Prometa Que Não Vai Voltar

12 Capítulo 12 - Confusão


Me virei.

- A-adrian? – eu gaguejei

- Ih pegou. – debochou Rick

- Rick fica quieto não é hora pra isso! – disse eu me levantando e indo em direção ao Adrian — Adrian é que o Rick veio aqui e a gente estava só conversando.

- E vocês conversam com ele com a mão no seu rosto?

- Não é que...

- É que eu vim aqui pedir pra voltar, mas ela não me quer. Por sua causa seu otário.

- Deixa eu ver se eu entendi – retrucou Adrian — Você, tá me chamando de otário? Se eu sou otário você é o que? Eu vi o sofrimento da Anne durante todos esses anos e infelizmente ela ainda não te esqueceu, mas é só uma questão de tempo porque eu faço questão de fazê-la esquecer de você.

- É vamos ver se assim ela consegue.

Rick veio na minha direção, me pegou pelo cabelo e me deu um beijão daqueles.

- Solta ela! – gritou Adrian o puxando pela camisa.

Rick virou-se e deu um soco no rosto, Adrian caiu e logo se levantou dando outro soco no Rick. Eu corri e entrei na frente dos dois.

- Parem agora – eu gritei – Não podem se machucar sem me machucar antes.

- Olha eu vou embora mas isso não vai ficar assim. – disse Rick indo em direção a porta.

Eu me joguei no sofá.

- Eu odeio tanto, tanto, tanto tudo isso!

- Olha Anne, eu te amo. Mas não quero ficar fazendo papel de idiota. Desde que ele voltou vocês se beijaram alguma vez?

- Já – respondi de uma vez, não iria mentir pra ele. Se fosse pra acabar, que acabasse de vez!

- Quantas vezes? – ele perguntou prendendo a respiração.

- Duas

- Duas? – ele praticamente berrou. – Quando?

- Quando a gente se reencontrou ele me agarrou e agora pouco quando a gente estava conversando.

- Então se eu não tivesse aparecido seria o terceiro?

- É... Não! Claro que não. Eu não ia deixar!

- Sei. – ele me encarou – enfim eu só vim aqui trazer a sua carteira que você deixou cair dentro do meu carro.

- Obrigada. – o abracei

- Onde estão seus pais? – ele perguntou

- Foram ver as coisas da obra que eles vão fazer lá atrás. Acho que vão reformar tudo.

- Entendi. Mas agora eu tenho que ir porque eu preciso ir à empresa do meu pai.

- Tá bom posso te ligar mais tarde?

- Pode – ele abriu um sorriso. – Tchau

E então ele saiu, a partir de hoje nada mais de Rick, de verdade. Eu iria dar uma chance ao Adrian, eu o trai, sem querer deixemos claro, e ele perdoou sem pensar duas vezes. Mas agora eu precisava dar uma revisada na matéria.

Anoiteceu meus pais chegaram visivelmente cansados. Meu pai entrou me cumprimentou e disse que ia tomar um banho, pois estava bem cansado e ia deitar, minha mãe se jogou no sofá atrás de mim que estava sentada no chão estudando.

- Ai como isso cansa – ela resmungou

- Imagino – dei uma risada e contei tudo o que tinha acontecido.

- O Adrian é um querido, mas eu ainda prefiro o Rick!

- Mãe!

- É ué. Você lembra de quando vocês se conheceram, vocês tinha 5 anos, ele se apresentou pegou sua boneca e saiu correndo. E você disse que o odiava até os 12 anos quando você deu seu primeiro beijo com ele. – ela suspirou

- Mãe, acorda! Acabou.

- Só porque você quer!

- Não. Porque é o certo.

- Pra quem? – ela perguntou me fazendo refletir.

- Pra todo mundo! Enfim, mãe eu tenho que comprar a roupa pra festa de sábado. – disse eu mudando de assunto;

- A loja da amiga da sua tia tá arrasando! Eu passei hoje lá com o seu pai. Estou apaixonada pelas roupas de lá! Vai de que?

- De vestido!

- Você fica linda de vestido.

- O Rick também acha – respondi olhando pro nada sorrindo.

- Não estou falando cara, você ainda está gamadinha nele.

- Para mãe.

- Para você de drama, cata suas coisas e vai dormir. Que amanhã é dia de aula e vê se vai logo com a Jayne e a Christine comprar a roupa. Toma o dinheiro. Boa noite, mamãe te ama.

- Boa noite mãe – peguei o dinheiro – também te amo.

Subi, tomei uma ducha rápida botei minha roupa de dormir e meu celular apitou. Olhei era uma mensagem com foto, abri era uma foto minha com ele no acampamento que fizemos, eu, ele, Christine, Jayne, David e Adrian. Ai estávamos nós dois em frente a fogueira. Ai ele mandou com legenda assim: “O tempo faz ao amor o que o vento faz ao fogo, apaga o pequeno e infla o grande.”

Logo percebi que o número era dele, que eu tinha apagado da minha agenda.

Respirei fundo, deitei e fui dormir.

No outro dia acordei empolgada. Fui para escola com meu pai conversando muito.

- Bom dia para as amigas mais lindas desse mundo!

- Bom dia Anne, que felicidade toda é essa.

- Não sei Jayne estou até estranhando também.

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