Prometida - EM REVISÃO
29 Almoço
Sasuke já havia acordado há alguns minutos, apenas observava os raios de sol, depois da tempestade, ultrapassarem as janelas do quarto e irem em direção as costas de Sakura, nua. O lençol apenas cobria a rosada da cintura para baixo e uma de suas pernas também estava livre, seus cabelos espalhados pelo travesseiro e seu braço estava estendido na direção de seu rosto. Sasuke deslizava seus dedos pelas costas de sua esposa, Sakura dormia pesadamente, mas mesmo dormindo seu corpo reagia a caricia, assim ficando completamente arrepiado.
Sasuke beijou o alto da cabeça de sua esposa e se levantou, pegou seu hobby no chão e o vestiu, coçou os olhos e bagunçou mais seus cabelos, para ficar mais desperto, foi até a janela e olhou para o lago. Lá havia muitos homens, homens do clã, suspirou e olhou para cama novamente, passou os olhos em Sakura e depois correu os olhos por todo seu corpo, viu a mancha vermelha de sangue no lençol e caminhou até lá. Não queria acorda a rosada, então tentou o máximo retirar com cuidado o lençol sem desperta-la, mas foi inútil.
Sakura abriu os olhos lentamente, o quarto estava claro e isso a incomodou de inicio, mas logo se acostumou. A cama estava quente e isso a fez lembrar da noite que teve com Sasuke, levou a mão até seus lábios e estes estavam vermelhos e levemente inchados, sorriu maravilhada, jamais havia se sentido tão feliz, aquela foi a noite mais bela e perfeita de sua vida. Afundou o rosto no travesseiro e sorriu mais abertamente, apertou esse e se espreguiçou, sentiu um desconforto entre suas pernas e isso a fez fazer uma careta. Na verdade pode notar que todo seu corpo estava dolorido, não se lembrava de quanto se sentiu assim antes, mas ao lembrar bem, os treinamentos com Tsunade a fizeram se sentir pior, nem ao menos conseguia se mexer na cama naquela época. Aquela dor era boa de certa forma, uma dor boa de sentir.
– Bom dia – Sasuke disse de forma brincalhona, isso despertou Sakura de seu momento de lembranças e a fez corar, por se dar conta de que não devia está sozinha e se esqueceu disso por alguns segundos, mas a voz de Sasuke a despertou.
– Bom dia – disse com a face ainda enfiada no travesseiro
– Como está se sentindo? – perguntou se sentando na cama, Sakura ainda não tinha coragem de encará-lo.
– Maravilhosamente – pensou em responder “dolorida”, mas não quis estragar o momento. Sentiu os lábios frios de Sasuke encostarem-se à sua pele aquecida pelo sol isso a fez se encolher.
– Que bom.
– Hn. – suspirou manhosa e puxou o lençol para cobrir seus seios, enquanto se virava. Puxou os cabelos para cima, passou a mãos nos olhos e sorriu para Sasuke, que tinha um sorriso feliz no rosto, mas mínimo. – aconteceu alguma coisa? – perguntou preocupada.
– Não, mas...preciso levar...o lençol. – Sakura olhou confusa para a face meio constrangida de Sasuke e depois de alguns segundos corou, entendendo o que ele queria dizer. Pegou o lençol que estava se cobrindo e o enrolou no corpo, levantou-se da cama e olhou para a mesma, percebendo a mancha vermelha no centro. Sasuke sabia que ela estava constrangida, então tratou logo de tirar o lençol e enrolado, caminhou até a porta, mas antes que saísse, voltou para o guarda-roupa, pegou suas peças de roupa e deu um beijo rápido em Sakura, fazendo sorri divertida e perdendo um pouco da vergonha. – eu já volto. – disse sorrindo e assim saiu do quarto.
Sakura ficou mais alguns minutos na cama, depois decidiu que estava na hora de se levantar. Foi até o armário e pegou um vestido azul bebê simples, com pequenas flores coloridas em estampa, tomou um banho demorado, escovou os dentes e penteou os cabelos emaranhados. Quando saiu do banheiro foi até a janela e viu uma espécie de fogueira, mas as chamas eram azuis. Lembrou que devia ser a tal fogueira que Ryo tinha que acender para queimar o lençol com seu sangue.
– Muito bem – ouviu Fugaku dizer. Sasuke estava sério ao lado do pai e o resto dos homens ali, se curvaram, demonstrando respeito, aos poucos alguns foram saindo e logo não havia quase ninguém. Sasuke olhou para a janela de seu quarto e viu Sakura observando tudo, não sorriu nem demonstrou qualquer reação com aquilo, a partir daquela cena Sakura percebeu uma coisa; Sasuke e ela teriam que se portar como um perfeito casal Uchiha na frente de outras pessoas e somente quando estivessem em quatro paredes poderiam ser eles mesmos. Isso a deixou triste.
No almoço, todos foram para casa principal, Itachi tinha um sorriso malicioso no rosto e não parava de encarar Sasuke que não tinha qualquer reação. O clima entre Fugaku e Sasuke não era muito bom e Mikoto percebia isso, não gostava de ver o filho daquela maneira com o pai, isso a deixava triste e sem saber o que fazer para melhorar a situação.
– Como passaram a noite – perguntou para tentar descontrair, mas isso fez com que Fugaku, Sasuke e Sakura se engasgarem e Itachi explodir em gargalhadas, Mikoto dando-se conta do que perguntou corou fortemente. – Me desculpem. – disse de cabeça baixa.
– Tudo bem mãe – disse Sasuke quando se recompôs.
– Bem – respondeu Sakura, tentando fazer com que aquilo tomasse outros ares.
– Imagino – Itachi sussurrou, Eiko deu uma cotovelada no marido que riu discretamente.
– Então tia Sakura? – chamou Mai, atraindo a atenção de todos – Quando a senhora vai me dar um priminho? – Sakura arregalou os olhos e olhou para Sasuke pedindo ajuda.
– Mai! – ralhou Eiko
– O que foi? A senhora que disse que depois do casamento a tia Sakura ia me dá um priminho oras. – Sasuke sorriu para a sobrinha e continuou a comer.
– Bem...- Sakura olhou para Sasuke indignada por ele não ter se pronunciado e suspirou – quem sabe logo, logo você não terá um priminho ou uma priminha.
– Espero – disse exigente, Sakura arqueou as sobrancelhas surpresa. – Minha mãe e meu pai não querem me dar um irmãozinho, você e o tio Sasuke são minhas únicas esperanças. – todos na mesa riram da forma dramática que Mai confessou seu desejo, isso deixou a menina emburrada. A pequena cruzou os braços e fez bico.
– Ora menina, não sabia que queria ter um irmãozinho – disse Fugaku, maravilhado com o jeito direto da neta.
– Sim, mas isso parece uma missão impossível – nessa hora Sasuke olhou para Itachi e sorriu malicioso, Itachi fechou a cara e quase enfiou a face em seu prato emburrado.
O almoço foi bem apesar das exigências de Mai e comentários maliciosos de Itachi. Depois as mulheres foram arrumar tudo e Itachi e Sasuke acompanharam o pai até o escritório, como o Uchiha mais velho pedira. Fugaku sentou-se em sua cadeira de costume de forma cansada, Itachi e Sasuke dividiam o sofá e prestavam atenção no pai.
Eiko lavava a louça, enquanto Sakura enxugava e Mikoto guardava um belo trabalho em equipe, Mai foi para fora brincar com alguns amiguinhos. Sakura secava a louça distraidamente, lembrando da noite mágica que teve com Sasuke e se sentia pervertida por ansiar por mais na próxima noite.
– E ai? – sussurrou Eiko a Sakura, aproveitando que Mikoto foi arrumar a mesa na sala de jantar. Sakura olhou confusa para a cunhada – como foi? – não demorou muito para Sakura ter entendido o que ela quis dizer, isso fez com que seu rosto pegasse fogo. – Ora vamos, não precisa ficar com vergonha, afinal somos da mesma família. – Sakura enxugou a ultima peça e colocou no lugar, suspirou e sorriu para Eiko.
– Foi mágico – disse sorrindo abertamente. Eiko deu um gritinho mínimo e correu para perto de Sakura, pedindo mais detalhes. Sakura sorriu divertida, não tinha timidez para conversar certas coisas com suas amigas e Eiko era uma delas, mas também não iria dar certos detalhes explícitos, assim ficaram conversando animadamente na cozinha.
No escritório, Fugaku procurava um pergaminho e quando o encontrou entregou a Sasuke, que pegou confuso.
– O senhor feudal do país da Água nos convidou para o baile que haverá em sua casa, mas não poderei ir, nem seu irmão.
– E sobrou pra mim – disse de forma cansada
– Agora terá que cumprir com seus deveres. Vá e converse com o Kazekage, ele também estará lá e lhe entregará algo.
– Hn.
– Levara Sakura com você – disse de forma indiferente, mas Sasuke o olhou alarmado.
– Por quê?
– O senhor feudal ficou maravilhado coma beleza dela – revirou os olhos, como se a pergunta de Sasuke tivesse resposta obvia – então pediu para que ela estivesse presente.
– Não – disse Sasuke firme, mas Fugaku suspirou
– Lá vamos nós – sussurrou Itachi, prevendo mais uma nova briga do irmão com o pai.
Sasuke sentia seu sangue correr mais rapidamente nas veias e ele parecia ferver. Como seu pai poderia concordar em expor sua esposa daquela forma, exibi-la para outro homem? Isso estava fora de cogitação, dessa vez seu pai havia passado do limite, não levaria Sakura a lugar nenhum com ele, muito menos para mostrá-la e fazer a vontade de um velho abusado.
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