Promise - Scorpius & Rose
14 Testes.
Notas iniciais
POV Rose:
Tudo ainda estava mexido depois da aposta, além da pressão crescente dos N.O.M's ao fim do ano. Tentara estudar em grupo com minha família, Scorpius e Lynwen, mas nunca conseguia gravar as coisas.
Meus olhos estavam sobre profundas olheiras roxas, e estava vivendo à base do café que pedia toda noite para os elfos que trabalhavam na cozinha.
– Rose, você está bem? — Scorpius pegou em minha mão, que tremia pela quantidade de cafeína que eu vinha ingerindo.
– Estou. — Respondi, firme. Estávamos no meio da aula, e não podia ceder à imensa vontade de fechar meus olhos e dormir.
Correu a mão por meu cabelo com suavidade, mas mal ele sabia que estava me dando mais sono ainda. Era tão calmante, tão bom....
– A tarefa de vocês será escrever dois pergaminhos sobre o efeito da poção Bloodroot sobre crianças. Lembrem-se que o esforço para os N.O.M's é indispensável nessa reta final! Estão liberados!
Joguei meus materiais em minha mochila, sem atenção. Senti a mão de Scorpius em meu ombro, e me virei para ele. A preocupação enchia seus olhos azuis, e suas sobrancelhas se franziram.
Minha mala lentamente escorregou de meus dedos, e afundei meu rosto em sua camisa. Naqueles minutos em que ele me envolveu, pude me esquecer de tudo ao meu redor.
– Não temos mais aula até a janta. — Ele murmurou em meus cabelos, já com vários pontos embaraçados pela completa falta de cuidado. — Você precisa descansar, Rose. Sério.
Assenti com a cabeça, apesar de minha mente gritar "Estudo". Ele conseguia fazer cada músculo meu simplesmente relaxar.
A mão em meu ombro que me conduzia parecia ter medo que eu fosse quebrar ao menor toque. Scorpius me levou até a Torre da Corvinal, murmurando a resposta para o enigma, enquanto minha visão se enturvava e eu bocejava a cada minuto.
– Finite Incantatem. — Sussurrou, pegando-me em seus braços. Recostei minha cabeça em seu peito, desejando nunca mais sair dali, e fechei meus olhos.
Senti os lençóis sob meu corpo, e ouvi os passos de Malfoy deixando o quarto.
– Fique. Por favor. — Murmurei.
Peguei no sono com a cabeça encostada em seu peito, e a dele em minha cabeça.
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Acordei com o susto de uma coruja negra batendo na janela, com um pergaminho enrolado em sua pata. Scorpius se levantou, grogue, até o animal.
Suas sobrancelhas se franziam à medida que seus olhos corriam as linhas do pergaminho, parecendo confusos.
– O quê aconteceu? — Perguntei, me levantando. — Scorpius?
– Nada. — Sacudiu a cabeça. — Nada, Rose. Ah, é hora do jantar. Vamos?
– Scorpius, fale. O que estava escrito na carta?
– Meu pai. — Suspirou. — Não é nada muito importante, mas ele não vai passar o Natal comigo e com minha mãe. O chefe dele no Gringotes sabe que ele não arriscaria perder outro emprego, então aproveita para dar os piores trabalhos para ele.
Abracei-o. Sabia que, apesar de seus disfarces, importava sim. Era algo pequeno, mas sentir falta de alguém importante era horrível. Era apenas ele, a mãe e Lucius.
Foi quando eu tive uma ideia.
– Você, sua mãe e seu avô poderiam passar o Natal com a minha família!
– Sério? Olhe, Rose, sei que seu pai não é o maior fã de meu pai e de mim. Você não precisa fazer isso.
– Meu pai vai ter que engolir isso, algum dia. E quanto mais cedo, melhor. — Coloquei minhas mãos em sua nuca, e Scorpius entrelaçou minhas pernas em seu cóccix, me erguendo.
Eu o amava demais.
E onde quer que ele estivesse, estaríamos juntos. Poderia soar patético, mas era muito tarde para negar a verdade. Ninguém mais poderia entender, já que só ele tinha todo meu amor.
E teria para sempre, não importava a situação.
– Eu te amo, Rose. — Sussurrou, colando nossos lábios. Nossos corpos eram um só, e consegui esquecer de tudo.
Merlin, eu era uma viciada.
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– Comecem a prova. — A voz de McGonagall reverberou pela sala lotada de estudantes do quinto ano.
Respirei fundo, e senti minha testa começar a suar. "Trasgo", pensei. Eu tinha que conseguir um O.
Tudo o que eu estudei corria em minha mente, enquanto tentava colocar as letras em ordem.
As penas riscavam o papel, enchendo meus ouvidos.
Comecei a responder.
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– Eu chutei a maioria. — Westira Brown choramingou no ombro de seu namorado.
– Eu não estudei nada. — Um garoto se vangloriou, ao longe.
Como alguém se orgulhava de não ter se esforçado?
Eu conseguira. Estudara, e sabia que tinha ido bem, no mínimo.
Estiquei o pescoço, procurando por rostos familiares no meio da multidão de estudantes que saía do Grande Salão.
– Rose Weasley, a primeira aluna a acertar todas. — Scorpius me abraçou por trás, apoiando o queixo em meu ombro. Me virei para ele, beijando-o.
– Scorpius Malfoy, o melhor mentiroso da face da Terra. — Retruquei, sorrindo para ele.
– Mentiroso que enfrentará o grande e temível Ronald Weasley. — Estufou o peito, em uma pose de herói. Gargalhei, ainda sabendo que era verdade. Merlin, esperava que minha mãe e a comida conseguissem acalmá-lo um pouco.
– Vamos, então? — Segurei sua mão, que envolvia completamente a minha, e o guiei até os jardins, onde esperava encontrar o resto de minha família.
Lynwen sorria para Natascha, que o encarava, emburrada. Confesso que formavam um casal fofo, apesar de esperar alguém bem melhor para meu amigo.
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– Crianças! — Molly Weasley nos avistou enquanto descíamos do trem. — Vocês cresceram tanto! Oh, Hugo! Como você está magro! Eu sabia que depois das ações de Hermione para a proteção dos elfos alguns deles ficariam preguiçosos....
Ri, e retribuí o abraço apertado de minha avó. Scorpius nos olhava nervoso, à alguns metros de distância. Acenei discretamente com a mão, chamando-o. Merlin, agora era esperar pelo melhor.
Quando o loiro se aproximou de nós, segurei sua mão, que estava escorregadia de nervosismo.
– Vovó. Esse é Scorpius Malfoy. Meu namorado.
Molly ponderou por um momento apenas, insegura.
Logo depois, abraçou-o como se fosse seu filho, fazendo-o sorrir de orelha à orelha, pego de surpresa pelo tratamento caloroso de minha vó.
Vendo meu olhar, tão espantado quanto o de Malfoy, Molly se aproximou de minha orelha e disse algo que tocou meu coração genuinamente.
– Se você confia nele, eu confio.
Abracei-a com toda a força de minha felicidade.
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Abri a porta de casa, olhando antes para Scorpius. Ele assentiu, nervoso.
– Mãe! Pai! Chegamos! — Hugo entrou por trás de nós, sorrateiro, e subiu até seu quarto. Até ele esperava uma boa briga.
– Rose, querida! — Hermione desceu as escadas, e sorriu surpresa para nós. — Que saudades!
Silenciosamente, deu um abraço discreto em meu namorado e esperou meu pai descer.
Se o queixo de Ronald Weasley pudesse cair mais, despencaria de seu rosto.
– O-O quê? Rose? — Balbuciou, para depois perceber que devia recompor sua compostura de pai protetor. — Malfoy.
Scorpius gelou, engolindo em seco. Assenti para ele, segurando sua mão.
– P-P-Prazer.
Minha mãe colocou a mão no ombro de meu pai, assentindo de leve. Houve um momento de comunicação silenciosa entre eles, e de alguma forma eu soube que a paixão deles nunca envelheceu.
– Eu sou o único que não sabia disso? — Levantou os braços, indignado. — Rose, posso falar com você por um segundo?
Segui-o até a cozinha, e sabia que era a minha vez de falar.
– Pai, por favor. Ele é um menino ótimo, eu juro. Não deixe o sobrenome dele definir quem ele é. Dê uma chance, é só o que eu peço.
– Você o ama? De verdade? — Suspirou, coçando a barba.
– Amo. Muito, pai.
– Certo. Mas se ele sair um dedinho da linha com você.... — Assenti, rindo.
Voltamos à sala, e Ron bateu as mãos.
– Então, quem quer jogar xadrez de bruxo?

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