Voltamos para casa na hora do almoço, almoçamos em paz, era uma felicidade que não pode ser descrita ou medida.

– Como foi o jantar ontem? — perguntei.

– Fechamos ótimos negócios, sem dúvidas a empresa agora vai disparar.

– Fico feliz. — Rick sorriu sincero.

– Pai, pra que serve aquele colchão na praia? — perguntei.

– Meu Deus, essa teimosinha cismou com aquilo. — Rick debochou.

– Para bê.

– Aquilo são para os casais filha, que querem namorar vendo o mar. Você e o Rick podiam ficar ali a noite.

– Ótima ideia. — Rick me encarou.

– Falando em ideia eu tive uma. — Rosalie sorriu.

– Se for o que eu estou pensando. — Olavo baixou a cabeça.

– Meninas vamos as compras! Please. — ela pediu.

– Eu topo — levantei a mão.

– Eu também. — minha mãe concordou.

– Quem topa ver o canal de esportes? — meu pai perguntou.

– Eu topo. — Rick e Olavo levantaram as mãos.

Depois disso, eu, minha mãe e Rosalie tomamos banho e fomos as compras, comprei muita coisa nova, inclusive uma lingerie nova preta, bordada a coisa mais linda.

– Olha mãe, eu quero. — me senti uma criança pidona.

– Nossa que linda, compra filha.

– Aproveita usa com meu filho. — Rosalie disse sem tirar os olhos do vestido novo.

– Rosalie, para de ficar induzindo a minha filha.

– Não estou induzindo nada Márcia, para de drama. Você sabe que eu amo você e a Anne é a filha que eu não tive e eles vão casar. Não tem mais jeito não minha filha.

– É mesmo minha mãe sorriu.

– Para gente, não é pra ninguém, é pra mim.

– Ah claro. — elas debocharam.

Fiquei sem graça, entretanto continuamos com as compras, quando olhamos no relógio já eram oito da noite.

– Meu Deus! Olavo deve estar comendo os móveis. — Rosalie colocou a mão na cabeça.

– Corre — minha mãe fez sinal pro táxi.

Entramos e voltamos para casa, quando chegamos estava tudo apagado, nos entreolhamos assustadas e quando entramos em casa Rick acendeu a luz e a mesa estava posta, com seis lugares.

– Sentem-se madames — Olavo apareceu.

– Ih pronto. Eles querem alguma coisa. — minha mãe olhou para Rosalie.

– Eu sei bem o eles querem.

Eu ri da situação e delas mas sentei, e logo eles vieram nos servir com comida japonesa, sentaram-se com a gente e jantamos.

– Porque vocês fizeram tudo isso? — perguntei.

– Queríamos agradar as mulheres da nossas vidas. — Rick me deu um selinho.

– Awn que fofo. — suspirei.

– Vocês gastaram muito nas compras? — Meu pai quis saber.

– Eu não acho que você deve estragar um momento tão agradável amor. — Minha mãe tentou mudar de assunto.

Meu pai e Olavo respiraram fundo, pois sabiam como a conta viria no final do mês.

Depois do jantar eu fui tomar um banho e coloquei a minha lingerie nova, eu queria mostrar pro Rick. Não me julguem. Depois deitamos lá no colchão da praia e ele acendeu a vela que estava do lado e levamos algumas almofadas de casa. Deitamos abraçados e ficamos olhando o mar.

– Sabe que eu não trocaria esse momento por nada. — ele falou abraçado a mim.

– Nem eu, se você soubesse como eu senti tua falta durante esses anos.

– Se eu pudesse voltar no tempo teria sido sincero com você, nunca teria te magoado.

– Eu só tenho medo de quando a gente voltar pro Brasil, lá tem a Ana e o Adrian, não quero mais confusão.

– Anne, pensa só no aqui e agora — ele segurou meus rosto e me beijou.

– Engraçado, você falou isso pra mim no sonho.

– Credo, eu sendo romântico e você pensando nessas coisas. Tem vergonha não? — ele disse prendendo o riso para parecer sério.

– Para, então eu nem vou mostrar o que eu comprei.

– O que? — ele me olhou assustado.

– Isso — mostrei a alça do sutiã.

– Anne, Anne... Não começa.

– Porque? — sorri.

– Porque eu vou querer ver o resto.

– Não vejo problema.

Ele me olhou com uma cara como se tentasse desvendar algo, mas apenas me puxou e começou a me beijar lentamente.

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