Dentro do carro, Adrian dormiu e fomos cantando várias músicas até chegar lá. Quando chegamos fazia um sol maravilhoso.

- Praia – gritamos eu e as meninas.

- Nada disso – gritou minha mãe de volta – Pode subindo as coisas. – ela riu – E me ajudem a fazer o almoço e depois... PRAIA!

E e as meninas rimos, uns dez minutos depois meu pai chegou com os meninos, fomos arrumando as nossas coisas no meu quarto. Os meninos ficaram no quarto de

hóspedes que tinham dois beliches.

- Porque não vão para o quarto que tem cama de casal? Têm três quartos de hóspedes aqui. Porque quando a gente vem, sempre trazemos algumas pessoas. – meu

pai disse.

- Não, está tudo bem. Lá é super confortável. – Rick sorriu.

- Rick, vai lá com o Gustavo e o David comprar os refrigerantes, e Adrian me ajudem na churrasco! – meu pai gritou indo para a parte de fora da churrascaria.

- Anne, Christine e Jayne vem me ajudar no almoço.

Fomos ajudar minha mãe, fizemos o almoço. Com a maior fofocada na cozinha. E lá fora meu pai e Adrian batiam o maior papo.

- Coloquem os refrigerantes ai na geladeira. – gritou David.

- Anne ajuda eles. – minha mãe pediu.

Fui ajudando um a um, pois eram muitos refrigerantes, iamos ficar praticamente seis dias lá. Na vez do Rick quando fui pegar o refrigerante de sua mão, passou sua mão pela minha olhou no fundo dos meus olhos e saiu andando.

- Anne? – chamou Jayne. – Acorda!

- Foi mal – eu disse voltando a ajuda minha mãe.

- Estou doida pra me jogar no mar. – disse Christine.

- E eu – falei – Vou me jogar no mar e me limpar de amores do passado que só me fazem mal.

- Isso ai amor. – disse Adrian entrando na cozinha – gostei de ver!

Eu sorri amarelo, terminado o almoço e o churrasco fomos todos almoçar. Uma bela de uma bagunça. Tocaram a campainha.

- Chamou alguém? – meu pai perguntou pra minha mãe.

- Não. – ela nos olhou estranho.

- Deixa que eu vejo – disse Rick se levantando.

Ele já era da casa, de tantas as vezes que ele esteve lá. Ele foi e voltou uns cinco minutos depois.

- Quinta feira tem luau. Aê! – ele gritou e nós o acompanhamos no “aê” – Vamos poder ir tia? – ele perguntou pra minha mãe.

- Vão Rick. – ele riu.

- Aê – ele disse de novo e nós o acompanhamos. – Tinha que ver a garota que veio entregar o papel do Luau, muito gata.

- Ah que ótimo, ele já tem um alvo. – eu debochei sem tirar os olhos da comida.

- Tô solteiro Anne, e como você disse que eu sou um ótimo professor, não posso falhar na missão. – ele piscou pra mim.

- A comida que vocês fizeram está ótima. – Adrian mudou de assunto.

- Obrigada. – agradecemos.

Terminamos o almoço e resolvemos não ir pra praia pelo menos naquele dia, ficamos curtindo um churrasco em casa, colocamos uma música alta, meu pai foi buscar os pais do Rick que tinham desaprendido a chegar na casa e minha mãe foi alimentar a sua mania de limpeza. Então resolvemos dançar, enquanto Gustavo e Adrian estavam jogando vídeo game na sala. Rick vinha dançando pro meu lado e eu saia. Até que eu desisti e sentei, ele sentou do meu lado.

- Dá pra parar de me seguir? – pedi.

- Não! – ele sorriu – Só quando você me ouvir.

- Acho que é isso que eu estou fazendo agora.

- Anne, eu não posso e não quero te contar essa história. Mas eu nunca te trai.

- Atá – debochei – Você ia ter um filho e nunca me traiu.

- Eu achei que ia ter Anne, achei! Mas você não vai querer entender.

- Quem sabe quando você puder e quiser me contar a história.

- Eu te amo Anne, mais do que tudo. Se eu não voltei antes foi porque eu não queria deixar a bolsa que eu te falei que tinha ganho. Mas o motivo de eu ter ido pra lá foi essa criança.

- Rick. Eu não quero ouvir nada que me faça lembrar da Ana.

- Acredite, nem eu.

- É claro que não quer. Agora tem a garota que nos chamou pra ir no Luau né.

- Eu só fiz isso pra te perturbar. E pelo visto consegui. – ele sorriu.

- Conseguiu nada. – fiquei vermelho.

- Olha Anne, eu tentei fazer de todas as formas isso dar certo, mas você nunca me ouve e eu sou sempre errado de tudo. Mas vamos ser pelo menos amigos. Pode ser? – ele sorriu de lado.

- Pode. – eu sorri e apertamos as mãos.

- Amor, amor e venci o Gustavo. – chegou Adrian gritando.

- Que máximo amor! – fingi entusiasmo enquanto Rick prendia o riso.

- Vamos ver um filme agora. Vem amor, vem Rick. – ele chamou e nós fomos.

\"\"