as reuniões do seu trabalho estão acontecendo? – pergunta ele, olhando o liquido se mover enquanto brinca com o copo.

— Não... Não existe reunião nenhuma.

— Quer dizer que mentiu pra mim? – ele a olha.

— É... – ela abaixa um pouco a cabeça. – Eu menti. – a ergue. – Mas me desculpa.

— Eu sabia que aqueles presentinhos caros não eram apenas gratificação por um bom trabalho.

— Tom, me deixa explicar?

— Vá em frente. – a encarou. – Depois daquele beijo, eu duvido que suas explicações possam mudar alguma coisa, mas pelo menos você pode tentar.

E foi exatamente como ele disse. Suas explicações pareceram ainda mais falsas. Tudo que ela dizia, soava como uma mentira. Tom ouvia atentamente, mas não acreditava em uma palavra se quer. Depois que ela terminou...

— Acha mesmo que vou acreditar nisso que acabou de me dizer?

— Eu só te disse a verdade!

— Como posso levar isso a sério, depois de tantas mentiras? – ele coloca o copo sobre a mesa. –Você tá me traindo!

— Não! – ela quase grita. – Não aconteceu nada!

— Um beijo não é nada? – se levanta. – Então pra você um beijo não significa nada?!

— Tom... – ela também se levanta.

— Chega! – quase grita. – Não dá pra ficar ouvindo isso. É muita cara de pau pra um dia só.

Sem dizer mais nenhuma palavra, Tom sai da sala. Lyra não poderia fazer muita coisa para mudar aquela situação embaraçosa, mas ela não desistiria tão fácil assim. Tinha, de algum jeito, reverter a confusão, antes que fosse tarde demais.

Notas finais
E ai, o que vocês acharam?
O que será que vai acontecer agora? :O
Beijos, beijos:*