Não conseguia imaginar o que ele estava fazendo

ali, seria mesmo ele? Fiquei o olhando até que ele me olhou também e ficamos nos encarando até o ponto da casa do David chegar, desci meio em choque eu não conseguia ter controle sobre os meus movimentos direito. Desci no ônibus e fiquei um tempo parado na calçada eu estava tremendo até que uma senhora de idade veio até mim.

- Você está bem menina? – ela perguntou.

- Si-sim. Eu estou bem, bem... É estou bem sim, eu acho. – respondi gaguejando.

Sai andando em direção ao apartamento do David, ele tinha 18 anos e já morava sozinho em um apartamento, entrei no elevador e fiquei me encarando na parede espelhada do elevador. Sai do elevador e bati na porta do apartamento dele. Ele me atendeu de sunga.

- David você não sabe o que aconteceu... – disse eu entrando no seu apartamento.

– Eu estava no ônibus quando...

Olhei para o quarto tinha uma menina de calcinha e sutiã lá.

- É... Desculpa-me não sabia que você estava ocupado.

- Não Anne tudo bem fica calma. É... Carla, depois eu te ligo. – disse ele enquanto ela colocava de volta o seu vestido.

- Ok David. – disse ela saindo.

- Foi mal David.

- Não relaxa, senta ai no sofá que eu vou por um short.

- Por favor, faça isso. – disse eu sorrindo, nervosa.

Ele foi para o quarto se vestiu e logo estava na sala sentado do meu lado.

- Então Anne o que você estava dizendo quando chegou aqui?

- Eu estava no ônibus vindo pra cá quando eu olhei para os bancos de trás e você não sabe quem eu vi.

- Quem?

- O Rick.

- O Rick?

- Se não era ele, era um irmão gêmeo porque ele era muito parecido, ou melhor. Idêntico.

- Deve ser impressão sua. – disse ele tenso.

- Não era, era ele eu tenho certeza. O que ele estava fazendo aqui, eu não sei. Mas era ele.

- Esquece isso, não era não tá? – ele estava muito estranho.

- Mas David...

- Mas Anne – ele me interrompeu. – Eu fiquei sabendo que as festas que tem todo ano por aqui, vão ser amanhã. Vamos?

- Claro, eu, Adrian, você e Jayne.

- Por falar em Jayne, eu cansei de tomar fora, por favor, me ajuda com ela.

- Eu vou tentar mais você vai ter que deixar de ser galinha!

- Eu não sou galinha.

- David...

- Tá, só um pouco.

- Hoje eu vou ter uma conversa séria com ela. Ai amanhã você chega nela.

- Tá bom.

- Agora eu vou embora para passar na casa dela. Tchau.

- Tá bom, tchau.

Me levantei, e fui novamente para o ponto de ônibus, entrei e fiquei olhando novamente o pessoal do ônibus para ver se veria o Rick. Sem sucesso desci em frente à casa de Jayne, por sorte encontrei o pai dela saindo de casa. Entrei e fui direto para o quarto dela. Ela estava deitada mexendo no celular.

- Jayne, precisamos conversar. – ela deu um pulo.

- Ih pronto. O que houve?

- Bom. – comecei sentando na cama. – Você ama o David não ama?

- Porque esse assunto agora Anne?

- Por favor, Jayne responde.

- Amo, amo muito.

- Então porque você não dá uma chance a ele?

- Porque eu prefiro sofrer por não tê-lo do que ficar com ele e sofrendo porque fui traída.

- Mas amiga, ele me disse que por você ele muda.

- Vocês andaram falando de mim?

- Não é isso, foi que ele estava contando pra mim que é completamente apaixonado por você e queria uma chance, e por você ele mudaria.

- Sério?

- Claro, dá uma chance pra ele. Você não tem nada a perder, só a ganhar.

- Não sei. Vou pensar.

- Sério?

- Não, ele é um idiota Anne, um idiota! Mas eu juro que eu converso com ele tá?

- Até que enfim, depois de anos eu consegui fazer você dar uma chance a ele. Amanhã vamos para a festa que tem na rua dele todo ano. Ai vocês se resolvem lá,

ok?

- Tá.

- Olha vou embora porque eu estou cansada. Ah, já ia esquecendo de contar o que aconteceu comigo hoje.

- Ih, lá vem bomba. – debochou Jayne.

- Eu estava indo pra casa do David de ônibus, quando eu olhei lá pra trás tinha um menino idêntico ao Rick. Se não era o Rick era irmão gêmeo.

- Duvido você está muito calma pra quem acabou de ver o Rick.

- É porque eu sei que não era ele. Era só alguém parecido. Ele está morando em Miami.

- O David ficou meio tenso quando eu falei sobre isso.

- Ficou? – ela se espantou. – Então...

- Então o que Jayne? – me assustei.

- Nada. – ela ficou tensa também. – Era só um cara parecido mesmo. Mas você não ia embora?

- Nossa você tá me expulsando?

- Não, é que você tinha dito e eu fiquei com dor de cabeça.

- Ok, tchau amiga.

- Tchau Anne.

Assim que estava saindo do quarto a vi correndo para pegar o celular, então fui embora andando. E não pude deixar de pensar no porque eles ficaram tão tensos quando eu falei do menino que parecia com o Rick. Cheguei em casa e fui falar com a minha mãe que estava sentada no sofá e assistia um programa.

- Mãe, hoje quando eu fui pra casa do David eu vi um menino muito idêntico ao Rick no ônibus e quando eu contei para o David e a Jayne eles ficaram tensos. Porque será?

- Às vezes eles só acharam estranhos. – respondeu ela sem tirar os olhos da TV.

- Eu os conheço há muito tempo, e eles não estavam só achando estranho. Eles ficaram estranhos.

- Nossa, até eu fiquei em dúvida. Filha eu quero te pedir uma coisa.

- Fala.

- Aconteça o que acontecer, apenas controle-se. Ok?

- Porque a senhora está me pedindo isso?

- Eu quero que você me prometa.

- Tá eu prometo.

- Ok, o seu prato de comida está no micro-ondas.

- Estou sem fome, vou dormir. Boa Noite.

- Boa noite querida.