Promessas

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Em um leve momento de inspiração, escrevi essa oneshot e imediatamente gostei dela.
Espero que vocês gostem tanto quanto eu!

Boa leitura.

Uma desgastante batalha acontecia. Ambos os lados que estavam lutando estavam cansados e com pouco chakra para dar a próxima investida, e certamente o golpe final. Arfavam, tentando controlar a respiração descompassada.
O corpo doía, e a mente doía mais ainda. Afinal, eram irmãos e estavam numa batalha para morrer. Eram pessoas que foram criadas juntas, que se amavam, mas mesmo assim tentavam se matar naquela feroz luta. E o vencedor teria a glória de ser o sucessor do Sábio dos Seis Caminhos, seu pai.

Não escondiam nada, porque a força do outro não permitia. Estavam no mesmo nível, mesmo que não quisessem admitir.

— Indra! — Ashura gritara. Seu olhar ainda era de desapontamento, raiva, incredulidade e quaisquer outros sentimentos combinados à questão principal: por que estavam fazendo aquilo?Com tantas emoções misturadas, autocontrole é algo impossível. Algumas lágrimas fizeram questão de cair tímidas pelo rosto do rapaz. — O que consumiu seus sentimentos? Sua dignidade? Seu desejo de paz? Quem ou o que te proporcionou a Maldição do Ódio?

Indra olhara de maneira arrogante para o irmão. Aproximava-se vagarosamente do mesmo, e os passos que ecoavam faziam aquilo parecer uma tortura. Certamente almejava desferir o último golpe e acabar com aquilo, já que seu Sharingan continuava ativado e o Susano’o pronto para se defender ou atacar.

— Paz... — Indra resmungara. — Ashura, esse ódio que queima dentro de mim é a prova de que não existe paz! O único que podia trazer algo chamado paz era o nosso pai, mas ele não está mais aqui. Agora, somos apenas tolos que vivemos buscando uma simples utopia.

— Nosso pai nos confiou a tarefa de procurar a paz! — desta vez, a voz de Ashura estava mais firme e as lágrimas estavam começando a cessar. — Mesmo que ele tenha me escolhido como sucessor, eu acredito que ele nos queria juntos para trilhar o caminho até a paz.

Indra parara de caminhar repentinamente. Estava quieto e parecia pensar, mas logo seus lábios formaram um sorriso cínico e disse:

— Eu não acredito nisso.

Ashura, com seu avatar de três cabeças e seis braços, dera um soco no estômago de Indra. O mesmo voara alguns metros, até se chocar contra uma parede e cuspir sangue.

Ashura foi ao encontro do irmão rapidamente. Viu que o Susano’o do mesmo sumira, mas o Sharingan ainda estava lá, ativo.

— Não precisávamos ter lutado. — o tom de Ashura era frio, mas seus olhos mostravam compaixão. — Agora é tarde demais. Percebi que você não desistirá mesmo se eu implorar ou dizer mil coisas. Alguém que foi consumido pelo ódio não é digno de reivindicar a sucessão de nosso pai para buscar a paz.

Indra ainda cuspia sangue. Seu irmãozinho, que sempre esteve à sua sombra, finalmente lhe dera uma lição. E ele estava certo: alguém consumido pelo ódio não é digno de procurar a paz.

— Ashura, prometa-me uma coisa. — sua voz saiu quase como um sussurro. E antes que pudesse continuar, cuspiu mais sangue. — Prometa-me que não descansará enquanto não obtiver a paz! E uma última coisa... nunca desista de tirar o ódio das minhas futuras reencarnações. Nelas, seremos rivais; já está predestinado. E cabe a você, de coração puro, acabar com isso nas suas futuras reencarnações. — Indra começara a fechar os olhos com um pequeno sorriso nos lábios. Por fim, não deu mais sinais de que estava vivo.

— Eu prometo! — ao ver o irmão morto, Ashura não controlara o intenso choro. Agora tinha o peso de duas missões nas costas, e as levaria a sério.

Num lugar próximo, havia uma pedra bastante longa que, de altura, batia na cintura de Ashura. O mesmo pegara o corpo de Indra e o colocara lá, pegando algumas flores brancas e cobrindo o corpo de seu irmão morto.

Seu choro ainda não cessara, mas ficou tentando contê-lo por alguns segundos. Outros membros do clã, incluindo os filhos de Indra e os seus, iam entrando no local para poder ver o que havia acontecido. Alguns choravam, outros estavam perplexos e uma minoria se manteve indiferente.

Ashura olhou de relance para os filhos de Indra, que choravam desesperadamente por cima do corpo do pai. Certamente nunca seria perdoado por seus sobrinhos.
Com isso, se retirou do local tentando se manter indiferente. Prometera coisas a Indra, e precisaria ser mais forte se quisesse realizá-la

Notas finais
Avatar de Ashura: http://vignette1.wikia.nocookie.net/naruto/images/9/96/Modo_de_Batalha_de_Ashura.PNG/revision/latest?cb=20140328024604&path-prefix=pt-br

Mangekyou Sharingan de Indra: http://vignette2.wikia.nocookie.net/naruto/images/7/70/S%C3%ADmbolo_MS_Indra.svg/revision/latest?cb=20140403031230&path-prefix=pt-br

Susano'o de Indra: http://vignette3.wikia.nocookie.net/naruto/images/a/aa/Susanoo_%28Indra_-_Mang%C3%A1%29.PNG/revision/latest?cb=20140328024249&path-prefix=pt-br
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