Prometa Que Não Vai Voltar
56 Capítulo 56 - Verdade (parte 1)
Notas iniciais
Miiiiil perdões por não ter postado antes gente, foi porque meus últimos dias ficaram agitadíssimos.
Mais uma semana se passou, um tal de Diogo ficou me enchendo o saco para sair com ele, eu não queria. Eu ainda amava o Rick com todas as minhas forças.
– Anne, já que você não cede, ele não cede porque vocês são burros então segue a vida de vocês. – Nossa prima, estou bem melhor agora. – Anne Bittencourt eu já esgotei todas as minhas forças pra... – Pra que? – Rick apareceu. – O que ele está fazendo aqui? – eu revirei os olhos. – Pra fazer vocês voltarem – Jayne começou a gritar no pátio – Vocês são tão burros, Anne esquece a droga da história volta logo pra ele por favor. – É Anne. – Volta pra ele Anne. – umas pessoas começaram a gritar. – Volta pra mim Anne, eu te amo por favor. – Rick me olhou. – O dia em que você transformar as suas palavras em atitudes. Quem sabe. – E você só sabe me criticar, diz que me ama também. Então porque você não transforma as suas? Fui para sala, peguei minha bolsa e fui pra casa. Recebi uma ligação depois do David dizendo que Rick iria para Miami, mas não sabia quando. – Até parece. – debochei. A noite minha mãe me chamou para ver um filme junto com ela e meu pai. – O Rick vai voltar pra Miami, vai passar essas férias lá e vai se formar lá também. A antiga escola dele aceitou ele voltar pra lá no meio do ano. – Isso é sério mesmo? – perguntei perdendo a minha pose de “não tô ligando” – Sim, mas não tem cem por cento de certeza. – O que o faria ficar? – Você sabe! – minha mãe me encarou. – Ah gente para! – berrei. Subi pro quarto, deitei e fiquei pensando até pegar no sono. Quando foi no outro dia acordei com uma ligação da Jayne.– Alô? – respondi sonolenta. – Anne, a Ana acordou do coma ontem a noite. A mãe dela pediu pro Rick te dar o recado, ele não falou nada? – Não. – Ela está querendo te ver! – Ela vai me contar tudo? – Finalmente. – Ok, vou pra lá. Obrigada, beijo tchau. – De nada, beijo tchau. Tomei um banho rápido, avisei pros meus pais que iria até lá. Peguei um táxi e fui até o hospital, chegando lá a mãe dela estava na sala de espera. – Onde está a Ana? – perguntei. – No quarto 8, no fim do corredor. – ela respirou fundo. – Obrigada. Corri para o quarto oito, finalmente eu saberia de toda a verdade sobre o Rick em Miami, sobre o filho e o que tinha acontecido com a Ana e ele. – Anne, você veio! – ela sorriu. – Sim, estou aqui. – peguei sua mão. – Eu preciso que você saiba de toda a verdade. – ela disse com a voz fraca. – Mas você pode falar? – Claro. Só me ouça e não fique com raiva de mim, por favor. – Tudo bem Ana, pode falar. – Há três anos atrás, o Marcos deu uma festa e... – ela respirou fundo – e como ele era meu melhor amigo me mostrou a lista de convidados, e vi que lá estava o Rick. Eu sempre o via de manhã indo pra escola a pé. Eu tinha uma paixão platônica por ele. E eu queria a qualquer custo, ter ele pra mim. – Você precisa desses detalhes? – eu disse com um sorriso sem graça. – Sim Anne, precisa – ela sorriu. – E quando eu disse pro Marcos que era apaixonada por ele, ele disse que o Rick tinha uma namorada, mas que ele não conhecia. E talvez ela, no caso você iria a festa. – Eu não pude ir, fui para a casa da minha avó. – Então, ele foi sozinho. Muitas garotas olhavam pra ele descaradamente, davam mole pra ele e ele nem sequer olhava pra elas. Ai ele deixou o copo na mesa e foi ao banheiro. Eu corri para os meus amigos que mexiam com parada errada e peguei uma espécie de pozinho. Eu só queria que ele ficasse bêbado. – Pra que? – perguntei. – Porque ele nunca me daria bola normal, mas ai eu coloquei aquele pozinho, quando ele voltou bebeu. Em meia hora mais ou menos ele estava como se fosse um bêbado, fui até ele me apresentei e ele não falava nada com nada. Então ele disse pra mim que queria vomitar. Ai eu o levei pro quarto do Marcos, pra ir ao banheiro de lá, porque o banheiro debaixo estava imundo. – Não sei se quero ouvir o que aconteceu nesse quarto. – suspirei. – Calma. – ela então me olhou com os olhos cheios d’agua. – Ele vomitou, vomitou, eu lavei seu rosto, ele se sentou na cama, eu sentei do lado dele e ele... – ela respirou fundo, passou os olhos pelo quarto e voltou a me encarar – desmaiou. – Desmaiou? – perguntei. – Sim Anne, ele desmaiou, nunca houve nada entre eu e ele.
Fale com o autor