Prometa Que Não Vai Voltar
30 Capítulo 30 - Briga
Respirei fundo e comecei a separar uma roupa para colocar, Jayne e Christine me olhavam cautelosas pensando se deveriam falar alguma coisa.
— O que houve prima?
— Lorrana beijou o Rick. — disse eu secando a primeira lágrima que estava querendo cair.
— Anne — Jayne levantou me abraçando — você sabia que isso ia acontecer.
— Mas eu não queria ter visto. — falei.
— Então você se prepara, porque ela está vindo mais tarde pra cá.
— É, a casa é minha! Vou colocar ela pra fora.
— Prima! Que horror.
— É mentira, mas vontade é o que não falta. — abri um sorriso.
Separei um short e uma blusa, assim como Jayne e Christine e fomos jantar com todos, e ficamos na varanda. Logo a campainha tocou.
— Eu abro — Rick saiu correndo.
Eu respirei fundo e fiquei repetindo para mim mesma até ela chegar: "Nada de ciúmes você namora o Adrian, nada de ciúmes você namora o Adrian."
— Oi gente. — Ela cumprimentou.
— Oi. — todos falaram menos eu.
— Vamos brincar de verdade ou consequência?
— Vamos. — concordamos.
Pegamos uma garrafa e começamos a brincadeira, no começo a brincadeira estava com perguntas fracas, até que caiu para o Adrian perguntar para o Rick.
— Como se sente, sabendo que perdeu pela segunda vez a mesma garota pra mim?
— Satisfeito, sinal que estamos te enganando bem. — ele sorriu debochado rodando a garrafa novamente.
— Como assim? — Adrian cochichou pra mim.
— Você jura que vai dar ideia pro Rick? — perguntei.
Ele me deu um selinho e continuamos o jogo, o nível de perguntas ia evoluindo até que caiu para o Rick perguntar pra mim.
— Você ainda me ama Anne?
— Eu... — respirei fundo, Adrian segurou a minha mão e fez que "sim" com a cabeça. — Amo, infelizmente.
Rodamos mais uma vez, eu para Lorrana.
— Você tem o costume de chegar assim nos garotos?
— Se eu tiver afim, não vejo o porque não chegar. Porque você não tem atitude?
— O que você está insinuando com isso?
— Pra perder um garoto desses! — ela disse passando a mão na barriga do Rick.
— Nossa, que garota... repugnante. — falei com voz de nojo.
— Ele não acha, né baby? — ela o beijou.
— Fala sério. — eu disse respirando fundo e revirando os olhos.
— Podem parar com a babação e vamos voltar para a brincadeira. — David pediu.
Jayne para Rick
— Você ainda ama a Anne?
— Amo, muito. — ele disse eu sorri para Lorrana.
Lorrana para David.
— Você já teve relações com a Jayne?
— Não.
Lorrana para Jayne.
— Você tem alguma amiga infantil? — ela disse mas olhando para mim.
— Não. — Ela falou.
— Essa garota está me irritando — cochichei para Christine.
— Falando de mim? — Lorrana perguntou.
— Estou com milho na mão? Porque não é possível está prestando muita atenção em mim. — debochei.
— Olha aqui... — ela começou.
— Chega! — David berrou girando a garrafa.
Jayne para Christine.
— Você ainda usa enchimento? — ela riu.
— Não idiota. Cresceram. — ela riu.
Lorrana pra mim.
— Você pensa em amadurecer? Afinal, você é muito criança.
— Se amadurecer significa ser oferecida igual a você, não eu não penso nisso.
— Eu não sou oferecida — ela se levantou — eu tenho atitude é diferente.
— Atitude de vadia só se for! — debochei.
— Vadia é a senhora sua...
— Não se atreva a xingar a minha mãe! — disse me levantando.
— É a última vez que eu interrompo essa briga da próxima vez eu bato nas duas. — David berrou.
Gustavo para David.
— Cara, você é virgem? — ele perguntou uma coisa que David nunca respondeu e dessa vez ele teria que responder.
— Sou!
— O QUE? — berramos.
— E todas as garotas que nós víamos você pegar? — perguntou Christine.
— Eu sempre dava um jeito de sair na hora H!
— Que fofo amor. — Jayne sorriu.
Lorrana para Rick
— Tem onde dormir amanhã? — ela sorriu.
— Minha cara está parecido com o seu ponto? — me irritei.
— Minha pergunta foi para o Rick.
— Não interessa eu estou falando com você.
— Tenho Lorrana. — ele respondeu.
Gustavo para Lorrana.
— Você não acha que está se atirando pra cima do Rick demais não?
— Não, só faço o que eu penso! Ao contrário dessa pirralha aqui! — ela apontou pra mim.
— Garota você está dentro da minha casa me respeita.
— Dane-se que a casa é sua.
— Já chega você vai embora daqui agora.
Me levantei, uma mão agarrei seu cabelo e a outra seus braços e sai arrastando-a em direção a porta. Jayne abriu o portão pra mim e eu joguei ela lá fora.
— Minha casa não é galinheiro. Some daqui.
— Filha da ... — então eu fui e fechei o portão.
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