Projeto Ômega
62 Epílogo - Ômega Secrets.
Notas iniciais
PΩV Autor
Alex Jones saiu.
Deixando a sala, agora ela ficara com somente duas pessoas, Richard Loki e Arthur Evans.
Rick estava lá, na sala das mortalhas, pensando, e chorando em silêncio, sobre Mellina e Melissa. Após dar uma última olhada ás mortalhas, Loki deixou a sala quase vazia, com exceção do Marechal Ômega. Arthur estava lá pensando sobre as irmãs, além disso, involuntariamente, via o destino dele, de novo. Suspirou e ouviu algo atrás dele.
—Tenho novidades.
Secando uma involuntária lágrima, Arthur virou-se e se deparou com Julia. Seus cabelos ruivos caiam sobre seus ombros e seus olhos alaranjados olhavam com algum sentimento. Pena talvez? Arthur pensou.
—O quê? – Perguntou rouco.
—Recrutas. – Disse a Ômega.
—Ótimo. – Resmungou.
Seguiu-a para fora da sala das mortalhas, suspirando. Após um tempo, chegaram até a sala principal. Ela estava lotada. O Ômega no chão estava cheio de semideuses, conversando, resmungando e olhando em volta admirados.
Arthur, com força, foi em direção ao palco principal a frente dos recrutas.
—ATENÇÃO! – Gritou, todos pararam o que estavam fazendo, sendo conversar admirar ou fofocar. – Ótimo. Vocês estão aqui por alguma razão, ou estou enganado? – Ninguém respondeu. – Então Ok. Aqui estão os Generais que irão... Como posso dizer... Auxiliá-los. Eles são Amy, filha de Cronos... Não mexa com ela, Loki, Alaska... E outros ai. Eu sou Arthur, seu Marechal. Agora siga-os até seus quartos. – Após dizer isso saíram todos, Arthur e os Recrutas.
Loki viu Arthur sair preocupado, seguiu-o, perdeu o mesmo numa esquina, mas achou-o.
Uma mão agarrou o ombro do Marechal, olhou para o garoto que olhava preocupado, e viu atrás dele um outro Ômega.
—Está bem? – Miriam perguntou.
—Claro. – Sorriso fraco, Loki levantou a sobrancelha.
—Acho que não. Mellina hã?
—Sim. – Disse simplesmente. Lembrou-se de algo e logo disse: — Loki, Miriam... preciso de ajuda.
—Diga – falaram ao mesmo tempo. Arthur sorriu.
—Sigam-me.
ΩΩΩ
Loki estava confuso. Nunca havia visto aquela sala, e como qualquer curioso, olhava em volta vendo tudo.
A sala era cheia de portas e a luz era pouca, Arthur guiava-os até a porta central, vermelha e preta, Loki então perguntou:
—O que é isso?
—Uma sala.
—Isso eu sei – Disse Miriam, só ai Loki percebeu que Miriam perguntou junto com ele. – Mas para o que serve essa sala?
—Você verá. – A resposta misteriosa só aumentou a curiosidade dos dois, Arthur os conduziu a porta ao lado da central, verde e branca.
—Entrem.
—Mas...
—Entrem!
Suspiraram, e ao fim, entraram na porta, com a luz cegando-os, viu um sorriso de lado do Arthur, logo antes de desmaiarem.
ΩΩΩ
Arthur pensou de novo na história de Amy, “Enfiei a espada recheada de sangue de Górgona em Mnemosine, ela gritou e, por fim, morreu. Acredite se quiser. Mnemosine está morta”. Já pensava nisso há tempos, e tinha ideias para um plano... Que mudaria tudo, e que já estava escrito há mais de 3.000 anos.
Pegou a capa e saiu do quarto, atravessou os corredores e salas, até chegar à saída. Passou entre ela até sair da dimensão. O frio acertou-o em cheio junto com a escuridão, encolheu-se um pouco, e passou pelas ruas, viu crianças correndo por parques e calçadas, e os pais, preocupados, corriam atrás dos filhos. Viu inclusive, casais se beijando, outros somente demonstrando carinho, coisa que Arthur quase nem olhava. Passou por tudo, sem olhar, inclusive chamava a atenção de muitos, já que um adolescente, com capa, sem nem falar com ninguém, dava impressão de estuprador, ou ladrão, ou os destrutivos Black Blocks. O Marechal chegou após tempo, em seu objetivo; a montanha, em meio a cidade de São Francisco. Subiu, com esforço, até o topo onde suspirou e olhou para frente.
—Eu sei que está ai.
A escuridão, que antes tomava parte da montanha, se mexeu formando uma espécie de tornado, ele rodou ainda mais, até parte da nuvem negra começa a se transformar, logo a nuvem ganha um corpo, cabeça, e enfim, um corpo inteiro feito de escuridão apareceu.
—Marechal Arthur – O Ômega achou que o ser sorrira – Como está?
—Bem. Você sabe por que estou aqui não?
—Sim. Eu sei. – Ele deu uma sínica risada. – Mas está disposto a fazer isso? Você sabe o que acontecerá.
Ele olhou para o céu estrelado, e depois ao monstro negro em sua frente, suspirou, e disse por fim.
—Sim. Estou disposto Érebo.
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