Promised the Volturi
5 4-"Dia ruim: Devagar..."
Notas iniciais
Capítulo 4- “Dia ruim: Devagar...”.
Elizabeth andava zangada pelos corredores. Como assim já estavam à procura de um vestido? Esse casamento devia nem acontecer. Por um momento queria que o mundo acabasse, poupava-a de se casar pelo menos. Se Caius não a tivesse achado, ela jamais estaria naquele sufoco. Nunca quiseram escutar o seu lado, nunca quiseram ouvir sua opinião.
– Elizabeth deixe de ser mimada. Mais cedo ou mais tarde isso iria acontecer. – Alec a alcançava bem atrás dela.
– Não poderia acontecer mais tarde?! Alias, precisava acontecer?! – Elizabeth o olha por cima dos ombros.
– Escuta... – tenta para-la, mas ela desvia. Alec puxa seu braço a prensando contra a parede. – Para com isso. Ultimamente você tem feito com que sentisse muita raiva de você, quando era criança eu podia te segurar, mas agora, está mais mimada do que nunca, e isso eu não irei tolerar.
– Ótimo, então arrume outra para se casar. Quero ver quem te aguentará... – Elizabeth tenta sair, mas ele a prensa ainda mais.
– Achei que não seria preciso, mas acho que terei que começar a te colocar na linha antes de casarmos... Ou você irá sofrer se eu fizer isso depois. – Alec a olha bem no fundo dos seus olhos.
– Isso é uma ameaça?! – Elizabeth cerra os olhos. – Então espera, deixe-me chamar Heide para fazer parte disso, aposto que se esquecerá dessa ameaça quando ela lhe proporcionar todo o prazer que necessita. – gritou na cara dele se lembrando do dia anterior.
– O que? Mas como assim? – Alec pergunta confuso.
– Não sabe o quanto você me enoja. – cospe as palavras em sua cara. – Quer que eu seja respeitável e companheira, mas até hoje você e Heide saem para... “brincarem” em quatro paredes. Antes que você queira que eu seja amável com você, olhe para si mesmo, seu porco...
Alec a interrompe lhe dando um beijo forçado. Aquilo não podia ser chamado de beijo, nem era correspondido por ela. Elizabeth tentar se soltar de seus braços, mas estes lhe seguravam com força. Tentou fincar suas não tão grandes unhas nos seus braços, mas nada resolvia. Até lembrar-se do dom que havia pegado temporariamente de Katy Denali, após sua visita aos Volturi.
Uma corrente elétrica saiu da palma de suas mãos dando um choque em Alec, fazendo se jogar na parede paralela na qual se encontravam. Suas mãos delicadas foram direto ao encontro de sua boca, tapando-a assustada. Não foi como ela queria que tivesse acontecido, afinal, Elizabeth nunca havia beijado alguém.
Uma raiva começa a nascer dentro de si quando olha para Alec jogado no chão, que aos poucos foi se levantando. Elizabeth se aproximada dele e lhe da uma tapa na cara, sabia que não doeria ou mudaria alguma coisa, mas precisava fazer a sua “justiça”.
– Não se aproxime de mim, ou mando os guardas deceparem a sua cabeça. – aponta o dedo na cara de Alec gritando, e em seguida sai dali o mais rápido possível seguindo para outros corredores.
Ao chegar ao quarto, tranca à porta e seguiu correndo para o banheiro. Abriu o armário pegando escova, pasta e fio dental e com isso começou a escovar os dentes com todos esses utensílios desesperadamente enquanto tremia. Repetiu isso no mínimo umas três vezes. Por fim, pegou uma toalha e secou o rosto e as mãos, e começou a se observar no espelho por algum tempo.
Sabia, bem no fundo, que um dia aquilo iria acontecer. Sabia que Alec iria beija-la um dia, mesmo que a força... Ela só tentou evitar aquilo. Seus olhos começaram a ficar marejados, mas ela não choraria, por esse motivo transferiu um soco no balcão da pia fechando os olhos com força.
– O que você tem? – uma vozinha suave e de criança ecoa pelo banheiro. Elizabeth abre os olhos lentamente, e virou o rosto para a entrada do banheiro.
– Como você entrou? – perguntou confusa, tentando inutilmente enxugar as lágrimas.
– Eu estava procurando o meu quarto, acabei entrando aqui antes de você entrar. Acho que errei o corredor de novo. – Renesmee fez um sinal negativo com a cabeça olhando pro piso. – Mas porque está com essa raiva toda?
A pequena a olha, novamente, curiosa. Elizabeth suspira.
– Você é criança, não entenderia. – a jovem sai do banheiro indo para o quarto. Sua estante de livros estava desarrumada, começou a organiza-los.
– Mas você também é, só é mais alta... Bem mais alta. Eu vou ficar igual a você, e não vai demorar muito. Mamãe havia me contado que você tem nove, e eu tenho sete. Você parece uma jovem de dezesseis, e eu uma pré-adolescente.
– Primeiro não existe esse negocio de “pré” – fez aspas com as mãos enquanto segurava um livro. – Você é uma criança. Segundo, você deveria ir procurar os seus pais, eles devem estar preocupados.
Elizabeth voltou a organizar a estante, e Renesmee se sentou em sua cama alta e começou a balançar os pezinhos.
– Eu até iria, mas gostei de ficar aqui. Gosto de conversar com você... Alias, eu devesse vir aqui várias vezes. Poderíamos brincar de boneca – Elizabeth revira os olhos começando a ficar impaciente. – Brincar de esconde-esconde, correr... Sabe, várias coisas.
– Hum, isso parece muito interessante. – ironizou revirando os olhos mais uma vez.
– Aquele vampiro, Alec não é?! Bom, mamãe disse que ele era o seu noivo. E eu estive observando vocês dois, e parecem um casal bonito.
– Como? – Elizabeth quase grita com a revelação dela.
– Eu disse que Alec e voc...
– Renesmee – a garota foi interrompida por um suspiro da híbrida. Elizabeth vai até a porta, abrindo e se escorando na mesma. – Acho que você já falou demais. Seus pais devem estar preocupados.
Renesmee levanta da cama e anda até a porta. Elizabeth toca em suas costas acelerando o passo dela. Renesmee se vira para encara-la.
– Sobre a nossa conversa de brincar, promete qualquer dia?
– Prometo... Agora vai. – Renesmee assente, da às costas e começa a andar pelo corredor. Até que para, faz uma pausa e vira novamente.
– E se eu me perder novamente pelos corredores? – pergunta brincalhona, Elizabeth rir pelo nariz.
– Não vai, o quarto de seus pais é no corredor à direita. – Renesmee rir e volta andar, dessa vez acertando o corredor.
Elizabeth fecha a porta e suspira. Naquele silencio, sua mente começa a trabalhar, acabou por pensar no beijo. Lágrimas atingem seus olhos castanhos. Sentia-se presa, tendo que beijar a força uma pessoa que não sentia nenhuma atração.
...
Demetri ria, enquanto Felix encarava a parede sem esboçar reação alguma. A parede do corredor estava bem destruída, e Alec estava com as mãos na cintura, um pouco raivoso e cansado pela risada do vampiro.
Aro observava a parede perplexo, alguns guardas tentavam rebocar a parede.
– Por favor, Demetri, pare com essa risada, ou irá cair cimento em sua boca. – Felix pediu lentamente, voltando a olhar a parede.
– Sabe o que é engraçado? Semana passada, Alec, havia dito que com um beijo Elizabeth cairia aos seus pés. E olha o que aconteceu – Demetri ri mais um pouco, pondo a mão na barriga. – Uma parede destruída e costas doloridas. – Demetri pôs a mão na cabeça rindo mais um pouco.
– Aro... – Alec alertou, fazendo que o vampiro mais velho o olhasse.
– Querido – olhou para a parede voltando a olhar Alec. – Sabemos o quanto Elizabeth não apoie esse casamento, e ultimamente tantas coisas estão caindo na cabeça dela, que... – suspira. – Acho que tem que ser mais devagar em suas decisões.
– Mas Aro, quando nos casarmos eu terei esse problema de distanciamento dela, será uma peleja para mim. Seria melhor se quando nos casarmos ela estivesse, ao menos, sentindo um pouco de atração. Então não seria um problema nem pra mim, e muito menos pra ela.
– Eu concordo, filho. Mas Elizabeth é especial, é diferente das outras vampiras do castelo. Apenas, vá com calma, sim?! – Aro põe a mão no ombro de Alec, e este volta a observar os guardas, ainda a rebocarem a parede.
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