Logo o dia da partida de Sasuke chegou e Sakura se mantinha firme, não permitindo chorar na frente de ninguém. Era manhã, Sasuke já estava com tudo pronto e toda família Uchiha estava sentada na grande mesa apreciando o café da manhã especial que Mikoto havia mandado fazer para despedida de seu filho. Logo os Harunos, pai e mãe de Sakura chegariam para se despedir de seu futuro genro.


Todos comiam em silencio, hora ou outra Fugaku olhava para Sasuke e Sakura que mantinham a cabeça baixa e estranhou aquele clima entre os dois, esperava mais um reação melancólica de ambos, mas pelo visto havia se enganado.


Depois do café todos estavam no lago, Takahashi esperava Sasuke despedir-se de sua família e sogros.


– Tenha cuidado – disse Mikoto ao abraçar o filho, algumas lagrimas caiam de seus olhos, mas ela sorria. Sasuke apenas assentiu e beijou o rosto da mãe. Foi até seu pai e olhe apertou a mão.


– Quando voltar será uma nova vida, novas responsabilidades. – disse sério


– Eu sei – Sasuke falou cansado, já não agüentava tudo aquilo.


– Será um homem finalmente. Espero que entenda meus motivos um dia – confessou – sentirei sua falta meu filho.


– Eu também meu pai – assentiu. Não sabia ser sentimental com seu pai, mesmo achando que devia o abraçar, não sabia como o fazer. Foi até Itachi, que tinha Mai no colo e pegou a menina dos braços do irmão.


– Eu vou morrer de tantas saudades sua princesa – disse baixinho no ouvido da sobrinha. Abraçou a pequena com força.


– Eu também tio Sasuke, não me esqueci de trazer meu dragão em! – sussurrou também no ouvido do tio que sorriu. – vou guardar sua geléia de uva – deu alguns tapinhas no ombro de Sasuke que deu um beijo estalado no rosto de Mai que sorriu, mostrando seu sorriso banguela, capaz de fazer sorrir até a pessoa mais rabugenta. Foi até Eiko e depositou a menina nos braços da mãe.


– Até mais Eiko – disse a cunhada


– Boa sorte Sasuke – sorriu gentilmente. Sasuke assentiu e voltou para seu irmão, estendendo a mão, mas seu irmão o puxou para um abraço apertado, isso vez com que alguns ali rissem, principalmente Mikoto que ficou feliz pelo carinho que os irmãos tinham.


– Tchau pirralho, se cuida – Sasuke sorriu debochado


– Você bem que tinha que ir no meu lugar e sofrer um pouco.


– Eu não, tenho muita coisa aqui – disse, Sasuke entendeu o que ele quis dizer. Seria Mai e Eiko – você sempre gostou de se testar – sorriu mais abertamente e Sasuke suspirou


– Tudo bem, até mais. É...cuida é...você sabe – disse sem jeito. Itachi ficou sério e assentiu.


– Pode deixar, não vou deixar nenhum espertinho chegar perto dela – sussurrou no ouvido do irmão.


– Acho bom – Sasuke sorriu, depois sussurrou no ouvido do irmão também – se não eu conto suas safadezas pra Eiko – Itachi corou violentamente e se desfez rapidamente do abraço, logo ficando emburrado. Sasuke sacudiu a cabeça divertido. Foi até seus “sogros” e limitou-se apenas com um “adeus”. Hikaru e Sayuri lhe desejaram boa sorte e o moreno agradeceu.


Sentiu um aperto no coração, à parte mais difícil, despedir-se de Sakura. A rosada por sua vez, tentava se mostrar forte, assim Sasuke pensaria que ela ficaria bem na sua ausência.


– Bom...é...- Sasuke caminhou até Sakura e abaixou a cabeça não querendo que ela visse o rubor em seu roto. Estava envergonhado por demonstrar sentimentos na frente de sua família. – eu...- olhou brevemente para seu pai e esse assentiu, voltou a olhar a menina que tinha os olhos marejados – vou sentir sua falta – disse finalmente.


– Eu também – disse baixinho e tentou sorrir, mas pareceu um sorriso forçado, mas na verdade era. Como se o vento tivesse lhe empurrado, levou o corpo até o da garota e a abraçou, sentindo pela ultima vez ali o perfume dela.



Sakura estava deitada em sua cama, em silencio, esperando o sono vir, mas esse insistia em deixá-la ali, desperta, sentindo as lágrimas descerem silenciosamente por seu rosto.


Sasuke havia chego ao mundo dos dragões finalmente com Takahashi e foram aprontar suas coisas para no dia seguinte colocarem o treinamento em pratica.


Sasuke já havia ido lá outras vezes com Ryo, mas sempre se surpreendia com a quantidade de dragões que voavam no céu alaranjado, as montanhas com picos tão apavorantes que alguns pareciam tocar o céu, cachoeiras, florestas e mais dragões de diversas cores. Ryo o recepcionou em sua chegada e lhe desejou boas vindas, foram pra uma espécie de cabana que havia ali, para sempre que Takahashi fosse ao mundo dos dragões fazer suas pesquisas e em buscas de novos dragões para um Uchiha.


Estavam jantando, ambos, Takahashi e Sasuke mantinham silencio ao comer sua sopa de legumes. Sasuke não desviava a atenção de seu prato, pensando em como sua Sakura estaria naquele momento.


– Amanhã treinaremos com Ryo, espero que descanse bem essa noite e mantenha a mente limpa – Takahashi despertou o jovem Uchiha dos pensamentos em sua amada.


– Hn. – respondeu monossilábico como sempre.


– Quando voltarmos será a semana de seu casamento. Pense sempre, cada dia que quando voltar será diferente, será um Uchiha completo finalmente Sasuke.


– Assim espero...


Na manhã seguinte a partida de Sasuke, Sakura foi permitida ir até a casa de Ino ver sua filhinha. Sai já estava de volta, mas não pode se despedir de Sasuke e nem lhe agradecer devidamente pela ajuda prestada a sua esposa.


Sakura tocou o sino que havia ali no portão da grande casa e logo uma criada fora abrir pra ver quem era. Prontamente lhe deu passagem para entrar, a mesma criada permitiu que ela adentrasse a casa dos patrões e que aguardasse na sala, Sakura agradecia pela gentileza. Sai foi o primeiro a aparecer, e lhe agradecer por tudo que fez por Ino e sua filha. Enquanto falava da filha, Sakura podia ver o quão coruja Sai seria, os olhos negros do Uchiha brilhavam em falar da recém nascida, Sakura pediu se podia ir ver finalmente a menina, agora mais calmamente, já que nem mesmo pode prestar atenção na pequena na hora do nascimento. Sai a levou até o quarto da bebê, onde Ino estava a amamentando.


Ino abriu um sorriso gigante ao ver a amiga ali, Sakura sorriu em resposta e caminhou lentamente até ela, como se qualquer movimento pudesse assustar o pequeno embrulho no colo da loira.


Sakura sorriu ainda mais orgulhosa ao ver o rostinho pálido e levemente corado nas pequenas bochechas da filha de sua amiga. O cabelo era um loiro quase mel e os olhos eram azuis como os de Ino, linda. Sakura pensou, como um anjinho.


– Como ela se chama? – perguntou maravilhada


– Sara – disse Sai da soleira da porta. Sakura olhou pra ele rapidamente e sorriu, aprovando o nome.


– Lindo, minha florzinha Sara.


– Amiga, eu nem sei como te agradecer – disse Ino com a voz embargada, tirando a atenção dos olhos de Sakura da menina para a amiga loira, com os olhos marejados.


– É...vou deixar vocês sozinha. – disse Sai não querendo participar do sentimentalismo das amigas que certamente viria átona.


Ino sorriu e limpou as lagrimas que saíram, levantou-se quando viu que Sai havia fechado a porta, colocou a menina no berço e voltou a se sentar na poltrona, Sakura foi até ela se sentou no chão perto dos pés da amiga, colocando a cabeça em seu colo.


– Sai me contou sobre Sasuke. Há amiga eu sinto muito. – Ino levou a mão até a cabeça da rosada e começou a fazer cafuné.


– Eu sei. Só fica perto de mim. – pediu.


Sakura não chorou, apenas ficou apreciando o carinho da amiga, agora só o tempo podia resolver as coisas e rezaria para que ele passasse rápido e que lhe trouxesse Sasuke de volta.