Promise - Scorpius & Rose
1 Intrigante.
Notas iniciais
POV Rose:
Merda!
Meu quinto ano em Hogwarts definitivamente começara maravilhosamente mal.
Como eu fui errar a droga do enigma da aldrava? Agora, que ótimo, eu teria que esperar até outro aluno da Corvinal aparecesse. O problema é que era tarde, e a possibilidade de alguém de minha casa ou capaz de decifrar o enigma era muito remota.
Ou seja, eu provavelmente teria que dormir numa sala vazia no meu segundo dia de aula ou sentar na entrada da Sala Comunal até o Filch me achar e me levar para a sala da diretora McGonagall. Ótimo.
Deixei o peso de meu corpo me levar até o chão, incrivelmente cansada.
— Weasley? – Ah, Malfoy. Ele se aproximou, sorrindo. Nunca consegui decifrar seu sorriso direito, mas naquele momento, sabia que o que ele mais queria era explodir de rir da minha cara.
— Cai fora, Malfoy. Eu errei a resposta do enigma, e daí? – Bufei, soprando um cacho ruivo que caía na minha testa.
— Acho que posso tentar, não? – Seu tom de desafio me fez erguer as sobrancelhas. Era quase impossível alguém de outra casa acertar a resposta. Bom, exceto Minerva McGonagall, no caso.
— Vá em frente.
A aldrava repetiu o mesmo enigma que fizera para mim, e ele ficou parado um momento, com a mão sobre o queixo.
— É o homem.
Era a resposta certa. Um sorriso triunfante surgiu no rosto dele, e senti minhas bochechas ficarem vermelhas de raiva. Eu não acertara e ele sim?!
— Da próxima vez, tente pensar antes de responder, Weasley. – Malfoy sussurrou em meu ouvido, antes de virar a esquina para outro corredor.
— Tente ser pego pelo Filch antes de sair pelos corredores... – Pensei alto, entrando na familiar Sala com o teto estrelado.
— Eu ouvi isso, Weasley. – Ouvi o loiro dizer, alto, ao longe.
Malfoy....
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— Oh, olhe essa poção esquisita, Weasley! Tem o mesmo cheiro que você! Nojento, né? – Scorpius falou, alto o suficiente para que a classe inteira de poções ouvisse.
— Cale a boca, Malfoy.
— Classe! Alguém pode me dizer qual é essa poção aqui? Alguém? Sim, senhor Potter? – Slughorn disse, começando a aula de poções. Já estava meio velho, e continuava sendo o diretor da Sonserina.
— É Amortentia, professor. E sim, Malfoy, a sala inteira ouviu você. – Albus respondeu, rindo. Sua gravata da Grifinória estava desajeitada, e eu sabia que ele não levava o menor jeito para dar um nó decente naquilo.
— Bom, isso é constrangedor.... – Riram algumas pessoas no fundo da classe.
Aquilo era o que dava falar demais.
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A biblioteca era um ótimo lugar, e eu adorava o cheiro dos livros. Fora que haviam várias pessoas da minha casa lá, e era muito fácil se sentir acolhida pelas milhares de histórias que ela abrigava.
Fui até a seção de História da Magia, uma matéria que eu gostava muito. Fui juntando alguns livros que me interessaram, e uma lombada me chamou a atenção: Hogwarts, uma História. Era um livro meio gasto, e estava no alto da prateleira levemente empoeirada. Estiquei o braço, na ponta dos pés, e nada.
Subi em uma pequena banqueta bamba que estava ali. Certo, equilíbrio....
Quando toquei a borda de couro de livro, o banco pendeu para um lado, e eu, em um pé só, caí em cima de alguma coisa.
Ou melhor, alguém.
— Weasley, se eu fosse você, chamaria o resto dos Sete Anões.
— Malfoy, se não for ajudar não.... Espere. Como você conhece essa história? – Branca de Neve era um conto trouxa, como um puro-sangue mimado como ele saberia a história da princesa? Além disso, o pai dele jamais o incentivaria a correr os olhos por algo que não fosse feito por um bruxo. Ou pelo menos, era assim que eu o imaginava.
— Ao contrário de você, eu presto atenção na aula de Estudos Trouxas. Agora, qual é o livro? – O loiro retrucou, em tom desafiador, cravando os olhos azuis-acinzentados em mim.
— Hogwarts, uma História. Mas eu consigo pegar, pode voltar a fazer o que quer que você estava fazendo. – Revirei os olhos, pensando em como eu faria para estabilizar aquela maldita banquetinha.
— Eu jamais deixaria uma pobre donzela em apuros à mercê de uma banqueta bamba perigosa como esta aqui. – Em tom excessivamente formal, ele fez uma reverência exagerada. Estava prestes a rir e retrucar alguma besteira, quando ele me levantou, colocando- me em um de seus ombros. – Agora pegue o maldito livro antes que eu caia também.
— Você sabe que todo mundo está olhando, não é, senhor Sutileza?
— Deixe eles.
Peguei o livro, e o juntei aos outros 3 que deixara no balcão.
POV Scorpius:
Eu sabia que, mesmo no quinto ano, algumas pessoas ainda me viam como um reflexo do antigo Draco Malfoy. Eu e meu pai sabíamos que não éramos assim.
Sabe, Scorpius, eu lembro de como eu detestava Harry Potter, Hermione Granger e Ron Weasley. Eles foram, com toda a certeza, as três pessoas mais corajosas que eu já conheci. Quem sabe foi a maneira como todos ali eram simples, mas felizes que me fazia invejá-los. Eu era triste, filho, de uma forma que eu nunca permitirei que você seja também.
Lembro de quando meu pai me disse isso, em meu primeiro ano em Hogwarts. Eu tinha orgulho de ser filho dele, mas muitos pareciam ver isso como algo errado. Meu pai mudara como muitos não foram capazes.
E essa menina... Rose Weasley. Intrigante, definitivamente. Lembro de quando acertei a resposta de uma pergunta na aula de poções que ela errara, e nós, desde então, viramos competitivos como malucos.
Ainda assim, achava-a mimada demais. Quer dizer, ela era a filha do casal Ron Weasley e Hermione Granger. Ela, algum dia, sabia o que era ser julgada, ou desprezada por algo que nunca havia feito? Não. Apesar disso, era um desafio. Diferente de todas as meninas da Sonserina que davam em cima de mim descaradamente, ou até mesmo de qualquer outra menina da escola. E isso me deixava quase curioso. Ninguém sabia nada além do que ela deixava transparecer.
POV Rose:
— Rosie, todo mundo viu o Scorpius Malfoy te erguendo. Eu ainda acho que ele é uma cobra de coração frio, assim como qualquer outro Malfoy. Não se meta com ele, ele é mentiroso, ardiloso, e definitivamente, não é o cara para você. – Victoire disse, no Grande Salão, comendo sua salada.
— Eu sei, Vic. Ele fez aquilo de provocação, e eu sei por onde eu ando. Falando nisso, onde está o Teddy? – Mudei de assunto, quase desesperada.
— Acho que deve estar por aí com o James. Desde que ele roubou o Mapa do Maroto do Harry, os dois não se desgrudam mais! E depois que o Teddy se transformou na McGonagall e começou a dar bronca por aí, até a diretora entrou na brincadeira dele, dá pra acreditar? – Rimos juntas.
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As janelas altas e o tapete cor meia-noite combinavam perfeitamente com o céu cheio de estrelas da Corvinal, e as paredes repletas de livros eram o que eu poderia chamar de perfeição. Sentei em um canapé, tirando o livro que Malfoy me ajudara a pegar e me espreguiçando ali.
Malfoy....
Aquele garoto me intrigava. Tão cheio de ironias e mistérios... Era como se ele apenas mostrasse um terço de si, mesmo para os amigos dele. E mais do que tudo, eu senti vontade de conhecer ele melhor.
Era estranho. Não sabia bem o que éramos, rivais, competidores ou... Colegas? Scorpius Malfoy era tão diferente de todos, era algo em seu olhar, na maneira com a qual ele via o mundo.
Eu iria procurá-lo. Afinal, tinha o período da tarde livre.
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— Malfoy?
— Weasley, o que te traz aqui? Alguma banqueta que precisa ser superada? – Ele sorriu, irônico. Ele realmente nunca esqueceria aquela desgraça de acidente.
— Não. Eu queria superar essa camada sua. – Sutileza? Certo, aquilo saiu de um jeito estranho. Camada era uma palavra ambígua.
— Vai ter que usar artifícios bem melhores que esse para superar minhas roupas. – Ele levara no sentido que eu temia. Senti minhas bochechas esquentarem, e apenas ri, sentando ao seu lado no jardim.
— Não assim, idiota. Essa barreira que você põe entre você e o resto do mundo. Eu quero conhecer você.
— Estranho. Era o mesmo que eu queria de você.
Notas finais
Beijos, e até o próximo cap!
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