Prometida - EM REVISÃO
3 Capítulo III
CAPÍTULO III
Sakura estava inquieta em sua cama, não conseguia parar de pensar no que havia acontecido com ela e Sasuke na clareira. Lembrou do toque delicado de Sasuke em seus ombros e deixou seus lábios se repuxarem em um sorriso, que quando se deu conta, tampou os lábios desesperada. Levantou-se da cama apreçada e foi olhar pela janela de seu quarto que ficava de frente para a entrada da sua casa, assim podia ver outras casas a frente da grande mansão Haruno.
O céu estava ficando alaranjado e em alguns pontos podia se ver um leve rosado, logo amanheceria. Naquela manhã iria passar o dia no Clã Uchiha, Mikoto iria lhe ensinar como se comportar e agir como uma verdadeira Uchiha. Não se sentia mais nervosa como antes e estava se saindo bem na sua dança.
Lembrou-se da história de sua futura sogra, com seu futuro sogro. Novamente voltou a se lembrar dos lábios de Sasuke sobre os seus, eram gelados, mas macios, se encachava perfeitamente com os dela e o fato de seu coração quase sair pela boca a assustara. Quando sentiu ele mexer os lábios sobre os seus, ficou em desespero, por isso o mordeu. Queria ser invisível e nunca mais o encarar, devido a sua vergonha, pensava que se sentiu constrangida ao extremo outras vezes, mas nada se comparava com aquilo.
Ficou algumas alguns minutos ali, observando o céu e logo pode ver os pássaros voando em direção o sol que nascera, deixando seu primeiros raios de sol atravessarem o vidro de sua janela e tocar-lhe o rosto delicado. Fechou os olhos sentindo aquele calor fraco lhe tocar e se permitiu sorrir mais uma vez, mas dessa vez abertamente. Ouviu batidas leves em sua porta e ela abriu os olhos, voltando para sua realidade.
— Entre – disse entediada, a porta foi se abrindo lentamente e dela passou sua criada.
— Senhorita Sakura, seus pais desejam falar com a senhora. – disse tímida, sem olhar Sakura nos olhos, mantendo sua cabeça baixa.
— Diga a eles que já irei – a criada assentiu e se retirou do quarto da rosada, fechando a porta atrás de si.
Respirou fundo, já não sabia mais o que os pais poderiam querer falar com ela. Sem muito que contestar, foi em direção ao banheiro e se pôs a tomar seu banho e fazer sua higiene matinal. Logo já se encontrava arrumada e pronta para tomar o café-da-manhã. Naquele dia não haveria escola, pois Sasuke já havia comunicado que ambos não iriam.
Desceu a escada e foi rumo à sala de jantar, encontrar seu pai e sua mãe para conversa, mas teve a surpresa de encontrar Sasuke sentado a mesa também. Assim que seus olhos encontraram os dele, sentiu sua face corar violentamente, mas Sasuke desviou os olhos para não deixar transparecer seu constrangimento também.
— Bom dia – disse baixo, seu pai e Sasuke assentiram levemente e sua mãe lhe respondeu do mesmo modo.
— Sasuke nos contou que hoje vocês não iriam para escola e que Mikoto iria lhe ensinar hoje. – Sakura sentou em seu lugar de costume e Sasuke ocupava a cadeira ao seu lado. Deu o máximo de si para não olhá-lo e direcionar toda sua atenção ao seu pai.
— Sim – assenti
— Senhor Haruno, meu pai me mandou conversar com o senhor sobre o presente de Sakura. – Hikaru o olhou sério, de igual para igual, naquele momento estava fitando Sasuke não como um menino, mas sim como homem. Se seu pai o julgasse adulto o suficiente para ter aquela conversa, também o trataria como igual.
— Claro, tome café conosco e depois iremos conversa sobre isso no meu escritório. – Sasuke assentiu e começaram a comer em silencio.
A mãe de Sakura notava algo diferente em sua filha naquela manhã e decidiu que quando seu marido fosse conversar com Sasuke, ela iria falar com ela. Sakura comia sem desviar os olhos de seu prato, mantinha a cabeça baixa e não proferia uma palavra.
Logo terminaram o café, Sasuke e Kizashi se direcionaram para o escritório do senhor Haruno, assim deixando Mebuki e Sakura sozinhas na sala.
— Querida aconteceu algo? – Mebuki viu sua filha se sentar no sofá e depositar as mãos no colo, entrelaçando os dedos.
— Não – disse calma, mas sua mãe a conhecia.
— Tem certeza que não quer me contar? – sentou ao lado da filha e acariciou os cabelos da mesma.
— Não há nada – olhou pra mãe e sorriu. Mebuki sabia que Sakura estava mentindo, mas achou melhor não forçá-la a nada, torcia que Sakura fosse procurá-la logo e assim conversarem sobre o que deixava sua filha tão nervosa.
— Tudo bem. – sorriu também.
Kizashi estava sentado em seu lugar, atrás da grande mesa de mogno e observava Sasuke falar, achava que o menino havia crescido bastante e que seria um ótimo marido para sua filha, mesmo que isso o deixa-se de certa forma triste, imaginava que não haveria homem melhor para desposá-la.
— Então senhor Haruno, como presente eu darei algo que meu dragão guarda há séculos e que por acaso se chama olho do dragão.
— Entendo Sasuke, sei que isso é muito importante para você e acredito que seja para Ryo também. – Kizashi já ouviu falar a muito tempo sobre essa pedra “olho do dragão” e se sentia intrigado por Sasuke dar algo tão valioso para sua filha. – Por que decidiu dar esse presente a ela? Sei que tem respeito por nossa família, mas por que algo tão valioso?
— Representa exatamente o que Sakura é pra mim senhor. – sua convicção e sua seriedade era tão grande, que Kizashi deixou-se sorrir.
— Fico feliz que veja minha filha como algo tão precioso, quero que saiba que ela também é igualmente preciosa para mim. Espero fervorosamente que a faça feliz acima de tudo. – Sasuke não desviava os olhos do Haruno nenhum momento e assentiu ao pedido de seu futuro sogro.
Ambos apertaram as mãos e saíram da sala. Encontraram Sakura e Mebuki os aguardando na sala. Mebuki ao ver os olhos divertidos do marido, sorriu e Sakura apenas olhou para o pai que novamente assentiu para ela. Aquilo era um aviso de que tudo estava certo e não havia problemas.
— Vamos Sakura – Sakura tremeu ao ouvir a voz de Sasuke, e se colocou de pé, sem olhá-lo.
— Só irei buscar minha bolsa – disse baixinho e se permitiu olhar brevemente para Sasuke que apenas assentiu para ela.
Subiu a escada apreçada e pegou uma bolsa simples, para colocar os leques e a roupa que Sasuke havia ordenado que ela usasse nos treinamentos. Colocou um short simples, que ia até um pouco acima de seus joelhos da cor preta e uma blusa vermelha, com o símbolo de sua família nas costas, também colocou um prendedor que deixaria seus cabelos presos em um rabo de cavalo, assim facilitando mais seus movimentos.
Desceu as escadas com a bolsa nos ombros e se despediu de seus pais. Sasuke a olhava admirado como todas as vezes que a via, saíram da casa e foram rumo ao Clã Uchiha. Sakura já estava se acostumando com aquela rotina e não achava ruim, pois sua vida nunca foi tão movimentada e de certa forma divertida como era agora.
Sakura e Sasuke passavam pelas ruas do Clã Uchiha e eram cumprimentados por todos que estavam ali. Sasuke assentia a eles quando era cumprimentado com um bom dia e Sakura apenas sorria ligeiramente.
— Sakura? – Sasuke a chamou, o que fez Sakura corar violentamente.
— S-sim? – perguntou gaguejando, não queria falar com ele, não depois do que havia acontecido. Sasuke sentia uma enorme vontade de beijá-la novamente, estava se divertindo com as reações que a mesma estava tendo por estar perto dele, até mesmo em ouvir sua voz.
— Trouxe o que lhe falei para trazer hoje? – Sakura respirou aliviada, pois pensava que ele tocaria no assunto do beijo.
— Sim. – Sasuke virou o rosto de lado, para que ela não o visse sorrir e logo chegaram à casa principal.
Sasuke como sempre, mas em uma hora mais adiantada naquele dia, deixou Sakura aos cuidados de sua mãe e foi fazer seu ultimo treinamento com Ryo, dali a dois dias seria a cerimônia com Sakura e estava em busca da perfeição de sincronia com seu dragão.
— Então Sakura, como você evoluiu bastante na sua dança, hoje irei lhe mostrar algo feito especialmente para você – a senhora Uchiha sorria animada e Sakura a olhou curiosa, porem animada também. – venha comigo. – pediu gentilmente.
Ambas saíram da sala e foram rumo a escada que dava para os quartos da casa, subiram e pararam diante de uma porta branca. Mikoto abriu a porta lentamente revelando um quarto completamente vazio, apenas com uma janela e preso em um grande cabide, um kimono azul, com desenhos de flores rosas e um desenho sinuoso em branco, que dava certo charme. Era simplesmente maravilho, ele transmitia beleza, delicadeza e simplicidade. Era exatamente feito perfeitamente para a menina Haruno.
— É seu, para usar no dia da cerimônia – sorriu, elas entraram no quarto e Sakura olhou para Mikoto e sorriu. – mas o Sasuke não pode ver até o dia está bem? Regras – deu de ombros — por isso o mantenho neste quarto trancado.
— Mu-muito obrigada – Sakura agradeceu emocionada e fez uma reverencia, foi até o kimono, passou as mãos delicadamente, com medo de que pudesse estragá-lo, sentiu o tecido macio e delicado, como imaginou que seria ao tocar com as mãos.
— Já que ele está aprovado, eu suponho – Sakura a olhou e assentiu sem deixar o sorriso dos lábios – hoje vamos aprender a se comporta em festas, chá, reuniões...
— Se-senhora Uchiha – Sakura a chamou tímida
— Sim querida.
— Bom, eu gostaria de saber, se depois da cerimônia eu terei que morar aqui.
— Não querida – gargalhou – você ainda é muito nova, mas depois do casamento você e Sasuke terão uma casa só de vocês. – Sakura sorriu sem graça. – No dia da cerimônia da lua azul um médico irá vir aqui examiná-la. – Sakura a olhou confusa – bom, para nós é importante que tenha uma prova médica de que você ainda está intacta, não que duvidemos de sua família, mas é que são nossos costumes. No dia do casamento passara por esse exame novamente e depois das núpcias, seu sangue ira ser uma forma de respeito à Sasuke e Ryo, por ser o guardião dele e naturalmente seu também.
— Sangue? – tudo aquilo estava a deixando tonta, toda aquela história de exame, intacta, núpcias era estranho para ela.
— Sim, querida, depois que se deitar terá que mostra a prova para o Clã Uchiha de que era virgem.
— Como assim? Senhora eu não estou entendendo – confessou, Mikoto arregalou os olhos e colocou a mão no rosto surpresa.
— Sua mãe não conversou com você sobre...como...- não sabia o que falar, estava nervosa, a cara confusa de Sakura partia seu coração, definitivamente não sabia como explicar aquele assunto para ela. – acho que talvez você deva conversa com sua mãe – assentiu. Ela sabia que Mebuki devia ter conversado com a filha sobre aquele assunto e preferiu deixar de lado por hora. Mesmo não entendendo nada, Sakura concordou e ambas voltaram para sala.
Sasuke estava no lago como de costume, mas já havia acabado finalmente seu treino com Ryo. Olhava toda a extensão da floresta que cercava a parte norte do lago, viu alguns esquilos pegando nozes ali e relaxou os olhos, os fechando lentamente. Ryo o observava e lembrou-se de algo que já estava em mente abordar.
— Sasuke, no treinamento de ontem você se machucou? – Sasuke o olhou debochado e sorriu.
— Claro que não.
— Então por que disse a Itachi que havia se machucado? – arregalou os olhos e teve vontade de morder a própria língua por ter se entregado. Havia se esquecido de Cho e da curiosidade de seu irmão.
— Porque ele ia ficar no meu pé – Sasuke sabia que Ryo sabia quando ele mentia e o conhecia melhor do que ninguém.
— E o que aconteceu realmente então? – respirou fundo e decidiu contar a verdade, o que poderia acontecer?
— Eu beijei a Sakura, bom ela me beijou, eu não sei – passou as mãos nos cabelos, o bagunçando ainda mais.
— Que bom pra você moleque – sorriu – Mas como isso terminou em um machucado? – perguntou confuso
— Ela...sem querer me mordeu. Acho que eu a assustei. – Ryo encheu o lago com sua gargalhada, Sasuke o olhou com os olhos arregalados e com o rosto totalmente corado. – Calado. – gritou
— Não, acredito que você fez isso – disse ainda rindo
— E não sei o que me aconteceu e depois Itachi me falou de sexo...
— Que? – Ryo gritou, mas era de surpresa
— O que? – perguntou confuso
— Como Itachi te falou de sexo?
— Ele me disse que depois do casamento o homem e a mulher ficam mais do que juntos e...nossa é nojento – fez careta.
— Diz isso agora – sussurrou, mas Sasuke ouviu
— Como assim? – Ryo arregalou os olhos e tentou mudar de assunto. Não se sentia confortável em falar com Sasuke sobre aquelas coisas.
— Então, amanhã eu trago o presente da Sakura. – Sasuke assentiu e deixou passar o assunto de antes. – Está nervoso pela tatuagem? – perguntou animado.
— Não.
— Nem um medido de doer? – insistiu de forma maliciosa
— Não, eu já sou um homem – disse convicto e de forma séria. Ryo revirou os olhos.
— Eu quero ver como a menina vai se sair no dia da cerimônia.
— Hn.
— Ela é tão linda, como pode um garoto tão feio e chato como você ter uma sorte dessas. – Sasuke ficou furioso com aquele comentário que transferiu um raio direto para o dragão que desviou facilmente e dando mais risadas. Mal via a hora de ver a cara do Uchiha, quando chegasse o dia tão esperado para o Clã, o ultimo dos filhos do líder do clã a noivar oficialmente.
Sakura estava distraída e querendo ou não, quando chegasse em casa ou tivesse uma oportunidade, iria conversar com sua mãe sobre essa história de sangue, pureza e exame. Queria saber também o porquê de Mikoto ficar tão nervosa com aquele assunto, talvez Sasuke soubesse de alguma coisa e poderia explicar a ela. Pensava.
Sakura estava sentada a mesa com Mikoto que a ensinava como servir chá devidamente, quando isso fosse preciso, em reuniões falar apenas quando fizessem perguntas diretamente para ela. Foram interrompidas pelos passos delicados de Izumi, que carregava a pequena Mai nos braços.
— Olá – disse sorridente olhando para Sakura.
— Olá – Sakura retribuiu do mesmo modo.
— Sakura, está que é Izumi, mulher de Itachi – Mikoto a apresentou cordialmente.
— Muito prazer Sakura – se curvou – Itachi e a senhora tinham razão – disse olhando para a sogra – ela é mesmo belíssima. – Mikoto sorriu e Sakura corou com o comentário.
— A mais bela flor, depois de minha adorada Mai – Sakura riu do jeito de falar infantil de Mikoto e admirada da forma delicada, porem firme da mesma pegar a pequena nos braços.
— Quem sabe a próxima não é você, a ter um bebe? – disse simpática. Sakura arregalou os olhos, mas antes que Izumi pudesse falar novamente Itachi adentrou o local também.
— Ora, ora se as mulheres não estão todas reunidas – sua voz forte e animada encheu o lugar. Sakura se levantou e se curvou em forma de respeito à Itachi, como Mikoto havia ensinado. Itachi sabia dos costumes, mas odiava as formalidades em “família”.
— Muito bom Sakura – elogiou Mikoto – Mas não precisa ter essas formalidades conosco, pelo menos quando estamos em família. – sorriu
— Ah – sorriu sem graça. Fugaku passou pela porta da frente se juntando a eles na sala e estava acompanhado de Takahashi. Sakura olhou confusa para Mikoto que assentiu de forma séria para ela. Assim a três mulheres se curvaram diante dos dois homens. Itachi estava sério agora e prestava atenção no semblante também sério do pai. Takahashi parecia animado como sempre.
— O que temos aqui – disse chegando perto de Sakura. – Então essa é a futura Uchiha.
— Sim – Fugaku permitiu-se sorrir levemente, mas seus olhos ainda estavam sérios.
— Bom, muito bom. – aprovou – Sasuke é um garoto de sorte.
— Pai. – Sasuke estava ofegante e com o rosto sério.
— O que aconteceu? – Fugaku perguntou preocupado
— A mulher de Ichiro entrou em trabalho de parto e pediram para que o senhor e o Shaman fossem até lá.
— Tudo bem.
— É, vamos lá – Takahashi franziu a testa de forma cansada – até o dia da cerimônia minha bela – Sakura novamente se curvou diante deles. Fugaku e Takahashi foram para a casa de Ichiro, um dos membros do Clã Uchiha e deixaram a família principal ali de certa forma nervosa diante do novo acontecimento.
— Espero que Akane seja forte – disse Izumi aflita.
— Ela é – Mikoto confortou a nora.
— Não se preocupe tudo dará certo. – Itachi acariciou os ombros da esposa que posou as mãos sobre as dele.
Akane era melhor amiga de Izumi e ambas engravidaram na mesma época, mas Izumi acabou dando a luz primeiro e agora era a vez de Akane. Mesmo sabendo que a amiga era forte, não podia deixar de se preocupar. Sakura estava absorta aquela situação e Sasuke achou melhor a tira-la dali.
— Vamos Sakura? – Sakura olhou para Sasuke, voltando à realidade, pois não sabia como agir naquela situação, não sentia nenhum sentimento pela tal Akane, nem ao menos a conhecia, mas de certa forma não podia ser indiferente a tudo aquilo. Ouviu a voz grave de Sasuke a chamar e se sobressaltou despertando do transe.
— Sim querida, vá com Sasuke, amanhã continuamos. – disse Mikoto. Assentiu e pegou sua bolsa. Itachi a observava curioso, pois na ultima vez que a viu imaginava ser uma garota falante. Viu o irmão e a cunhada saírem de suas vistas e olhou de forma nervosa, porem divertida a mãe.
— Essa garota não fala, o Sasuke quase não fala. Imaginem o casamento mudo que eles vão ter – Mikoto sorriu e deu um tapa de leve no ombro do filho que se encolheu, fingido ter doido.
— Não seja mal. – Izumi sorriu fracamente, diante da brincadeira do marido, sua mente ainda estava na amiga.
Sasuke e Sakura chegaram à clareira que iriam treinar, Sasuke se arrepiou lembrando-se de Akane e de que ela devia estar gritando assustadoramente como Izumi fez no dia do nascimento de sua sobrinha, naquele momento. Lembrou-se também de quando Itachi o disse como se fazia bebês e que querendo ou não teria que fazê-lo quando chegasse a hora, sacudiu a cabeça afastando aqueles pensamentos e se virou pra Sakura, que estava parada atrás de si, com as mãos segurando a bolsa.
— Onde posso me trocar? – perguntou sem jeito. Sasuke corou e virou o rosto analisando a clareira, viu um lugar escondido o suficiente para que ela pudesse se trocar e apontou. Sakura entendeu o sinal do moreno e seguiu para um lugar atrás das arvores e arbustos maiores ali.
Sasuke engoliu em seco quando por uma simples brecha pode ter um deslumbre das costas delicadas de Sakura, sentiu seu coração acelerar e bater tão rápido que sua respiração ficou ofegante. Sentiu um calor no peito que foi tomando conta de seu corpo, seus olhos não desviavam daquela cena, até que Sakura colocou uma blusa vermelha, olhou rapidamente pra baixo se recompondo e tentou respirar calmamente.
Voltou a olhar e viu Sakura voltando, ficou hipnotizado. Perguntava-se como ela usando um quimono vermelho, aberto dos lados e um short até um pouco acima dos joelhos, uma roupa simples, a deixava ainda mais perfeita?
Sakura deixou a bolsa em um canto e parou diante de Sasuke que a encarava sério agora, tentando não demonstrar estar nervoso. Havia esquecido o ocorrido com o beijo e estava concentrada no seu treinamento, até mesmo da conversa que planejava ter com sua mãe havia esquecido. Naquele momento só prestava atenção no que Sasuke iria falar.
— Vou te ensinar o estilo de luta do Clã Uchiha. Nosso elemento principal é o katon, fogo, característica herdada dos dragões – Sakura assentiu, Sasuke continuou – mas não irei te ensinar a usar ninjutsu hoje, vamos apenas aprender taijutsu. — Sasuke se colocou ao lado de Sakura que o seguia com os olhos. – tente imitar meus movimentos. Eu vou devagar pra você aprender, depois que estivermos em sincronia vamos mais rápido.
— Está bem.
Sasuke posicionou os pés devidamente e as mãos, uma mais a frente em forma de defesa e a outra para aplicar o golpe. Sakura o copiou e ficou esperando os movimentos seguintes. Sasuke mexia os braços e os punhos, fazendo movimentos sinuosos, hora ou outra fazia movimentos com as pernas, o que não foi muito bom para Sakura que na primeira tentativa caiu.
— Você esta bem? – perguntou preocupado, já se arrependendo de ter tido aquela ideia, mas era inevitável que ela não se machucasse.
— Estou. Vamos continuar – pediu. Sasuke bufou e voltaram a praticar.
No fim do treinamento, Sakura já não caia tanto, o que foi considerado maravilhoso para a rosada. Sasuke esperou que ela se trocasse novamente e não a espiou, mesmo se controlando para não olhar, logo já estavam indo para a casa da rosada, que não tirava o sorriso dos lábios.
— Por que está sorrindo? – perguntou curioso, jamais viu Sakura tão animada, nem mesmo no dia que disse que a deixaria frequentar a escola ninja.
— Porque eu aprendi a lutar – confessou e olhou com os olhos verdes brilhantes que ele tanto amava.
— Está aprendendo – corrigiu e se permitiu sorrir levemente.
— Eu me sinto tão...feliz – deu de ombros
Chegaram a casa dos Haruno e Sakura finalmente se lembrou que conversaria com a mãe, mas talvez Sasuke pudesse a explicar. Lembrou-se do constrangimento de Mikoto e pensou que talvez Sasuke ficasse daquele jeito também, ou nem mesmo soubesse. Sua mãe era a primeira opção naquele momento. Porem...
— Sasuke? – Sasuke a olhou e viu o rosto antes feliz, agora se mostrando confuso.
— Hn?
— Você sabe o que é núpcias? – Sasuke arqueou as sobrancelhas e corou, não queria de maneira nenhuma falar com ela sobre aquilo. Iria matar Itachi se foi ele quem fez Sakura o perguntar aquilo. Antes mesmo que pensasse na resposta, o portão dos Haruno foi aberto e de lá apareceu Kizashi, estranhando a filha e o futuro genro parados ali na rua.
Sasuke corou e começou a tossir compulsivamente pelo susto que levou, tanto da pergunta de Sakura, quanto a aparição de Kizashi justamente naquele momento.
— Tudo bem Sasuke? – perguntou Kizashi desconfiado. Sakura olhava confusa para Sasuke que ainda tinha o rosto vermelho.
— S-sim senhor.
— Hn. Sakura pode entrar – Sakura desanimada por não ter tido sua resposta, abaixou a cabeça e adentrou os portões de sua casa. Kizashi ainda encarava Sasuke, que ainda mantinha a cara de espanto. Itachi iria o pagar. Pensou. – Bom...precisa de alguma coisa, ou quer falar algo Sasuke? — Sasuke balançou a cabeça negando – então me de licença – pediu, viu Kizashi adentrar também, mas coçando a nuca de forma intrigado. Estava confuso, Sasuke nunca havia agido daquela forma aérea antes.
Sakura assim que passou pela porta da frente de sua casa, foi direto ao encontro de sua mãe, precisava falar com ela antes da cerimônia e o mais rápido possível, jamais havia se encontrado tão confusa e curiosa. Viu a mesma sentada na sala de estar, bordando alguma toalha, pois era seu hobby.
— Mamãe – chamou, Mebuki olhou sua filha curiosa – Podemos conversar? – perguntou. Sua mãe a olhou sorridente, já que esperava sua filha ir até ela conversar sobre o que a afligia mais cedo.
— Claro querida – deixou seu bordado de lado e ficou mais atenta a sua filha.
— Bom, a senhora Uchiha conversou comigo hoje sobre os costumes do Clã Uchiha e bom...eu não sei o que esse exame representa e minha pureza e núpcias – Sakura se alterou um pouco e falou muito rápido. Mebuki ficou espantada com a atitude repentina da filha e se repreendeu por não ter conversado sobre aquilo com ela antes. Sempre viu Sakura como uma menininha de seis anos e às vezes não queria admitir que sua filha estava crescendo e já era noiva.
— É...querida. Vamos conversar no seu quarto? – perguntou, Sakura assentiu mesmo não sabendo o porquê de sair dali.
Sakura foi andando na frente, seus passos eram firmes e quase apresados. Mebuki a olhava de costas e percebeu o quanto ela havia crescido e como estava mais bela do que nunca. Chegaram ao quarto da rosada e a mesma foi sentando em sua cama, esperando sua mãe que trancou a porta atrás de si e se manteve de pé, olhando Sakura. Perguntava-se como poderia ter aquela conversa com ela de forma que ela pudesse entender e que não fosse muito constrangedor, porem sabia que a parte constrangedora era algo inevitável.
— Sakura – Sakura arqueou a sobrancelha, pois sua mãe nunca havia a chamado pelo nome de forma tão séria e deduziu que realmente aquele assunto fosse algo muito importante. – As meninas tem algo dentro delas, como... – colocou a mão no queixo e andou de um lado para o outro, pensando como poderia explicar aquela parte – um tecido bem sensível e quando elas se casão...não, não é isso – fechou os olhos e respirou fundo, voltou a abri-los e se sentou ao lado da filha que tinha a rosto mais curioso ainda e de certa forma estava se divertindo com o jeito de sua mãe.
— Por que todo mundo fica nervoso com esse assunto? – perguntou risonha
— Como assim todo mundo? – Mebuki ficou confusa
— Bom, a senhora Uchiha, você e o Sasuke...
— Você perguntou isso para o Sasuke? – arregalou os olhos e seu coração acelerou, se arrependeu mais ainda de não ter tido aquela conversa antes com a filha.
— Sim, mas ele ficou nervoso e o papai chegou na hora e eu tive que entrar antes que ele me respondesse – deu de ombros
— Graças a Deus – sussurrou se acalmando logo em seguida
— Mas o que tem de tão complicado nesse assunto?
— Querida – Sayuri depositou suas mãos sobre as da filha – lembra quando você sangrou pela primeira vez? – Sakura assentiu, aquele havia sido um dia horrível pra ela e impossível de se esquecer. Havia acordado e viu sua cama suja de sangue. Ficou desesperada, mas sua mãe lhe assegurou de que aquilo era normal para as meninas e que todo mês iria acontecer aquilo, que não havia modo de parar. Tudo porque ela era mulher. – Então lembra que eu lhe disse que isso significava que você estava se tornando uma mulher e que você poderia ter filhos quando fosse mais velha.
— Disso eu já sabia mamãe, mas o que tem haver com exames, núpcias e pureza.
— Calma – sorriu – eu já estou chegando lá. Então, como as meninas mudam, os meninos também mudam. Enquanto as meninas sangram todo mês, seus seios ficarão maiores e ficarão mais belas. Já os meninos ficam mais fortes, crescem pelos no rosto e suas vozes ficam mais graves.
— O Sasuke não tem pelos no rosto e sua voz ainda não é tão grossa.
— Mas o Sasuke está mudando aos poucos assim como você.
— Hn.
— Como estava dizendo, as meninas e os meninos são um pouco diferentes. Você por exemplo tem uma...gruta entre as pernas e os meninos tem um...uma enguia.
— Enguia?
— É...um pouco parecido – sorriu nervosa
— Ah ta.
— Então quando um homem e uma mulher se casam eles dormem juntos assim como eu e seu pai. – Sakura assentiu. Mebuki estava feliz por ela estar entendendo tudo, mesmo com o modo complicado que ela explicava – Depois do casamento o homem e a mulher tem que consumar o casamento, isso significa que irão dormir juntos.
— Mas isso não é nada demais. É?
— Consumar o casamento quer dizer que eles terão que fazer amor. O homem coloca a enguia dentro da gruta – Mebuki esperou a reação da filha, mas Sakura continuou prestando atenção indiferente ao que ela falava, então continuou – então o homem rompe uma passagem que tem dentro da gruta da mulher.
— Por que á uma passagem dentro da gruta?
— Quando uma menina nasce, ela já esta dentro da gruta, isso quer dizer que nenhuma enguia já entrou na gruta dela. Essa passagem é a pureza da menina.
— Então a passagem que tem na gruta da mulher é a tal pureza? – perguntou confusa, pois não sabia se tinha entendido direito.
— Sim.
— Então o exame é pra verificar se minha gruta ainda não entrou enguia?
— Exatamente – sorriu.
— Mas é constrangedor isso.
— É, mas é um exame simples e é um médico ou médica do Clã que ira fazê-lo.
— Hn. E o sangue que eu tenho que mostrar para o Clã?
— Bom eu não sei muito sobre as regras do Clã Uchiha, mas eu sei que quando uma mulher, bom nem todas, mas algumas sangram, quando a enguia do homem passa pela passagem da gruta.
— Isso dói?
— Sim, mas depois passa.
— Por que eu tenho que fazer isso com o Sasuke quando nos casarmos? Por que temos que consumar o casamento?
— Bom, vocês tem que fazer isso porque isso mostra que vocês foram unidos pelo corpo também.
— E eu vou poder ter bebês se eu quiser?
— Claro, alias você só vai poder ter bebês se fizer amor com seu marido.
— Como assim?
— Quando a enguia estiver entro da gruta, ela deixa uma sementinha ali, então ela se mistura com outra sementinha que já está lá dentro. Assim se forma o bebê, ele fica dentro da barriga da mulher até ficar grande e forte durante nove meses e quando estiver bem forte e grande ele nasce.
— E por onde?
— Pela gruta da mulher.
— Quando eu estava na casa do Sasuke, ele nos falou que uma mulher do Clã dele estava em trabalho de parto.
— Há. Que bom, mais um Uchiha não é?
— Sim, mas a mulher do irmão do Sasuke estava preocupada, parecia que era algo ruim ou doloroso.
— Ah sim, bom o processo de nascimento de uma criança é mesmo doloroso.
— Muito?
— Sim, mas a mulher é forte. Foi feita para passar por esse tipo de coisa, então não a problemas.
Sakura ficou conversando com sua mãe durante algumas horas e tirava todas as suas duvidas. Mebuki estava satisfeita pelo seu trabalho e por Sakura aceitar tudo normalmente. Pensava que sua filha iria ter repulsa ou se recusaria de fazer o exame, mas ela encarou tudo com muita maturidade e sabedoria. Sua filha estava mesmo crescendo.
Sasuke chegou ao Clã Uchiha assim que se recompôs da pergunta de Sakura, foi direto para casa de seu irmão. Tiraria tudo a limpo com ele naquele momento.
Bateu na porta da frente e foi recebido por Izumi que tinha o semblante triste. Achou estranho ela estar com aquela cara, mas depois se lembrou de Akane, talvez o pior tivesse acontecido.
— Aconteceu alguma coisa com Akane e o bebê? – perguntou logo, mas em resposta, Izumi sorriu alegremente e negou.
— Não, ela está bem e o bebê também. É uma menina – sorriu mais.
— Outra? – Sasuke estava confuso.
— É parece que sim.
— Hn. Meu irmão está ai? – Izumi voltou a ficar com o semblante triste e Sasuke deduziu que devia ser alguma coisa relacionada a Itachi.
— Sim, está no escritório com o senhor Fugaku e o senhor Takahashi. – Sasuke assentiu e Izumi abriu passagem para que ele pudesse entrar na casa.
Sasuke andou pelo corredor da casa e parou diante da porta do escritório de seu irmão, não sabia se podia entrar ou se esperava que a reunião deles acabasse. Seus pensamentos foram interrompidos quando a porta foi aberta por Takahashi.
— Estávamos esperando você Sasuke – disse sério. – Entre. – Sasuke passou pela soleira da porta e sentiu um clima pesado. Itachi estava sério e seu pai também. – Bom já que você está aqui e logo será sua cerimônia com a menina dos Haruno, terá que se acostumar com esse tipo de coisa. – Sasuke o olhava confuso sem entender o que ele estava dizendo.
— O que o senhor Takahashi quer dizer Sasuke, é que você terá que se acostumar com as reuniões que terá que participar depois da cerimônia.
— Hn. – assentiu e Itachi começou a falar
— O que o senhor acha que isso significa? – perguntou olhando para o Shaman.
— Bom, talvez precisamos esperar um pouco, mas tenho minhas teorias sobre isso. Preciso de mais tempo para confirmá-las.
— Enquanto isso o que faremos? – Fugaku sentou-se a um sofá que ficava ali e esfregou as mãos no rosto preocupado.
— Vamos seguir as coisas normalmente.
— O que o senhor suspeita? – Itachi se sentou na cadeira, atrás de sua mesa.
— Bom, acho que isso tem haver com Sasuke e a menina dos Haruno.
— Que? – Sasuke se espantou, nem sabia do que eles falavam, mas o que ele e Sakura poderiam ter haver com algum assunto do Clã.
— Fique calmo. Bom você já tem idade pra isso, então não lhe pouparemos de nenhum assunto. – Sasuke olhou rapidamente para o irmão e depois voltou aprestar atenção em Takahashi. – Acho que já deve ter notado que nosso Clã está dando muitas mulheres desde seu nascimento e acredito que isso tem haver com alguma coisa, mas eu não sei ao certo. Acredito que quando consumar o casamento com a menina ela lhe dará um filho homem.
Sasuke se espantou, não sabia como reagir aquilo. Então o destino do Clã iria estar nas mãos dele e de Sakura? Tudo aquilo o deixou tonto e seu pai não dizia nada nem seu irmão, como eles podiam ficar calados numa hora daquelas? Perguntava-se.
— Por que suspeita disso Takahashi? – finalmente Fugaku se pronunciou.
— Fui até o mundo dos dragões e conversei com Seiji, ele me disse que nenhum dragão está colocando ovos. De acordo com a profecia deles o próximo dragão a nascer será o mais poderoso, será o rei dos dragões.
— Mas o que isso tem haver com Sasuke e Sakura? O que indica que eles terão um filho homem? – Itachi estava preocupado com a face inerte de seu irmão.
— Seiji é o dragão da sabedoria, sua intuição nunca falha, estamos sintonizados como vocês com seus dragões estão. Sua intuição diz que a prometida dará o mais belo presente ao raio. Sei que isso soa meio confuso, mas tudo indica que o filho de Sasuke será o próximo a nascer.
— Isso tudo é loucura – Sasuke deixou sair. Todos olharam para ele e o mesmo corou pela atenção repentina.
— Não garoto, muitas coisas irão acontecer na sua vida ainda. Nada nesse mundo é loucura – a voz de Takahashi, jamais pareceu tão velha e sabia como naquele momento.
— Então o que nos resta mesmo é esperar. – concluiu Fugaku – saberemos disso daqui a seis anos. – Takahashi sorriu — Bom acho que acabamos então. Vamos Sasuke? Está tarde e Itachi tem missão amanhã de manhã.
— Pode ir na frente eu ainda tenho que falar com Itachi – Itachi ficou nervoso e lançou um olhar furioso para o pai. Fugaku sabia do que se tratava. “mais perguntas” deduziu, e sorriu para o filho mais velho discretamente.
— Tudo bem, mas não demore. – Sasuke assentiu e se curvou diante do pai e do Shaman. Ficaram sozinhos no escritório, Itachi fechou os olhos esperando que Sasuke falasse primeiro.
— Como você pode falar aquelas coisas pra Sakura? – foi direto ao ponto. Sua voz transmitia toda raiva e repulsa sobre aquele assunto.
— Do que você está falando? – abriu os olhos confuso
— Sabe muito bem do que eu estou falando seu, seu pervertido – corou
— Não sei não. Eu nem mesmo falei com Sakura.
— Como não? Então quem foi falar pra ela de núpcias.
— Como assim? Vocês conversaram sobre isso – arregalou os olhos.
— Não seja idiota, mas foi por pouco. O pai dela chegou na hora, exatamente na hora que ela me perguntou o que era. – Itachi suspirou aliviado.
— Menos mal, mas eu nunca falei com Sakura, ainda mais sobre esse assunto – sorriu
— Não há graça. Se não foi você quem foi?
— Não sei. Ela não passou o dia inteiro com a mamãe? – Sasuke parou pra pensar e viu que seu irmão estava certo. A única pessoa que poderia ter falado com Sakura era sua mãe, mas porque diabos ela tocou naquele assunto com ela?
— Olha pirralho, eu tenho que acorda cedo e ainda tenho que aturar a carranca da Izumi, porque ela não está muito feliz em me ver indo pra a missão de amanhã, mas é coisa simples e rápida.
— Então era por isso que ela estava com aquela cara quando cheguei.
— É. E...olha não fica pensando naquilo que o senhor Takahashi disse. Você é muito novo ainda pra pensar nessas coisas, se concentre na cerimônia depois de amanhã. – Sasuke respirou fundo entediado e assentiu.
Sasuke por fim se despediu do irmão e da cunhada que aguardava na sala, foi pra sua casa pensando sobre a cerimônia que estava tão perto de acontecer, mas isso não o preocupava e com isso foi inevitável não se lembrar das palavras de Takahashi.
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