Prometida - EM REVISÃO
39 Ansioso
Ichigo chegou à mansão de seu pai furioso, Hideki apenas suspirava diante dos xingamentos e resmungos do filho. O ruivo foi até o escritório e pegou uma garrafa de saque, bebendo o liquido ali contido rapidamente, limpou com as costas da mão a gota que escorria no canto da boca e fez careta quando encostou no machucado feito pelo Uchiha, devido ao soco.
– Uchiha maldito, ele não perde por espera – esbravejou
– Você o provocou – disse Hideki entediado. Ichigo sorriu divertido.
– Os olhos dele ficam furiosos quando falo dela – deu de ombros – não perco as oportunidades.
– Se quer que seus planos dêem certo, acho bom ficar de boca fechada, antes que desconfiem.
– Não se preocupe. Ninguém entrará no meu caminho.
– As vezes me pergunto se isso é o certo – Ichigo mudou a face divertida e despreocupada, para fria e séria. Hideki manteve um paço a trás, mas não pode mais se movimentar. Seu filho o agarrou pela garganta e o levantou no ar. O Hitomi segurava no braço do filho para que ele o soltasse, mas a força e velocidade dele eram impressionantes. O ruivo inclinou a cabeça de lado e olhou o pai de forma divertida, a face de Hideki já perdia a cor e ganhava uma palidez evidente.
– Não tenho pena nenhuma de matá-lo, talvez seria até um favor pra mim – bebeu mais da garrafa – mas eu preciso de você para continuar indo nas reuniões do conselho – soltou o pescoço de Hideki, que caiu no chão sem forças e tossindo – você é uma perda de tempo. — Hideki olhou o filho, como se não o conhecesse mais e de fato não conhecia aquele homem. Aos poucos ia se recompondo, até que se levantou e olhou o filho de forma fria, não disse uma palavra, apenas saiu dali.
– Olá irmão – disse Sawaii adentrando o escritório, sorridente e animada. A ruiva tinha em mãos varias sacolas, isso fez com que Ichigo revirasse os olhos e sentasse na pequena poltrona que havia li. – o que aconteceu? – perguntou ao ver a cara nada amigável do irmão.
– Tédio.
– Hn. Hoje estou bem animada – sorriu. Ichigo sorriu diabolicamente e arqueou as sobrancelhas ao falar.
– Então ficou sabendo que seu querido Sasuke ira ser pai? – Sawaii revirou os olhos se deu de ombros.
– Já sabia disso. É apenas uma mosca no meu obstáculo, nem sabemos se essa criança vai nascer.
– Errado minha irmã – o ruivo se levantou e sorriu de forma maliciosa – já esta nascendo – Sawaii arregalou os olhos e saiu do escritório, furiosa. – adoro esse meu jeito sincero – sorriu de canto e voltou a beber.
Sakura fazia o máximo de esforço que podia, a parteira a estimulava com frases de estimulo, Mikoto também a ajudava, secava a testa da rosada, para o suor não cair em seus olhos e a incomodasse. Sakura as vezes se controlava para não gritar, mas a dor era tamanha que não conseguia, pediu a Eiko que colocasse um pano em sua boca para que mordesse, mas esse já não estava mais lá, não conseguia. Chorava e fazia mais força, mas nem mesmo as palavras de estimulo a ajudavam, suas pernas estavam fracas, sua boca e garganta seca a mão que segurava a de Eiko já estava fria e mole.
– Vamos Sakura – ouviu Mikoto dizer, mas a rosada chorou, tentou fazer mais força, mas não conseguia.
– Menina, vamos, a criança está com a cabeça presa, ela é grande, precisa ser forte, ela está sem ar. – Sakura ao ouvir aquilo desesperou-se “Vamos Sakura” ouviu a voz de Sasuke em sua mente e fechou os olhos, os abriu novamente e esses estavam um verde muito brilhantes. Eiko e Mikoto se entreolharam espantadas, logo depois para a rosada, que apertou a mão de ambas e fez força, pequenas marcas começaram a aparecer em seu rosto. – Isso, continue, está saindo, mais uma vez – Sakura fechou novamente os olhos e fez mais força e soltou um pequeno grito. O quarto foi enchido pelo choro da criança, Sakura quase imediatamente relaxou e as marcas de seu rosto foram sumindo. Mikoto olhou para o pequeno bebê gordinho que estava na mão da parteira, sendo embrulhado no pano branco. Soltou a mão de Sakura, mas ela voltou a segurar impedindo que ela saísse. Mikoto a olhou de forma interrogativa, assim como Eiko.
– Por favor, não contem a ninguém. Eu prometo explicar depois. – Mikoto e Eiko se entreolharam mais uma vez e assentiram. Mikoto soltou a mão da de Sakura e a depositou no ombro da mesma, inclinou-se e lhe sussurrou no ouvido.
– Fique tranqüila minha filha, seu segredo está salvo conosco. – Sakura sorriu fracamente e se sentiu mais aliviada, poderia ansiar pegar seu filho nos braços agora. A parteira, sorridente, carregou o bebê até a mãe e lhe entregou. Sakura delicadamente, foi abrindo o cobertor e arqueou as sobrancelhas contrastando o sexo do bebe, surpresa.
Sasuke estava de um canto para o outro, ansioso e nervoso pela demora, já fazia quase duas horas que Sakura estava lá e não tinha noticias nenhuma. Takahashi, Itachi e Fugaku não diziam nada, apenas bebiam o chá, estavam nervosos e hora ou outra alguém aparecia querendo saber noticias. Fugaku designou aos guardas que não deixassem ninguém perturbá-los mais, que quando tivessem noticias iriam fazer um anuncio. Sasuke sentiu uma alegria lhe dominar de repente e sorriu com o raio que cortou o céu. Ryo estava anunciando o nascimento de seu filho.
– Sentiu isso Itachi? – perguntou Sasuke ao irmão mais velho que sorriu.
– O filho deles nasceu – disse o irmão mais velho. Takahashi e Fugaku se entreolharam. Sasuke ficou sério ao ouvir o choro forte que vinha do andar de cima. Sasuke ficou sério e logo depois olhou para seu pai e irmão sorrindo. Seu coração batia forte e podia sentir a energia que saia de seu filho ou filha, era contagiante.
– Parabéns – disse Itachi, se levantando do sofá e abraçando o irmão. Sasuke estava petrificado e não tirava o sorriso do rosto. Sua alegria era inexplicável. Seu pai foi até ele e o abraçou também, Takahashi sorria, mas se mantinha afastado.
– Meninos – disse Mikoto sorrindo. Aparecendo ao pé da escada – vamos ver seu bebê Sasuke – disse ela sorrindo e com lágrimas nos olhos.
Mais do que depressa, Sasuke foi seguindo atrás de sua mãe e com Itachi, Fugaku e Takahashi logo atrás. Mikoto adentrou o quarto e logo depois Sasuke, a parteira se reverenciou diante dos homens e lhe desejou “parabéns” pela criança. Sakura a agradeceu antes de sair e logo todos os demais ali presentes. Eiko sorriu para o marido e foi de encontro a ele, o abraçando pela cintura, Mikoto fez o mesmo, mas apenas ficou ao lado de Fugaku.
Sasuke sentia como se somente ele e Sakura estivessem naquele cômodo junto com o bebê. Seus olhos negros estavam marejados e os de Sakura também, ela sorriu para ele e depois olhou para o pequeno embrulho em mãos.
– Venha – disse ela, para que ele se aproximasse mais. Sasuke meio incerto, caminhou até ela e ficou olhando o bebê como se toda sua vida estivesse na mão da mulher que amava. Tudo agora havia mudado, amava Sakura, mas parecia que seu mundo rodava agora entorno daquela criança. Tão pequena e indefesa, mamando nos seios fartos e de olhos bem abertos, atento. Sasuke olhou para Sakura novamente e ela sorriu, assentindo.
– Então, como ira se chamar? – perguntou Fugaku. Takahashi serrou os punhos, ansioso, agora mais do que nunca, para saber o sexo do bebê. Sasuke olhou para todos ali e sorriu.
– Yusuke Uchiha...
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