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Nem parece, mas hoje faz exatamente 3 anos que

ele havia me deixado. Agora eu tinha 17 anos, não era mais aquela menina de 14 anos que ele havia abandonado. Eu tentava esquecer, mas cada ano que fazia eu me lembrava da data. Mas eu não podia ficar pensando nisso, tinha que ir comprar o resto do meu material. Eu estou no terceiro ano. E preciso me concentrar, ano que vem eu vou para a faculdade.

- Vamos Anny. – gritou Adrian pela quarta vez.

Adrian é meu melhor amigo homem, leia-se apaixonado por mim. Ele tem 18 anos, e eu vou com ele e Jayne comprar o resto do material. Desci as escadas peguei o dinheiro com meu pai e sai. Entramos no carro do Adrian, ele dirigindo, eu na frente e Jayne atrás.

- Está ansioso para a sua faculdade de arquitetura? – perguntei para Adrian.

- Estou, um pouco. Na verdade você sabe que eu não queria isso, eu queriapublicidade. Mas foi o que meu pai escolheu pra mim.

- Você não acha que está grande demais para fazer o que o seu papai quer não

Adrian? – perguntou Jayne com tom irônico.

- Eu ainda prefiro fazer arquitetura do que ser deserdado e desconsiderado como filho. Além do mais eu sou filho único e quero ver meu paizão feliz.

- Tá você que sabe. – respondi.

Descemos e fomos comprar as coisas, depois das compras fomos para casa, mas Jayne ficou lá em casa. E começamos a conversar:

- Hoje faz três anos que o Rick me abandonou.

- Não fala assim amiga. Olha eu estava pensando, que tal eu, você e o Adrian irmos até a sorveteria, faz um tempão que nós não vamos.

- Pode ser.

- Amiga, posso te fazer uma pergunta?

- Claro.

- Porque você não dá uma chance pro Adrian?

- De novo isso amiga?

- Por favor, responde.

- Porque ele é meu amigo, e eu não consigo me imaginar namorando ele.

- Você não consegue se imaginar namorando ele, ou com outra pessoa que não seja o Rick? – ela questionou.

- Não vamos falar disso agora.

- Tá bom então. É que eu só acho que você deveria dar uma chance ao Adrian, ou melhor... Se dar uma chance, eu sinto tanta falta da Anne divertida e engraçada que cresceu comigo.

- Ela ainda tá aqui. – disse eu abrindo os braços.

- É, eu sei que está, ela só precisa ser liberta. – ela disse me abraçando.

- Sinceramente não sei o que seria de mim sem você