Prometida a um Assassino
1 Prólogo
Notas iniciais
O toque da campainha a acordou de seus devaneios. A jovem se levantou de seu sofá, notando uma dor aguda nas costas resultante de uma longa sessão noturna de estudo, e rumou até a porta. Ao abrir, surpreendeu-se ao ver que não havia ninguém, nada exceto uma carta deixada no batente.
O envelope era macio, aveludado, diferente de qualquer outra textura que ela já havia sentido em um papel. Havia sido selado com uma cera vermelha e endereçado à ela com uma caligrafia fina e meticulosa, embora ela não reconhecesse o endereço remetente. Ela o abriu com cuidado e curiosidade, não sabendo o que esperar. Dentro do envelope havia uma carta curta e formal escrita na mesma caligrafia bonita.
“Querida Amélia Evelyn Brooke,
O Sr. Elswood gostaria de lhe convidar a participar de sua festa de gala no dia 17 de Agosto, no mesmo endereço do qual esta carta foi enviada. O traje é formal; podemos lhe providenciar algo nos próximos dias contanto que nos retorne com seu R.S.V.P. o mais rápido possível.
Aguardamos a sua presença,
Joseph Byron,
Mordomo da mansão Elswood.”
Incrédula, a garota releu a carta inúmeras vezes, ao ponto de a memorizar. Nunca havia sido convidada à uma festa de gala, muito mais por alguém que residia em uma mansão. Seria uma brincadeira de malgosto? Um engano? Sem saber o que pensar, ela retornou a carta ao envelope e, após dar uma última olhada esperançosa pela vizinhança à procura de alguém, finalmente entrou em casa, fechando a porta atrás de si.
De dentro de um carro escuro, porém, cujo as janelas eram blindadas, estava um homem de terno a lhe observar. Seu carro era o mesmo carro misterioso que havia rodeado por semanas pela vizinhança dela, mas o qual ela não havia prestado muita atenção. O motorista, ao ver a jovem fechar a porta de sua casa, imediatamente retirou seu celular do bolso e discou um número de forma apressada.
—Ela recebeu a carta? – Perguntou a voz de um homem do outro lado da linha antes mesmo que o outro dissesse algo.
—Sim, senhor. – O motorista respondeu, observando a frente da casa com um olhar atento. A última luz, vinda do cômodo que ele já entendia como o quarto da garota, se apagou.
—Ela pareceu surpresa?
—Sim, senhor. Dava para ver que sim. – Do outro lado da linha se ouviu uma risada baixa e curta, quase desdenhosa.
—Ótimo. Garanta que ela compareça à esta festa, James. Ela é perfeita.
Fale com o autor