Prometida - EM REVISÃO
43 Encurralada
Logo a noite chegara naquele dia, os enfeites iriam enfeitar todo distrito Uchiha durando uma semana, celebrando toda a felicidade que o Clã sentia por finalmente depois de anos concluírem a união de mais um herdeiro.
A casa de Sakura e Sasuke se encontrava silenciosa, as luzes apagadas, no primeiro andar, havia somente alguns murmúrios e risadas divertidas vindo do quarto principal. Lá estavam Sasuke e Sakura, com o pequeno Yusuke entre eles na imensa cama de casal, o pequeno Uchiha, vazia barulhos engraçados enquanto chupava sua mãozinha, olhava de forma concentrada para os pais que sorriam de forma divertida a cada movimento que ele fazia, ele não parava, havia dormido bem e saciado sua fome depois da cerimônia, agora as altas da noite estava a todo vapor.
– Meu pequeno, você não pode ficar acordado até tarde – disse Sakura, para logo depois acariciar os fios negros e macios que enchiam a cabeça de seu filho.
– Imagine se isso será toda noite – Sasuke arqueou as sobrancelhas e olhou para Sakura fingindo surpresa. Sakura sorriu mais ainda.
– Ele não fez nem dois dias de nascido e já se comporta assim. Acho que terei que amarrá-lo daqui a alguns meses, se não o perderei de vista. – Sasuke sorriu e fez carinho na barriguinha do pequeno que pestanejou.
– Filho a sua mãe já que te prender, acho que terei que te ensinar primeiramente a fugir das mãos dela. – Sakura pegou um pequeno urso de pelúcia que Yusuke olhava minutos antes e jogou no rosto de Sasuke, mas desviou rapidamente.
– Bobo.
Não muito longe dali...
Haviam quatro carruagens, cada uma delas sendo guiadas por quatro cavalos cada, alguns homens as enchiam com caixas, baús, alguns quadros, mais caixas, armas. Depois de um tempo, três seres encapuzados foram em direção para suas respectivas carruagens e a logo a primeira começou a seguir enfrente. Dentro de uma delas, Sawaii se desfez da capa vermelha que usava, a jogando em um canto qualquer, passou aos mãos sobre os longos cabelos alaranjados e pegou um pequeno espelho ao seu lado, analisando minuciosamente cada detalhe de seu rosto.
– Eu não entendo como Sasuke pode me ignorar. Eu sou muito melhor do que aquela...aquela...- grunhiu de ódio, não achava a palavra certa para expressar. Voltou a se encarar no espelho e respirou fundo fechando os olhos e logo depois os abrindo lentamente, esse brilhavam de pura maldade – não preciso me preocupar, logo isso ira acabar. Livrarei-me daquela “Senhorita Perfeita” e do seu germe. E ter Sasuke entre minhas pernas, me amando será só questão de tempo. – sorriu de forma debochada para sua imagem refletida no espelho.
Ichigo, estava na carruagem da frente, esse encostara a cabeça no acolchoado atrás de suas costas, estava com os olhos fechados e respirava tranquilamente, parecia que estava dormindo, mas seus ouvidos estavam atentos a todo som do lado de fora. A família Hitomii, estava saindo de Konoha durante a madrugada, alguns cavalos faziam a guarda das carruagens, guiados por alguns ninjas e empregados da família, para garantir a segurança dos mesmos e de seus pertences até que chegassem ao seu destino. Porem tudo aquilo era de fachada, não haviam comunicado seu verdadeiro destino ao Hokage, e muito menos iriam embora permanentemente. Ichigo, estava tranqüilo, todo seu plano corria maravilhosamente bem e a cada dia sentia-se mais perto de seus objetivos e de certa forma de sua rainha.
Dois meses depois...
Sasuke caminhava com seu pai e Hikaru na direção da policia de Konoha, iriam ter uma reunião com seu irmão, Minato e Naruto. Neji Hyuuga, Shikamaru Nara também participariam. Há alguns dias estavam algumas cidades vizinhas estavam sendo saqueadas por ladrões, só que esses não eram ladrões comuns, mas sim ninjas renegados de suas vilas, com habilidades extremas e fatais. O que era incomum, era esses homens estarem saqueando coisas superficiais, porem abusavam de algumas mulheres e capturavam alguns homens em todos os assaltos. Libertavam prisioneiros e esses pareciam os seguir para seja lá onde estavam se juntando.
Itachi como delegado e comandante dos ninjas policiais, estava achando que como as cidades saqueadas eram vizinhas de Konoha, logo a própria Konoha iria ser atacada, e ali esses ladrões conseguiriam um grande premio. As prisões detinham um número considerável de ninjas perigosos e suas liberdades trariam um verdadeiro caos. Itachi queria propor um reforço nas guardas nas ruas, entrada da vira e em todo perímetro, assim caso tentassem invadir estariam mais preparados. Queria também que enviassem uma equipe investigadora para o caso, mas para tudo isso ele precisava da autorização do líder do Clã Uchiha, que fornecia o maior número de ninjas na guarda e do Hokage, para autorizar suas decisões.
Quando chegaram, Minato e Naruto já os aguardavam juntamente com Itachi, Neji e Shikamaru. O escritório parecia pequeno acomodando todos esses homens, alguns com expressão fechada, deixando o ambiente pesado, e Sasuke não estava de fora. Ele não tomaria decisões, estava acompanhando seu pai, tudo não passava de um treino para que no futuro o mesmo viesse a substituí-lo, igualmente a Naruto que se mostrava indiferente a situação, mas como o mesmo pretendia seguir os passos do pai, estava o acompanhando para aprender também.
Neji Hyuuga, representava o tio, já que o mesmo havia sito solicitado para uma reunião em Suna e na ausência do líder do Clã, Neji tomava todas as decisões e repassava ao tio. Shikamaru Nara, era o capitão da força de inteligência e tática dos guardas e ninjas de Konoha, era um prodígio e orgulho de seu falecido pai, que antes era o general das forças especializadas ANBU. Onde ninjas de elite eram treinados, com função de investigadores e extermínio.
Itachi já havia explicado todo acontecimento aos outros homens ali presente e de suas idéias. Minato havia concordado e ganhara apoio de Hikaru, Fugaku concordou com o filho e prometeu mais alguns ninjas do Clã Uchiha, Neji garantiu que os Hyuugas também ajudariam na manobra e Shikamaru concordou em organizar tudo e com os treinamentos das equipes.
– Não sei o que está por trás disso, mas não podemos abaixar a guarda.
– Itachi está certo. – disse Minato – não podemos ser pegos de surpresa.
– Eles que ficariam surpresos se tentassem invadir Konoha – exclamou Naruto – com tantos ninjas poderosos aqui, essa seria sua ultima parada.
– Bom, esperamos que isso não venha a acontecer, precisamos priorizar a segurança da vila. Vamos torcer para que todo o plano ocorra bem e que capturemos os responsáveis. – Hikaru
– Então vou espera as fichas dos ninjas que solicitaram e marcaremos outra reunião com Shikamaru daqui a uma semana para averiguarmos o plano. – todos assentiram
Sakura gargalhava enquanto dava banho em Yusuke, que apenas com dois meses fazia uma bagunça completa. O pequeno batia as perninhas contra a água em sua banheira e molhava sua mãe e tudo a sua volta, algumas vezes batias as mãos e soltava gritinhos finos.
– Por Deus menino, quanta energia – disse entre risos. Ouviu outra risada abafada atrás de si e olhou brevemente, dando de cara com sua sogra.
– Com certeza não puxara ao pai. Sasuke sempre fora muito calmo. Mas confesso que Yusuke é muito mais divertido. – disse, adentrando o quarto do neto e ficou a observar Sakura o tirar da banheira, o enrolando em sua toalha, logo depois o depositando no trocador.
– Eu também gosto da animação dele – disse Sakura sorrindo, sem tirar os olhos brilhantes de seu filho – quero que sempre seja assim.
– Sim...é...bom. Sakura – Mikoto a chamou, Sakura notara que a matriarca estava um pouco séria e no fundo temia o que ela viesse a falar, há dois meses fugira do assunto e parecia que daquela vez Mikoto não a deixaria passar sem uma explicação.
Sakura terminara de secar Yusuke, esse que era fascinado por suas mãos e pés, sempre os levando a boca. Mikoto pareceu esperar enquanto a nora terminava de cuidar do neto para prosseguir com o que há dias a perseguia. Sakura terminou de trocá-lo e de vesti-lo, o pegando no colo.
– Só vou dar de mamar a ele e colocá-lo pra dormir. Prometo que conversaremos depois disso. Mikoto assentiu e ficou a esperar. Sakura sentia como se a Uchiha fosse um guarda e ela uma prisioneira encurralada, que pretendia escapar a qualquer momento. Enquanto amamentava seu filho, ficou a observar cada detalhe, e em sua mente analisava uma maneira de explicar tudo que havia feito no dia do nascimento de seu filho.
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