Proposta Indecente
4 Bahamas, aqui vamos nós!
Notas iniciais
Antes de mais nada, eu gostaria de dedicar este capitulo especialmente a Sabrine. Ela é uma super amiga minha e provavelmente nem sabe da existência deste site, mas estou dedicando por que ontem ela infelizmente faleceu num acidente.
Inclusive, este foi um dos motivos pra eu não ter postado nada. O outro motivo é que meu computador deu problema e tive que formatá-lo, ou seja, perdi TUDO que tinha nele. Mas por sorte a história estava muito bem segura num outro lugar.
Enfim, hoje tô postando aqui por respeito e carinho a todas vocês, mas sinceramente nem tô com muita cabeça pra isso. Então, se tiver qualquer erro de ortografia aqui, me desculpem e avisem, tá?
Todos os reviews serão respondidos amanhã.
Espero que gostem,
Boa Leitura :)
Capitulo IV
(Contado por: 3º pessoa)
Tom aproximou-se devagar, e deu um leve beijo no rosto dela para tentar acordá-la. Lyra já estava acordada, seus olhos é que estavam fechados dando a impressão de que ainda dormia. E além do mais, ela sempre fazia isso só pra ganhar alguns selinhos extras.
— Meu amor, acorda. – diz Tom, sussurrando. – Não vai querer se atrasar, não é?
— Já estou acordada. – responde, também sussurrando.
— Como você é bandida, hein? – ele se levanta e ela começa a rir. – É melhor ir logo tomar seu banho, porque aviões não costumam esperar gente atrasada.
— Estou indo, calma.
Com preguiça, ela se levanta e vai pro banheiro. Ficou debaixo do chuveiro por um tempinho, e quase chegou a cochilar. Ao sair, vestiu a roupa que havia separado na noite anterior, justamente para não ficar na dúvida. Suas malas já estavam prontas, no total eram três. Como é meio ansiosa e às vezes esquecida, resolveu abrir as bagagens para certificar-se de que não estaria esquecendo algo.
Pediu que Tom colocasse todas as malas no porta malas do carro, enquanto ela tomava seu café da manhã.
— Não vai trabalhar hoje? – pergunta Lyra.
— Esqueceu que eu havia pedido folga do trabalho para fazermos a nossa viajem?
— Ah é, eu tinha esquecido. – bebeu um pouco de suco.
— Agora vou ficar sozinho nessa casa. – começou a fazer chantagem com seu drama.
— Porque não vai pra casa daquele seu tio?
— Acha que eu devo ir?
— Ele deve estar com saudades, e você pode aproveitar e relaxar um pouco.
— É, talvez tenha razão.
Tom fez questão de levá-la até o aeroporto. Queria aproveitar os últimos minutos, pois só se veriam dali cinco dias. Eles nunca haviam passado tanto tempo assim separados, nó máximo dois dias.
***
Bill acordou um pouco mais cedo que de costume para verificar os últimos detalhes sobre a viajem. Ele tomou um banho quente e não muito longo. Vestiu uma roupa confortável, olhou para o relógio na escrivaninha do quarto e notou que ainda dava tempo de comer alguma coisa.
No dia anterior tinha dispensado a empregada, então ele mesmo teve que colocar “a mão na massa” e preparar seu próprio café da manhã. Pra sua sorte já inventaram a cafeteira elétrica e a torradeira, se não era bem capaz de passar fome.
Depois da refeição, levou suas malas para o carro, e contou cada uma delas para não se esquecer. Deu uma conferida na casa e trancou tudo. Seguiu para o aeroporto e deve ter demorado de quinze a vinte minutos para chegar.
Sentou-se numa daquelas cadeiras desconfortáveis e ficou aguardando Lyra, que ele supunha que não demoraria. Ele estava meio ansioso, temendo que algo desse errado na viajem ou na mentirinha que iriam contar. Sinais de nervosismo foram transparecendo quando ele cruzou as pernas e começou a balançar o pé.
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(Contado por: Bill)
Eu sabia que não dava pra confiar nela. O que vou dizer pra minha mãe quando eu chegar lá e não estiver acompanhado? Talvez seja melhor eu começar a inventar uma nova mentira. Lyra estava demorando pra chegar, ela já deveria estar aqui. O nosso vôo sai em menos de quarenta minutos e nada!
— Cheguei!
— Ah, ainda bem. – me levantei e a olhei.
Alguém pode me dizer onde está a minha secretária? É, aquela mesma que usa roupas de brechó, tem o cabelo fedido e nada de maquiagem no rosto! Essa garota que está parada diante de mim não pode ser a Lyra. Eu não consegui controlar muito a minha feição de surpresa, porque eu realmente estava surpreso ao vê-la tão mudada. Não digo apenas pelas roupas, mas pelo “novo” cabelo.
Seu cabelo está um pouco mais curto e com alguns cachos nas pontas. A cor continua a mesma, mas tem muito mais movimento. Sem contar que ela agora tá usando maquiagem, ou talvez sempre tenha usado e eu que nunca percebi nada.
Me contive, pois seu noivo estava ao seu lado e ele poderia achar muito estranho essa minha reação.
— Pensei que não fosse vir. – disse.
— Estou aqui, não estou? – diz ela. – Este é o meu noivo, Tom.
— Olá. – diz ele.
— Oi. – respondi. – Precisamos fazer logo o check in, porque o nosso vôo sai em alguns minutos.
Ela se despede do noivo com um abraço seguido de um selinho. Devo confessar que sinto “inveja” disso. Não por estarem juntos, mas por saber que talvez eu nunca encontre alguém que goste tanto de mim, como Lyra gosta dele.
Fizemos o check in, e em pouco tempo o nosso vôo foi anunciado. Entramos no avião e procuramos nossos acentos. Iríamos viajar de primeira classe, então estávamos bem confortáveis. Sentamos-nos um ao lado do outro, e Lyra com toda sua esperteza escolheu o melhor lugar, a janela.
Por minúscula que seja é sempre bom ir ao lado da janela pra ver, sei lá, os pássaros voando ou as nuvens (?). O negócio é que ninguém gosta de viajar no corredor, porque sempre tem aquele pessoal inconveniente que adora passar de um lado para o outro.
— O que está olhando? – pergunta Lyra.
Meu Deus, estou olhando tanto que ela já está até ficando incomodada. É que ela havia se “transformado” numa outra pessoa em tão pouco tempo, e o problema é que estava bonita. Esperai! Eu disse isso mesmo? Acabei de elogiar a minha secretária?
— Nada. – quase gaguejei. – É que... É que você está...
— Diferente? – ela sorri.
— Sim, você está muito diferente. Mas não é só isso.
— Não?
— Não consigo explicar. – desviei o olhar.
— Acha que dá pra convencer sua mãe?
— Com certeza ela irá acreditar, e se duvidar, é bem capaz de eu acabar me confundindo também.
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(Contado por: 3º pessoa)
BAHAMAS
O avião pousou há quase quinze minutos. Lyra ficou encarregada de cuidar das bagagens, enquanto Bill ia até uma concessionária de veículos. Ele queria ter mais “privacidade” ao dar alguns passeios pela cidade, se sentir mais independente sem precisar gastar tanto com táxi, e poder voltar pra casa sem se preocupar com o horário. O modelo não era tão importante quanto o conforto.
No caminho até a casa da mãe de Bill, Lyra foi admirando cada pedacinho de rua por onde passavam. A paisagem era incrivelmente linda, tudo muito verde, tudo encantador. Alguns minutos após, o carro estava sendo estacionado na garagem de uma enorme casa branca que ficava exatamente de frente para um deslumbrante mar azul.
— É aqui. – diz Bill, tirando as mãos do volante. Lyra olhou pela janela do carro.
— Uau. – diz ela. – É uma bela casa.
Ele sorriu, tirou o cinto de segurança e saiu do veiculo. Deu a volta no mesmo e abriu a outra porta. Lyra saiu, e os dois se olharam de uma forma “carinhosa”, como se estivessem conversando através do olhar.
— Tá na hora do show começar. – diz Bill.
— E que ele termine da melhor forma possível.
Encarnaram o personagem e foram caminhando na direção da entrada, de mãos dadas. Ele respirou fundo e tocou a campainha. Aguardaram até que a empregada viesse abrir.
— Mãe?! – Bill chama, entrando na casa. – Mãe, cadê você?!
Simone surge vindo da cozinha, e parece não acreditar ao ver seu filho parado bem ali no meio da sala. Ela abre um largo sorriso nos lábios e corre para abraçá-lo. Parecia um daqueles abraços de quem não se viam há muito, mas muito tempo.
— Que bom que já chegaram. – diz Simone, afastando-se um pouco e olha pro filho. – Você está um pouco mais magro ou é impressão minha?
— É impressão sua. – ele dá um beijo no rosto dela. – Deixe-me apresentar alguém especial. – Bill olha pra Lyra.
— Essa deve ser a... – pensa um pouco. – Lyra. Acertei?
— Sim. – responde Lyra, retribuindo ao sorriso. – É um prazer conhecê-la, senhora Kaulitz. – estende sua mão para cumprimentá-la.
— Ah, por favor, me chame apenas de Simone. – se cumprimentam.
Até que não foi tão difícil assim. Pensou Lyra. Ela realmente achou que seria um pouco mais difícil, mas foi tão bem recebida que seu nervosismo inicial havia passado com aquele cumprimento. Simone lhe parecia, à primeira vista, uma mulher muito segura e simpática. Também era muito bonita e elegante, e aparentava ser muito mais nova que sua idade.
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(Contado por: Bill)
— Deram sorte de terem vindo hoje. – diz minha mãe. – A Carla veio passar as férias com o Georg, e eles acabaram decidindo se casar aqui na praia.
— A Carla está aqui?
Não, isso não pode ser verdade. A Carla ter resolvido aparecer assim do nada não é um bom sinal. Essa garota é a verdadeira filha do capeta! Se ela desconfiar de qualquer coisa, por mínima que seja a minha vida estará acabada. Ela não hesitará um segundo se quer em contar tudo que sabe e estragar tudo!
— Porque a surpresa?
— Nada, mãe. – respondi. – Só achei que ela não fosse aparecer por aqui tão cedo.
— Sei. – ficou desconfiada. – Venha – ela segura na mão de Lyra. -, quero apresentá-la ao restante da família.
— Mãe, porque não vai indo na frente, enquanto a Lyra e eu pegamos algumas lembranças que trouxemos?
Eu tinha que contar sobre a Carla pra Lyra, antes que ela fosse pega de surpresa por alguma brincadeirinha. Minha mãe foi pra cozinha para avisar aos outros que havíamos chegado.
— Algum problema, Bill? – pergunta Lyra. – Porque ficou nervoso ao ouvir o nome daquela garota?
— A Carla é minha prima, e ela é a reencarnação da filha do demônio!
— Credo, Bill.
— Eu tô falando sério! – fiz uma breve pausa. – Desde que éramos pequenos, existe uma competição entre a gente.
— Que tipo de competição? – ela cruza os braços.
— É coisa idiota de criança, mas que pode estragar tudo em um piscar de olhos!
Notas finais
Hmmm, não sei porque, mas estou com uma péssima impressão sobre a Carla. DUSHDIUSHIUSHIUDSH
Deixem suas opiniões, sugestões .. qualquer coisa.
Beijos:**
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