Notas iniciais
Olááá! Gente, queria agradecer à todos que estão acompanhando a fic! Enfim, eu sei que o beijo foi apressado, mas tinha um motivo, e é mais ou menos sobre o que o cap vai ser, vai focar mais no Scorpius e na Rose, deixando os outros mais de lado, ok? Enfim, aproveitem e boa leitura!

POV Rose:

– Rose, eu... Eu sinto muito. Sobre o dia do Quadribol. Tem... Algumas coisas que... Que eu... – Ele sussurrou, socando a parede e se virando de costas para mim.

– Você não costuma falar muito de si para qualquer um, não? – Falei, baixo, no corredor vazio. Todos estavam no jantar.

– Não. – Da maneira que ele falava, Scorpius parecia desenterrar seu passado, e parecia incrivelmente doloroso para ele. – Escute, Rose. Você não quer ouvir isso, acredite.

– Eu quero. Eu preciso, Scorpius. Eu mereço uma explicação.

– Quando meu pai cruzou o pátio em direção aos comensais na Batalha de Hogwarts.. Depois disso, todos passaram a ratar ele como um traidor. Mas eu juro, Rose, ele não é. Tem tanta coisa... – Os olhos dele escureceram, e seu rosto pareceu frio, do nada. – Depois disso, foi difícil. Ninguém queria o aceitar em qualquer lugar, e vivemos de herança por algum tempo. Acabou que Harry Potter o ajudou, melhorou a reputação dele de alguma forma. Melhoramos, conseguimos nos estabilizar. Mas ainda assim, as pessoas nos odeiam. E......

Ele parou, indeciso. Se ele desistisse agora, ele jamais me contaria. Malfoy respirava pesadamente, e colocou a mão em as nuca.

– Teve uma garota, uma vez. Eu amava ela, ou pelo menos achava isso. Mas ela me desprezava, e só tinha olhos para qualquer um com o nome Potter ou Weasley . Ela me dizia que eu era apenas um Malfoy, um traidor imundo. Depois daquela menina, eu não sei... Eu mudei. Eu não conseguia... Me sentir completo, Rose. E lá na enfermaria, eu me senti diferente, de alguma forma, e foi a primeira vez que me senti daquele jeito. E você... Você parecia.... Eu não sei, Weasley. Eu não queria perder aquilo. Eu sinto muito. Não vai acontecer de novo.

Ele se virou, e disparou para longe.

Sem olhar para trás.

Sem olhar para mim.

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Os dias se passaram lentamente. Eu não o achava em lugar nenhum, e em todas as aulas que eu tinha junto com ele, ele fazia questão de se sentar o mais longe possível de mim. De qualquer um,

Me perguntei se ele tinha arruinado tudo. Mas para ele mesmo.

Merlin, o que havia com ele? Por que ele estava se afastando tanto, quando eu tinha tanta certeza que eu podia ajudar?

Eu ia o encontrar. Ele precisava saber que ele não estava sozinho.

Como eu odiava ver o coração dele tão... Machucado. Os olhos azuis-acinzentados dele ficando escuros ao se fecharem.

Eu não queria um momento de filme romance de trouxas. Eu queria o silêncio dele, o mistério de Scorpius Malfoy. Eu queria descobrir ele. Para todo o ar que passava por seus pulmões. Por toda a alegria que eu sabia que ele ainda poderia sentir.

Por todas as coisas que ele estava vivo para sentir e se negava.

Me revirei na cama. Eu falaria com ele amanhã.

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– Rose, o que está acontecendo com você? Você anda distante, sério... – Albus começou, sentando-se ao meu lado na aula da Herbologia.

– Al, eu estou bem. – Ele me olhou, desconfiado. – De verdade.

– Olha, eu sei que eu sou um garoto, e naturalmente não sou muito bom com sentimentos, mas você é minha melhor amiga, Rose. – Ele disse, correndo a mão por seus cabelos desajeitados. – E, provavelmente a única pessoa no mundo que me chamaria de Al.

– Certo. Depois eu te explico melhor, ok? – Falei, enquanto professor Longbottom entrava na sala, sorrindo como sempre. Eu gostava muito dele, ensinava com tanta paixão, e sempre vinha nos jantares que fazíamos em casa.

– Ok. No intervalo entre essa e a próxima aula. E rápido.

– Planos, Albus? – O professor falou, brincalhão.

– Não, nada. Nada mesmo. Estou bem. – Al respondeu, nervoso.

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– Agora me conte. Tudo. – Meu primo me puxou para um corredor vazio.

– Certo. Lembra do beijo entre mim e Scorpius?

– Lembro. Aliás, como foi? – Perguntou ele, sorrindo.

– Merlin, Al, foco! Eu perguntei o que significava tudo aquilo, e ele conseguiu, finalmente, falar algo para mim. Sobre o passado dele. Tudo. Mas, eu não sei, tem algo errado, e eu sei que posso ajudar. Ele não consegue falar muito dos próprios sentimentos. E eu vou falar com ele hoje à noite.

– Essa é minha garota! Mas, eu juro, se ele falar algo que não devia ou encostar a mão em você...

– Ok, Al, entendi.

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Eu procurava algo.

No meu quarto, naquele silêncio, eu sentia. Algo faltava em mim. Um sopro de vida. Um toque dele, talvez. Eu não sabia, mas algo faltava. Depois que eu o conheci, sempre havia algo faltando.

E eu sentia falta desse algo quando ele estava longe de mim.

Precisava ir falar com ele. Se era impossível encontrá-lo durante o dia, eu sabia que o encontraria na Torre durante a noite. Era o lugar que ele ia para pensar, e eu sabia disso.

Chequei se todas estavam dormindo, e saí, colocando o suéter que vovó Molly fizera para mim.

No caminho, no meio da noite, eu acreditava tanto. Que podia dar certo.

Nas escadas, eu não sabia se ia encontrá-lo ali, mas eu sabia o quanto ele gostada daquele lugar. E uma febre corre do meu coração até minhas pernas, arrepios que vêm da minha coluna até as pontas de meus dedos. Mas estava tudo tão silencioso, nem Pirraça passava por ali.

Abri a porta, vendo a luz da lua iluminar o cabelo loiro do menino que segurava as barras com tanta força que eu pensei que fosse quebrá-las.

Ele tinha algum problema, e fazia questão de omitir isso de todo o mundo, engolindo qualquer tipo de emoção que ainda restava nele.

– Rose.

– Scorpius. – Eu tinha tantos planos. E agora ali, eu não consegui falar nada. Ótimo Weasley, fique aí parada igual uma palerma. Fale algo. Já está constrangedor. Merlin, eu abri minha boca, não sabendo como começar a conversa. – Nossa conversa não acabou.

Por quê eu tinha dito aquilo?! Eu parecia uma vilã de filmes trouxas. Ou uma ex namorada assustadora.

– Quer dizer, eu... Eu quis dizer que... Que... – Oh, droga. Scorpius se virou para mim, levantando uma sobrancelha, enquanto sorria, quase rindo. – Que ainda temos que conversar. Isso.

– Certo. Estou aqui.

– Scorpius, eu sei que tem algo errado. E eu quero te ajudar. Por favor, me deixe entrar, por baixo de todas essas suas camadas. – Suspirei.

– Você fala como se eu fosse algum doente mental, Weasley. Pretende me mandar para o St. Mungus agora? – Ele zombou, chegando a ser frio.

– Não um problema. A cada minuto que eu passo com você, Scorpius, eu coloco minha fé em algo que eu pareço não conhecer. Às vezes, sinto como se algumas coisas que você diz são apenas sussurros vazios, doces. Não é fácil para mim, entende, simplesmente deixar para lá, quando eu agarro cada palavra que você diz. Eu não sei o que eu sinto por você, e não sei o que você sente sobre mim. Não sei o que você sente sobre si mesmo, ou sobre qualquer outra coisa que vá além do cotidiano, já percebeu? – Comecei a andar enquanto falava, não o deixando dizer nada. Fechava os olhos, com medo da reação dele.

– Eu não sei me expressar, Rose. E é complicado, nós somos de universos completamente diferentes. E você nunca entenderia nada, mesmo que eu falasse, o que já é difícil para mim. Sabe, pessoas fingiam ser meus amigos, para depois me desprezarem e me colocarem no meu lugar. Outras se aproximava de mim para chegar até meu pai, ou saber se algo que a estúpida da Rita Skeeter publicara era verdade. Com ees, eu simplesmente me tornei alguém que não confia em quase ninguém, entende?

– Confie em mim. Lily disse uma vez, que quando.... – Sussurrei

– Rose, você não entende? Exigir confiança de alguém não é algo que funciona. Eu sei que você é Rose Weasley, e ganha tudo o que quer quando bem quiser. Mas adivinhe? Nem todo mundo tem a mesma sorte. Quando você vai simplesmente parar de pressionar pessoas a falarem? – Ele disse, perdendo a calma. Mimada? Teimosa talvez, mas mimada?! Por quê ele estava agindo assim?

– Desistir é a sua solução, então? Simplesmente ignorar seus problemas, e ainda por cima me chamar de mimada? Scorpius, posso ser muitas coisas, mas mimada não é uma delas. — Apontei o dedo para ele, do mesmo modo que eu fazia quando eu o repreendia por correr nos corredores.

– É o único jeito, Rose. Para você, pode parecer algo difícil de se fazer, mas é a única forma de escapar de tudo, das suas exigências, de tudo. Não estou desistindo, Weasley. Estou me rendendo. – Ele sussurrou, olhando para a lua e se distanciando de mim. – O que quer que tínhamos, acabou. Sinto muito.

Ele não podia estar falando sério. Não iria fazer aquilo. Eu sabia que não tínhamos muita coisa, mas me doeu como se eu o conhecesse há tempos.

– Scorpius.... – Balbuciei.

Ele olhou para mim, com os olhos subitamente escurecidos e tristes.

Balancei a cabeça negativamente. Ele podia ter seus defeitos, mas nunca imaginaria que ele era um covarde. Ou um menininho assustado, medroso.

Saí da Torre, zonza. Não sabia exatamente como, mas haviam lágrimas em meus olhos. Eu o conhecia fazia mais ou menos 1 mês e meio, mas parecia tanto tempo....

Eu o deixara. Não insistia.

Ele pegara tudo o que eu sentia, e simplesmente ignorava o que eu sabia que ele mesmo sentia.

E com uma palavra, tudo que eu sentia podia vir à tona rapidamente.

E a cada sussurro, palavra que ele direcionara a mim naquela Torre, tudo ficava pior.

Me sentia como se houvesse um vazio em mim, algo faltando. Como amigo, ou dos pequenos momentos em que nossas mãos se encostavam, do beijo dele....

E não seria o bastante me dizer que você se importava, depois de tudo aquilo, quando nós dois sabíamos que várias das coisas que ele me dissera poderiam ter sido vazias como o ar.

Pela primeira vez, eu não sabia o que fazer. Tentar de novo, ou simplesmente deixá-lo ir? [N/A: Lerigou, Rose, Lerigou. http://fc07.deviantart.net/fs71/f/2014/250/c/2/lerigou_by_mizzilovely-d7ybzue.jpg ]

Eu o daria tempo, talvez. Quem sabe, se ele aprendesse que a dor o lembraria que o coração dele pode se curar, ele percebesse seus erros.

E eu daria conta dos meus, provavelmente.

Notas finais
Gostaram?? Espero que siim haahahaha Não se esqueçam de comentar o que acharam, favoritar e recomendar se estão gostando! Beijos, e até o próximo cap!