Prometida - EM REVISÃO
25 Medo
Finalmente o dia do casamento de Sakura e Sasuke havia chegado, toda Konoha estava ansiosa e em festa pela grande união no clã Uchiha e todos os Uchihas em êxtase.
Naquela manhã, Sakura ficaria praticamente trancada em seu quarto, para fazer seu exame e para se aprontar para cerimônia. Sasuke estava aparentemente calmo, mas por dentro estava uma pilha de nervos, esperava no escritório de seu pai com Itachi, esse tinha a face séria e não dizia nada ao irmão, que esperava pelo menos suas piadinhas de sempre.
Fugaku adentrou o escritório e se sentou em sua cadeira, olhou brevemente para seus filhos e depois Itachi se levantou do sofá onde estava sentado.
– Bom Sasuke, não iremos demorar aqui. O que você precisa saber é rápido e sem discussão, por favor. – pediu sério. Sasuke não disse nada, não estava entendendo onde seu pai queria chegar. – Bom, pelo certo, Itachi como é meu filho mais velho, deve assumir o clã depois de mim, mas agora a uma policia em Konoha e todo esse tempo quem vem tomando conta dela é seu irmão...
– O que isso tem haver...
– Deixe-me termina – disse sério pela interrupção – pois, bem. Você também sabe que seu irmão é meio sentimental pra certas coisas e muitas vezes pensa mais com o coração do que com a cabeça. – Itachi revirou os olhos – Você já é mais centrado e...
– Não vai me colocar para te suceder não é? – perguntou exaltado
– Fique quieto. Você tem seus deveres e sabe disso. Se seu irmão não estivesse aqui você teria esse dever.
– Mas ele está – disse enraivecido
– Isso não é uma escolha sua. Já foi decidido e você ira guiar o clã quando chegar a hora. – Sasuke serrou os punhos, olhou indignado para o irmão e que não pronunciou nenhuma palavra e depois para o pai. Sentiu raiva, um raio cortou o céu, mas os Uchihas naquela sala sequer se mexeram, Sasuke deu uma ultima olhada para o pai e saiu dali batendo a porta com força.
Fugaku suspirou e Itachi colocou a mão no ombro do pai o confortando, nenhum dos dois gostava de fazer aquilo com Sasuke, mas era preciso para o bem do clã.
– Ele vai acabar entendendo – disse Itachi
– Eu sei – disse de forma cansada.
– Acha mesmo que esse é o melhor caminho?
– Sim, confio em você, mas nas circunstâncias que estão é o melhor.
– O senhor sabe que eu também não queria ser o líder e mesmo Sasuke não percebendo agora, ele é a melhor opção.
– Isso porque você tem o coração mole, seu irmão é mais frio para coisas erradas.
– Vou levar isso como um elogio – sorriu, Fugaku bateu na mão do filho levemente e também riu.
– Meu primogênito, dragão do amor – baixou a cabeça negando
– Eu sou muito satisfeito com o meu dragão.
– É. Parece que Ryo e Cho estão se dando bem.
– Algo me diz que ela terá um bebê logo, logo, mas tantos dragões. Tinha que ser justo o antipático do Ryo? – Fugaku gargalhou da cara enciumada de Itachi.
Sasuke foi para seu quarto e se jogou na cama, colocou o rosto enfiado no travesseiro, sentiu vontade de gritar. Parecia que nunca teria controle da sua vida e isso o enfurecia.
Sakura já tinha feito o exame, que foi exatamente como o primeiro que fez aos doze anos, agora finalmente, depois de ter tomado o seu banho, colocado sua roupa intima, feito o penteado para a cerimônia e a maquiagem, permitiram que ela ficassem um tempo sozinha ali no quarto, até à hora de colocar o kimono.
Observava sua casa, sua futura casa agora, da janela de seu quarto, parecia que toda sua vida havia morado do distrito Uchiha e agora seria para sempre. Amava Sasuke, mas começou a pensar em como seria sua vida se não tivesse sido prometida a Sasuke. Foi interrompida por leves batidas na porta e permitiu que entrassem, viu seu pai adentrando o quarto com os olhos marejados.
– Há papai...
– Não – pediu – não fique com pena de mim querida. Eu estou feliz por você – disse caminhando até a rosada e lhe dando um abraço. Sakura sentiu sua garganta se fechar, era como se tivesse algo preso nela, como se ela não conseguisse fala. A dor foi se intensificando e então chorou, chorou enterrando sua cabeça no peito do pai e o abraçou ainda mais forte.
– E-eu estou co-com medo – confessou por fim, sentindo alivio. Hikaru acariciou a cabeça da filha e lhe beijou os cabelos.
– Eu sei minha princesa. – sorriu – mas tudo vai ficar bem. Eu sei que seu coração pertence à Sasuke e também sei que ele cuidara bem de você. Caso contrario – colocou as mãos no rosto de Sakura, para que ela olhasse em seus olhos e ouvisse enquanto falava sorrindo – eu jamais iria permitir esse casamento. – Sakura sorriu em meio as lagrimas e voltou a abraçar seu pai. – Está se tornando a cada dia uma mulher mais bonita, inteligente e extraordinária, jamais deixem que lhe digam o contrario. – Sakura assentiu.
– Eu te amo papai – Hikaru fechou os olhos, permitindo algumas lagrimas caírem
– Eu também te amo minha flor e nunca duvide disso.
A floresta composta pelo lado leste do lago foi feito uma manutenção, assim cortaram varias arvores, fazendo uma espécie de salão coberto, todo de madeira imenso e todo esculpido com o símbolo dos Uchihas e com dragões, ele estava coberto por luzes, por todo o teto e pelas pilastras, a decoração toda em branco e dourado. Havia uma mesa principal, onde ficaria os noivos, os pais da noiva e a família do noivo, um corredor com tapete vermelho, era o caminho até o altar de madeira clara e orquídeas brancas. O resto do salão era só em mesas para convidados e a parte oeste do salão para alguns músicos, havia muitos criados, servindo os convidados que já haviam chego, em sua maioria Kages e senhores feudais de outras aldeias, alguns até passariam a noite na casa principal dos Uchihas.
Sasuke estava sério e não quis falar com seu pai, nem seu irmão antes da cerimônia, permaneceu petrificado no seu lugar, olhando ansioso por onde Sakura entraria. Era ela, a única razão pela qual aceitava tudo aquilo e cumpriria com tudo aquilo que lhe fosse imposto, seguiria a risca os costumes, assim como ela estava seguindo.
Sakura recebeu a visita de suas amigas, minutos antes da cerimônia, elas tentaram a encoraja – lá, sorriu de algumas piadas de Tenten, mas não foi o suficiente para acalmá-la durante o tempo que ficaria sozinha. Logo seu coração começou a bater descompassado e parecia que iria sair pela sua boca. Respirou fundo e quando iria sair de casa, cruzou com a última pessoa que gostaria de ver ali, vestida com um vestido azul escuro e dragões ainda mais azuis bordados por todo vestido, tinha um grande decote na perna direita e as costas nuas, o cabelo estava em um coque frouxo e a maquiagem incrivelmente pesada. Completamente vulgar e provocante de certa forma.
– O que faz aqui? – perguntou já nervosa, mas era de raiva
– Ora, eu fui convidada. A propósito você está belíssima – Sawaii sorriu debochada.
– Fique lá fora com os convidados, eu não a quero aqui – disse séria, finalmente saindo um pouco da linha de Uchiha perfeita.
– Há minha querida, que graça a em estar aqui se não tornar a sua noite o mais desagradável possível. – Sawaii cerrou os olhos de forma desafiadora, Sakura já não estava agüentando mais tudo aquilo, mas também não podia se alterar, faltavam apenas alguns minutos para cerimônia começar.
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