Eu sorri, agora eu tinha certeza de que eu

descobria o que tinha acontecido, Christine poderia ser uma detetive se ela quisesse. Peguei meu celular ignorando todas as mensagens e ligações do Rick e

enviei uma mensagem pro Adrian: “Já me decidi, espero poder conversar com você pode conversar comigo amanhã lá em casa, umas duas horas”?

Ele respondeu que sim e eu fui dormir, estava cheia de dor de cabeça de tanto que eu chorei. No outro dia acordei, tomei café com a família da Jayne e Christine e fui para casa. Quando passei Rick estava na janela, e saiu. Ou seja, ele viria atrás de mim.

- Aconteça o que acontecer, não deixem o Rick entrar aqui! – implorei pros meus pais.

- Porque?

- Porque ele me trai com aquela Ana que estava lá ontem e eu descobri que até pai ele ia ser.

- É o que? – Meu pai levantou do sofá

- É, pai. Então por favor.

- Estou pasma. – minha mãe murmurou – Rosalie não me contou nada disso.

- Vocês são meus pais, ela jamais contaria para vocês! – a campainha tocou – deve ser ele.

- Eu atendo – falou meu pai abrindo a porta – O que você quer Rick?

- Eu preciso falar com Anne, pelo amo de Deus não me priva disso.

- Ela não quer te ver nem pintado de ouro.

- Então não vou mais viajar com vocês amanhã – ele disse olhando para dentro da minha casa.

- Mas aí é diferente, ela não quer te ver hoje!

- Anne! – o Rick gritou – Eu te amo, não faz isso comigo.

- Rick, acho melhor você ir embora. Você tem uma criança pra criar. – meu pai fechou a porta na cara dele.

- Ele não vai ter filho pra criar pai. Ele ia ter.

- O que vale é a intenção. – meu pai riu.

- Bobo! – eu disse subindo as escadas com os olhos marejados.

Entrei no meu quarto e tranquei a porta. Não queria ninguém me perturbando.

- Anne! – ouvi fora da minha casa, fui até a janela era o Rick berrando em baixo da janela do meu quarto – Eu te amo, me ouve, deixa eu te contar o que aconteceu.

- Pra que Rick? – eu gritei de volta – Parece que cada palavra que sai da sua boca é uma mentira!

- Anne não faz isso comigo!

- Porque? Você já me fez tanta coisa.

Ele me olhou, eu ignorei aquele olha dele e fechei a janela, faltavam exatamente uma hora pro Adrian chegar. Depois de passar meia hora gritando, Rick foi pra casa. Eu desci e fui pra parte de trás de casa. Adrian logo

chegou.

- Oi Anne fala.

- Olha eu quero voltar a namorar com você – fui direta – mas com as mesmas condições de antes.

- Que você ainda ame o panaca?

- É.

- Mas não vai me trocar de novo em menos de uma semana vai?

- Claro que não – eu peguei sua mão – mais do que nunca eu preciso esquece-lo e aprender a te amar.

- O que me garante que eu posso acreditar dessa vez?

- Antes eu não sabia o motivo, sabia apenas que eu precisava esquecer o Rick.

Agora eu tenho motivos. O Rick que eu namorei a três anos atrás morreu, ou nunca existiu. – eu suspirei.

- Então tudo bem – ele sorriu.

Então eu o beijei. Ficamos um tempo abraçados, e percebi que ele ainda estava na defensiva. Passamos a tarde juntos rindo, mas como amigos, do que como namorados. Como sempre.

- Você já fez sua mala? – perguntei.

- Claro, eu sou o super organizado, lembra? – ele riu.

- É – eu sorri – eu ainda não fiz.

- Então eu vou embora para que faça. Preciso combinar tudo com o meu pai como vai ficar a minha parte na empresa enquanto eu vou estar viajando com vocês.

- Tá bom. – ele me beijou e foi embora.

Subi as escadas para fazer a mala, eu estava com medo do que poderia acontecer naquela viagem. Rick e Adrian juntos, era uma fórmula que nunca daria certo. Eles sempre se estranhavam, desde antes do Rick ir embora para Miami. Rick. Pai. Ana.

- Chega! Não quero pensar nisso – gritei sozinha balançando a cabeça, enquanto arrumava as malas.

No outro dia na hora da divisão dos carros.

- As meninas vão comigo. – disse a minha mãe.

- E os caras vem comigo. – disse meu pai.

- Eu não vou entrar no mesmo carro que esse mané não. – disse Rick se referindo ao Adrian.

- Então eu vou com a minha namorada. – Adrian respondeu me abraçando e eu sorri pra ele.

- Namorada? – Rick perguntou.

- Anne rápida. – Gustavo debochou.

- É porque eu aprendi a ser rápida assim com um ótimo professor. Não é Rick? – olhei pra ele debochadamente puxei o Adrian e entrei no carro, e assim fomos em direção a casa de praia.