Projeto genesis

5 Golpe de Estado: parte III – Contra ataque


Notas iniciais
Éeee, demorou um pouco demais, mas saiu, espero que gostem. PS1. Qualquer erro me avisem, levei tanto tempo escrevendo e corrigindo que as vezes no cansaço um ou outro passam despercebidos. PS2: Apenas para lembrar que " |texto" indica que a história esta contando algo do passado. Nós nos vemos la embaixo, Boa Leitura.

— Às vezes eu gostaria de saber quanta dor e sofrimento é necessário para mudar alguém, às vezes isso me consome de uma maneira que sequer posso imaginar, às vezes imagens perambulam pela minha cabeça, pesadelos consomem meu sono, rostos, vidas, pessoas que eu matei, e a lista não para de crescer, todos os dias tenho de levantar e me convencer de que tudo isso tem um sentido maior. Sabe, é estranho olhar no espelho e não reconhecer a própria imagem. – diz Luana, a garota esmaga um punhado de grama arrancada do chão. — Será que ao fim de tudo irei conseguir me reconhecer? Eu tive toda a minha adolescência roubada, tirada de mim. Esses poderes que recebemos apenas serviram para nos tornar alvos, meu tio nos ativou para dar uma chance ao povo de resistir ao governo, mas se foi em vão, se nós não pudermos realmente fazer algo quanto a isso, em algumas semanas seu pai terá em suas mãos o ativador dos genes novamente, precisamos nos organizar até lá.

— É incrível que pense assim Luana, sério, vejo em seus olhos a dor que passou, eu sei que nada que eu fale trará algum conforto, muito menos trazer seu pai de volta – ele se interrompeu no momento em que se deu conta de que havia tocado no assunto mais delicado do mundo para a garota.

— Foi nossa culpa também, seguimos papai e tio George, sabíamos que eles estavam se metendo em algo perigoso. – Começa a garota. – Se eu fizesse a mínima ideia do que eles estavam fazendo eu não teria ido, teria convencido a Lucas a pegar o carro e ir para o interior como papai pedira, mas ouvimos a parte da conversa. Papai reuniria pessoas que trabalharam com ele na agencia secreta. Melissa a mulher mais forte que eu conheço, sabe como lutar e manejar uma arma, “com ela podemos entrar e sair de qualquer lugar” disse papai a tio George. Guilherme um veterano que constrói armas potentes. Boom, o especialista em bombas...

— Boom? – interrompe Carlos.

— Apenas o apelido, seu nome é Marcos, era um químico nuclear, criava bombas potentes com quase todo tipo de material, depois de um tempo consideraram que ele era perigoso demais para ficar perto de tantas coisas boas para criar explosões e o excluíram do programa. Ele esta no alojamento do Rio de Janeiro trabalhando em armamento novo com Guilherme.

— Isso é novo, você nunca contou o que realmente aconteceu naquele dia.

— Bom, foi mais ou menos assim: Papai e tio George foram atrás da ajuda de Melissa, Guilherme e Boom, todos sempre ajudaram papai e após ficarem sabendo do plano todo decidiram ajudar, já ia me esquecendo, os irmãos Matarazzo também participaram. – Ela conta tranquilamente.

— Calleb e Christopher? – Pergunta Carlos.

— Sim, me deixa continuar. – Carlos apenas acenou com a cabeça e ficou em silencio. — Lucas me convenceu a seguir papai no dia seguinte, por isso acabamos no local. Guilherme conseguiu armas, Boom preparou pequenas bombas e Christopher e Calleb fizeram alguns detonadores eletrônicos para que as bombas de Boom explodissem apenas na hora certa. Melissa protegeria a retaguarda de papai e tio George.

Os preparativos não ficariam prontos até às cinco e meia da tarde no mínimo, no Maximo as seis, seu pai. o Dr. Giovanni planejava a liberação para a parte da manhã, mas tio George daria um jeito de atrasá-la. O dia correu lentamente, tio George conseguiu adiar a ativação para as sete da noite, o que daria cerca de uma hora para invadir a base e mudar o percurso do ativador. Boom, Calleb e Christopher dividiram-se nas tubulações para armar as bombas. Guilherme ficaria no carro acompanhando tudo através das câmeras de segurança do prédio, Calleb conseguira hackear o sistema do prédio com ajuda de um vírus que o tio George implantou naquela manhã, ele nos indicaria a melhor rota de saída do prédio. Tio George criou uma distração na recepção para que papai e Melissa entrassem, nessa hora Lucas e eu entramos também sem que ninguém nos visse. Escondemos-nos e esperamos tio George passar nossa frente para que o seguíssemos e assim o fizemos de uma distancia razoável para não sermos notados.

George andava o mais rápido possível ao laboratório principal de pesquisas, o corredor seguia reto até a porta do laboratório, onde se encontrava com outro corredor formando um “T” com João e Melissa o seguindo logo atrás, ninguém poderia vê-los ali, aproximavam-se da porta quando um guarda apareceu, antes que pudesse abrir a boca para falar algo sangue espirrou do buraco recém-aberto pela bala silenciosa da arma de Melissa.

— Entrem logo – sussurra ela.

— Eu avisei, com ela podemos entrar e sair de qualquer lugar. – João sorri – Vamos.

— Não acho que devíamos estar aqui – Luana diz preocupada.

— Eu acho que isso é mais sério do que imaginamos, mas não da pra sair pela porta da frente sem identificação. Vamos entrar na sala e saímos com papai.

— Ele vai nos matar, sinceramente Lucas não sei por que ainda lhe dou ouvidos.

Melissa analisa ambos os lados do corredor antes de pensar na possibilidade de entrar na saleta também, sua presença no corredor alertaria os guardas com certeza. “Melissa” ela ouviu alguém sussurrar, “não atire” suplicou outra voz, ambas levemente familiares, foi só então que os gêmeos saíram de seu esconderijo e correram até ela.

— Nós sabemos, não devíamos estar aqui. – Diz Luana ao contemplar a carranca da amiga do pai.

— Entrem. – É só o que sai da boca dela em primeiro momento, mas dura pouco, é somente o tempo de entrarem na sala. – Vocês ficaram loucos? — Cochicha ela – Nós estamos arriscando nossos pescoços aqui, acham que é uma brincadeira?

— Foi minha culpa, desculpa. – Se apressa Lucas. João percebe então a presença dos filhos. No entanto parecia nem estar realmente neste mundo, parecia uma maquina, seus dedos percorriam toda a mesa de botões que ninguém ali alem dele compreendia.

— Por que diabos estão aqui? – Exalta-se João. – Lucas, eu pedi que pegassem suas coisas e fossem para o sitio!

— Desculpa.

— Desculpas Lucas? Sinceramente, sorte sua eu não poder gritar neste momento! – João estava furioso, tentara tirar os filhos do perímetro da ativação, mas fora em vão, aos poucos percebia o quanto os filhos acabaram de condenar o resto de suas vidas, seriam considerados perigosos ao governo, seriam caçados, torturados, teriam partes de si arrancadas para pesquisas. Voltou-se para o irmão. – George, precisa se apressar com isto, precisamos tirar meus filhos daqui.

— Mais alguns minutos, temos sorte do dispositivo ter sido criado por mim, é complexo demais. – George sabia o que precisava fazer, não poderia somente desviar a rota de ativação dos genes, precisaria destruir a maquina, levaria pelo menos cinco anos para refazê-la do zero. – João, acesse o computador principal, aquele ali do outro lado. Login: ProjetoX1995 – e soletrou para o irmão – Senha: X-T-L-0-7-5-4-8-3-2-5-X.

— Entrou – Exclamou João. Os gêmeos e Melissa observavam em silencio, Lucas e Luana percebiam cada vez mais a gravidade do que se passava, não deviam ter desobedecido ao pai, não deviam estar ali, acabaram por tornar-se um peso morto, atrapalhariam aquele plano todo, dificultariam a saída de todos. – Preciso que me diga o que fazer George.

— Pegue esse pendrive, — diz George passando o aparelho para o irmão — faça um backup dos dados do disco rígido. Isso alertara a base de controle e a segurança será acionada, estarão aqui em dez minutos no máximo, — explica George — levara seis para que o disco seja copiado, dois para apagar os dados, comece agora, termino aqui em um minuto.

— E os dois minutos que sobraram? – Pergunta Melissa.

— Bom, é basicamente o tempo que teremos até que o andar seja lacrado. Precisamos chegar ao elevador ou teremos problemas. – Responde George. – Acabei.

— Faltam três minutos para a copia terminar. – João avisa preocupado.

— Sugiro que preparem as armas, – George diz ao irmão, sabe o quão será difícil sair dali – e João, não é hora de ser super protetor, você preparou os meninos para isso. De uma arma a eles, toda ajuda será necessária.

“A segurança esta subindo toda” sibila a voz de Guilherme do comunicador, “o que esta acontecendo ai?”.

“Já vamos sair” responde Melissa, “espero que tenha preparado bem as explosões, vamos precisar de toda distração possível. E Guilherme, não nos exploda!”.

“Relaxa, tudo pronto” responde ele, “mas pensando bem, é bom vocês se apressarem, os guardas já sabe que vocês estão ai”.

“Ok” é tudo o que sai da boca de Melissa.

— Sabe atirar? – pergunta ela a Luana.

— Eu preferia uma besta, mas já que não temos uma aqui vou me contentar com essa. – Diz a garota pegando a arma oferecida. Melissa tira dois pentes do cinto cheio de armamento e passa para a garota.

— Não temos tantas balas assim. – Diz ao ver a cara da garota.

— Então é melhor eu não errar, — Luana sabia atirar muito bem, mas sempre gostou de evitar expectativas, preferia surpreender as pessoas a deixar que elas ficassem esperando algo grandioso dela. – Lucas também precisa de uma.

— João, dê uma das suas ao garoto, faremos com que eles mal precisem usar, mas não podemos deixa-los desprotegidos.

— Um minuto até os guardas chegarem. – Avisa George.

— É melhor não subestimar meus filhos Melissa, principalmente Lucas, pode não ser tão inteligente, mas tenha certeza que os treinei bem. – Afirma João.

“Cinco guardas saindo do elevador, apressem-se” Grita Guilherme pelo comunicador.

— Preciso de mais 30 segundos. – George estava terminando de excluir os dados e programar o computador para se autodestruir.

— Vamos Melissa, — incita João – Lucas, Luana, esperem George. – Eles deixam a sala.

Melissa tinha um talento nato com armas, ela e João já haviam trabalhado juntos antes, havia uma sincronia nata entre eles. Melissa atirou em um dos guardas direto na testa e em outro direto no peito, carregava duas armas, João atirou em outros dois, em seguida ao mesmo tempo, ambos atiraram no ultimo.

“Estão vindo pelos dois lados do outro corredor” avisou Guilherme.

Melissa e João correram de volta a porta da sala, cada um se encarregou de proteger um lado. La dentro George terminara de ativar a detonação do computador.

— Preparem as armas meninos, — avisou George – precisamos sair daqui em menos de dois minutos ou o andar será lacrado. – Ele acionou o botão do comunicador – Guilherme, eu preciso que bloqueie o acesso aos elevadores, deixe apenas o deste andar liberado para que possamos sair.

“Já fiz isso, em 20 segundos irão sair dois guardas do elevador, fiquem atentos, depois disso é só subirem, saiam daí para o primeiro andar, o térreo esta lacrado e cheio de guardas.”

— Vamos ter de pular? – Pergunta Luana.

“Luana, vocês precisam sair agora, explico o resto no caminho“.

Fora da sala tudo era um caos, João e Melissa atiravam para todos os lados tentando evitar que os guardas aproximassem da sala. Ao abrir a porta George quase foi acertado por uma bala que passou a poucos centímetros. Lucas e Luana passaram a sua frente e correram para o corredor da frente em direção ao elevador. Pararam a cerca de dois metros e meio e prepararam-se para atirar. No momento em que a porta abriu atiraram nos dois guardas antes que eles pudessem dispara-las.

— Vamos – Gritou Luana ao pai e Melissa que recuavam aos poucos, George e Lucas puxaram para fora do elevador os corpos dos dois guardas.

No exato momento em que João e Melissa passaram para o corredor do elevador e se afastaram um pouco Guilherme explodiu as bombas, uma a cada lada, desnorteando assim os guardas com escombros e poeira, Melissa e João foram jogados para trás. Lucas e Luana correram pra ajudar os dois. No exato momento em que passaram pela porta do elevador as luzes de segurança passaram a piscar, o alarme soava ruidosamente. As portas fecharam e o elevador começou a subir.

“Não precisam me agradecer” disse a voz de Calleb que saia do interfone do elevador.

“Preparem-se, quando a porta abrir corram para a direita. Em três, dois, vão!” Gritou ele no momento em que a porta se abriu.

Notas finais
Yiiiiiiiiip, espero que tenham gostado, vou ter um espaço de tempo maior pra escrever agora, os capítulos não irão mais demorar tanto, inclusive já ia trazer o próximo amanhã, mas fui obrigado a ser mesário nas eleições, então no comecinho da semana ele pinta por aqui.