Por: Rick

Eu ainda estava meio confuso, pedia muito para que aquilo não tivesse sido um sonho, só eu sei o quão feliz eu fiquei por ela ter gostado e por nada ter estragado aquilo.

— Bê? — ela me chamou da porta do meu quarto.

— Entra amor. — ela entrou e fechou a porta.

— Eu quero conversar sobre ontem.

— Você não se arrependeu não né? — perguntei com medo.

— Claro que não bobo — ela sorriu — eu só quero saber se foi tão bom pra você quanto foi pra mim.

— Pode ter certeza Anne de que eu não poderia ter sido nem melhor e nem mais especial do foi.

— Eu estou me sentindo muito feliz. — ela ficava linda quando começava a ficar vermelha pela vergonha.

— E eu Anne? Nós finalmente voltamos — a abracei — nada mais separa a gente. Está preparada para o interrogatório amanhã?

— Pois é, tenho certeza que eles vão praticamente invadir as nossas casas pra saber.

— Olha, eu fiquei muito surpreso com a sua atitude ontem.

— Ai meu Deus que atitude? — ela cobriu o rosto e encostou no meu ombro.

— De me mostrar a sua lingerie. — eu ri passando a mão em seu ombro.

— Para amor. — ela mal falava de tanta vergonha.

— Anne me promete uma coisa?

— O que?

— Nós vamos criar muito mais intimidade agora, mas nunca deixe de ser essa menina linda que você é, e nem esse seu jeito fofo quando está com vergonha, promete?

— Prometo, e você também me promete uma coisa?

— Fala meu anjo.

— Nós vamos começar a ter também mais responsabilidade do que antes, quero que me prometa de que nunca vai perder esse seu jeito engraçado, de ser também essa pessoa que você é?

— Prometo.

— Vamos ter que conversar com as nossas mães.

— Estou sabendo, mas estou morrendo de vergonha. — confessei.

— Rick Bittencourt com vergonha.

— Ué, Anne Bergantine sem vergonha?

— Para — ela gargalhou — Não sou sem vergonha.

— Só um pouquinho.

— Rick! — ela fez bico.

— Parei.

A peguei pelo cabelo fazendo com que deitasse na minha cama e a beijei, ela não mostrou relutância então continuei, passei a mão pelas suas costas por dentro da blusa ela sorriu sem graça.

— Não estou te forçando né? — perguntei receoso.

— Não bê, relaxa. Quando eu não quiser eu vou falar.

— Então você quer né danadinha? — debochei.

— Amor, não. Para com isso. — ela fez uma cara de neném muito fofa.

— Awn "amor para?"

— Não. — ela riu e cobriu o rosto com as mãos.

Voltei a beija-la e ela tirou a minha blusa, quando ela começou a tomar mais atitude eu confesso que nem acreditei pois não esperava. Aconteceu de novo, tenho certeza de que foi tão melhor pra mim quanto foi pra ela.

— Eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo e eu te amo muito. — ela falou.

— Foi tão bom assim? — brinquei.

— Para amor não é por isso. — ela riu.

-Eu sei, eu também te amo demais. — falei dando ênfase no "demais" — Eu quero casar com você.

— Como diz sua mãe, não tem mais jeito não.

— Não tem pra onde fugir não.

— É você quer fugir? — ela forçou os olhos tentando parecer irritada.

— Talvez. — menti.

— É?

— Não amor, mentira.

Ela acariciou meu rosto e me beijou, me arrepiei todo quando ela arranhou meu tórax e me olhou com uma expressão que eu nunca tinha visto antes. E voltamos a unir nossos corpos só que dessa vez a coisa foi bem mais... quente.

— Cara é melhor eu sair do quarto. — ela disse sem fôlego.

— Ah não amor. — a abracei também respirando fundo.

— Mô vamos sair, vamos curtir Miami. — ela riu.

— Miami não me trás tão boas lembranças assim não.

Rimos e nos levantamos, fomos assistir televisão na sala, ficamos assistindo e brincando, Márcia logo depois chegou com três baldes de pipoca um pra cada casal e ficamos todos assistindo TV.

— Não quero voltar pro Brasil. — Anne confessou baixo.

— Amor, fica calma. Voltar para o Brasil não é sinônimo de problema, vamos ficar bem lá. É só confiarmos cada vez mais um no outro e não acreditar em fofoquinha, palhaçada dos outros e tudo mais.

— É principalmente da Ana. — ela revirou os olhos.

— Ciumentinha linda.

— Ciumentinha nada, ainda tem a Lorrana. Ai que raiva, a gente tinha que voltar lá só pra eu esfregar na cara dela que eu e você voltamos e nascemos um pro outro.

— Awn, que linda. — eu ri — Calma amor a gente ainda vai casar, voltaremos na sua casa de praia umas mil vezes e ela vai ver.

— Como você sabe?

— Ela mora lá né.

— Sei. — ela fez cara de braba. — Ciumenta.

— Chato.

— Linda.

— Amor da minha vida.

E a beijei calmamente, e pedi a Deus para que ele nunca tirasse a Anne da minha vida de vez. Éramos mais do que namorados, éramos amigos, cúmplices e nada nem ninguém poderia tirar aquilo de nós, nunca.

\"\"

Notas finais
Então lindíssimas, eu estou na casa de praia e a internet é do meu pai. Hoje ele volta pra casa e vai levar D:
Então é provável que eu fique uns dias sem postar, mas eu juro que vou dar um jeitinho, mas vou estar sempre online pelo celular respondendo aos comentários e tudo mais ok?
xoxo