Promises

1 Capítulo 1


Tudo começou com a morte de Charles. O sangue esvaindo-se de um buraco que atravessara suas costas, direto ao seu coração feito por uma bala.Eu chorei ao vê-lo. Corri em sua direção enquanto tudo parecia estar sendo perdido para ele. Foi então que senti algo passar ao lado do meu rosto e parei de correr. Era uma coisa. Não era uma coisa. Era uma fera. O monstro geneticamente modificado pelos laboratórios do Dr. Donatello havia fugido de sua jaula, e atirava em tudo quanto era canto com uma arma. Eu tinha que fazer algo. Então me atirei sobre a fera mas ela me jogou para as árvores. Estávamos em uma clareira. O monstro jogou a arma em mim, que acertou em cheio minha barriga. Ele continuou seguindo até Charles, que ainda estava vivo, e perdendo muito sangue. Ao chegar, com suas garras enormes, rasgou o seu rosto, deformando-o parra sempre. Pena que eu jamais o veria. O monstro cravou suas garras no coração de Charles que imediatamente ficou pálido, e, imagino eu, gélido. Aquilo doeu meu coração, tanto que comecei a chorar. Em seguida, chegaram os guardas, prontos para ameaçar a criatura. Mas, não, ao invés disso, ela urrou, e cuspiu um bilhete. Caí de joelhos e me arrastei, para pegar o bilhete. Ali havia escrito:

"Kenton, Charles [x]

Kenton James [ ]

Kenton Max [ ]

Kenton Grace [ ]

Kenton Nancy [ ]"

Então tudo fez sentido. Aquela máquina tivera sido modificada para matar a família de Charles. Mas, quem faria aquilo?

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Lá estávamos nós todos no enterro de Charles, em Demesne, uma cidade esquecida pelos EUA. A neve caía sobre nossos corpos e sobre o caixão de madeira onde estava o resto do corpo de Charles. O padre falava algo sobre a Bíblia e sobre Charles estar com Deus agora. Eu tivera guardado o papel para mostrar ao Dr. Donatello. Mas, duvido que ele vá entender o que eu entendi. Respirei fundo e soltei o ar, que saía em formado de fumaça da minha boca como se eu estivesse fumando.

"Bem-vindos ao meu mundo" pensei ao ver Max e James cabisbaixos, vindo em minha direção. Mas é claro que eu não falaria isso. James tinha 22 anos, o que fazia dele o mais velhos de nós. Sua mãe era Grace, de 49. Charles já tinha 50 quando morreu. Eu e ele, meu melhor amigo, vivíamos no Acampamento Black Lake, um acampamento para coisas científicas. Max iria para lá no mês que vem, pois ele já tinha 18 e queria um trabalho. Eu tinha 17. Já Nancy, a menor, tinha 4. (Sinto pena dela). Max e James chegaram até mim, de cabeça baixa.

-Descansar. -Brinquei. -Olá.

-Oi. -James murmurou. -É... Você está bem?

Meu melhor amigo morrera na minha frente, claro que não estou bem.

-É, estou. -Respondi. -Eu acho.

-Bom. Quer dizer... Desculpe a pergunta, mas... Como foi que papai morreu? -Max indagou logo levando uma cotovelada de James.

-Tudo bem. -Forcei um sorriso. -Bem, uma das feras do Dr. Donatello enlouqueceu. E então... É, foi isso.

-Nossa. E você sabe o paradeiro dessa fera? -Indagou James.

-Infelizmente não. Certamente arrancou o chip rastreador, então... -Bufei, e então o Dr. Donatello chegou.

-Laura. Que bom que encontrou os garotos. Tenho um assunto sério a falar com vocês. -Ele sorriu.

Como ele podia sorrir? Simplesmente naquela situação de merda. Ele fez sinal para seguirmos ele até o carro. Max avisou Grace e nos seguiu, logo entrando. James fora no banco da frente, junto ao Dr. Donatello. Eu e Max, nos de trás. De qualquer modo, não sei o que pode acontecer. Não sei, não sei, não sei. Só sei de uma coisa: aquilo era sério. E quanto mais sério ficava, mais perigoso ficava. E quanto mais perigoso, mais arriscado. E quanto mais arriscado, mais mortes haveriam.

Notas finais
Eis aqui o começo de uma história, uma história ainda prestes a ter seu clímax.