Prometa Que Não Vai Voltar
31 Capítulo 31 - Amizade
Voltei pra dentro de casa sob os olhares assustados do pessoal, quando minha mãe apareceu correndo:
— Que gritaria era aquela aqui? — A Anne colocou a garota pra fora de casa. — Jayne e Christine prendiam o riso. — Como assim Anne? — minha mãe pareceu não gostar. — Ela ficava me xingando. Mandando indiretinha. E ela não vai me desrespeitar dentro da minha própria casa. — Sei. — ela me olhou desconfiada — não demorem a dormir, qualquer coisa eu estou com Alberto, Olavo e a Rosalie lá atrás jogando. — Tá bom. — O que vamos fazer agora já que a Anne colocou a menina pra fora? — Rick parecia irritado. — Pra mim tanto faz. — Que tal você ir pedir desculpas a ela? — Desculpas porque Rick? Não estou errada. — Mas você provocou. — Não provoquei, eu só perguntei se ela tinha o costume de chegar nos garotos, ai ela começou. — Admite que você ficou com ciúmes! — Não é isso — já estávamos alterados — Ela que é uma abusada. — É ciúmes sim. — Não é, você que está cheio de raivinha porque eu coloquei sua namoradinha pra fora. — Não Anne, eu só estou impressionado como você conseguiu chegar a esse ponto por ciúmes de alguém que... não é mais seu. — ele disse e arregalou os olhos percebendo o que tinha falado. — Pelo visto nunca foi -eu disse abaixando o tom — e sinceramente hoje em dia não faz mais diferença, porque nem que seja a força eu vou esquecer você! — Você não vai conseguir. — Como eu disse pro Adrian uma vez eu sempre quis te esquecer mas sem saber o porque deveria, hoje em dia eu quero esquecer e tenho motivos pra isso. Agarrei o Adrian e dei um beijão nele, dei boa noite pra todo mundo e sai puxando as meninas para dentro do quarto. — Anne mas que dia babado — Jayne riu — não acredito que você colocou a Lorrana pra fora de casa. — Coloquei mesmo e coloco de novo. Garota abusada! — Não fui muito com a cara dela também não. — Christine disse baixo. — Mas gente foi impagável a cara dela de dor enquanto você a segurava pelo cabelo. — Jayne gargalhava jogada na cama. — Gente, e a cara da Anne de irônica o tempo todo. — Christine se segurava pra não rir. — Acho que o Adrian está com medo de mim agora. — eu disse. — Até eu tive — Jayne riu — Não chego mais perto do Rick. — Não foi pelo Rick — olhei séria — Foi pelo comportamento dela. — Aham, sei. — Christine levantou uma sobrancelha. — Tá foi pelo Rick um pouquinho — eu disse colocando minha roupa de dormir — mas ela ia xingar até minha mãe. Tá louca, só pode! — Realmente. — Bom meninas, vou dormir que amanhã é dia de praia, e a noite temos Luau. — eu disse me jogando na cama. — E você vai mesmo com tudo isso? — O luau não é dela, ela só está ajudando a divulgar. E se ela fizer gracinha, faço ela comer areia. — Ui, Anne revoltada. — Christine zombou. — Acho melhor não mexer mais com ela. Boa noite meninas. — Boa noite gente. — eu disse sorrindo fechando os olhos. — Boa noite. Dormimos acordamos no outro dia com o sol entrando pela janela, tínhamos esquecido de fechar a cortina. Ainda bem, porque não havia maneira melhor de acordar. — Bom dia — falei indo direto pro banheiro enquanto as duas levantavam devagar. Coloquei o biquíni e fui tomar café enquanto as outras já vinham. — Bom dia. — Minha mãe nos cumprimentou. — Aproveitem a praia porque depois do almoço vocês não vão voltar pra lá. — Porque — David perguntou enfiando um pedaço de bolo na boca — A gente também? — Não David, só as meninas. E não fale com comida na boca. — Desculpa. Terminamos o café e fomos para a praia, como sempre o Adrian ficou afastado jogando. — Desculpa por ontem. — Rick falou. — Tá relaxa. — eu sorri. — Ela mereceu mesmo. — Eu sei. — Não sabia que você tinha esse lado. — Nem eu ri. — dei uma risada ficando sem graça. — Eu acho que depois dessa viagem é melhor a gente se afastar. — Porque? — perguntei. — Porque você quer me esquecer e não vai ser eu que vou te impedir isto. — Mas nós somos vizinhos, somos da mesma sala. — Eu posso mudar de sala, mas quanto a ser vizinhos eu não posso fazer nada. — Não acho que haja necessidade. É só você parar de ficar me agarrando, e provocando. — Tá tudo bem. — ele disse baixando a cabeça. — Amigos? — ele estendeu a mão. — Eu já ouvi isso antes. — disse desconfiada. — Mas dessa vez é sério. — ele tentou sorrir e eu apertei sua mão. — Amigos. Respiramos fundo juntos, talvez tudo realmente tivesse de ser terminado ali mesmo. — Que horas começa o luau? — perguntei. — As oito. — Nove horas estaremos lá. — Ok, já que vocês hoje não voltam para a praia a tarde é melhor a gente ir almoçar um pouquinho mais tarde. — Pode ser. Ficamos em silêncio, um silêncio desconfortável que nunca houve entre a gente, demoramos mais um pouco, fomos para água, e depois fomos almoçar.
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