Promised
12 A culpada?
Notas iniciais

Mais uma das festa beneficente, teríamos que enfrentar, eu e Damon, no começo eu até achava legal, mas agora está virando um fardo, o rei e a rainha, trataram agora de deixar tudo em nossas costas, o que é péssimo já que ainda somos jovens, sem contar que o rei nem pensa em entregar a coroa a Damon tão cedo, não entendo o porque de sempre ser nós dois os responsáveis por tudo.
– Por quanto tempo vamos ter que ficar nessa festa? — Perguntei um pouco desanimada enquanto enrolava a ponto do meu cabelo no dedo indicador. Damon deu de ombros e bufou.
– Infelizmente vamos ter que enrolar ao máximo por lá. — Revirei os olhos e torci os lábios, sabia que era uma festa beneficente para crianças que foram abandonadas.
♥ ♥ ♥ ♥
Ainda de dentro do carro, pude ver as pessoas pela janela, eram muitas, todos gritavam, certamente eles gostavam de nós, e isso era ótimo, já que seríamos os próximos a governar o reino.
– Pronta? — Damon perguntou totalmente desanimado. Apenas assenti, estava desanimada demais pra falar alguma coisa.
Quando saímos de dentro do carro, cercados de seguranças mesmo que as pessoas estivessem separadas de nós por grades que não deixavam-nas se aproximar, os gritos só aumentavam, comecei a sentir uma dor de cabeça incomoda, mas não poderia reclamar, deveria enrolar ao máximo.
Caminhamos cercados de seguranças até a entrada do orfanato onde quando entramos várias crianças, adolescentes e até bebês estavam espalhados por uma enorme sala de estar.
♥ ♥ ♥ ♥ ♥
Já estávamos saindo do orfanato — 6 horas depois de nossa chegada — foi uma experiência boa, mas sem dúvidas eu não escolheria visitar esse lugar novamente.
– Vocês são lindos! — Uma menininha dos cabelos loiros e olhos cor de mel, aparentava ter uns 6 anos se aproximou antes de irmos embora. Dei um meio sorriso agradecida.
– Você é que é. — Respondi meigamente, e ela realmente era.
Era hora de irmos, quando saímos do orfanato já era noite, o lado de fora ainda estava abarrotado de gente, muitos gritavam por " príncipe " e " princesa ", torcendo para que nós fôssemos até eles para pelo menos os dar um mísero aperto de mão, mas fomos proibidos de nos aproximar de tais pessoas que não fizessem parte do orfanato, o rei deu ordens claras para não nos aproximarmos, olhei de relance para uma menininha de uns 3 anos que chorava no colo da mãe, fiz uma breve leitura nos lábios da menina que dizia: " Ela nem me notou, mamãe, eu quero uma foto com a princesa Elena. "
– Olhe aquela menina. — Apertei o braço de Damon que me encarou confuso. — Aquela que está no colo da mãe, chorando. — Ele buscou com o olhar pela menina quando achou eu falei. — Ela quer uma foto, será que... -ele nem deixou com que eu terminasse de falar.
– Nem pense, você ouviu o que meu pai disse. — Me repreendeu, eu dei de ombros.
– Eu vou lá, vai ser bem rápido! — Antes que ele pudesse dizer alguma coisa eu o soltei e dei um leve empurrão em um dos seguranças que me cercavam, indo assim em direção da menininha que o choro cessou quando viu que eu estava indo em sua direção.
Ela estendeu o braço para mim quando eu estava bem próxima, a peguei no colo e ela voltou a chorar, me abraçando apertado.
– Não chora, bebê... — ela assentiu e secou as lágrimas com as costas das mãos.
– Eu adoro você... — ela falou um pouco embolado, por ser apenas uma criança, mas eu entendi perfeitamente, dei um beijinho na bochecha dela e dei uma rápida olhadela para Damon que estava parado ao lado do carro me encarando com uma cara nada satisfeita, mas logo ele tratou de disfarçar e começou a apertar as mãos de algumas pessoas que estavam por ali próximo.
– A princesa poderia tirar uma foto com ela? — A mãe se pronunciou com um sorriso no rosto, eu assenti e sorri para câmera, a pequena no meu colo fez o mesmo e então o flash anunciou que a baixinha já tinha a foto.
– Você é linda... — Dei mais um beijinho nela e a entreguei para a mãe.
Também apertei algumas mãos e em poucos minutos eu entrei para o carro, onde Damon já me esperava, eu sabia que levaria um sermão, tanto dele, quanto do rei quando ficasse sabendo.
O carro deu partida e só quando já estávamos bem longe do orfanato Damon começou.
– Você sabe que vai ouvir, não sabe? — Ele estava calmo e não estressado e irritado como eu imaginei que ficaria.
Assenti e dei de ombros.
– O errado do seu pai é bem diferente do meu. — Disse apenas.
– Ele só queria nos proteger.- Revirei os olhos e respirei fundo buscando palavras para respondê-lo sem o irritar.
– Do que? De uma criança, ah, me poupe! — Ele negou com a cabeça e voltou a me responder;
– Não tinham só crianças, muitos adultos também estavam lá.- Mordi o lábio inferior e encarei a janela.
– Nós estamos vivos, não estamos? — nenhuma resposta fora dada.
♥ ♥ ♥ ♥
– O rei aguarda vocês no escritório. — Vladimir nos informou assim que pomos o pé dentro do castelo, lancei uma olhadela para Damon que torceu os lábios e caminhou a minha frente.
Nos dirigimos até o escritório do rei, a porta estava aberta, mas mesmo assim Damon deu umas batidinhas para chamar a atenção do pai e entrou, o segui.
O rei não estava nada contente, ele sempre mantinha a cara séria, mesmo quando estava feliz, mas agora eu sabia que ele tinha uma cara séria por estar zangado e insatisfeito, eu não estava nem um pouco incomodada com aquilo, afinal, estava tudo as mil maravilhas, nós não temos nenhum arranhão.
– Vocês ficaram loucos? — Ele falou tão alto que eu me assustei. — O que eu ordenei que fizessem? — Continuava a gritar.
– Estamos bem, não aconteceu nada. — Damon falou, o pai dele deu um sorriso debochado e olhou para mim.
– Isso foi ideia sua, não foi? — O rei se dirigiu a mim, eu não era do tipo de pessoa que tinha medo das outras, mas naquele momento eu tive medo do rei, eu tive medo do que ele podia fazer, mesmo que não me arrependesse nem por um segundo de o ter desobedecido.
– Sim. — Respondi, não sabia que era possível, mas ele ficou com a cara ainda mais fechada do que antes, me aproximei de Damon e agarrei o braço do mesmo.
– Eu pensei que tinha feito uma boa escolha quando negociei você com o seu pai, agora vejo que saí perdendo. — Torci os lábios, ótimo, agora o pai do meu marido me odeia.
–Pai.... — O rei estava tão zangado que cortou Damon na hora.
– É assim que você quer se tornar o próximo rei? Você nem ao menos consegue segurar a sua esposa! — Damon bufou.
– Mas o que está acontecendo aqui? — Ouvi a voz da rainha atrás de mim, ótimo, agora ela também iria me odiar, dei uma breve olhadinha para trás e vi que ela fechava a porta.
– Nada demais. — Damon respondeu encarando o próprio pai, agora tão sério quanto ele.
– Nada demais? É isso que você acha que é, nada demais? — O rei voltou a berrar. A rainha foi para o lado do rei. — Esses dois poderiam ter morrido. — Soltei o braço de Damon e ele deu alguns passos pra frente.
– Não morremos, estamos bem... Só porque você é um péssimo rei, não significa que eu tenho que ser um péssimo príncipe.- A Lily arregalou os olhos e segurou o rei que iria avançar em cima de Damon se ela não tivesse o segurado.
– Saí daqui, Damon! — Ela ordenou, ele não se moveu, eu estava assustada, mas sabia que era hora de agir, eu sabia que era hora de tirá-lo dali.
Dando-me conta de que precisava tirar ele de perto do pai, segurei-o pelo braço e lhe dei um leve puxão.
– Vamos, Damon! — Pedi um pouco nervosa, mas nem chegava aos pés de como Damon estava, eu nunca tinha o visto daquele jeito.
Ele fez o que eu pedi, quando saímos de dentro do escritório, soltei o braço dele, o mesmo caminhou furioso à minha frente.
Damon chegou ao quarto bem antes de mim, quando eu cheguei ao mesmo, Damon tinha acabado de jogar um vaso no chão quebrando-o em vários pedacinhos, fechei a porta e me aproximei dele.
– Calma... — Ele me cortou, assim como o pai dele tinha feito a alguns minutos atrás.
– ELE SEMPRE ACHA UM JEITO DE ME DIMINUIR, EU TÔ CHEIO DISSO. EU ODEIO AQUELE HOMEM, EU ODEIO! — Ele gritava cada vez mais alto, eu estava perdida, não sabia o que fazer e nem o que falar, aquilo tudo tinha sido culpa minha.
– Foi minha culpa... — Disse eu, ele negou com a cabeça e me encarou furioso.
–NINGUÉM É CULPADO ALÉM DELE, FORAM SÓ ALGUNS APERTOS DE MÃOS, NADA DEMAIS, ELE SABE QUE NADA TERIA ACONTECIDO, ELE SÓ PENSA EM SI, SE TIVESSE ACONTECIDO ALGUMA COISA, ELE SERIA O CULPADO, PORQUE ELE TOMA TODAS AS DECISÕES ERRADAS PELO NOSSO POVO, POR ISSO ELE VIVE COM MEDO. ELE É UM COVARDE, ELE NÃO É AMADO PELO PRÓPRIO POVO. O PRÓPRIO POVO O MATARIA POR ELE SER TÃO INJUSTO, SÓ EU SEI O QUANTO ELE É... — Eu não disse nada, só o abracei, encostando minha cabeça em seu peito, pude ouvir o seu coração acelerado e sentir sua respiração forte e desesperada. Ele se calou e me abraçou de volta, eu ainda não acreditava que eu tinha conseguido.
– Só se acalma! — Pedi com um sussurro, não nos soltamos, ficamos ali, abraçadinhos por mais ou menos uns 3 minutos, Damon suspirou e quando sua respiração estava em um ritmo "normal" o soltei.
– Obrigado! — Ele agradeceu em um fio de voz, dei um meio sorriso, era bem melhor vê-lo calmo. Olhe-o nos olhos e me perdi, como sempre acontecia só que desta vez, ele percebeu.
Com o dedo indicador ele acariciou a minha bochecha, fechei os olhos por alguns segundos sentindo o seu toque, senti que ele se aproximava, seus lábios tocaram o meu e um beijo lento e carinhoso se iniciou. Levei minhas mãos até ao redor do pescoço de Damon que levou suas mãos à minha cintura, puxando-me mais pra ele, mesmo que não desse para nos aproximarmos mais.
Lentamente e sem parar o beijo, levei-o até próximo a cama e o dei um empurrãozinho que o fez cair em cima da mesma, ele deu um sorriso pervertido e então eu me juntei a ele, posicionei minhas pernas, fazendo assim com que Damon ficasse entre elas e comecei a beijá-lo, sem nenhuma pressa.
As mãos de Damon já passeavam por todo o meu corpo, causavam-me grandes arrepios.
Eu estava nervosa, seria a primeira vez que eu "comandaria", acho que ele percebeu o meu nervosismo.
– Relaxa. — Ele sussurrou bem próximo ao meu ouvido, como se aquilo fosse mudar alguma coisa, muito pelo contrário, só piorou, agora eu estava ainda mais nervosa.
Só relaxa e tira a roupa, só relaxa e tira a roupa, ora Elena, ele é o seu marido... Não tenha vergonha, não precisa ter! – Era o que eu pensava no momento, mas eram só pensamentos, não mudariam em nada o que eu estava sentindo.
Deixando o meu desconforto de lado, voltei a beijá-lo, só que agora, com fúria, eu estava em chamas então, tirei o meu vestido, ficando apenas de roupas íntimas, Damon ainda estava vestido, mas não por muito tempo. Tirei a sua camiseta enquanto ele desabotoava a calça, em poucos minutos ele só estava de roupa íntima, ainda não estava 100% confortável, mas eu sabia que não tinha nada a temer, ele estava gostando, sem dúvidas ele estava adorando.
Comecei a espalhar beijinhos por todo o corpo de meu marido, mas sem cortar o contato visual, que só era quebrado quando ele fechava os olhos e soltava seus gemidos. Reparei o volume da cueca de Damon, mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, ele virou-me ficando assim, ' por cima ', beijou-me ferozmente, arrancando-me gemidos abafados, ele arrancou o meu sutiã sem dó e nem piedade, antes que eu pudesse voltar a raciocinar ele passou a língua quente sobre o meu mamilo já ereto, causando-me mais excitação do que eu imagino, muitas mulheres tiveram em toda a vida.
– Acabe logo com isso. — Pedi entre gemidos, ele parou de apalpar meus seios e respondeu-me.
– Eu ainda nem comecei. — Aquilo foi tão sexy, ele sabia bem como me enlouquecer.
[...]
Não foi um orgasmo, foram três. Não foi bom, foi extremamente maravilhoso. Estou começando a achar que idealizei demais o meu marido e agora tudo o que eu imaginei se tornara 10 vezes melhor. Eu sou totalmente apaixonada por ele, não me importo se ele ainda não sentia o mesmo, eu só quero passar o resto de toda a minha vida ao lado dele. ♥
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