Prometida - EM REVISÃO
50 Leoa
Aquela noite Konoha não poderia ser mais cinzenta. O céu logo começou a transparecer nuvens carregadas, anunciando que logo iria chover. Apesar de que isso em um outro momento seria uma coisa boa, depois do ataque que tiveram, pois logo após a tempestade viria a calmaria, mas a calma parecia a última coisa pairar sobre a vila.
— Encontraram alguma coisa? – perguntou Itachi a uma outra equipe de quatro ninjas Uchihas rastreadores, que chegaram a o ponto de encontro
— Nada senhor. – respondeu um deles.
— Droga! Se começar a chover agora, iremos perder os rastros dos arredores na floresta. Isso só pode ser um pesadelo.
Já fazia horas que Fugaku havia ordenado as buscas ao sequestrador de seu neto, mas ao passar de cinco horas nenhuma pista fora encontrada. O hokage também havia disponibilizado ninjas da ANBU para reforçar as buscas, mas ninguém tinha notícias e isso só fazia com que todos do clã Uchiha ficassem ainda mais desolados, mas não mais que os pais do bebê.
— Querida, coma alguma coisa – Sayuri estava sentada ao pé da cama do quarto de sua filha e genro, onde Sakura mantinha a cabeça em seu colo, recebendo carinho aos cabelos e sem ter conseguido parar o choro sofrido um segundo se quer – eu sei que é difícil, mas você precisa se alimentar e se manter forte para quando trouxerem nosso Yusuke.
— M-meu peito doi t-tanto – disse entre lágrimas – eu quero morrer se algo tiver acontecido com meu menino.
— Não diga isso. Nada vai acontecer, tenho certeza de que ele está bem.
— Sua mãe tem razão Sakura. Tem que ser forte por Yusuke e Sasuke também. Se continuar sem comer e beber nada só ira ser uma preocupação a mais para nós, caso fique doente, e isso pode fazer seu leite secar. Não quer que Yusuke fique com fome não é? – aconselhou Eiko
— Tome pelo menos o caldo da sopa – pediu Mikoto, com os olhos marejados. Não sabia como estava tento forças para lidar com toda aquela situação e ver oo sofrimento da nora e do filho, sem falar de não ter notícias de seu neto.
Mesmo sem querer, Sakura ainda em lágrimas tentou se sentar na cama e aceitou tentar comer um pouco. Ela precisava se manter forte, por Yusuke.
Sasuke corria por entre as árvores na companhia de Naruto e Sai, ele já quase não sentia as pernas de tanto esforço que fazia há horas, seu corpo já começava a falhar, mas ele não queria parar, até conseguir encontrar seu filho.
— Sasuke, vamos parar um pouco para pegar folego – Sai sabia que aquilo era a última coisa que Sasuke queria, mas ele precisava ser racional.
— Pare se você quiser, eu irei continuar até encontrar meu filho. – disse friamente
— Teme, eu sei o que você está passando... – Naruto começou, mas foi interrompido
— SABE? – gritou, parou subitamente em um galho grosso de uma árvore. Os olhos já iluminados em azul e os dedos das mãos soltando pequenos raios. – SABE COMO? – socou o tronco da árvore fazendo um enorme estrago e deixando Naruto e Sai apreensivos — VOCÊ NÃO SABE DE NADA. Nem filhos você tem. – pois as mãos na cabeça, puxando os cabelos e ajoelhando ali, sem conseguir conter, lágrimas vieram ao seu olhos – Eu não sei o que eu faço. A Sakura nunca vai me perdoar, eu prometi que cuidaria e protegeria os dois e eu não consegui.
— Teme, vamos encontra-lo. Tô certo!
— Naruto – por incrível que pareça – ele tem razão. Só que precisamos descansar, já estamos correndo há horas e não tente negar, pois sabemos que você também está cansado. Não podemos ser imprudentes, caso encontremos algum inimigo ou seja lá quem for que pegou o Yusuke, estaríamos em desvantagem assim e perderíamos a chance.
— Pois é Teme, eu sei que não tenho filhos ainda, mas posso imaginar como você está se sentindo. Eu também amo muito o Yusuke e darei o meu melhor para que ele volte para os braços da Sakura-chan. – Sasuke pareceu se recompor e respirou fundo.
— Certo. Vamos comer e descansar um hora. – Naruto e Sai pareceram satisfeitos.
Fugaku estava na sala de reuniões do clã, aguardando notícias de seu neto que nunca vinham. Queria está ajudando seus filhos nas buscas, mas não poderia deixar o clã a mercê de quem sabe um outro possível ataque. Doía seu coração, mas aquele era seu dever. Estava andando de um lado para o outro até que Takahashi abriu a porta, entrado na sala, com o semblante sério.
— Tem alguma notícia? Aconteceu algo? – perguntou apreensivo, esperando o pior
— Ainda nada – suspirou – Itachi está liderando os grupos de busca, mas os que chegaram das rondas no ponto de encontro, não encontraram nenhuma pista.
— Kami-sama. Quem poderia está atrás do meu neto?
— A pergunta é; quem eles querem afetar. O clã Uchiha ou Konoha?
— O senhor tem alguma idéia de quem possa ter feito isso?
— Confesso que tenho meus palpites...
— Quais?
— Não é segredo para ninguém que Sasuke tem aversão ao filho mais velho do Hitome. Não acha estranho eles terem chegado do nada, conquistado uma posição em Konoha e esse filho também se mostra interesse do nada, pela vila. Sem contar que nenhum membro dessa família foi visto antes e depois do ataque.
— Isso é realmente estranho. Fora o fato de Ichigo sempre ter mostrado interesse em Sakura, mesmo na frente de Sasuke.
— Bom, isso só me é estranho. Não temos provas.
— Mas é relevante... – a porta da sala foi aberta bruscamente
— Me desculpe interromper senhor, mas um esquadrão conseguiu capturar um informante.
— Estão com meu neto? – Fugaku apresou-se em perguntar
— Parece que não senhor. Estão o trazendo para ser interrogado.
— Ótimo.
Longe dali...
— Parece que seu plano está dando certo até agora maninho – disse Sawaii enquanto adentrava o salão, onde seu irmão estava sentado em um trono.
— Não seria diferente – disse entre um gole e outro de vinho. Os olhos de Ichigo eram frios e distantes. – E a criança? – perguntou indiferente
— Demos para uma das criadas cuidar de calar a boca daquele pestinha.
— Hn. E o informante?
— Ainda não recebemos o relatório do espião, mas tudo indica que já foi capturado.
— Ótimo. Estou entediado aqui.
— Cadê o papai?
— Foi verificar como estão tratando nossos bichinhos...
— Como pode chamar aquilo de bichinhos? – perguntou enojada
— Você é tão irritante. Por que não vai fazer não sei lá o que e me deixa sozinho? – Sawaii revirou os olhos e saiu. Ichigo sorriu admirando o liquido âmbar na taça – Minha rosada, estamos cada vez mais perto um do outro e depois que eu a tiver em meu braços, nada irá pode nos separar...
Clã Uchiha...
Sasuke havia recebido a mensagem de que haviam conseguido capturar algum cumplice e com isso voltou para o clã. Querendo ele mesmo interrogar o inimigo. Porém ao chegar na cede de encontro surpreendeu-se a encontrar Sakura acompanhada de sua mãe e cunhada, em meio aos tantos outros ninjas do clã.
— Sakura? O que está fazendo aqui? – perguntou baixo ao ouvido da rosada, que desvencilhou-se dos braços da sogra, querendo avançar na direção do homem amarrado com cordas e cercado de ninjas rastreadores a sua volta.
— Eu quero saber onde está meu bebê. – disse. Já era a décima vez que dizia aquilo e ninguém deixava-a chegar perto do ninja abatido
— Fique calma. Nós iremos interroga-lo – Sasuke a assegurou. Todos ouviram a risada do homem amarrado, com alguns hematomas e cortes no rosto.
— Não precisam me interrogar, eu irei dizer de bom grado. Príncipe Uchiha – Sasuke serrou os punhos em fúria, mas se manteve no lugar com o aperto da mão de Sakura em seu braço. – Eu não fui capturado – começou – deixei-me ser levado para que eu pudesse transmitir um recado a princesa, que alias me fez um grande favor em está aqui presente – sorriu malicioso, com vestígios de sangue em seus dentes – posso morrer feliz depois de ter visto essa joia rara. – Sakura enojou-se.
— Eu posso te matar dolorosamente se não abrir logo essa boca para o que interessa – sasuke já não se aguentava no mesmo lugar. Tamanha era sua sede de sangue para com aquele homem e com quem quer que seja que tenha começado aquilo.
— Sempre esquentadinho, como bem dizem. Minha mensagem é para a princesa. Meu mestre quer fazer um acordo.
— Quem é seu mestre? – Itachi apressou-se em perguntar
— Isso não importa agora. Ele quer fazer um acordo com a princesa. Ele propõe que ela vá de encontro a ele e seja sua rainha e em troca não fará mal ao bebê. – Sasuke soltou-se dos braços da rosada e tentou avançar contra o homem, mas foi parado por Itachi.
— Não iremos fazer troca alguma com a minha mulher! – o homem deu de ombros
— Meu mestre diz que caso recusem, em vinte e quatro horas ele mandará o corpo do bebê – Mikoto pôs as mãos na boca. Ela não podia acreditar naquela barbari. – esse é o acordo. E ele assegura de que mesmo que tentem não irão encontra-lo nunca em menos de vinte quatro horas. – Sakura tinha os punhos serrados e os olhos marejados. Sasuke estava sem saber o que fazer e levou um sobressalto quando sua esposa se pronunciou.
— Eu irei – anunciou calma.
— O que? – disse Sasuke sem acreditar no que ouvia
— Eu irei – disse mais convicta olhando nos olhos negros do Uchiha mais novo.
— Você só pode está louca em achar que eu a deixarei ir em algum lugar – disse quase gritando, saindo dos braços do irmão. Sakura semicerrou os olhos e ofegante acrescentou.
— Eu irei atrás do meu filho e ninguém aqui vai me impedir – disse entre dentes. Dando um soco em uma das árvores que se encontravam ao seu lado, tão forte que a derrubou e destruiu parte das que se encontravam atrás daquela. Deixando todos ao seu redor espantados.
Fale com o autor