Minha mãe me encarou e caiu na gargalhada afinal Rosalie sempre fora assim meio doidinha.

— Mas eu já estou namorando. – falei.

— Eu sei, aquele Adrian, sem sal! Cruzes. Sou mais meu filho. E não é porque é meu filho não.

— Não fala assim do Adrian tia. – pedi prendendo o riso pela maneira que ela falava.

— Sou sincera, não é Márcia?

— Até demais. – minha mãe riu. – Ah falando nisso, vai com os meninos jantar quero que durmam cedo, amanhã tem praia. Pegar um bronze pra amanhã e depois da manhã cedo. Depois de amanhã a tarde vamos fazer uma hidratação nesse cabelo porque vocês tem luau a noite.

— Tá bom. – eu sorri.

Fui andando falei com o pessoal e fomos deitar, demorei um pouco pra pegar no sono, pois eu tinha certeza de que o Rick faria alguma coisa pra me colocar ciúmes, até ficar com a tal da garota. Mas mesmo assim, eu dormi.

— Bom dia! – acordei com a minha mãe cantarolando e abrindo as cortinas do quarto. – Olha o sol que está lá fora meninas, vamos, vamos. Levantem! E vão pôr o biquíni.

— Só mais cinco minutinhos mãe. – pedi.

— Não Anne, levanta. Jayne, Christine. Vamos.

Ela saiu do quarto e achamos que tínhamos conseguido. Quando de repente ouvimos uma música muito alta que eu achei que ia quebrar os vidros da casa.

— Ela venceu. – berrou Jayne pra mim e Christine.

Levantamos jogamos uma água gelada no corpo bem rápido, colocamos o biquíni, tomamos um café reforçado e fomos para a praia os meninos já estavam lá.

— Até que enfim, as belas adormecidas acordaram. – David debochou.

— Que pena isso sim. – Rick murmurou.

— Pena porque posso saber? – perguntei começando a me irritar.

— Porque você acordou sozinha sem o meu beijo. – ele disse na maior naturalidade sem tirar os olhos do mar.

— Você é ridículo – corei. – Cadê o meu namorado? – perguntei dando destaque ao “meu namorado”

— O seu namorado – Rick disse imitando a minha voz – Foi buscar um guarda-sol e o vídeo game dele portátil ou sei lá o que é aquilo.

— Pra que? – Jayne fez uma cara estranha.

— Porque ele é demente – Gustavo disse para risos gerais – ele vai ficar igual um maluco debaixo do guarda-sol jogando. Apenas!

— Não acredito. – falei.

— Pode acreditar prima. Esse é o SEU namorado!

— Tá, tá – bufei – vou pegar um sol.

Forrei minha canga e deitei de barriga pra baixo, queria ficar bem morena para ir com um bronzeado lindo pra fazer inveja na garota do luau.

— Nossa, de manhã cedo e já apareceu uma lua desse tamanho. – Rick disse rindo se referindo a minha... parte traseira, todos caíram na gargalhada.

— Cala a boca Rick! – eu disse quase enfiando a cara na areia.

— Que isso morena, não precisa ficar com vergonha não. Quer que eu passe protetor em você pra você se sentir melhor?

— Não.

Demorou um pouquinho e Adrian chegou, era uma cena hilária ele arrumando o guarda-sol.

— Amor, passar protetor em mim? – pedi para fazer raiva no Rick.

— Mas vai sujar minha mão e eu não vou ter como jogar depois. Foi mal amor. – ele falou.

Todos imediatamente começaram a rir e eu mesma passei. Fiquei quase uma hora com as meninas no sol.

— Vem pra água gente! – Gustavo gritou.

— Já estou indo amor, já estou indo! – Christine disse jogando os óculos de sol na canga dela e correndo pro mar.

— Eu vou, vamos Anne? – Jayne chamou.

— Vamos. Você vem Adrian.

— Ah não obrigada!

Corremos e entramos na água, estava geladinha, uma delícia.

— Ai que gelo! – reclamou Jayne.

— Deixa eu te esquentar. – David riu a abraçando.

— Legal e eu de vela. – sorri amarelo.

— Porque quer. – Rick piscou pra mim.

— O que nós dissemos sobre ser amigos?

— Tá foi mal, é que eu te amo, ai as vezes eu não controlo.

Eu sorri e joguei água nele, ele jogou água em mim, que acertou da Jayne, que tacou na Chris e assim começou uma guerra dentro d’água.

— Meus olhos estão ardendo. – Rick disse.

— Deixa eu ver. – cheguei perto.

— Você vai ver o meu olho ardendo? – ele riu.

— Não. – fiquei sem graça.

— Então vai ver isso. – e roubou um selinho.

— Rick! – joguei água na cara dele.

— Ai meus olhos. – ele não sabia se ria ou chorava.

— Desculpa, mas poxa meu namorado está ali. Você não cumpre o que você fala.

— Desculpa, mas é que eu sinto vontade de te beijar. – ele me puxou pelo cabelo.

— Para. – berrei me afastando – Eu estou namorando Rick, respeita isso.

— Anne, acorda. Seu namorado é um bundão. Olha lá, a gente pode fazer o que quiser que ele não vai ver.

— Mas eu o respeito. Era assim que você fazia pra e trair?

— Ah pronto, Anne olha só. Eu te amo, não consigo ficar longe de você, e não consigo ficar perto sem te beijar poxa. E eu nunca te trai, nunca morena.

— Mas acabou Rick. Acabou de vez.

— Mas a gente nem se despediu.

— Como assim?

— Ficar pra se despedir.

— Para de graça. – debochei. – Vou em casa buscar algum biscoito ou alguma coisa.

Sai da água e fui direto pra casa, eu não estava com fome, só queria me livrar daquela conversa. Cheguei em casa fui direto pro meu quarto, fiquei sentada na cadeira do computador encarando a minha foto com a ele.

— Sentiu saudades? – ouvi o Rick perguntar atrás de mim, ele entrou no meu quarto e fechou a porta.

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