Assim que entramos não conseguimos disfarçar a

surpresa, sabíamos que a decoração da festa seria boa, mas não tanto quanto estava. Fomos direto procurar uma mesa para que pudéssemos nos sentar. Achamos e fomos.

- Você pode trazer uma batida de morango sem álcool pra mim por favor? – pedi

- Também quero! – Jayne disse.

- Eu também! – Chris disse. – E você mô quer alguma coisa?

- Eu quero uma de abacaxi!

- Eu quero uma de limão. – Rick disse.

- A minha também é de limão. – David pediu.

O garçom foi buscar e ficamos apreciando a decoração da festa. Logo chegaram outras pessoas da nossa sala que se sentaram conosco.

- Pra mim de todos os anos essa foi a melhor decoração. – afirmou Jayne.

- Alguém tem duvidas disso? – perguntei. – Me lembrem de parabeniza-los na segunda feira!

- Acho que amanhã no jantar é uma boa ocasião para anunciarmos a nossa volta – ele passou o braço por cima dos meus ombros. – Vamos voltar né?

- Claro – eu sorri. – Hoje eu vou dormir sozinha lá em casa, meus pais foram lá pra casa da vovó.

- Os meus foram junto com os seus. – ele riu – Então já sabe, qualquer coisa me grita!

- Pode deixar.

Nossas bebidas chegaram, conversamos e rimos muito. Então começou a tocar uma música que eu era apaixonada.

- Ah, eu quero dançar! – gritei – Vamos Jay, vamos Chris.

Levantamos e fomos pra pista de dança. Nos acabamos de tanto dançar, fomos até o chão super empolgadas, quando eu estava dançando senti alguém pôr a mão na minha cintura, pulei assustada.

- Calma amor, sou eu – era o Rick

Continuamos dançando juntos, até que ele virou e me beijou. Beijar na pista de dança era a melhor coisa que tinha, com aquela música que parece que ia nos envolvendo, se misturando com o beijo. Nossos corpos iam se mexendo juntos no ritmo da música.

- Vamos sair daqui? – ele perguntou fazendo bico.

- Não Rick, sossega! – eu ri

- Chata!

- Tarado!

- Linda! – ele voltou a me beijar.

Nos separamos e continuamos dançando até as minhas pernas doerem, depois fomos nos sentar.

- Nunca tinha me divertido tanto – eu disse.

- Claro, você ficava emburrada pensando no Rick – David debochou.

- Nossa eu estraguei sua vida mesmo. – Rick disse.

- Ei! É dia de festa. Nada de lembrar de coisas tristes. – falei.

- Isso ai. – Chris comemorou.

- Gente olha que baixo astral, tendo discussão ali no canto da pista de dança – Jayne falou – Porque será?

- Por causa daquela tá de Aninha – Gustavo informou – ela entrou esse ano, mas já ficou com dois só da nossa sala. Sendo que ela é de outra. Ai depois os caras ficam aí se atracando. Mas disseram que ela morava aqui a três anos atrás, estudava em outro colégio. Mas ai se mudou pra não sei onde e esse ano voltou.

- Nunca ouvi falar nela – afirmei.

- Sorte a de vocês. – Rick disse.

- Como assim Rick? – perguntei

- Nada – ele disfarçou. – Vamos pensar em outras coisas! Tipo pedir mais um drink. – ele respirou fundo.

- Tem certeza? – insisti.

- Claro Anne, não é nada!

- Mas...

- Gente nada de climão hoje. – Jayne me interrompeu – Vamos curtir a festa!

Bebemos mais uns drinks sem álcool e logo depois voltamos para a pista de dança, quando estávamos dançando a tal da Aninha olhou para o Rick abriu um enorme sorriso e deu tchauzinho.

- Isso foi pra você? – perguntei.

- Claro que não Anne! – ele ficou tenso.

Me levou para o outro lado da pista, mas não foi o suficiente porque a Aninha fez questão de vir nos cumprimentar.

- Oi Rick querido – ela deu um beijo em cada bochecha dele.

- Oi Ana – ele foi seco – essa daqui é a minha namorada Anne.

- Oi – eu disse.

- Ah, então você que é a tal da Anne? – ela perguntou. – Ouvi falar muito de você.

- Sério?

- Sim, mas até do que gostaria – ela trancou os dentes – não é Rick?

- É Ana, mas enfim. Deixa eu ir lá que, nós temos alguma coisa pra fazer bem longe daqui.

Ele me puxou pelo braço até a nossa mesa, David, Gustavo, Jayne e Christine ainda dançavam.

- Quem é essa garota Rick?

- É a filha da amiga da minha mãe e nós éramos vizinhos lá em Miami. – ele respondeu rápido.

- Sei – fingi aceitar a história. – ela já está dançando com outro garoto. Credo!

- Pois é, essa é a Ana. — ele olhou com desdém.

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