Prometidos

4 Stop para as borboletas no estomago!


–- STOP! -- gritou Giovanna rindo.

–- MAS VOCÊ TÁ É ME ZOANDO IMPOSSÍVEL ISSO AI -- Lucca reclamou dando um empurrão nela e gargalhando.

Gi, Lucca, Gus, Isa, Bella estavam sentados no chão do corredor do prédio. Gi tinha acabado de se mudar para o prédio e Bella, sua namorada tinha ido passar o fim de semana com ela. Os quatro já se conheciam, porém moravam em zonas diferente de São Paulo. Porém, depois da mudança da garota, eles começaram a morar relativamente perto um do outro. Gi era alta e tinha os cabelos claros, Bella era morena e menor que Lucca, que por acaso era o antigo anão do grupo.

Para passar o tempo, eles tinham decidido jogar Stop. O real problema foi decidir aonde, já que as mães de Lucca tinham saído para ir no mercado e ele não queria bagunçar a casa. Gi e Bella namoravam, porém os pais da maior não sabia. O real problema mesmo foi os pais de Gus acharem Isa má influencia, os pais dela o mesmo sobre o garoto. Lucca tinha receio de falar com os pais de qualquer um, ficando bem tímido e fechado. No fim, então, eles decidiram jogar no corredor do andar da Isa, que era o mais alto e menos movimentado.

Gi, também chamada de Tagli, tinha ganhando as duas rodadas anteriores e Isa, também chamada de Peppa, ficava bem atrás dela em todas. Sem dúvidas, o pior jogador era o menino Lucca. Depois de perder mais uma vez, ele se levantou e disse:

–- Mano, cansei de perder. -- Ele gargalhou. -- Vou na pista que tem pro caminho da escola, Kaue disse que ia passar o dia lá hoje.

Nenhum deles falaram algo contra, então ele deu de ombros pegando o skate e indo para a pista. Ele, naquele dia, usava uma camisa numerada larga, bermuda jeans e all star. Lucca não era exatamente bom no skate, ele sabia subir nele e andar, o que para ele já bastava. Chegando lá, viu Kaue com uma caixinha de som e alguns amigos.

–- Ranger azul morfar! -- Falou o baixinho rindo para o amigo.

Kaue era alto, moreno, meio gordinho e tinha o cabelo descolorido.

–- Ranger vermelho morfar! -- bricou o outro dando um abraço no outro.

Eles conversaram e Lucca resolveu treinar algumas coisas. Entre uma tentativa de ollie e outra, ele avistou uma loira conhecida do outro lado da rua com Yumi. Naquele momento o sangue gelou. Eles tinham se tornado grandes amigos depois dela o ajudar naquele dia de chuva. Porém, Lucca se sentia estranho em relação a ela. Não era como se gostasse dela, mas ele não conseguia evitar de tirar a roupa dela mentalmente e isso perturbava ele.

Enquanto ele a encarava e pensava em beijar-la e subir a camisa dela, ela olhou para ele. A primeira reação dele foi mandar a manobra no skate para disfarçar. Mas não estava preparado para tal coisa, o skate foi impulsionado para frente e ele caiu com o ombro direito na calçada. Mesmo ela estando do outro lado da rua, ele ouviu a risada dela aumentando. Por que a risada dela estava aumentando?

–- Nossa, garoto! -- Ela gargalhou ao lado dele, Yumi vinha logo atrás correndo.

Ele olhou para ela e seu rosto instantaneamente ficou vermelho e ele sorriu sem jeito. “Não tira a roupa dela mentalmente, idiota!” Lucca repetiu isso para si mesmo mentalmente umas 8 vezes antes de conseguir dizer algo inteligente:

–- Eu cai.... -- Talvez não tenha sido tão inteligente assim.

–- É, eu vi. -- ela continuou rindo.

–- Tu se machucou??? -- Perguntou Yumi.

–- Não, acho que tirei o ombro de lugar mas tá tudo okay. -- Lucca começou a se levantar e a mexer o ombro, sentindo o mal jeito.

–- Você vai ficar bem! -- Thay deu um soquinho no ombro machucado do garoto.

–- AI -- ele reclamou e foi surpreendido com ela rindo e o abraçando e sussurrando um “foi mal”.

Porém, quando ela o abraçou o mundo parou. Lucca só sentia as borboletas no estomago e a sua mente trabalhava a mil com os pensamentos errados. Mas a única coisa nítida na mente dele foi a segurar pelo queixo e a beijar. Mentalmente ele fez isso e foi ótimo, fisicamente estava de boca aberta igual um trouxa sendo abraçada por uma garota uma pouco menor que ele.

Lucca só voltou a si quando a viu virar as costas e sair dando tchau. O cheiro dela estava preso a camisa dele e ele, mentalmente, tinha corrido atrás dela e a convidado para tomar sorvete. Mas nada. Ele não conseguia mexer um músculo, sentiu a sensação como se tivesse engolido aquelas balinha que ‘explodem na boca’ e ela estivessem estourando dentro dele, fazendo cócegas no estomago dele.

Há unica coisa que ele conseguia pensar era um único desejo: que eu não esteja gostando dela.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.