Promessa de Sangue
3 Tentação
Notas iniciais
Há sete anos atrás, naquela noite, a madeira já antiga rangia sob meus pés gelados a cada passo cautelosos que mais aumenta a apreensão de acordá-lo em meio ao seu sono, acordá-lo de seus sonhos.
A janela emendada após um pequeno incidente de só quem o presenciou, riu do que virou uma lembrança cômica, mas que talvez será esquecida com o tempo.
Em minha mente, fazendo isto eu o protegeria e o faria voltar novamente a sua vida pacifica antes de mim, antes de minha pessoa alimentar aquele sentimento estranho que por teimosia, continuara a me atormentar sempre que o via, mesmo sem querer.
Era lua cheia, e sua luz infiltrava-se pela janela como um ladrão silencioso, porém, mostrando toda sua majestosidade. O corredor da modesta casa não tão extenso do qual a porta do jovem padre ficava exatamente ao final dele, mostrando-se uma porta de madeira antiga talhada pelas mesmas mãos que me fizera sentir-me livre e em plena 'vida' novamente.
Girei a maçaneta em bronze com a delicadeza que nunca havia tido, abri a porta que rangia a medida que a mesma enquanto se movia, dava-me a visão do maior adormecido com seus longos fios dourados espalhados pelo travesseiro branco de penas.
Aquele sentimento incomum, totalmente incontrolável, era frustrante. Suas janelas abertas e cortinas marfim combinavam com a noite e principalmente com o 'adeus' que minha boca estava destinada a dizer, pois nada impedia. O relógio prateado a cima da cabeceira marcava o horário que pelo meu ver, não podia demorar tanto ali, pois o sol já está querendo sair do horizonte.
Talvez eu estivesse pecando por cobiçar o padre, porém minha alma já estava condenada ao inferno mesmo. Observei seu corpo adormecido em uma cama de madeira, que pensei talvez ele tivesse construído também. Percebi em seu pescoço, não tão longe de seu ombro, a marca ainda não desaparecida de meus caninos no primeiro dia que o vi.
— Me perdoe — Disse no mesmo momento — Deixei estas marcas horríveis em uma pele tão pura — Ele mexeu seu corpo, por um minuto senti que Angelo iria acordar e paralisei, mas aliviei-me a tensão quando seu corpo apenas mudara a posição. Retirei as mechas loiras do rosto pálido com delicadeza. Seu peitoral subia e descia em uma respiração serena e deduzi por suas feições que mudavam que estava sonhando. — Eu prometi que ficaria, mas ficar perto de você é o mesmo que matá-lo aos poucos, é o mesmo que provocar-me por estar tão perto.
Por um longo período de tempo, pensei que poderia voltar a 'vida' que talvez por uma chama de esperança podia ser reconstruída por aquele homem, minha quase caça.
Foi em uma noite de verão em Nova Orleans que me despedi do jovem padre que em séculos, fora a primeira vez que me senti viva.
— Perdoe-me padre, pois eu pequei.
Nosso começo foi turbulento, mais que muitos desastres naturais, frio. Era dia da caçada após o começo da quebra do tratado, cleros, civis, todos, era tido como prêmio a cabeça dos demônios que sugavam o sangue de homens, e por ironia do destino e falta de sorte sobrenatural, que me encontraram, mas naquela noite, justo naquela noite, eu estava fraca, e com sede, era o mínino que poderia ocasionar uma madrugada de caça perfeita e incessante para aqueles que nos odiavam mais que o próprio diabo.
Em uma floresta escura, sombria, mesmo quando a lua cheia iluminava, ou ao menos tentava as arvores não davam passagem para a luz. Alguns animais ainda não haviam adormecido, e com minhas forças quase escassas era localizá-los que se tornava dificultoso.
Era eminente o perigo da lua cheia, não tão quanto a sangrenta, onde todos fechavam suas portas e janelas e quem estava nas ruas de toda a cidade, tornava-se alvo de vampiros descontrolados, era por situações assim que nosso tratado existia, especialmente naquela lua, os vampiros ficavam mais fortes e os que já o eram, tornavam-se temidos, até pelos próprios clãs.
Mas a floresta era o que mais me preocupava, era chamada para os lobisomens. Pensei que meu estado nunca chegaria plenamente ao seu limite, que as feridas a medida que os galhos cortavam minha pele enquanto corria, rapidamente se curariam, mas nada disso estava acontecendo.
Por alguma sorte, um animal que se mostrava um cervo, bebia água perto de um pequeno lago, me dera esperança de alimento, sem pensar em uma segunda vez, com o pouco de força que restava a mim, a concentrei em minha mão direita do qual as unhas acresceram um tanto afiadas e sangrentas dando um ataque direto em seu peito para não tê-lo que o ver agonizando.
— Desculpe — Disse para o corpo sem via a minha frente, entretanto, antes de meus dentes adentrarem a pele, me afastei do corpo imóvel do animal, o estrondo de um trovão estremecia meu corpo e então, também senti as vibrações distintas de um outro ser vivo, hostil, perigoso.
— Pare de mistérios, não sou o tipo de pessoa que gosta de suspense — O provoquei.
— Saia do nosso território — A voz masculina, um tanto viril me alertava.
— Não estou vendo nenhuma placa de aviso aqui, Harvir, e pode apostar, que não estou no clima para lutas ou discórdias — Me virei novamente, se o sangue esfriasse seria difícil bebê-lo depois de um certo tempo.
— Até quando está tão vulnerável consegue ser tão rude — Ele virou-me brutalmente obrigando-me a ver seus olhos amarelados e raivosos, retirei sua mão de meu ombro.
— Você não quer uma briga agora cãozinho — Era uma rixa antiga entre mim e o rapaz moreno de sangue quente, mas nunca conseguimos chegar a matar um ao outro, talvez por causa do divertimento ou algum motivo que ainda desconheço. Nossa raça era inimiga a décadas, talvez a mais tempo do que conhecíamos e mesmo assim nós dois éramos desencorajados a tirar vidas.
Senti algo pegar em meu pescoço em um movimento ligeiro e o rosto de Harvir perplexo e em uma fração de segundos senti meu corpo se chocar com o tronco de uma arvore próxima.
— É um prazer ter o líder considerando suas boas vindas pessoalmente, tão receptivo — Disse forçadamente enquanto tentava me levantar com dificuldade, logo cuspindo uma grande quantidade de sangue.
— Você não devia estar aqui — Com a voz grossa do maior notava-se o ódio, e com isso, mais lobos transformados se mostravam surgindo da escuridão onde a luz pálida da luz não tocara. Os olhos amarelados logo se mostravam exibindo lobos enormes de cores diferenciadas, a pelagem amarronzada, cinzenta e negra era dotada de um brilho natural, esbanjando um poder desconhecido.
Talvez eu fosse repetir a mesma frase que disse a Harvir mais cedo, porém os olhos do mesmo me diziam para não o fazer. O líder da alcatéia o olhou de relance por um momento e voltaram-se os olhos para minha figura em seu pior estado, miserável, e isso me irritava.
— Eu soube com minha incrível habilidade de leitura, vocês assinaram o tratado do qual está escrito que a caça é licita para ambas as espécies, senhor Macho Alfa — Observei o corpo do cervo perto do lago onde seu sangue tingia a água, e percebi que era tarde demais para conseguir alimentar-me — Entretanto, não precisam ocupar suas mentes com isso, não me serva mais para nada.
Com minha ambição plenamente destroçada, passei pelos mais altos sendo seguido pelos olhos ferozes da alcateia a caminho da floresta, mas não antes de escutar o que o líder tinha a dizer.
— Estamos apreensivos — Parei meu caminho e por conseqüência em meio aos lobos, mas não era o que mais me importa, aquela espécie apreensiva era mais raridade — Acho que alguém está tentando ocasionar uma guerra, mais do que a que nós estamos agora — Girei meus calcanhares e fitei o olhar tenso do macho alfa. — Mataram dois dos nossos caçadores e conseguiram inibir o odor, não sabemos se fora humano, muito menos vampiro pois não havia sinais, então redobramos toda a nossa segurança e tiramos a confiança em todos — Se alguém estivesse com esta intenção e ocasionar uma guerra entre as três espécies, era o maior motivo de preocupação, muito menos tiro a razão dos lobos estarem desconfiados de qualquer um.
— Tentarei ajudar, mas peço que seja mais simpático e não estrague a comida alheia, desperdiçar alimento é pecado, e não significa que serei amiga de vocês, apenas não quero uma guerra, seria muito barulhento — O chefe apenas fitou-me e soube que era apenas justiça o que eles queriam, sem falar uma palavra, concordamos em nos ajudar, mas fora apenas pouco tempo de calmaria, a tempestade estava mais próxima e a destruição a seguia como aliada.
Era questão de minutos até me descontrolar, até ser tomada por um desejo doentio por até menor que seja a gota de sangue. Por mais forte que parecíamos ser apenas uma coisa era capaz de fazer de nós completos assassinos, a sede descontrolada.
Eu tinha um azar imenso ou uma sorte tentadora, vi a luz de uma lamárina, logo sem nem mesmo exitar senti o coração pulsante e o cheio do sangue debaixa da pele a metros de distância e não conseguia pensar, da mesma forma que o servo, mas eu vi, que depois de toda uma ação rápida, sem ao menos prestar a devia a atenção no rosto perplexo do homem, apenas seus olhos me observavam arregalados.
Os olhos humanos, o único espelho do qual conseguimos ver nosso reflexo, eles mostram quem somos, nossa natureza, a imagem de assassino a sangue frio. Logo ouvi um grupo de homens a gritarem o nome de seu amigo não tão longe, assim que se depararam com o homem praticamente quase assassinado e os caninos de minha pessoa já incapaz de desaparecer, os tão vermelhos quanto o vinho iluminado por velas tingido pelo sangue de cada um que tirei em meus primeiros anos, um monstro, um...
— Vampiro! — O único nome que ao ouvir armas que não funcionavam, agora, pela franqueza do meu corpo, podiam ser doloridas, mas não tão tortuosa quanto à pele exposta ao sol.
Os tiros começaram sem exitação ou remorso, era como flashes resplandecentes a cada bala disparada pela floresta. Corri, mais do que as pernas podiam agüentar, os tiros feitos com sucesso, atravessavam meu corpo que tentava se regenerar enquanto o temporal começara e o sangue escuro era lavado, mas nada o impedia de jorrar enquanto ainda não cicatrizadas. As pedras que pisara já não me incomodavam mais enquanto feriam meus pés, a pureza da chuva não lavava a podridão de toda uma alma condenada, talvez, eu pudesse morrer, porém nada do que possuíam poderia causar outra coisa, além de dor.
Como uma memória que talvez travasse uma luta entre lembranças boas e horríveis, me deparei em meio a floresta a casa onde morei a décadas, diferente, reformada, porém a mesma aura que emanava e lugar onde fora construída, árvores que um dia plantei, antes de tudo, antes de trezentos anos.
As velas acesas mostravam que alguém estava presente, mesmo o pulsar fraco que sentia do seu coração, caminhei até a casa de madeira enquanto ouvia cães latirem ao longe, perseguindo meu cheiro. Subi alguns degraus que havia para chegar próximo a porta com dificuldade depois de um pequeno corredor de madeira com bancos, do qual um estava quebrado. O temporal estava cada vez mais intenso, como se o céu estivesse prestes a cair. Por uma janela empoeirada por dentro observei o homem de cabelos longos e loiros, mas que vestia uma batina, e percebi que era ainda jovem, ainda em seu caminho para se tornar um padre católico. Eu estava quase, finalmente, morrendo, mas eu precisava de sangue, mais do que nunca.
Minha garganta queimava com a secura, o analisei por um bom tempo, fora quando ele virou-se e percebeu minha presença, seus olhos claros me causaram estranheza, pois não conseguia enxergar por um momento a minha figura em seus orbes azuis.
Ele era diferente, quase que hostil para mim, mas tão sereno. Talvez eu fosse embora e decidisse deixá-lo ali, mas a sede que sentia apenas me fazia querê-lo, o odor diferenciado do seu sangue podia atiçar vampiros recém-nascidos a quilômetros de distância daquele lugar, era tão tentador quanto à própria luxuria.
Em milésimos de segundos me vi em frente à porta de madeira da casa, a ventania molhava parte do local, as janelas escorriam e então ouvi a maçaneta girar, senti os olhos do mais alto sobre minha pessoa, como se eu pudesse sentir a intensidade que analisava os ferimentos, ele sentiu pena.
— Entre, não tenha medo — Sua voz era tão serena quanto ele, profunda e um tanto tentadora. Eu não podia entrar na casa de um humano sem ser convidada pelo mesmo, era como riscar uma das regras do nosso mundo com as unhas.
Eu não podia, mas estava ficando fora do meu juízo a cada minuto que passava, senti que minha cabeça iria ser decepada pela sede que teimava contra meus esforços.
— Espere-me aqui, vai ficar tudo bem — Droga, era como se eu estivesse sendo obrigada por sua voz a ficar, uma obediência desconhecida, do mesmo jeito que nos tempos onde os clãs antigos mais fortes tinha sua força na voz, quando queriam controlar alguém, mas ele era apenas um homem, era tão impossível, era tão humano.
Ele subira as escadas para o segundo andar da construção, ouvi seus passos apressados pelo teto também feito de madeira onde caía poeira por onde pisava, denunciando suas rotas pelo segundo piso. Ele parecia desesperado para achar algo, era tão ingênuo, ri abafado o que acabou causando um desconforto estranho.
Sem meu consentimento os caninos em minha boca acresciam, as unhas se tornavam mais afiadas, como se pudessem cortar uma pessoa ao meio sem o mínimo de esforço, naquele momento, percebi o quão selvagem e fora do controle poderia me tornar. Desculpei-me mentalmente pela morte que poderia ocasionar a quem tentava me ajudar.
Eu simplesmente apaguei por um momento, não via mais nada, fora tão rápido, mas senti o cheiro do sangue que escorria por minha boca, era como se tivesse se tornado um vicio repentino, era bom, o que tornava quase impossível de parar.
— Irá ficar tudo bem... Eu prometo — Senti as mãos calorosas tocarem meu cabelo, sua voz entrecortada, consolando um demônio. Desprendi meus dentes de sua pele rapidamente me afastando do seu corpo.
— Droga... — Sentia remorso, raiva por não conseguir controlar e quase matar um humano. O jovem padre tentava se aproximar, mas do mesmo modo eu me afastava até a parede impedir meu êxito de não chegar mais perto daquele homem.
— Finalmente resolveu falar, não é mesmo? É um avanço – Ele sorriu, mas pude ver que sentia dor, era um sentimento acolhedor, eu nunca havia presenciado um sorriso sincero como aquele depois de muitos anos.
Fitei o chão manchado por gotas de sangue, escondi meu rosto da sua visão, era tão puro, diferente de mim.
— Porque eu tenho que ser desse jeito? — Era tão frustrante, triste em seu todo, conseguir sobreviver apenas da morte dos outros ao seu redor — Ter que fazer tudo isso, viver de um modo tão... — Mordi meu lábio inferior o machucando com o ato. Suas mãos seguravam as minhas as retirando do meu rosto, ele não tinha medo, muito menos aversão, tão diferente, contrariava meus pensamentos e poderia fazer o mesmo com os de muitos outros.
— Não é errado querer sobreviver — E naquele momento, pela primeira vez em trezentos e vinte e dois anos, senti a compaixão.
Me abstraí de admirar a figura a minha frente por um momento, quando ouvimos o som de batidas na porta, incessantes e persistentes. Entreolhamos-nos, ele agora sabia a quem estavam procurando, quem não resistiria a entregar um vampiro vivo, afinal, a cabeça de um agora valia incríveis vezes mais. Não estava totalmente recuperada, mas apenas tentava aceitar que a morte de um monstro tinha de ser deste jeito, frio.
— Fique escondida — Estava perplexa, indagando-me o motivo dele querer me proteger, sobre seus valores que iam contra os dos demais. Apressei-me e esperei atrás de um sofá que ficava próximo não tão próximo a porta, mas dava para ver nitidamente o que acontecida.
— Padre D'Angelo — Um dos guardas o reconheceu, o padre escondeu seu ombro ferido atrás da porta e observei seu olhar de soslaio ligeiro para mim.
— Boa noite, o que o trás aqui, senhor? — Perguntou calmo, como se nada estivesse acontecendo, muito menos mostrando que sentia dor.
— É que... — A curiosidade fez com que o guarda tentasse sorrateiramente olhar para dentro da casa, logo escondi-me, seu cão rosnava contra o cheiro do meu corpo que estava logo atrás do sofá. — Estamos atrás de um vampiro que quase matou um dos nossos.
— Se eu souber algo, não vou hesitar em chamar o senhor — Tentei abaixar-me, e olhar novamente pelo lado do móvel onde o cão quase me denunciara, o fitei por um tempo e ouvi choramingar o que fez os dois na porta estranhar a ação do cachorro.
— Por que não está usando sua cruz? É tão raro vê sem ela — Indagou o mais velho.
— É que estava quase entrando em meu banho, senhor — Tentou explicar, o que foi inteligente de sua parte. – Está chovendo muito, o senhor pode ter dificuldades em voltar para casa — O mais alto sorriu amigável, o que conseguiu a confiança da pessoa a sua frente.
— Mas é claro, desculpe o incomodo, padre, tenha uma boa noite — Retirou o chapéu em respeito e deixou a casa descendo os degraus, o maior acenou e apenas fechou a porta respirando de alivio pela situação um tanto quanto tensa.
— Você podia ter me entregado se quisesse — Levantei-me o fitando enquanto o mesmo prendia seu cabelo em um rabo de cavalo baixo, mas que ainda deixava algumas mechas menores à frente de seu rosto.
— Não sou deste jeito — Disse enquanto retirava a batina mostrando apenas uma blusa branca e calça preta que usava por baixo, ele realmente escondia seu corpo esguio, seu rosto aparentava estar em seus vinte anos, praticamente começando a vida e iniciou de um jeito tão errôneo em proteger-me.
Apesar de sua ação, ele parecia um tanto incomodado com algo, aproximou-me de mim sem aversão ou medo. Ouvi sua voz rouca e por um instante estremeci.
— Você está bem? — Sua preocupação era real e calorosa, estranha, para uma pessoa como eu.
— Você que está sangrando e pergunta se eu estou bem? — Ri um pouco cansada pois minha desenvoltura em recuperar-me estava tão lenta quanto o amanhecer que demorava a chegar — Demora um pouco a me recuperar nessas condições – Expliquei evitando o contato visual com o maior a minha frente. — Não é normal para mim receber esse tipo de atenção.
— Podemos começar novamente, meu nome é Sebastian D'angelo — Sorriu amarelo pelo desconforto em seu ombro. Seus olhos me deixavam ainda mais confusa, um labirinto azul que me fazia perder-me, Angelo não era parecido com os homens, muito menos com os vampiros.
— Rose... Lambert — Parecia que eu podia ter esperança naquele no homem em minha frente — Mas não precisa lembrar meu nome, não vale a pena — Não adiantaria crescer afeto por ele, ou qualquer outro sentimento possível, como todos, iria morrer com o passar do tempo, enquanto eu apenas observo o tempo congelado para mim.
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