Promised the Volturi
12 11- “Dia ruim: dois dias”
Notas iniciais
11- “Dia ruim: dois dias”
Dois dias para casamento
Eliza olhou para o relógio em seu pulso, já estava na garagem há meia hora. Demetri, que estava ao seu lado fazendo-lhe companhia murmurou: são irmãos, com certeza devem estar fazendo bobagens. A híbrida sorriu e abaixou a cabeça.
Jane voltava de sua viagem hoje, Alec havia ido busca-la no aeroporto e por educação Eliza esperava para cumprimenta-la, ordens vindas diretamente de Aro. Com a proximidade do casamento, a garota ficava mais nervosa. Logo mais teria que dizer o tão esperado “sim”.
A híbrida balançou a cabeça e pôs um sorriso no rosto quando o carro entrava pelos portões e estacionava na frente dos vampiros. Eliza acenou para a irmã de Alec tentando ser gentil, e o sorriso que estava estampado no seu rosto foi diminuindo quando escutou o som de salto no piso da garagem.
— Jennett, querida. – a híbrida fechou a cara e cruzou os braços vendo Heide abraçar a irmã do Volturi. – Quando tempo.
Elizabeth encarou Heide entrar numa conversa calorosa com Jane, desceu o olhar pelo seu traje e hoje ela estava vestida para matar: vestido longo azul colado ao corpo, um grande decote realçando seus seios, tinha uma maquiagem básica, mas ela sempre abusava do principal: o batom vermelho.
Cansada de esperar se virou para se retirar do ambiente, mas não percebeu Alec que estava ao seu lado. Puxou seu braço detendo-a de sair. – Espera.
— Não, você vai ajudar sua irmã a levar as malas para seu quarto. – ela balançou a cabeça, e olhou para Demetri. – Me acompanha, Volturi.
Alec soltou seu braço e assentiu, dando um rápida olhada para Demetri. Ao entrarem no elevador ele se pronuncia pela primeira vez.
— Você não vai com a cara dela, não é? – ela o olhou perdida. – Heide.
Eliza assentiu olhando para a porta. – Ela é falsa.
O vampiro riu pelo nariz. Depois que as portas se abriram, despediu-se e caminhou em direção ao seu quarto e quando entrou viu Alice lá dentro com Rosalie.
— Cadê a Renesmee? – perguntou fechando a porta. Não havia visto a garota o dia todo.
— Passeando com o fedorento por aí. – assentiu para Rose; se voltou a Alice e a viu colocando o vestido de noiva em um cabide.
— Vai deixar aqui? – perguntou apontando para o quarto. – Alec normalmente passa a noite aqui no quarto... – ficou embaraçada com o olhar da loira. – Lendo no sofá. Desde que eu era criança.
—Deixarei no guarda-roupa, ele não vai se levantar e vir procurar uma saia pra vestir. – Alice zuou.
— E essa preocupação? – a outra Cullen perguntou.
Elizabeth sentou ao lado de Rosalie na cama e a respondeu: – Aquela coisa de: o noivo não pode ver o vestido antes do casamento.
Rosalie a encarou por certo período de tempo e seu cérebro começou a pensar, desviou o olhar o carpete e balançou a cabeça.
— Já está quase tudo pronto. – Alice bateu palma animada. – Dois dias, Elizabeth. Daqui a dois dias esse castelo estará lotado.
— Não precisa assustar a menina, ela não vai se casar com alguém que ame. – Rosalie tentou defender.
— Isso é o que você diz. – Alice rebateu. – Eu vejo os olhinhos brilhando dos dois. – piscou fazendo a híbrida corar. – Está vendo? Ela não era de ficar vermelha, e não está mais reclamando tanto.
— Mas ela está sendo forçada. O motivo, não sabe... – Elizabeth levantou rapidamente chamando a atenção das duas. Ela pensou e finalmente abriu a boca.
— Alice tem razão. Isso é bobagem minha. Obrigada por tentar me defender, Rosalie. – virou-se para a loira. – Mas o que eu irei ganhar quanto a isso? Renesmee disse que eu posso tentar. Eu pareço uma criancinha emburrada por aí. Depois desse casamento, irei fazer dez anos e terei a aparência de uma garota de dezoito pra sempre. Esse pra sempre, também vale ao anel que vai estar no meu dedo daqui a dois dias. Eu não vou tira-lo nunca mais, assim como não irei sair desse castelo por um bom tempo. Caius tentou me acostumar a toda essa situação, eu que fui há difícil esse tempo todo não aprovando o que estavam escrevendo para minha vida. Ao invés de eu ter aprontado, bagunçado por aí eu estava tentando pular os muros e janelas para longe e...
Elizabeth deteu sua língua, lembrou-se de uma vampira do castelo. Passou tempo demais se rebaixando na sua frente.
— E eu ainda posso aprontar— continuou mais para si. – Eu ainda posso mudar as coisas.
Alice sorriu para a filha de Caius, e levantou as sobrancelhas confusa, junto a Rosalie, quando ela correu para fora do quarto batendo a porta. Ambas se olharam e Alice voltou a sorrir.
Elizabeth não era de usar sua velocidade vampírica, mas naquele momento ela não podia perder tempo. Ela tinha algo em mente, e quando faze-lo, não se decepcionaria depois. Tinha certeza disso.
Freou seus pés ao ver Alec sair do quarto de Jane acompanhado de Heide. Alec murmurou um: boa noite para a irmã e fechou sua porta. Depois virou-se para Eliza, Heide fazia o mesmo. Encarava-a com a cabeça erguida, e Elizabeth não deixou de pensar que tiraria aquele sorriso no rosto dela da melhor forma. Acalmou a respiração, não por estar nervosa, mas por ter corrido. Olhou no fundo dos olhos de Alec e deu o primeiro passo, decidida. Deu mais dois e quando percebeu já estava em seus braços. Ele passou a mão pela cintura dela a segurando. E sem perder tempo, a híbrida tirou o rosto do pescoço do Volturi e juntou seus lábios nos dele.
Heide automaticamente arregala os olhos surpresa por ela estar fazendo isso na frente dela. A única coisa que Elizabeth Volturi pensou foi: alvo atingido.
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